25.7.07

Após uma pedalada na chuva

 

Apesar de não gostarmos dela durante os passeios, por vezes somos surpreendidos e se não limparmos e lubrificarmos bem a bike, alguns componentes podem ir parar numa sucata qualquer. Os primeiros componentes a serem afetados são os cabos.
Depois da dita chuvarada, os cabos podem enferrujar, por isso devem ser secados e lubrificados. Primeiro deve-se soltar os cabos. Nos travões basta puxar as conduítes (revestimento do cabo) e aplicar graxa branca com as pontas dos dedos ou pincel (algumas pessoas põem WD-40 antes da graxa), mas nada de exageros. Quanto aos cabos dos desviadores, colocar a corrente na coroa menor (traseira) para deixar os cabos frouxos e fazer o mesmo que fizemos aos cabos dos travões. Ao remontar os cabos e conduítes deve-se passar varias vezes a mudança da marcha para espalhar a lubrificação pelo cabo.
Depois de lavada a corrente, seca-la bem e aplicar WD-40 para retirar a umidade e aplicar óleo especifico para correntes.
É importante a limpeza e lubrificação das coroas, para evitar infiltrações no núcleo.
É normal que com a chuva e até durante a limpeza da bike, que entre água para dentro do quadro, quer pelo canote do selim ou por outro lado qualquer, acumulando-se perto do eixo pedaleiro, existindo o risco de que com a oxidação aquela zona não resista a um impacto mais forte. Para evitar isso deve-se virar a bike ao contrário para deixar a água escorrer e aplicar WD-40, para retardar a oxidação.
O quadro deve-se manter limpo de lama e outros detritos, devido ao contato com o aro.
A suspenção da bike é relativamente anti-água, devido às borrachas e anéis de proteção no topo. Limpe a parte de cima da suspensão com um pano seco, deixando a lubrificação da suspensão para mãos experientes.
Depois dos cabos e corrente, vêm os cubos, o movimento central e a caixa de direção (sem pára-lamas). Os cubos devem ser deixados para especialistas trocarem a graxa, apesar de não serem muito afetados pela água, a não ser que se entre num rio. Com o eixo do pedal é praticamente a mesma coisa que os cubos, com a diferença que se deve retirar o movimento central e secar o exterior, para evitar que este fique colado ao quadro com a oxidação, sendo difícil a sua manutenção por um mecânico. Quanto à caixa de direção, a única coisa que o ciclista pode fazer é instalar um pára-lamas para evitar que a água entre na caixa de direção. É recomendado a lubrificação cada vez que se fizer uma revisão completa à bike. Para os que chegam a casa enlameados, recomenda-se lavar a bike o mais rápido possível e aplicar WD-40 nos cabos e corrente, dando tempo para no outro dia fazer a lubrificação total e completa sem correr o risco de enferrujar de um dia para o outro.

criado por dimitrivianna    01:09:58 — Arquivado em: Dicas mecânicas - Fale c/Guiné

7.5.07

Shimano e a linha XT 2008 !

A gigante Shimano anunciou ontem o lançamento da nova linha XT 2008. Realmente as mudanças foram bem significativas e vão deixar os entusiastas da marca de água na boca. O design está mais moderno e dando uma impressão de maior robustez, saindo um pouco da cor prata e usando mais o preto. Assim como no XTR 2007, a letra "X" foi aproveitada no design do cambio dianteiro, manete hidráulica e no câmbio traseiro.

Quanto ao funcionamento, também há novidades interessantes:

- Cambio traseiro: Além da versão top-normal e low-normal, agora tem a opção do câmbio Shadow RD, que é mais voltado para o pessoal extremo, já que tem um perfil menor e balança menos em condições técnicas. As molas são mais firmes, evitando esse movimento. Também foi feito um design para evitar que o câmbio entre em contato com o chainstay (quadro). Além disso, o roteamento do cabo evita que este prenda em raízes, pois fica menos exposto. Tem opções de medium-cage e long-cage e pesa 235g.

- Manete hidráulica - A novidade para a manete, além do design, é o sistema Servo-Wave, exclusividade do XT! Esse sistema permite um maior ajuste da manete, mantendo as pastilhas no lugar. Resumindo, o novo sistema faz com que se tenha um ajuste muito maior da altura da manete, sem que haja interferência no caliper. Além disso, ao se usar essa manete com o novo pistão XT de freio, se consegue 20% a maior de força na frenagem. O peso é de 128g o par.

- Novo pistão (caliper) - A peça agora é feita de um bloco único de aluminio e quando usado com as novas manetes, oferece 20% a mais de frenagem. Oferece opções de uso com 160, 180 ou 203mm. 224 gramas pelo par, ou 316 gramas se já contar com o rotor, mangueira e adaptador.

