12.8.07

Passeio e Expo Bikes Dia dos Pais em Belem PA

 

 

A Escola Universo (Belém/PA) realizou um passeio ciclístico neste sábado, 11 de Agosto, para homenagear o Dia dos Pais acompanhada de uma exposição de bicicletas antigas do colecionador Marcelo (o quarto maior colecionador de bicicletas no Brasil). O evento começou cedo em frente à Escola Universo com os alunos e seus pais visitando a exposição que tinha como guia, uma de suas estudantes e ciclista-mirim, Valentina, que explicava aos interessados os detalhes de cada bicicleta exposta e os detalhes das fotos de seu pai, diretor da escola e também ciclista.
O passeio começou às 8 hs da manhã, neste sábado de sol, percorrendo a Praça Batista Campos até a Praça da República e retornando ao colégio. As crianças foram acompanhadas por seus pais com bicicletas, patinetes, patins e à pé também. Tudo muito colorido e divertido.

 

 

As bicicletas da exposição foram ao passeio, conduzidas pelas crianças. Várias bicicletas Tandem, duplas e triplas, conduzidas por deficientes audio-visuais participaram deste evento, demonstrando a perfeita integração e respeito social.
A iniciativa da Escola exemplificou, na prática (esportiva e social), como é importante e divertida a participação dos pais com seus filhos. Muitas fotos, “pais-corujas” e filhos orgulhosos de estarem ao lado dos pais pedalando pelo centro da cidade de Belém.

 

 
Ao final do passeio, muito bem organizado pela escola Universo, com o apoio da Cia.de Trânsito de Belém e da equipe EART, a escola ofereceu uma gostosa mesa frugal aos participantes.

Por Itana Mangieri

 

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18.7.07

A liberdade é azul, A Igualdade é Branca ….

Autoria : Cury

Muitas agências de publicidade, ao criarem um anúncio, se percebem que ele pode ser tirado do ar pelo CONAR – CONSELHO DE AUTO-REGULAMENTAÇÃO PUBLICITÁRIA – produzem, de antemão, logo um outro, com uma mensagem parecida, porém menos polêmica, para que entre logo em seguida no lugar do que será, supostamente, tirado do ar.
Muitos comerciais polêmicos entram no ar na programação brasileira sempre nas noites de sexta-feira, pois o CONAR não funciona nos fins de semana. Aí o VT faz o estrago e só na segunda-feira é tirado do ar pra que entre o VT mais comportado.
Notícias da internet dizem que o governo pediu para que tirasse do ar a propaganda da Peugeot que satiriza a ministra Marta Suplicy, em relação a sua infeliz frase “Relaxa e goza”.

Depois do recente acidente com o avião da TAM, o maior da historia da aviação brasileira, todos os jornalistas da Globo estão de preto, tanto os do estúdio, quanto os de rua, inclusive os do PAN.

Pela manhã, a Globo ficou dividindo a programação entre o PAN do Brasil e a TAM do Brasil. Em um momento que mostrava a natação, a nadadora que recebeu o bronze nos 100m borboleta, a brasileira Gabriela Silva, foi entrevistada logo que saiu da piscina pelo jornalista da Globo, Bruno Lorrans, que estava de preto. Ao fim da entrevista, ele disse:
– E essas unhas, mostra aí pra todo mundo ver.
E ela mostrou suas mãos que ganharam o bronze com unhas de cores verdes e amarelas.
–São as cores do Brasil – disse ela, bastante empolgada, enquanto a Globo mandava aquela vinhetinha "Brasil sil sil sil…".
É o melhor PAN da história da natação brasileira.
Como disse o jornalista da Globo, Kleber Machado, que está de preto e cobrindo a natação, ao narrar a quarta medalha de ouro do dia:
– A natação do Brasil é ouro.

No programa Bom Dia Brasil (sil sil sil…) uma jornalista (não lembro do nome), que cobria ao vivo do aeroporto de Congonhas, estava de blusa laranja com uma outra, de outro tom, por cima. Depois, muito provavelmente por uma ordem da direção, ela reapareceu de preto. Onde será que ela arrumou outra roupa? Pode ter ido comprar numa loja no próprio aeroporto, afinal, a parte de lojas foi recém reformada, ou pode ter pedido emprestado a alguém da produção, alguma colega de trabalho que vista o mesmo número, ou até, de repente, ela tinha uma roupa de emergência.

Logo após um bloco de pesadas notícias e comentários incisivos envolvendo o acidente, Renato Machado e Renata Vasconcelos, apresentadores do Bom Dia Brasil, ambos de preto, assim como os comentaristas Miriam Leitão e Alexandre Garcia, anunciam o intervalo. Então entrou uma propaganda da Peugeot, muito provavelmente a versão B do VT da ministra, a reserva pra caso de uma emergência, anunciado em tom feliz pra você esquecer o caos aéreo e comprar um Peugeot, que no tal anúncio era chamado de avião, por apenas 37 mil reais.

