31.7.07

Vá de bike ao trabalho

A Liga Norte Americana de Ciclistas promoveu entre os dias 14 e 18 de maio de 2007 a “Semana Pedale ao Trabalho”. E à sexta-feira foi conferido o “Dia de pedalar ao Trabalho”. A iniciativa visa encorajar o maior número possível de não-ciclistas a experimentarem essa maneira prazerosa de deslocamento.

 

Quem opta pela bicicleta têm inúmeras vantagens:
- Economiza dinheiro
- Chega por vez mais rápido
- Torna-se cada dia mais saudável
- Enxerga sua cidade com outros olhos
- Faz do mundo um lugar melhor para se viver
- Não fica preso em engarrafamento
- Não polui a sua cidade
- Não contribui para o aquecimento global
Tudo isso e muito mais, uma pedalada de cada vez. Ir ao trabalho de bicicleta, ou ao local de estudo, não é nenhum grande mistério, ainda assim existem mais apreciadores da bicicleta do que ciclistas nas ruas e o site da Escola de Bicicleta ajuda os interessados a conhecer os prazeres da rotina dos que pedalam diariamente para o trabalho.
No seu texto “Bicicleta, veículo urbano?”, Reginaldo Assis de Paiva ajuda a destruir uma série de mitos sobre dificuldades para a implantação de um política séria de incentivo ao uso da bicicleta nas cidades. Pelos cálculos de “velocidade generalizada” empregados no texto, não existe veículo mais veloz do que a famosa magrela de duas rodas.
“Velocidade generalizada:”
Em definição simplificada trata-se da soma das despesas monetárias ligadas ao modo de transporte utilizado em um dado trajeto, relacionada à duração deste trajeto. As despesas e tempos dispendidos são convertidos em unidades monetárias pelo recurso ao valor do salário/hora do usuário.
Seja rico ou seja pobre, quem pedala ganha tempo de vida. Além de contribuir para o aumento de uma riqueza que ainda não se mede, o Índice de Felicidade Nacional.
Por fim uma frase do saudoso Sérgio Bianco:
Mais importante que uma ciclovia para a bicicleta é um caminho para o ciclista, pois esse é o caminho da cidadania.

Fonte: blog.ta.org.br

criado por dimitrivianna    10:38:32 — Arquivado em: Artigos, Ciclismo, Dicas de Saúde

19.7.07

Ciclismo X Hérnia de Disco

 

 

É mais comum do que pensamos a ocorrência de hérnia-de-disco. 25 a 30% dos pacientes assintomáticos, que fazem ressonância ou tomografia, apresentam algum grau de hérnia-de-disco. Desta forma, não é a presença de hérnia no exame que indica um problema ou doença. Muitas hérnias desaparecem expontâneamente, sem necessidade de cirurgia. Manter-se fisicamente bem, com boa musculatura é fundamental para evitar as complicações da hérnia-de-disco.
Pode-se sim andar de bicicleta, mas vai depender muito da forma com que você se encontra sobre ela! A hérnia se forma por uma compressão excessiva e repetida no disco vertebral. A coluna lombar proporciona apoio para a parte superior do corpo, e são as mais volumosas, o que ajuda no apoio desse peso adicional. Uma mudança na curvatura lombar ou nas próprias vértebras resultará em uma redistribuição dos estresses normais compressivos de cisalhamento através da região lombar. O disco vertebral é composto de uma cobertura fibrocartilaginosa esterna resistente denominada ânulo, ou anel, fibroso que funciona como parede de preservação para o segundo componente que é o núcleo pulposo. O disco intervertebral absorve e ajuda a distribuir as forças que agem sobre a coluna. A pressão dentro do núcleo pulposo se distribui igualmente em todas as direções do compartimento intervertebral. A flexão estática ou repetida resultará em movimento gradual do núcleo pulposo em uma direção posterior, resultando em forças de tração posteriormente na parte menos protegida e mais fraca do disco intervertebral e forças compressivas anteriormente sobre o disco intervertebral. O ciclismo adota a postura de flexão estática e com isso, o núcleo pulposo não terá a oportunidade de migrar anteriormente, e pelo contrário, os estresses mais intensos são aplicados posteriormente sobre o disco, resultando em microtraumatismos das fibras anulares, com eventual laceração das fibras e proeminência ou herniação discal, que poderá exercer pressão sobre as raízes nervosas ou as outras estruturas causando dor. A bicicleta pode ser praticada desde que a coluna se mantenha numa postura ereta e em leve extensão.
Faça sua pedalada sem medo e sem esforços exagerados e faça também outros exercícios para compensar a postura da bicicleta.