- Rodas e cubos - Finalmente a Shimano acordou para o problema de seu sistema de freehub! O cubo traseiro da Shimano tinha um engate muito lento, precisando de 15 ou 20 graus de giro no pedal para que houvesse o engate! Agora é preciso apenas 10 graus, tornando a volta da tração muito mais rápida! Combinado com o uso de rolamentos angulares e de fácil manutenção, a Shimano agora tem cubos bem competitivos! Ponto positivo!! A roda XT já montada vem com um aro mais largo (23mm), com 24 raios, mas também já possui a versão para eixo de 20mm. O sistem de disco center-lock foi mantido.

- Novo Pedivela - Além do design mais moderno, a modificação signficativa foi o uso de carbono na cora do meio. Apesar de na foto não ficar muito destacado, eles informam que agora a coroa é uma mistura de carbono e aluminio. O peso é 850g para o pedivela de 3 coroas.

- V-brakes - A empresa manteve as manetes e v-brakes para aqueles que não migraram para disco. Porém, com modificações apenas visuais.

Existem pequenos outros detalhes em outras peças, que podem ser vistos no site oficial da marca ou perguntados/discutidos no nosso fórum, em http://www.pedal.com.br/forum/topic.asp?TOPIC_ID=38075

Segundo a Shimano, a ideia da linha XT surgiu em 1982 quando Yoshi Shimano ligou para a matriz da empresa contando sobre o crescimento do "novo" ciclismo de montanha. Essa ligação fez a empresa discutir o lançamento de uma linha voltada para os rigores do mountain biking e daí surgiu a primeira linha XT.

Apesar de todos os detalhes e fotos terem sido apresentados, não existe nenhuma informação oficial sobre quando as peças chegarão no mercado. Só nos resta esperar.

criado por dimitrivianna    15:34:33 — Arquivado em: Dicas mecânicas - Fale c/Guiné

20.4.07

Pressão dos Pneus !

Apesar da calibragem ser de preferência pessoal, nunca ultrapasses as recomendações do fabricante escritas na lateral do pneu.
Calibra sempre os pneus antes de sair pois é normal que as câmaras de ar percam ar quando paradas.
Pneus muito cheios, logo muito duros, podem rebentar numa pequena pedra e fazer a bicicleta vibrar demasiado em zona com muita pedra.
Pneus muito vazios, logo muito moles, têm maior aderência mas furam rapidamente e ao encontrar um obstaculo o impacto vai para o aro.
Mountain Bike - frente - 36 a 40 psi traseiro - 38 a 42 psi
Estrada - frente - 90 a 100 psi traseiro 90 a 110 psi
Mountain Bike e estrada - frente 50 a 60 psi traseiro - 50 a 70 psi

Mais um ponto de referência, desta vez mais especifico:
Começa com 40 psi e depois:
Pneus menores que 2.0 + 5 psi
Terra Batida com pedras + 5 psi
Andamento rápido + 5 psi
Andamento mais lento - 5 psi
Caminhos arenosos - 5 psi
Caminhos molhados com raízes e pedras - 5 psi
Biker com mais de 80kg + 5 psi
Biker com menos de 80kg - 5 psi
Nota: os valores ficam ao teu critério, o valor 5 é uma tentativa de universalizar a tabela. Agora o que podes ter a certeza que estará sempre correcto é se deves tirar ou meter mais pressão (ex:Terra Batida com pedras + 5 psi). Desta forma é so escolher o número que seja mais adequado para ti.
Pontos a ter em conta na hora de escolher a pressão pessoal:
Quanto mais leve o rider menos pressão é necessária;
Quanto mais liso e perfeito é o piso mais pressão pode ser usada;
Menor pressão significa mais atrito com o chão logo maior aderência;
Maior pressão significa menor atrito com o chão, logo menos aderência ao chão e maior velocidade;
Quanto mais fino o pneu maior pressão pode ser usada;
Em terrenos molhados um pneu mais vazio permite maior aderência ao piso.
PS: lembrem-se que não há uma pressão universal que sirva a todas as pessoas, mas a informação deste post é uma ajuda para encontrares uma pressão que sirva ao teu estilo de pilotagem, peso, etc.

criado por dimitrivianna    15:52:21 — Arquivado em: Dicas mecânicas - Fale c/Guiné

23.12.06

BIKE FIT

(1ª parte)

Pesquisa e colaboração enviada por: Marcelo Cavalcante
Fonte: Bike Magazine
Matéria: Marcos Adami

                     