Como disse o jornalista da Globo, Chico Pinheiro, que está de preto e cobrindo os plantões sobre o acidente:
– A caixa preta é laranja.

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27.5.07

Lampião o Mascate Miranda e a Bicicleta 2 Parte

- Você que é o home, falou Virgulino.
- E aí capitão? A gente sangra agora esse peste ou espera pra mais tarde?
- Esperar o quê, home. Vamos logo resolver esta historia.
Lampião veio em direção ao Mascate. Não gostava de vendedores, achava que exploravam o povo, cobrando caro por aquelas bugigangas. Na sua cintura dava para ver o punhal, ainda molhado de sangue fresco.
- Então cabra, qual é o seu nome?
- Minha graça é Miranda Martelo dos Santos.
-E isto lá é nome de homem. Ô Maria, tem um cabra aqui com nome de mulé! Miranda, pode!!!
Maria Bonita que observava tudo e Noa chegadomascate.dava risada de longe, enquanto conversava com sua amiga, Dadá.
- Seu lampião, não me mate, não. Sou homem do bem, sou um simples mascate, um vendedor.
Neste momento Lampião avistou a bicicleta, encostada numa pedra.
- E aquela bicicleta ali, você vende?
- Não, ela é minha, mas… agora é sua!
- Para quer eu vou querer ter um negócio deste. Não serve para andar no meio do sertão.
- Mas posso te ensinar a pedalar, falou o mascate.
- Olha, seu moço! Não sei andar neste treco, não, mas sempre tive vontade de experimentar um, sabe! Se você me ensinar a andar neste negocio eu deixo você ir embora e você segue seu destino, mas se eu me esbuguelar no chão eu te enterro vivo, você com sua bicicleta.
Miranda suou frio, estava em um beco sem saída. Para ficar vivo teria que ensinar nada mais, nada menos que Lampião a pedalar.
- Prometo que o senhor vai conseguir, mas aqui não dá, tem que ser em uma estradinha mais segura.
- Tudo bem, vamos romper mais pra frente. Sabonete! Você vai levando a bicicleta.
Sabonete era o homem que cuidava de Maria Bonita e da comida do Bando.
- Eu vou seguindo aqui com seu Miranda.
- Mas moço! troca esse nome, nem para morrer serve. Imagine que, até pra minha fama de cangaceiro, pega mal matar um cabra com nome de Mulé!
Miranda não conseguiu nem responder aos comentários do capitão.
Chegaram em um descampado, perto da estrada de terra.
- Pronto! Aqui tá bom, disse o Mascate.
Neste momento Maria Bonita foi chegando e disse:
- Virgulino, eu também quero aprender a andar de bicicleta!
- O senhor ouviu o que Maria disse? E pedido dela é uma ordem minha. Vai ter que ensinar nós dois a andar nesse negócio.
- Danou-se, pensou Miranda, agora além do capitão ia ter que ensinar a mulher do homem a pedalar.Tava perdido!
Pensou e lembro de Santa Luzia.
- Prometo não cobrar juros mais baixos se eu sair desta pelega
Miranda pediu para Maria Bonita sentar no selim e com todo o cuidado foi dando as instruções:
- A senhora bota o pé aqui e não se aperrei não, viu! Aqui é o freio pra parar. Aperte com força.
- Tá bom, seu mascate, sorriu Maria Bonita como um criança que acaba de ganhar um presente.
E começou a pedalar, enquanto Miranda equilibrava a bicicleta. Foi a bichinha pegando velocidade e rapidamente Maria Bonita estava pedalando sozinha.
Ouviu-se uma gritaria geral no meio dos cangaceiros. Um sorriso no rosto de lampião mostrou seu dente de ouro.
- Foi bom demais, este negocio é bom demais, Azulão! Disse Maria Bonita. Chama logo Virgulino, ele vai gostar.
- Agora é minha vez, disse Lampião.
- Mas o senhor vai ter que tirar este bando de coisa de suas costas. Lampião tirou tudo, cartucheiras, punhal, espingarda até sua caneca de alumínio.
- segura minha arma, Zabelê!, disse o capitão.
- Agora o senhor senta aqui mas vai devagar, Passando as mesmas instruções que deu a Maria Bonita, Miranda foi guiando Lampião, até que ele também pegasse ritmo e pedalasse sozinho.
Lampião já estava pedalando quando resolveu descer mais rápido, esquecendo a primeira lição de quem está aprendendo a pedalar: não ter pressa. Acabou descendo morro abaixo, perdendo o controle da bicicleta e foi parar no chão, embolando no capim.
Lá de longe seu bando ria sem parar. Nem o sisudo Corisco agüentou com as trapalhadas do capitão.
Miranda pensou: pronto,tou morto. O capitão Virgulino caiu da bicicleta e vai me enterrar vivo.
Lampião levantou-se do chão, pegou a bicicleta e voltou em direção ao grupo. Miranda já rezava, chorando olhando para o céu, pedindo uma intervenção divina.
- Olha, seu Miranda, promessa é para ser cumprida, mas Maria gostou muito deste negócio e eu vou montar de novo e só paro depois de dominar esta danada.
Miranda sorriu, depois de algumas tentativas, quedas e muitas risadas lampião, o rei do cangaço aprendeu a pedalar.
Depois foi a vez de Zabelê, Canjica, Azulão, Cajanara, Sabonete e tantos outros.
O sol já descia na serra quando lampião falou:
- Quando eu parar no Cangaço vou ter umas destas. Pode seguir seu rumo, seu Miranda e leve sua bicicleta.
- Obrigado, capitão.
Já era tarde quando o velho mascate avistou as luzes de Ouricuri. Agora tinha uma nova história para contar na volta para Recife, uma história de cordel.O dia em que o mascate Miranda ensinou Lampião a pedalar.