Consultorias: Dr.Jairo Sérgio e Dra. Juliana Prestes

criado por dimitrivianna    22:42:13 — Arquivado em: Dicas de Saúde

16.6.07

O sonho de consumo doméstico

Texto: Rui Luis Pratas
Pesquisa enviada por Ailton Barbosa

 

O inglês Alex Gadsen inventou uma engenhoca que preserva o meio ambiente enquanto lava roupa suja e ainda mantém a forma física pedalando. Indignado com o impacto do ser humano ao meio ambiente, Alex decidiu construir uma máquina de lavar roupa movida pela força dos pedais.
“Tudo começou há cerca de cinco anos. Não podia acreditar na enorme quantidade de entulho que via pelas ruas. Aí pensei em criar algo diferente dessas máquinas que gastam demais. Construí um acessório ecologicamente correto e que ajuda a manter a forma física”. Confidencia o inventor.
Depois de ter divulgado a sua criação em eventos sobre a preservação do meio ambiente, o inglês garante que já existem muitos compradores interessados.
- “Tenho sido muito procurado".
Pessoas de todos os países do mundo estão me contactando para adquirir um modelo da “pedal powered washing machine”.
- “Acho que isso é bom. Podemos ajudar muitas pessoas a conservar água ou oferecer a máquina a populações que não tem acesso à energia elétrica, além de colaborar com a forma física.”
Nós também já podemos pensar em ajudar a família no orçamento doméstico ou até mesmo transformar as salas de ergométricas de academias em lavanderias ou que tal num bom presente para o dia dos Pais.

criado por dimitrivianna    11:35:36 — Arquivado em: Dicas de Saúde, Notícias

24.5.07

Dietas e uso de suplementos nos exercícios físicos

 

 

Os atletas veteranos e novatos, jovens e velhos experimentam diversos tipos de dieta na busca de uma performance cada vez melhor. Essas manipulações dietéticas vão desde o alto consumo de carboidratos que, com base em dados cientificamente comprovados, beneficiam a performance, até o uso de técnicas condenáveis para perda de peso e o abuso de suplementos dietéticos.
As coqueluches, tanto nas dietas, como em qualquer outro segmento, são, comumente, modismo que vão e vêm e podem durar apenas enquanto são promovidas pelos fabricantes. Infelizmente, as manias de dietas e o abuso dos suplementos alimentares são estimulados pela ignorância no que diz respeito à nutrição. A prova mais concreta dessa falta de informação é a grande lacuna que existe entre a orientação nutricional saudável para os atletas, comprovada cientificamente, e os hábitos alimentares reais de muitos esportistas.

Dietas com alto teor de proteínas

O notável interesse por dietas ricas em proteínas, entre os esportistas que precisam de muita força e resistência, deve-se a pesquisas que sugerem que as necessidades protéicas dos atletas podem ser um pouco mais altas do que os 0,8 gr de proteína por quilo de peso corporal, recomendados pelo RDA - Recommended Daily Allowance (consumo diário recomendado). Assim, o consumo de proteínas pela maioria dos atletas é tipicamente bem acima do recomendado e supre adequadamente as necessidades do organismo nos exercícios físicos e nos treinos. Muitos esportistas acreditam que a força e a resistência muscular podem ser adquiridas somente através do consumo de grandes quantidades de alimentos e suplementos protéicos. Um exame das publicações disponíveis sobre o condicionamento físico, em particular durante os periódicos sobre modelagem física, demonstra claramente a "promoção da proteína" que se faz, tanto entre atletas, quanto entre fabricantes de suplementos protéicos. Uma prática comum entre os atletas que tentam obter baixos teores de gordura corpórea é basear a dieta em grande quantidade de proteínas e baixa quantidade de gorduras, na crença de que apenas a gordura ingerida é convertida em gordura corporal. Esses atletas ingerem, freqüentemente, grandes quantidades de claras de ovos e alimentos com alto teor de carboidratos e baixo teor de gordura, como arroz e batatas, juntamente com suplementos protéicos. Tais hábitos representam risco potencial de uma nutrição inadequada, pois restringem o consumo a alguns alimentos e de grupos alimentares. Complementar a dieta protéica com bebidas, pós ou pílulas que contém proteínas e aminoácidos é comum no meio esportivo. O consumo dessas substâncias, dependendo da freqüência, pode acrescentar à dieta de um atleta desde doses mínimas, correspondentes a 1,0gr, até quantidades maiores, de 100 a 200gr por dia. 