Para tirar o máximo proveito da bicicleta o ciclista tem que estar corretamente posicionado sobre a bike. Além de evitar o desperdício de energia, o ciclista evitará uma série de lesões. Entre ter uma bike levíssima e uma bike regulada para o corpo do ciclista, a segunda opção sempre é a melhor, já que uma bicicleta perfeitamente ajustada pode melhorar em até 20% a performance do ciclista.
A Biomecânica é a ciência que estuda o movimento esportivo, o gesto técnico de determinada modalidade. No caso do ciclismo, esta ciência se preocupa em estudar os movimentos do ciclista sobre a bike de forma que eles sejam aproveitados ao máximo para garantir a performance perfeita para o conjunto bike + biker.
No Brasil, um dos pioneiros a usar a tecnologia para posicionar ciclistas sobre suas bikes de competição é o campineiro Rogério Camargo, de 30 anos, graduado em Educação física pela PUC de Campinas com especialização em Treinamento Desportivo pela FMU, de São Paulo.
Mas, foi no ano 2000, em um curso de Especialização em Ciência da Biomecânica, na UCSD (Universidade Católica de San Diego), nos Estados Unidos que Camargo aprendeu os macetes do posicionamento do ciclista sobre a bike. Camargo já fez mais de 2 mil avaliações em quatro anos de atividade, uma incrível média de sete avaliações semanais. Entre os nomes famosos da Elite do ciclismo, do mountain bike e do triatlo nacional, ele já avaliou o velocista Rodrigo de Melo Brito “Morcegão”, de Brasília (DF); o ciclista Adriano Martins, da equipe de Americana (SP); o mountain biker paulista Odair Pereira, de Itu; além dos renomados triatletas Ivan Albano e Santiago Ascenzo. "Estudos indicam que em seis meses, um ciclista pode ganhar até 20% mais de performance, quando corretamente posicionado sobre a bike", garante Camargo.
Muitos de meus clientes voltam em meu consultório e me dizem: "Não sei o que aconteceu comigo, estou andando muito mais agora depois que você regulou minha bike". Ele estudou as diferenças de geometria de construção de quadros entre europeus e norte-americanos. A geometria européia é mais clássica, com bikes de quadro grandes. Já nos Estados Unidos a tendência é a de se utilizar quadros menores e mais compactos, que compensam o pequeno tamanho dos quadros no comprimento do canote de selim e da mesa.

MUITAS VARIÁVEIS
Muitos fatores influenciam na hora de encontrar a posição ideal do ciclista sobre a bike. Antes de iniciar a consulta, Rogério Camargo conversa com o ciclista para saber seus objetivos, seu estilo de pedalada, sua experiência no esporte e também o tipo de bicicleta que o ciclista vai utilizar.
Diferentes bicicletas exigem diferentes posicionamentos. Uma bike de
contra-relógio será regulada de uma forma diferente de uma de ciclismo, ainda que as duas pertençam a um mesmo cliente. É muito comum Rogério fazer a avaliação em duas, ou até mesmo três bicicletas, de um mesmo ciclista. Para cada uma as regulagens são diferentes.
Outro fator que é levado em consideração é o tipo físico de cada indivíduo. Alguém com fêmur comprido terá uma posição sobre a bike diferente de alguém [de mesma estatura] com o fêmur relativamente mais curto. A flexibilidade de cada indivíduo é também um fator determinante da postura que vai ser adotada sobre a bike. "O atleta deve dominar a bike e não a bike dominar o atleta", ensina Camargo.

criado por dimitrivianna    14:22:07 — Arquivado em: Ciclismo, Dicas de Saúde, Dicas mecânicas - Fale c/Guiné

4.11.06

Frear ou não Frear ?

Fonte: Tribo do Pedal Selvagem

                     

Muito se ouve falar sobre como frear, uns chegam a dizer que é bom evitar usar o freio dianteiro, mas na realidade o uso do freio deve ser feito sempre de maneira consciente, ou seja: quando você frear sua bike deve estar ciente das condições do piso, da situação da bike em relação ao solo e saber o que pode acontecer durante uma frenagem.

O que pode dar errado em uma frenagem quando?

Freamos demasiadamente forte a roda traseira levando-a a travar:

Se a bike estiver seguindo em linha reta: a roda traseira pode derrapar para um dos lados e desestabilizar o equilíbrio, que pode ser recuperado diminuindo um pouco a potência da frenagem para que a roda volte a girar e/ou efetuar uma mudança de direção para corrigir o equilíbrio.

Se a biker estiver dentro de uma curva: a roda traseira escapa para o sentido contrário da curva e quando isto acontece muito rápido, acaba levando o biker ao chão. Ao sentir que a traseira vai escapar alivie a potência exercida sobre o freio, mas uma atitude preventiva é mais indicada, onde: se o piso for de pouca aderência evite frear forte e fique bem atento para a reações da roda traseira

Freamos demasiadamente forte a roda dianteira levando-a a travar:

Se a bike estiver seguindo em linha reta em piso de alta aderência a tendência e da bike e o biker girarem para frente sobre a roda dianteira, mas quando o piso não tiver tanta aderência a tendência é a roda derrapar par um dos lados tirando o equilíbrio, em ambos os casos é necessário diminuir a potência exercida sobre o freio para recuperar o equilíbrio.