 

criado por dimitrivianna    18:36:30 — Arquivado em: Sem categoria

26.5.07

Lampião o Mascate Miranda e a Bicicleta 1 parte

Autoria ;  Dimitri Viana

Em 1937, um mascate atravessava o sertão de Pernambuco vendendo panelas, bacias, pequenos espelhos com molduras cor de jerimum, pentes, lenços, linha para costura, tesouras, tecidos e tudo mais que não se achava naquelas terras esquecidas e distantes. Comprava todos os seus produtos em um armazém de um velho judeu perto do Cais do Porto, onde hoje é chamado de Recife Antigo. Depois colocava tudo dentro da sua velha caminhonete Ford e seguia para o sertão. Seu roteiro era extenso, passava três semanas fora, visitando cidades, vilas, fazendas e casinhas perdidas no alto de colinas. Em alguns lugares, onde não tinha estrada e o único acesso era por trilhas de animais, ele tinha que alugar um cavalo ou outro animal qualquer.
Achando que poderia economizar nas suas viagens, resolveu levar consigo sua Brandenburg, uma bicicleta alemã, presente de um amigo que teve de retornar às pressas a pátria natal para defender os interesses de Hitler. Seguiu direto para Ouricuri, cidade encravada entre pedras e mandacarus, no sertão pernambucano. Acordou na manhã seguinte, comeu uma coalhada com sal e seguiu viagem, pois tinha que fazer varias visitas naquele dia. Seu destino era Campinho, uma pequena vila dentro de um boqueirão de difícil acesso. Conhecia o lugar, mas não conseguia entender por que diabos alguém resolveu construir um comercio dentro de um buraco, em um vale tão estreito e distante.
Resolveu testar a bicicleta. Separou alguns objetos e pegou uma garrafa de água. Colocou tudo dentro de um saco vazio de açúcar, depois tirou a bela Brandenburg de dentro de sua Ford, amarrou tudo atrás do bagageiro e saiu pedalando.
Apesar ter ganhado a bicicleta a pouco tempo, sabia pedalar muito bem, sempre pedalava quando era entregador de verduras no Recife, e sua habilidade ficou gravada na memória.
Por um momento vieram lembranças do passado, sentindo aquela brisa quente do sertão, lembrava sua infância. Nada era mais gostoso que pedalar. Não entedia como havia parado de fazê-lo por todos estes anos. A partir de agora aquela bicicleta nazista ia ser sua fiel companheira, nem mesmo Getulio Vargas ia consegui separá-la dele.
Depois de uma hora em uma trilha fechada, passando entre umbuzeiros e lajedos, chegou à entrada do vale. Dali para frente ia ter que empurrar a bicicleta, a subida era íngreme demais. Quando já se preparava para seguir a pé ouviu toque perto de sua cabeça:
- Ô moço, tá pensando que vai pra onde?
Lentamente olhou para traz. Um homem negro da cor de carvão, cabelo encaracolado, usando um chapéu grande com uma estrela no meio, apontava uma carabina para sua cabeça.
- Calma seu moço! Eu sou de bem, disse o mascate.

O homem deu um assobio desses de botar cachorro no rastro da caça. Barulho no meio da caatinga. De todos os lados saíram homens e mulheres, todo armados e usando o mesmo tipo de chapéu do homem negro.
- Qué que tu fazendo aqui, cabeça de lombriga? Perguntou ao mascate.
- Tou de passagem, tou indo para Campinhos.
Foi aí que o mascate começou entender a situação: tinha sido pego por um grupo de cangaceiros. E para seu maior azar não era um grupo qualquer, estava diante do grupo mais famoso de todos: o grupo do Capitão Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião.