Dietas com alto teor de carboidratos

Já há algum tempo, atletas têm sido sobrecarregados com "carbos", buscando melhor desempenho. Os que praticam esportes de resistência estão completamente cientes da importância dos carboidratos durante exercícios prolongados. E mais, embora o papel do carboidrato seja bem conhecido, muitos atletas não estão conseguindo incorporar a quantidade adequada de carboidratos em suas dietas diárias.
Fartas reservas iniciais de glicogênio nos músculos são essenciais para o desempenho ideal em exercícios prolongados, com duração de mais de uma hora. Assim, dietas para períodos de treino, que forneçam um mínimo de 55 a 65% das calorias provenientes de carboidratos (450 a 600gr de carboidratos por dia), são cruciais para exercícios prolongados. Entretanto, estudos que avaliam práticas dietéticas entre diferentes grupos de atletas que praticam exercícios de resistência revelam um consumo inadequado de carboidratos. 
No decorrer do regime com esquema modificado, os atletas consomem uma dieta mista, no período de 3 a 6 dias antes da competição e de treino leve e em seguida,é proposta uma dieta mais rica em carboidratos nos dias imediatamente anteriores à competição. Esse procedimento é menos drástico e resulta num armazenamento de glicogênio, comparável ao que se obtém com o método clássico. Este envolve a prática de exercícios exaustivos e dieta com baixos teores de carboidratos. Dessa forma, o regime modificado é mais proveitoso do que o método clássico para o treinamento e praticado com mais freqüência por alguns atletas de esportes de resistência.

Dietas Vegetarianas

Muitos atletas, principalmente aqueles interessados no consumo de carboidratos, estão adotando dietas vegetarianas. Além do fato de a alimentação à base animal ser pobre em carboidratos, alguns atletas percebem não cientificamente que certos produtos animais, tais como o leite e a carne vermelha, prejudicam seu desempenho. Por exemplo, o leite é considerado a causa do efeito "boca-seca". As dietas vegetarianas variam entre a complexa exclusão de carnes, peixes, aves, ovos e laticínios e o consumo "ocasional" de carnes e outros grupos de produtos animais.
Os atletas adeptos de dietas vegetarianas conseguem obter sucesso em treinos e competições. Uma dieta baseada em fontes vegetais de proteína, da mesma forma que a dieta que inclui carne, pode fornecer aos atletas o mesmo alto teor de carboidratos necessário para suportar, de forma adequada, a prática de exercícios pesados e prolongados. Embora não tenham demonstrado, ao intensificar o desempenho físico, as dietas vegetarianas de baixas calorias podem diminuir o risco de obesidade, certos tipos de câncer e outras doenças crônicas. 
O consumo de proteínas entre os adeptos da dieta lacto-ovo (incluindo leite e ovos) ou semi-vegetariana seria mais adequado, devido à qualidade altamente nutricional das proteínas animais. Entretanto, a obtenção das proteínas necessárias pode representar uma dificuldade em dietas vegetarianas estritas. As proteínas vegetais são "incompletas" porque lhes falta um ou mais aminoácidos essenciais à nutrição. Para superar essa limitação é necessário que certas proteínas vegetais sejam complementadas com outras, para melhorar sua configuração de aminoácidos.  A carne animal representa uma boa fonte de ferro facilmente absorvível em oposição às fontes vegetais. Além disso, a ingestão de grandes quantidades de fibras, comum em dietas vegetarianas, pode bloquear a absorção de ferro e outros minerais quando a ingestão desses elementos é baixa.