Assim como na roda traseira a dianteira também derrapa para o sentido contrário da curva, mas quando isto acontece inesperadamente raramente o biker escapa do chão.

Então lembre-se que quando frear você deve estar atento para o que pode vir a ocorrer, desta forma é possível tomar a atitude correta para evitar o tombo. Abaixo uma lista de dicas para ajuda-lo neste setor.

Ao usar uma bike pela primeira vez experimente o freio com cuidado e sinta a sua potência.
Mantenha os freios de sua bike bem regulados e após uma regulagem teste-os.
Sempre analise o piso e a situação em que esta passando na hora de frear para saber qual atitude tomar.
Em piso firme e seco divida o esforço da frenagem em 60% no dianteiro e 40% no traseiro em outros tipos de piso iguale ou inverta um pouco a potência aplicada, mas lembre-se O FREIO TRASEIRO NÃO CONSEGUE PARAR A BIKE A TEMPO NAS EMERGÊNCIAS.
Em descidas ponha o corpo para trás ao frear forte, isto ajuda a bike a não virar sobre a roda dianteira.
Não freie ao passar sobre valetas, erosões transversais, faça-o antes ou depois.
Conhecendo bem o freio traseiro de sua bike você pode usa-lo para testar a aderência do piso pelo qual esta passando, se a roda travar sob o menor esforço feito na alavanca, chiii! Lembre-se de tudo que leu nesta matéria e reze para não precisar frear forte.
Quando a situação se tornar desesperadora, o que acontece sempre depois de uma freada forte, e você tendo recuperado o equilíbrio depois de soltar o freio, mas ainda precisa frear forte. Faça-o e se a bicicleta desestabilizar solte novamente o freio e vá repetindo está seqüência até… ufa! ou ái!
Sobre a lama ou barro e em descida fique em pé sobre os pedais e vá modulando a potência dos freios com cuidado e atenção.
Se, em descida, após soltar o freio para transpor um pedaço de piso escorregadio freie o suficiente depois de transpo-lo para reduzir a velocidade.
Em piso de muita poeira, esta pode esconder pedras e buracos.
Pedriscos sobre asfalto CUIDADO!!!!
piso de terra firme sob floresta e/ou chuva são muito traiçoeiros e quando eles tem aquela cobertura verde de musgo, chiii!, se puder siga por sobre o mato que há no meio e nas beiradas do caminho.
Quando um piso escorregadio, te pegar de surpresa e você soltando o freio recuperar o equilíbrio comece a pensar rápido, mas muito rápido mesmo e ache um piso mais firme onde você possa voltar a frear com segurança. Boa sorte !

criado por dimitrivianna    19:58:04 — Arquivado em: Dicas mecânicas - Fale c/Guiné

30.9.06

A bicicleta de 576 raios - recorde brasileiro

autoria : Guine

O Paranaense Reginaldo Langner, da bicicletaria Cicles Langner, recentemente entrou para o RankBrasil – Livro dos Recordes Brasileiro, apresentando sua bicicleta contendo 576 raios, sendo 288 em cada roda. Superando o próprio recorde, procurou pelos auditores do RankBrasil, para apresentar sua nova criação, agora conta com 864 raios numa bicicleta, sendo 432 em cada roda.

Tudo começou a partir de uma reportagem que leu, onde dizia que um rapaz de São Paulo havia montado uma bicicleta com 216 raios, pra ele, fazer aros com 48 e 72 raios era uma coisa normal e muita gente tem, mas aquele número não saiu da cabeça dele. Começou então, uma maratona de estudos e possibilidades.

“Pensei que se eu fizesse mais alguns furos no aro caberiam mais raios, então comecei a furar, mas montando, eu percebi que não era tão simples como eu imaginava”, Lembra Reginaldo Langner, na entrevista para o RankBrasil. Quando Reginaldo superou a primeira façanha, com 288 raios num mesmo aro, percebeu que ainda restavam espaços livres para mais raios. E foi assim, que iniciou uma nova batalha, agora, com total de 864 raios numa mesma bicicleta.

“432 raios em cada aro, não foi nada fácil, mesmo tendo o projeto pronto. Eu demorei um pouco mais para montar. Tive que ter muita paciência, mas consegui.