- Canjica! Manda avisar ao capitão que temos visita, gritou o negro Zabelê.
- Senta aí e larga este treco, cabra infeliz, dedo duro, você tem cara de safado.
Minutos depois aparece de volta o cangaceiro Canjica.
- O capitão disse que está se penteando e daqui a pouco chega.
Sentados todos ao pé de uma umburana, o grupo descansava. Tinham acabado de assaltar o vilarejo de Campinhos, para onde o mascate iria vender seus produtos.
- Que azar, pensou Miranda, encontrar o bando de Lampião. Mas no fundo sabia que um dia isto poderia acontecer e este dia tinha chegado.
A sombra de um homem com óculos redondo, cobriu seu rosto do sol: era Lampião.

criado por dimitrivianna    22:34:04 — Arquivado em: Sem categoria

18.5.07

Agressões a ciclistas

 Fonte ; Vá de Bike

Quem não pedala regularmente nas ruas e estradas geralmente nem imagina que tem gente que coloca a vida de ciclistas em risco propositalmente. Os motivos podem ser vários: complexo de inferioridade (ou de superioridade), road rage, inveja da mobilidade num dia de trânsito parado ou, o motivo mais torpe, por pura diversão, com brincadeiras que podem levar à morte.

Você está errado, eu te mato

Alguns carros fecham os ciclistas de propósito e outros tiram fina, geralmente para mostrar que o ciclista "não devia estar na rua", mesmo sendo direito do ciclista estar ali e por melhor que ele esteja conduzindo sua bicicleta. Por mais absurdo que seja, essas pessoas colocam em risco a vida do ciclista, ou mesmo um pedestre que atravessa fora da faixa, com a desculpa de mostrar que ele "está errado" (ocupar melhor a faixa ajuda o ciclista a minimizar essa situação de risco).

Uma vez uma moça avançou de propósito o carro no trânsito parado, andando bem devagar até quase pegar minha perna com o parachoque. Quando eu perguntei por que ela estava fazendo aquilo, tive que escutar que eu é que estava "errado". Só por estar ali, parado, esperando o trânsito andar. Eu devo ter ultrapassado ela alguns segundos antes com uma despretenciosa bicicleta e ela não gostou. Com essas pessoas não adianta discutir…

Machucar é divertido

Nas estradas, alguns caminhoneiros passam rente aos ciclistas que pedalam no acostamento. Às vezes isso é feito por pura diversão, só "para dar um sustinho". Em muitos casos isso acaba em morte, pois uma pequena esbarrada na ponta do guidão é suficiente para jogar o ciclista para debaixo das rodas do monstro de metal. E não precisa nem encostar, até mesmo o deslocamento de ar é suficiente para fazer isso quando o caminhão está em alta velocidade…

Já nas cidades, os que colocam a vida do ciclista em risco por diversão são geralmente jovens que ainda não perceberam a máquina de moer carne que têm nas mãos e que podem matar ou aleijar pessoas com um simples descuido, quanto mais com uma brincadeira irresponsável. Jovens que, influenciados pela valorização que a sociedade e a propaganda fazem da "força" do automóvel, o utilizam como forma de auto-afirmação, usando para isso o poder físico que o carro dá em relação a alguém sem armadura de metal (seja um ciclista ou um pedestre). Tentam dessa forma mostrar a si próprios que, pelo menos com a ajuda de uma casca de uma tonelada e um motor a combustão para facilitar a fuga e evitar um revide, são superiores em alguma coisa a outras pessoas.

Dia da caça

Uma das "brincadeiras" que esses homicidas em potencial fazem é enrolar o tapete de borracha do carro e agredir ciclistas em movimento. Isso quase sempre derruba o ciclista, que se arrebenta todo no asfalto, podendo sofrer um acidente grave. Principalmente se a vítima cair em direção ao carro, que pode chegar a passar com a roda por cima do ciclista. O motorista então foge do local, provavelmente rindo, deixando a vítima caída sangrando no asfalto.

Entretanto, na tarde do último dia 25, quem se deu mal nessa brincadeira de péssimo gosto foram os ocupantes do automóvel. Em uma atitude corretíssima, ciclistas que treinavam na USP e foram agredidos com um tapete de borracha acionaram a segurança do campus, que chamou a Polícia Militar. O veículo foi encontrado e os estudantes detidos por tentativa de homicídio doloso (com intenção de matar).

Os agressores eram estudantes da Escola Politécnica da USP. Alunos de uma universidade de renome, que têm um nível de instrução razoável e supostamente teriam alguma inteligência.