Para obter vantagem competitiva, os atletas, muitas vezes, precisam reduzir seu peso, em curto período de tempo. Entre os atletas que ganham prêmios devido a sua pouca gordura corporal ou esbelteza incluem-se lutadores, fisiculturistas, remadores, patinadores e dançarinos no gelo, bailarinos, ginastas e até corredores.  Enquanto organizações profissionais como o Colegiado Americano de Medicina Esportiva falam abertamente sobre os métodos para perder peso, esses procedimentos continuam sendo usados, colocando em grave risco a saúde dos atletas. Atletas interessados em perder peso deveriam seguir métodos seguros e aceitáveis para evitar deficiências nutricionais e desidratação. A perda recomendada, de 450 a 900g por semana, requer um déficit de 500 a 1000 calorias por dia, conseguido através de redução no consumo de alimentos e aumento de atividades físicas. Jovens atletas em crescimento que necessitem perder peso devem evitar restrições calóricas drásticas. Em vez disso, devem ser orientados sobre como desacelerar o ritmo do ganho de peso durante o período de desenvolvimento.

criado por dimitrivianna    20:38:06 — Arquivado em: Dicas de Saúde

23.3.07

Bici Socorro da Cruz Vermelha de Portugal

Fonte: bici.socorro.org (Portugal)

 

 

A equipe de Bici-Socorrro é uma equipe de socorristas do Núcleo de Campo da Cruz Vermelha Portuguesa, tendo como meio de deslocação as bicicletas, tal como o nome indica. As bicicletas estão equipadas com meios de radiocomunicação, GPS e alforges/mochilas com material de primeiros socorros e meios de diagnóstico e imobilização, este material variará de acordo com o tipo de evento a apoiar. Esta equipe esta sempre apoiada por uma tripulação de ambulância, estando esta equipada com meios de radiocomunicação e GPS com cartografia, permitindo-lhe assim saber sempre com exatidão a localização da vítima (transmitida pela equipe de Bici-Socorro), bem como a sua própria localização em tempo real.
Esta equipe não tem nenhum tipo de problemas em trabalhar com equipes de ambulâncias de outras Unidades de Socorro ou mesmo Bombeiros, pelo contrário, todos se apóiam.
O Bici-Socorro, tem como objetivo um rápido atendimento às pessoas em eventos desportivos com grande número de espectadores. Devido as suas características as bicicletas de montanha, podem se movimentar em qualquer tipo de terreno com facilidade. Uma ambulância pode perder vários minutos devido a obstáculos no terreno, trânsito, aglomerados de pessoas. As bicicletas podem-se movimentar com facilidades nestas situações, chegando ao local primeiro do que uma ambulância, podendo assim estabilizar a vítima, até que a ambulância chegue. Outra situação é o acompanhamento de provas desportivas tais como atletismo, ciclismo e passeios de ciclismo e MTB, aqui as vantagens são mais do que muitas, pois no caso de passeios de MTB devido às características dos percursos é impossível as ambulâncias, viaturas e motos, acompanharem permanentemente os participantes.

criado por dimitrivianna    12:25:53 — Arquivado em: Dicas de Saúde, Notícias

16.3.07

Dados Estatísticos sobre Pedalar

Fonte: site repórter social

A saúde de quem pedala nas cidades sofre com a poluição e com a exposição aos acidentes de trânsito, já que a maioria dos municípios brasileiros não tem estrutura para garantir a segurança do ciclista. Por outro lado, a atividade física pode prevenir problemas cardíacos, aumentar a resistência aeróbica, reduzir a obesidade, ativar a musculatura de todo o corpo e diminuir a ocorrência de doenças crônicas.

Para o médico patologista Paulo Saldiva, pedalar numa cidade poluída subtrai alguns dos benefícios que o exercício traria normalmente, mas não é o fato de estar no meio dos carros que aumenta a absorção de poluentes. “Quanto mais aumenta o exercício, maior a dose de poluição absorvida pelos pulmões. Mas qualquer exercício feito em qualquer lugar da cidade acarreta o mesmo efeito”, diz.

“Acredito que os malefícios da poluição são compensados pelos ganhos com a atividade física”, comenta Saldiva. O médico de 50 anos, que pedala cerca de 30 quilômetros por dia em São Paulo, atribui sua boa condição física ao uso da bicicleta. “Estou bem melhor que os colegas da minha idade. Ou a bicicleta faz bem, ou o Audi faz mal…”, ironiza.