Todo o esforço de Reginaldo é reconhecido pelo povo e pela imprensa regional, e perguntas curiosas é que não faltam, quando as pessoas passam admiradas e param pra fotografar, já que as bicicletas que entraram para o RankBrasil – Livro dos Recordes Brasileiro, com Maior quantidade de Raios Numa Bicicleta, ficam expostas em sua bicicletaria - Cicles Langner.E lá, encontramos outras diversas criações, em se tratando de bicicletas diferentes, como: bicicletas grandes, pequenas, altas e também com 4 aros. Acreditando que bate novamente o próprio recorde, Reginaldo garante: “Tenho um outro projeto em mãos e está bem guardado, Garante Reginaldo jamais alguém viu coisa igual”.

criado por dimitrivianna    12:10:32 — Arquivado em: Dicas mecânicas - Fale c/Guiné

8.9.06

Escolha o tamanho ideal do quadro da sua bike

                 

Dimensões do quadro da bicicleta:
Fisicamente nossas medidas são diferentes um do outro na altura, no comprimento do cavalo, no comprimento do braço,
e no comprimento do tronco. E com todas essas variáveis, para comprar uma bicicleta temos que nos preocupar com essas medidas
com a finalidade de proporcionar conforto e desempenho no equipamento.
O cuidado ao escolher uma bicicleta e nossa posição nela pode evitar lesões e dores no decorrer da pedalada.
Há varias maneiras de saber qual é o melhor tamanho do quadro que se adapta ao seu físico. A melhor delas e fazer uma análise
com um profissional especializado em ergonometria, onde o mesmo irá indicar a melhor dimensão de sua bike.
Portanto não é sempre que conseguimos tal profissional e então saímos a compra de uma bicicleta qualquer. Dessa forma colocamos a sua disposição uma técnica simples onde você mesmo pode calcular, dentro de suas possibilidades, o tamanho do quadro o
mais próximo de suas características físicas.
Lembre-se que nada substitui uma análise ergonometrica com um profissional.

                 
Você precisa ter em mão algumas medidas de seu corpo:
Peça ajuda a outra pessoa para fazer as medidas conforme o desenho, faça sempre três medidas e tire a média das três ou seja
(medida1 + medida2 + medida3 / 3) = media, utilize dessa média para fazer os cálculos.

Medidas do cavalo (a).
Medidas do tronco (b).
Medidas do braço (c).

Medidas do quadro da bicicleta:
Altura do quadro (tubo do selim) = medida do cavalo (a) x 0,65 (exceção das bicicletas com um quadro sloop).
Comprimento do quadro (tubo superior) o mesmo que (b). Geralmente 2 ou 3 cm a mais.
Altura do selim = medida do cavalo (a) x 0,885
Tamanho da mesa do guidão esta relacionado com a flexão do tronco do ciclista, pode ser ajustado de maneira
a proporcionar um melhor conforto ou aerodinâmica de acordo com a necessidade do ciclista.
A largura do guidão normalmente esta relacionada com a largura do ombro do ciclista.
* Devido aos tipos diferentes de ângulos que existem atualmente no tubo superior dos quadros,
a altura do tubo do selim pode variar. Mas para encontrar o tamanho do quadro desse tipo de bicicleta, a
medida do cavalo é ainda fundamental. A única coisa que muda é a multiplicação do coeficiente, que dependerá do tipo do
quadro.
Esse quadro acima pode servir de exemplo de medidas de quadro com relação a altura do ciclista, mas lembre-se que mesmo
com a mesma altura as medidas dos membros podem ser diferentes. Portanto faça sua medida e descubra o tamanho mais
próximo de seu quadro.

Altura ciclista (cm.)     Bike da estrada (cm.)          Bike MTB (polegada)
160 - 165                        47 - 51                                     …. 14
165 - 170                        51 - 53                                     16 - 17
170 - 175                        53 - 55                                     18
175 - 180                        55 - 57                                     18 - 19
180 - 185                        57 - 59                                     20
185 - 190                        59 - 61                                     20 - 22
190 -                                61 ….                                        22 ….

Fonte: Projeto Pedalar

criado por dimitrivianna    21:58:04 — Arquivado em: Artigos, Dicas mecânicas - Fale c/Guiné

6.9.06

Cuide bem da sua Bike !

Para um bom desempenho sua bike precisa estar em boas condições. Confira algumas dicas de cuidados com ela !

                           

Regulagens:

- Regule sempre os câmbios antes de sair para uma trilha, passeio ou prova, pois além de evitar dores de cabeça, aumenta a vida útil da corrente e das engrenagens.
- Freio desregulado é tombo na certa. Regule-os sempre que necessário, evitando acidentes mais graves.
- Mantenha os pneus sempre calibrados. Pneus mais cheios evitam furos, mas são menos confortáveis, pois a bike pula muito. Pneus um pouco murchos são mais confortáveis, mas são mais propensos a furar, principalmente quando o terreno é pedregoso, ocasionando a famosa mordida. Cada ocasião exige uma calibragem diferente, e a dica é sempre experimentar calibragens diferentes.

Lubrificação:

- Lubrifique cubos, caixa de direção e movimento central com graxa, pois estes são pontos de maior desgaste.
- Locais de difícil acesso, como catracas e rolamento de pedais, devem ser lubrificados com óleo fino, que penetra mais facilmente.
- Uma dica para o bom funcionamento dos freios é lubrificar os conduítes dos cabos com óleo fino, além de evitar a ferrugem.
- Pingue uma gota de óleo em cada elo da corrente. Assim, as trocas de marcha se tornarão mais suaves.
- Não lubrifique em excesso, pois isto atrai sujeira, principalmente em dias mais secos.
- Suspensões devem ser lubrificadas por um profissional especializado.