Veja a notícia completa aqui. Os agressores eram Daniel Oltemann Rodrigues, de 22 anos, e Rodrigo Nunes Mahsuz, 20 anos. Como eles gostam de brincar e dar boas risadas, talvez tenham se divertido ao passar uma noite na cela.

Ué? Já saíram?

Como assim "uma noite"? Já saíram? Sim, foram soltos no dia seguinte. Apesar do flagrante, o juiz entendeu que não foi tentativa de homicídio doloso. E, por serem réus primários, terem residência fixa e se terem se comprometido a comparecer a todas as fases do processo, foram liberados. São meninos bonzinhos, não merecem ficar na cadeia.

Não entendo muito de direito, talvez o juiz tenha resolvido soltá-los porque foram presos com acusação errada (tentativa de homicídio doloso em vez de culposo). Mas de qualquer forma, não deixa de ser uma tentativa de homicídio: se alguém aponta uma arma para uma pessoa pensando que está descarregada, mas quando aperta o gatilho por brincadeira uma bala sai e a mata, é um homicídio, não é? Mesmo que eles não tenham neurônios suficientes para perceber que aquela brincadeira pode matar, a tentativa de homicídio é clara. Talvez não por dolo, mas por culpa.

Mas enfim, quem sou eu, um leigo em direito, para questionar um juiz… Vamos dar uma segunda chance aos rapazes. Só espero que eles tenham entendido por que é que foram presos: não foi porque "os malditos ciclistas chamaram a polícia", nem porque "esses ciclistas da USP odeiam motoristas" (até porque a maioria deles vai até ali de carro), mas sim porque os dois irresponsáveis do automóvel feriram pessoas e saíram rindo, sem se preocupar com elas. E porque podiam ter matado alguém por pura diversão. Um erro é perdoável, desde que se aprenda alguma coisa com ele. Espero que tenham aprendido o respeito ao próximo com esse episódio, para a vida não ter que ensiná-los de forma ainda mais dura no futuro.

Tudo bem, convenhamos que os dois não precisam ficar na cadeia, mas deveriam pelo menos ter retirado deles o direito de dirigir. Quem usa o carro como brinquedo, coloca a vida de outras pessoas em risco. Por pura diversão.

criado por dimitrivianna    09:07:46 — Arquivado em: Sem categoria

16.5.07

Queen Bicycle Race tradução

Para quem curte ou curtiu muito o Queen !

Composição: Freddie Mercury

Corrida de bicicleta

Bicicleta, bicicleta, bicicleta
Eu quero andar com minha bicicleta, bicicleta, bicicleta
Eu quero andar com minha bicicleta
Eu quero andar com minha "bike"
Eu quero andar com minha bicicleta
Eu quero passear com ela aonde eu gosto
Você diz preto, eu digo branco
Você late, e eu mordo
Você diz canalha, eu digo "hei cara"
Insultos nunca fizeram parte do meu show
E eu não gosto de star wars
Você diz rolls, eu digo royce
Você diz deus me dê uma escolha
Você diz senhor, eu digo cristo
Eu não acredito em peter pan
Frankenstein ou superman
Tudo que eu quero fazer é
Bicicleta, bicicleta, bicicleta
Eu quero andar com minha bicicleta, bicicleta, bicicleta
Eu quero andar com minha bicicleta
Eu quero andar com minha "bike"
Eu quero andar com minha bicicleta
Eu quero andar com minha
Corridas de bicicleta estão chegando em sua direção
Então esqueça todas suas obrigações, oh sim!
Garotas bundudas
Elas estarão passeando hoje
Então preste atenção nessas belezas,

Oh sim!
Em suas marcas, em posição, vão!
Corrida de bicicleta, corrida de bicicleta, corrida de bicicleta
Bicicleta, bicicleta, bicicleta
Eu quero andar com minha bicicleta
Bicicleta, bicicleta, bicicleta, bicicleta
Corrida de bicicleta
Você diz coca, eu digo caína
Você diz john, eu digo wayne
Cachorro quente, eu digo "fica frio cara"
Eu não quero ser o presidente da américa
Você diz "sorria", eu digo "xis"
Cartier eu digo “por favor”
Imposto de renda, eu digo jesus
Eu não quero ser um candidato para
Vietnam ou watergate
Porque tudo que eu quero é
Bicicleta, bicicleta, bicicleta
Eu quero andar com minha bicicleta, bicicleta, bicicleta
Eu quero andar com minha bicicleta
Eu quero andar com minha "bike"
Eu quero andar com minha bicicleta
Eu quero passear com ela aonde eu goste

criado por dimitrivianna    20:21:44 — Arquivado em: Sem categoria

11.5.07

Bar end or not bar end That is the question!

 Autoria :Franklin Passos – Mountain biker e Ortopedista nas horas vagas.