Com as roupas na mochila, o professor titular, chefe do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP, chega todos os dias ao trabalho de bicicleta. “Chego 7h30 e saio 20h. Em que outro horário eu poderia fazer um exercício tão completo?”.

O grupo Ciclo Brasil, que reúne pesquisadores das Universidades Estadual e Federal de Santa Catarina, defende que as atividades físicas não sejam relegadas às horas de lazer, mas inseridas no dia-a-dia. O grupo desenvolve projetos de incentivo da bicicleta na promoção da saúde e da preservação do meio ambiente.

Milton della Giustina, um dos coordenadores do Ciclo Brasil, afirma que pedalar é uma das poucas formas de atividade física, que pode ser praticada pela maioria da população como parte das suas atividades de vida cotidiana. “Além do aspecto da saúde, o uso da bicicleta tem a ver com inclusão social”.

Pedalar: recomendação da OMS
Segundo o estudo “Mobilidade Ativa – Políticas de transporte e suas conseqüências para a saúde pública”, publicado pelo grupo de pesquisadores, para ser considerada moderadamente ativa, uma pessoa precisa gastar de 1500 a 2500 kcal em atividades físicas semanais. Segundo o documento, a orientação é para que as pessoas se exercitem por 30 minutos todos os dias ou na maior parte dos dias da semana.

Pedalar numa intensidade baixa, diz o relatório, pode aumentar a capacidade física de homens e mulheres, se a atividade for repetida pelo menos três vezes na semana numa distância de 6 quilômetros.

A Organização Mundial da Saúde recomenda o uso da bicicleta como uma das saídas para melhorar a saúde pública mundial. Em sua “Estratégia Global de Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde”, a OMS recomenda aos governos a criação de “planos integrados de atividades físicas, levando-se em conta políticas de transportes e planejamento urbano”. O documento enfatiza que estes planos não apenas trazem benefícios médicos diretos, mas “aumentam a interação social, fornecem lazer e reduzem a violência, o tráfego urbano e a poluição”.

O Conselheiro da Associação Brasileira de Medicina do Trânsito (Abramet), Alberto Branco, observa que há um aumento evidente do número de ciclistas em circulação nas cidades – por isso o poder público deveria investir em projetos cicloviários, aproveitando a demanda para gerar benefícios à saúde pública. “Não acho que a bicicleta vá ser a solução para o problema da poluição. Haveria alguma queda dos níveis de emissão, mas o grande beneficiado em termos de saúde seria o próprio ciclista, que sairia do sedentarismo”, afirma.

A OMS avalia que a inatividade física causa dois milhões de mortes anualmente em todo o mundo. O sedentarismo causa entre 10 e 16% dos casos de câncer do seio, do cólon e diabetes. Causa também 22% das doenças coronárias isquêmicas. Segundo o relatório, o ideal para fugir desta estatística é inserir a atividade física em quatro campos das atividades diárias: no trabalho, no lazer, nos trabalhos domésticos e no transporte, o que inclui a bicicleta e a caminhada.

O risco de ter uma doença cardiovascular cresce uma vez e meia em pessoas que não seguem as recomendações mínimas de atividade física – que correspondem a cerca de 58% dos adultos do planeta. Os totalmente inativos chegam a 17%, enquanto outros 41% praticam menos que o mínimo de duas horas e meia semanais de atividades físicas.

O pesquisador Felipe Pivetta Carpes, do Laboratório de Biomecânica da Universidade Federal de Santa Maria (RS) chama a atenção para os problemas de saúde que podem ser causados pela postura do ciclista. “Um erro comum é deixar o banco baixo demais para tentar alcançar o chão com os pés. A altura do banco não tem nada a ver com a distância do chão”, diz.