Lavagem:

- Sempre comece tirando a parte mais pesada com uma ducha de água. Um barro retirado a seco pode estragar a pintura.
- A sujeira mais leve deve ser limpa com esponja e sabão neutro.
- Lubrifique as partes de rolamento após a lavagem, evitando o desgaste e aumentando a vida útil do equipamento.
- Deixe a bike secar na sombra, evitando o ressecamento de partes plásticas expostas ao sol.
- Lavar, além de ser um cuidado, conserva as características originais da bike, que contam para valorizar a bike no momento da venda.

Fonte: http://www.highmountains.cjb.net

criado por dimitrivianna    10:37:05 — Arquivado em: Dicas mecânicas - Fale c/Guiné

16.8.06

Os Cuidados com a Bike após a Chuva

Site Bike Canal

Em geral, chuva e bicicleta não combinam. Entretanto, às vezes é inevitável tomar chuva durante uma pedalada.

As partes da bike que são mais atingidas pela chuva são as partes que têm movimento e/ou que giram. "O núcleo do cassete e a caixa de direção são os dois pontos mais críticos de uma bike, seja de ciclismo ou MTB", ensina Rodrigo Soares, mecânico da Mega Bikers, em Campinas (SP). Outros pontos a serem observados são os cabos [de acionamento do freio e dos câmbios], o movimento central, os pedais, os cubos de rodas, as sapatas de freio e, é claro, a corrente.

Pela segurança do ciclista não se recomenda pedalar em dias de chuvarada, mesmo ciclistas profissionais e experientes, respeitam os dias de chuva e esperam o tempo melhorar para saírem às ruas. Ruas molhadas e escorregadias, pouca visibilidade dos motoristas, vidros embaçados, tudo isso acarreta grandes chances do ciclistas se envolver em algum acidente.

As partes da bike que são mais atingidas pela chuva são as partes que têm movimento e/ou que giram. "O núcleo do cassete e a caixa de direção são os dois pontos mais críticos de uma bike, seja de ciclismo ou MTB", ensina Rodrigo Soares, mecânico da Mega Bikers, em Campinas (SP). Outros pontos a serem observados são os cabos [de acionamento do freio e dos câmbios], o movimento central, os pedais, os cubos de rodas, as sapatas de freio e, é claro, a corrente.

CAIXA DE DIREÇÃO
É um dos componentes mais afetados pela chuva, já que a roda dianteira lança água para cima com a bike em movimento. Os anéis de vedação não vedam 100% e permitem a entrada de água, que vai se instalar na pista onde rodam as esferas. Com o passar do tempo, essa água vai literalmente lavar a graxa e permitir a oxidação das esferas. Isso acontece mesmo com as caixas de direção de ótima qualidade.

O que fazer:
Após uma boa chuva o melhor mesmo é levar a bike para uma revisão completa em uma boa oficina.
Como prevenção dá para instalar um pára-lama, mesmo que improvisado

CASSETE
Novamente, o próprio deslocamento da bike faz com que a água penetre pelas vedações e escorra para dentro do núcleo. Outras peças adjacentes afetadas são o eixo traseiro e o cubo da roda. O lado do cassete é o mais vulnerável.

O que fazer:
A parte externa do cassete (as catracas) você pode dar uma boa lavada e lubrificada.

Quanto à parte interna,..nada se pode fazer, a não ser levar a bike para uma boa revisão após a pedalada.

MOVIMENTO CENTRAL
A água pode penetrar pelos pequenos furos de respiro do quadro e também pelo canote de selim. A água, então, vai escorrer e se alojar ao redor do movimento central. Futuramente, na ocasião de se retirar este componente, vai dar uma dor de cabeça danada ao mecânico, já que estará "soldado" na rosca do quadro devido à oxidação. Outro fato que pode ocorrer é a entrada de água pela vedação do próprio eixo.

O que fazer:
Após uma chuva (ou mesmo uma lavagem caseira) pode-se retirar o canote, virar a bike de ponta cabeça e deixar a água escorrer. Hoje em dia a maior parte dos eixos de movimento central são blindados, o que impede sua manutenção. Duram muito e não há nada que se possa fazer em seu interior. A manutenção freqüente desse elimina a chance da "soldagem" na rosca do quadro.

CABOS
Tanto os cabos de acionamento dos freios quanto os do câmbio entram água facilmente.
A lavagem da graxa, e a conseqüentemente oxidação dos cabos vai levar ao endurecimento e à imprecisão do acionamento.