Mais do que uma paródia Shakespeareana, o questionamento quanto ao uso ou não-uso dos bar ends merece algumas considerações, livres de parcialidade ou tendência ultra-conservadora. É quase unânime a opção inicial de todos nós pelo bar end, ou seja, a grande maioria começou a pedalar no mountain bike, usando bar end’s, correto? A intenção deste artigo é estabelecer prós e contras no uso deste acessório. Pela definição, este acessório funciona como prolongamento do guidão, para alavancar (apoiar) no esforço de subida, servindo, também, como apoio mais alto para descanso durante a pedalada. alto para descanso durante a pedalada.

Quais são os prós no uso de bar end’s?

1) Previne lesões associadas à compressão dos nervos ulnar e mediano;

2) Previne processos inflamatórios dos tendões (tendinites) dos punhos e antebraços, pela postura prolongada (esforços repetitivos);

3) Evita ou diminui a dormência ( ou parestesia) das mãos e dedos, durante a pedalada prolongada;

4) Otimiza o apoio nas subidas, potencializando o trabalho muscular, garantindo uma cadência mais constante;

5) No caso de queda, protege de danos o guidão e acessórios, tais como ciclocomputador, trocadores e manoplas;

6) Possibilita o descanso das mãos e antebraços, nas pedaladas prolongadas;

7) Nos sprints, indispensável na disputa explosiva de uma chegada, dando à bike uma maneabilidade diferenciada e aceleração incomparavelmente progressiva;

8) Nas trilhas técnicas, é um recurso importante para a transposição de obstáculos;

9) Protegem suas mãos contra galhos e espinhos nas trilhas ou mesmo durante o impacto contra algum obstáculo;

10) O apoio no bar end é um recurso na largada, com a mão esquerda no bar end e a mão direita na manopla, para poder fazer mudanças rápidas de marcha , garantindo uma boa e decisiva largada, com progressiva aceleração.

E os contras:

1) Aderir a uma moda, semelhante à retirada da viseira ou quepe do capacete de mountain bike;

2) Aliviar alguns gramas na bike;

Nada como uma polêmica saudável para fazermos uma análise consciente de nossas opções. E você, usa ou não usa o bar end?

criado por dimitrivianna    15:55:57 — Arquivado em: Sem categoria

25.4.07

AINDA NA FRENTE COM LANCE ! 1 parte

Entrevista da revista Go OUTOSIDE com Lance Armstrong

Em seu primeiro ano longe das competições, Lance Armstrong, o heptacampeão do Tour de France, arrecadou milhões de dólares para a luta contra o câncer, tornou-se um dos donos de uma equipe de ciclismo (a Discovery Channel) e fechou sua primeira maratona em menos de três horas - tudo isso enquanto se tornava uma celebridade dos tablóides e aparecia na capa de dezenas de revistas nos Estados Unidos e no mundo. Em 2007, o aposentado mais ocupado do mundo não parece que vai sossegar. Nos planos, fi lmes, mais maratonas e trilhas de mountain bike, como ele contou nesta entrevista exclusiva à Go Outside

GO OUTSIDE: Em outubro de 2006, seu diagnóstico de câncer completou dez anos. Parece ter sido há uma eternidade?
ARMSTRONG: Parece. Mas sou lembrado dele todos os dias por causa do trabalho que venho fazendo com a Lance Armstrong Foundation. Sou lembrado porque as pulseirinhas amarelas da campanha LiveStrong estão por toda parte. Ano passado, passei esse dia em casa. Levei as crianças pra escola de manhã. À tarde saí para uma corridinha. Foi um dia muito legal.

Você parece ter se adaptado muito bem à aposentadoria.
Sim, mas tive que me ajustar. É difícil deixar de ser extremamente bem condicionado, ganhar uns quilinhos, sentar na bike e não se sentir o mesmo. Aqueles caras por quem eu costumava passar zunindo, agora pedalo com eles.

Algum arrependimento de não disputar só mais um Tour de France?
Não. Se os ciclistas profissionais competissem até os 45 anos, talvez fosse diferente. Mas eu sei que, se continuasse, estaria desafiando a história. Sou um cara velho para o esporte. Tenho 35 anos. Foi com essa idade que Miguel Indurain [ciclista espanhol, primeiro a vencer cinco vezes seguidas o Tour] foi derrotado. Preferi sair antes que isso acontecesse.

Você fala muito sobre estar com 35 anos. É algo que te preocupa?
Do ponto de vista esportivo, 35 é bem velho! [Risos.] Mas, por outro lado, é como se eu tivesse virado um adolescente. Porque dos 15 aos 35 anos eu tive uma vida de monge, totalmente focada nos esportes. E agora eu posso relaxar e ir com meus amigos pra uma festa, cair na balada. A maioria das pessoas faz isso na época de colégio e faculdade. Eu estou tendo isso pela primeira vez.