O que fazer:
Dependendo do tipo de bike quanta água entrou, você mesmo pode fazer uma manutenção rápida nos cabos da seguinte forma:

Coloque a coroa do meio, ou a menor coroa no caso das speed, e mude para a maior catraca atrás; com a bike parada e sem girar os pedais, acione o shifter (passador) como se mudasse para a menor catraca, para criar uma folga no cabo.

Agora com as mãos você é capaz de desencaixar o conduite dos suportes no quadro e deixar o cabo à mostra. Comece pela extremidade que entra diretamente no câmbio, lá trás. Dependendo do modelo de bike (seja mtb ou speed) você conseguirá lubrificar quase toda a extensão do cabo.

CUBO DIANTEIRO
Geralmente deixa entrar menos água que o cubo traseiro, mesmo assim, dependendo de como for a chuva, um pouco de água vai conseguir entrar. Cubos com rolamento são menos suscetíveis a este problema.

O que fazer:
De tempos em tempos levar a uma oficina para uma revisão e troca de graxa. Em casa, somente se tiver o ferramental necessário e alguma habilidade de mecânico.

QUADRO
Mesmo durante lavagens um pouco de água escorre para dentro do quadro via canote de selim, ou pelos pequenos furos de respiro do quadro já mencionados acima. A água vai se acumular na parte mais baixa da bike, ou seja, ao redor da caixa do movimento central. O perigo é a oxidação que vai ocorrer.

Bikes com quadros de cromo (ferro) se oxidam com relativa facilidade. Quadros de alumínio, embora menos sujeitos à oxidação, também sofrem com esse problema. No futuro o quadro pode apresentar uma ruptura nessa região devido à ferrugem.

O que fazer:
Após uma chuva pode-se retirar o canote, virar a bike de ponta cabeça e deixar a água escorrer. Rodrigo ensina que um jato de spray tipo WD-40 pode retardar o processo de oxidação, especialmente nos quadros de cromo. No canote de selim uma fina película de graxa vai proteger este componente da oxidação e facilitar a retirada no futuro.

Atenção: ao se deixar a bike no sol para secar, deve-se retirar o ciclocomputador para evitar da tela de cristal líquido ser queimada pela ação dos raios solares.

SAPATAS DE FREIOS
Especialmente as mountain bikes que pegam uma chuva na terra merecem uma atenção especial nas sapatas de freios, que sofrem muita abrasão devido à areia que vai atritar entre a sapata e o aro.

O que fazer:
Verifique o desgaste das sapatas e se não há impurezas como areia e pedrinhas na área de contato com o aro.

Mountain bikes sob chuva costumam ter as sapatas desgastadas facilmente, nesse caso substitua-as.

Se a superfície de contato com o aro estiver irregular, pegue uma lima pequena e desbaste as arestas como na foto acima.

SUSPENSÃO
Este componente das mountain bikes tem relativa proteção conta a entrada de água. Os anéis e vedações protegem com relativa eficiência contra a chuva.

O que fazer:
A manutenção da suspensão deve ser feita em oficinas especializadas. No máximo, após uma chuva o ciclista deve limpar a parte da suspensão que fica exposta com um pano seco.

CORRENTE
Basta um pouco de exposição à chuva para que toda a lubrificação da corrente vá literalmente por água abaixo. Mesmo as bicicletas de ciclismo sofrerão um desgaste maior na corrente sob chuva, pois toda a sujeira do asfalto será lançada para cima e misturada à corrente. Mountain bikes rodando no barro, o desgaste é ainda mais brutal.

O que fazer:
Em geral, uma boa limpeza e lubrificação já é o bastante para deixar a corrente em dia. Veja a matéria .

Pela segurança do ciclista não se recomenda pedalar em dias de chuvarada, mesmo ciclistas profissionais e experientes, respeitam os dias de chuva e esperam o tempo melhorar para saírem às ruas. Ruas molhadas e escorregadias, pouca visibilidade dos motoristas, vidros embaçados, tudo isso acarreta grandes chances do ciclistas se envolver em algum acidente.

Em muitas regiões do Brasil, a chuva quase que tem hora marcada para cair. Cidades como São Paulo, Rio e outras cidades do sudeste brasileiro, no verão, as chuvas acontecem no período da tarde. Procure adequar seus horários de pedalada para o período da manhã e assim escapar das chuvas.

criado por dimitrivianna    09:05:57 — Arquivado em: Dicas mecânicas - Fale c/Guiné

9.8.06

Como instalar seu ciclocomputador:

Os ciclocomputadores são aparelhos, muito utilizados hoje em dia, que servem principalmente para marcar a velocidade mas que, dependendo do modelo podem ter várias outras funções como cronômetro, odômetro total e parcial, velocidade média, relógio, e os mais completos oferecem também altímetro e controlador de batimentos cardíacos do biker. Sua instalação é muito simples e pode ser feita por qualquer pessoa. Primeiramente você deve fixar o suporte do ciclocomputador no guidão de sua bike, o sensor com fio no garfo e o sensor ímã no raio. O sensor ímã deve estar alinhado e bem próximo ao sensor preso no garfo (foto da direita).
Um fator muito importante a ser observado na colocação do sensor no garfo é a fixação do fio, que deve ficar bem preso e sem folgas mas de modo que não seja esticado na hora em que se vire o guidão. Para isso, você pode enrolar o fio pelo amortecedor (ou garfo) e pelo conduite do freio dianteiro (foto da esquerda, em vermelho).

Depois de tudo pronto, é hora de tudo pronto é hora de regular o seu ciclocomputador, o que também é muito simples. Quando você liga seu aparelho pela primeira vez, aparecem no visor várias coisas piscando (na maioria dos modelos) e então, o primeiro passo é selecionar milhas por hora (mile/h) ou quilômetros por hora (km/h) em nosso caso, o km/h. Após esta seleção, aparecerá piscando no seu aparelho o número 2155 que nada mais é do que o comprimento da roda em milímetros (mm). Para descobrir o comprimento da sua roda, coloque sua bike em pé com a parte do bico da roda dianteira tocando o chão e marque o chão neste local. Depois, empurre a bike em linha reta até o bico tocar o chão novamente e marque novamente um ponto neste local em seguida, meça a distância de um ponto a outro;. Agora é só procurar no manual do computador, qual é o codigo que equivale aquele comprimento de roda e colocar no computador. Os computadores mais modernos, já vem com o codigo do diametro da roda e grossura dos pneus para você não precisar fazer essa medida. Se o seu aparelho tiver relógio, você deverá olhar no manual para poder acertar suas horas pois a maneira de acertá-lo variam de marca para marca.

Como fazer a manutenção de seu ciclocomputador:

Os ciclocomputadores não costumam apresentar problemas eletrônicos, os problemas mais frequentes são problemas simples de se resolver como por exemplo o desalinhamento dos sensores, oxidação dos contactos, etc. Aqui vai uma lista dos problemas mais frequentes e com dicas de como resolvê-los:

Desalinhamento dos sensores:

Quando ocorrere: Este problema ocorre mais durante trilhas devido aos fortes impactos, que acabam desalinhando os sensores portanto, quando o seu ciclocomputador parar de marcar a velocidade, a primeira coisa que você deve fazer é olhar se os sensores estão alinhados.
Sintomas: O ciclocomputador vai parar de marcar a velocidade e todas as outras funções que atuam quando a bike está andando pararam de funcionar. Como arrumar: basta alinhar novamente os dois sensores, como já foi explicado, e verificar se eles estão bem presos ao garfo e ao raio, para que o problema não ocorra novamente com facilidade.

Oxidação dos contatos:

Quando ocorre: Este problema geralmente ocorre quando você lava sua bike ou pedala na chuva; ou seja, pode aparecer quando você deixar molhar o seu ciclocomputador ou então quando você fica muito tempo sem tirá-lo da base.
Sintomas: O aparelho vai parar de marcar a velocidade ou vai marcar velocidade errada ou então vai ficar funcionando e parando de repente. Para consertar, é só você tirar seu aparelho da base e lixar os contactos do ciclocomputador e da base.

Bateria fraca:

Quando ocorre: Após muito tempo de uso (mais ou menos dois anos), o seu ciclocomputador pode ficar com a bateria descarregada e isso irá atrapalhar seu funcionamento.
Sintomas: Os números que aparecem no visor ficarão claros e seu aparelho apresentará imprecisão para marcar a velocidade. A única coisa que precisa ser feita é trocar a bateria por uma nova ou recarregar a sua se você tiver o recarregador mas não tem nada melhor que uma zerada (obs.: cuidado na hora de comprar a bateria para não comprar uma que não sirva no seu aparelho; se possível leve a velha na hora de comprar, para servir de amostra).

Fio danificado:

Quando ocorre: Este tipo de problema pode ocorrer quando você transporta sua bike, pois o fio pode engarranchar em algum lugar e você, sem perceber, quando vai pegar sua bike, acaba arrebentando o fio.
Sintomas: O ciclocomputador para de marcar a velocidade ou então fica marcando velocidades altas com a bike parada. Você pode achar onde o fio está arrebentado e soldá-lo; ou então, tirar o aparelho da bike e levá-lo a uma loja de bikes ou a um lugar especializado em concerto de equipamentos eletrônicos. Alguns modelos vendem o fio com o sensor separadamente, e essa é a melhor opção.
Obs.: caso você não consiga consertar o seu aparelho o melhor a fazer é levá-lo a uma loja especializada, pois você poderá piorar a situação

criado por dimitrivianna    17:31:17 — Arquivado em: Dicas mecânicas - Fale c/Guiné

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