Há fotos suas em toda a mídia norte-americana. Como é ser uma celebridade, nesses dias em que qualquer um com um celular é um paparazzi em potencial?
É inacreditável. Preciso realmente levar isso em consideração quando saio pra tomar umas cervejas com meus amigos. Nada é sagrado. Nada é privado. Eu não sei o quão longe estamos de transmitir imagens de vídeo ao vivo de pessoas na rua.

Quão difícil é lidar com boatos lançados por revistas de fofoca?
Boatos como o de que você e o ator Matthew McConaughey seriam mais que bons amigos? É tão ridículo! [Risos.] Eu sei do que gosto e sei do que McConaughey gosta, e não é nada disso que estão falando!

Então esclareça outro boato: quem vai fazer o seu papel no filme sobre sua vida, que deve ser filmado ainda em 2007?
Matthew McConaughey, Jake Gyllenhaal ou Matt Damon? Os rumores de que seria Jake ou Matthew começaram porque eles são meus amigos e parceiros de balada. Mas o roteiro do filme ainda nem está finalizado. E se os atores que estiverem interessados tiverem um mínimo de integridade, vão querer ler o roteiro. Mesmo o Jake já me disse "Escuta, eu adoro pedalar, você é meu amigo, mas preciso ler o roteiro".

Você tem algum poder de decisão sobre o filme?
Um pouco. Mas chega um ponto em que você simplesmente entrega o projeto prum escritor em quem confia e diz "OK, pode mandar bala". Fiz algumas coisas bem loucas na minha vida, e eles provavelmente vão incluí-las no roteiro. Na estréia, eu provavelmente tentarei esconder o rosto e direi "Nossa, eu fiz mesmo isso?". Mas o que me importa mesmo é o que diz respeito ao ciclismo. O cara que for fazer o meu papel não pode ser um ator que pedale com os joelhos abertos, com a cabeça indo pra frente e pra trás. Isso é uma vantagem de Jake: quando ele está pedalando, parece que é um ciclista profissional, o que é muito bacana.

Como o seu trabalho na Lance Armstrong Foundation está te ajudando a lidar com a aposentadoria?
Eu tenho necessidade de competir e canalizei essa minha energia na fundação. Ou pelo menos tentei canalizar. Mas é algo totalmente diferente da competição esportiva. Não existe aquele momento de definição que existe no esporte, tipo "consegui". Em vez disso, eu tenho várias pequenas vitórias.

Que vitórias o empolgam?
Toda vez que um candidato à Presidência nos liga e viaja até Austin para fazer uma reunião conosco. Quando um candidato faz isso, o outro tem que igualar ou superar esse esforço. É isso que vai nos levar a uma grande vitória. Que vitória? Acabar com a doença. Não é um sonho que possa se tornar realidade em um ou dois anos - pode não se tornar nem em 20 -, mas podemos começar a progredir desde já.

Você arrecadou quantias impressionantes com a fundação e a campanha LiveStrong. Pra onde vai esse dinheiro?
Já levantamos US$ 140 milhões até agora. E com isso distribuímos muita verba para projetos. Não são projetos de um milhão de dólares. São projetos de US$ 5 mil, para pacientes que precisam de transporte até os locais de tratamento, ou projetos de pesquisa de US$ 100 mil. Nosso trabalho é mais focado na comunidade. Não estamos patrocinando o projeto de alguém que quer mapear o genoma do câncer. Para isso, é preciso centenas de milhões de dólares, e é obrigação do governo patrocinar isso.

Você pediu a Bush um bilhão de dólares.
Sim. Estávamos almoçando e ele perguntou "Como você está?". Ele não perguntou "Como a fundação está indo?". Era como se quisesse saber se eu tinha viajado nos últimos dias, ou visto algum filme legal. Fui direto à questão do câncer, achando que poderia ter uma recepção calorosa, já que a irmã dele morreu da doença. E lancei a idéia do bilhão. Ele só disse "OK, vou pedir a algumas pessoas que analisem a possibilidade". Pelo menos ele não respondeu "Cê tá louco?", nem me mandou embora.

Mas a proposta foi pra frente?
Não conseguimos o bilhão. Estamos bem no fim da lista de prioridades do orçamento dele. Não teremos nenhuma mudança nessa área, acho, até termos um novo presidente e uma nova administração. Enquanto isso, a guerra no Iraque vem custando US$ 2 bilhões por semana. As guerras do Iraque e Afeganistão terão gasto trilhões de dólares quanto tiverem acabado. Seis ou sete meses no Iraque e no Afeganistão equivalem a 35 anos de financiamento ao tratamento do câncer.

Um ano atrás, você falava em ser governador do Texas. Ainda está interessado?
Governador do Texas. [Pausa.] Parece legal, mas provavelmente não seria tão legal na realidade. Acredito que sou mais eficaz fora do gabinete. Tento ser o menos político possível.

criado por dimitrivianna    18:26:24 — Arquivado em: Sem categoria

12.4.07

DOMINGO É DIA DE PROTESTAR!!!!

A CicloBahia - Comissão de Cicloativistas da Bahia, criada por integrantes do segmento ciclístico de Salvador, que tem como objetivo buscar junto aos poderes públicos, através dos meios legais, a melhoria das condições de mobilidade dos usuários de bicicleta em nossa cidade, está organizando Manifestação em defesa da segurança da Ciclovia da orla e do Parque de Pituaçu, para coibir com os assaltos constantes nestes trechos, atingindo pedestres e ciclistas.

No dia 15 de Abril (Domingo) às 9:00 horas em frente ao Parque de Pituaçu (perto do Circo Picolino), na Av. Otávio Mangabeira, será realizada uma manifestação em prol da segurança da Ciclovia da orla e do Parque de Pituaçu

para chamar a atenção da população, das autoridades e representantes públicos para o número de ocorrências de assaltos que estão aumentando à cada dia nestes locais. Na Ciclovia (no trecho entre Aeroclube e Pituaçu) e a área interna do próprio Parque de Pituaçu, estão ocorrendo assaltos à mão armada (com facas e revólveres) aos pedestres e ciclistas.

Será uma manifestação pacífica em que todos os interessados estão convidados à participar para distribuição de panfletos e reivindicações para mantermos esses espaços livre de meliantes e que possamos continuar praticando caminhadas, treinos e pedaladas com tranqüilidade e bem estar social.

Em 2006 fizemos reuniões com o comando da Policia Militar, mas nenhuma ação concreta foi realizada.

Traga cartazes, apitos, buzinas!

criado por dimitrivianna    14:54:45 — Arquivado em: Sem categoria

10.4.07

Taquinho Aprenda a fixá lo !

Colaboração Marcelo Cavalcante

 

em sua sapatilha
Os pedais de encaixe são derivados dos encaixes utilizados em esquis de neve e são excelentes para quem gosta de tirar o máximo proveito de sua pedalada. No caso de ciclistas de competição, esse acessório é indispensável.

O uso de pedais de encaixe pode melhorar o aproveitamento da pedalada em até 30%, já que o ciclista usa o pé para puxar o pedal para cima.
Os preços variam de R$ 78 a R$ 450, dependendo da marca, modelo e peso do pedal.
Os taquinhos podem ser facilmente encontrados com os preços na faixa de R$ 33-50. A marca Wellgo é a mais barata que os Shimano e igualmente confiável.
O taquinho - parte de metal que fica preso na sapatilha e se encaixa no pedal - é fácil de ser fixado, entretanto, há alguns macetes há serem seguidos.
Um taquinho além de prejudicar a performance do ciclista pode provocar dores no joelho e na panturrilha.

 

Você vai precisar de:
Chave allen 4 mm (3mm dependendo do modelo do pedal);
Régua;
Lápis;
Fita crepe.
Veja abaixo como instalar ou substituir o taquinho em sua sapatilha:

Com os pés descalços encontre o osso da "bola do pé";
Vista uma meia, calce a sapatilha e apalpe por fora até encontrar o osso da bola do pé;
Marque com lápis na sapatilha a posição encontrada. Se não quiser riscar na sapatilha utilize uma fita adesiva e marque sobre ela;
Com uma régua, encontre o centro da sapatilha no sentido longitudinal (ponta dos dedos até o calcanhar). A idéia é fixar o taquinho bem no centro dessa linha, e deixando o taquinho centralizado em relação à marca feita da "bola do pé";
Em seguida coloque a chapinha, o taquinho, e os parafusos allen (com um pouquinho de graxa). Posicione o taquinho bem no meio do cruzamento das linhas da bola do pé e da posiçao longitudinal;
Observação: O ajuste final será realizado posteriormente. Em geral o taquinho deve ficar alguns milímetros para trás da "linha da bola do pé". Para pés de números acima de 43 poderá ser necessário colocar o taquinho no máximo de recuo.
Aperte bem os parafusos allen e encaixe a sapatilha no pedal da bike para verificar se a posição está perfeita;

A sapatilha tem que ficar bem paralela ao quadro da bike. Pedale para trás várias vezes e observe se a sapatilha não vai tocar no quadro e no pedivela em nenhum momento da pedalada. Se isso ocorrer, será necessário soltar os allen e fazer a correção necessária. Quando fizer esta verificação, mexa um pouco a sapatilha para os lados (os sistemas de fixação atuais têm uma flutuação entre 5 - 12º) para checar se a sapatilha não toca em nenhum ponto.

 

criado por dimitrivianna    15:20:22 — Arquivado em: Sem categoria

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