Carpes explica que o modo mais prático de regular a altura do selim é manter a perna esticada, com o pedal no ponto mais baixo e o calcanhar tocando o pedal. “Desse jeito o joelho flexiona próximo do ideal. Se ficar estendido ou flexionado demais, há uma compressão exagerada da articulação e o movimento repetitivo vai causar desconforto – além disso, o desempenho é prejudicado, porque não se consegue fazer força”. O especialista recomenda que os ciclistas não ultrapassem o limite de uma hora de pedal sem fazer pausas. Depois deste período, é alta a probabilidade de aparecerem dores na região lombar.

criado por dimitrivianna    11:04:11 — Arquivado em: Dicas de Saúde

6.3.07

Tecnologia de capacetes

Texto: Dr.Franklin Passos A. Júnior - Ortopedista e Montain Biker 

A tecnologia no ciclismo é algo impressionante, tanto pela ousadia das novidades, quanto na velocidade com que tudo acontece. Em 2006, bastou a SRAM entrar com força no mercado de peças e acessórios, dando testa com as grandes Shimano e Campagnolo, que a resposta veio à altura, com os últimos lançamentos da Shimano para 2007! Isso mostra que tem muita coisa nova aí, só esperando a hora certa para ser lançada! Em relação às novas tendências, pode-se dizer o mesmo dos capacetes de ciclismo, mais leves, mais bonitos, mais fashion e chiques. Os capacetes atuais são fabricados com tecnologia de ponta, muitos modelos já são confeccionados com fibra de carbono, apresentam desenhos inusitados e belíssimos, aeração perfeita, regulagens e forro interno de espuma que proporcionam um bem estar à pedalada e grafismos que parecem verdadeiras obras de arte. Faz até pena usá-los e estourá-los numa queda insana. O americano Jeremiah Bishop, da Equipe Trek-Volkswagen de mountain bike, levou um forte tombo em uma descida no percurso de 66,7km da segunda etapa da La Ruta de Los Conquistadores disputada na Costa Rica em novembro do ano passado. Bishop perdeu o controle da bike no down hill, quebrando o nariz, dois dentes e além de uma suspeita de fratura no maxilar, mas ainda completou a prova na segunda colocação antes de ser levado ao hospital. O atleta teve de retornar aos Estados Unidos, ficando de fora da última etapa. Aí fica a pergunta: diante de tanta inovação tecnológica, os capacetes usados no Cross Country e Ciclismo de Estrada evoluíram o suficiente no quesito segurança? É fato, apesar da diminuição das seqüelas, o Traumatismo Crânio-Encefálico (T.C.E.) ainda tem ocorrido, mesmo com o uso correto do capacete. Um outro importante problema de ordem médica, relacionado à traumatologia, é o traumatismo da face. Estes traumatismos vão desde as simples contusões e ferimentos superficiais, perdas dentárias e até as temíveis fraturas da face, algumas necessitando tratamento cirúrgico e ocasionando, às vezes, seqüelas estéticas e funcionais permanentes. Em tempo, alguém já viu algum teste de segurança para capacetes ou a presença daquele selinho recomendado pelo INMETRO ou órgão semelhante? Bem, se esses testes existem, não são todos os capacetes que passam por uma avaliação de qualidade. Normas de certificação e controle das propriedades de absorção de impacto do crânio humano simplesmente são desconhecidas. Pode-se ousar, pensando na integridade e segurança do ciclista, antecipar uma tendência dos capacetes de ciclismo! Talvez no futuro, ocorra a modificação dos capacetes atuais, com a adição de uma proteção para a face, principalmente para o queixo e nariz, parecida com os capacetes de futebol americano. Essa medida iria diminuir a incidência dos traumas faciais e suas seqüelas. Mas, enquanto o futuro não chega, não custa nada um cuidado a mais nas manobras!

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criado por dimitrivianna    09:11:56 — Arquivado em: Artigos, Dicas de Saúde

21.2.07

Relaxe após o carnaval para recuperar energia

Fonte: Dicas.blog.br

Carnaval é festa e muitos dias de agito.
Mas quando o carnaval termina ficamos muito cansados.

Desta forma procure seguir estas dicas para relaxar depois do carnaval:

- Tome um banho demorado, você vai relaxar muito e se sentirá mais disposto para encarar seus dias de trabalho.

- Durma e descanse muito, seu corpo precisa repor as forças perdidas na festa para agüentar os dias seguintes.

- Tenha uma alimentação leve e saudável, procurando ingerir frutas, legumes, carboidratos (como sanduíches, massas integrais, etc), sucos, leite, iogurte, etc. Assim você irá repor os nutrientes necessários para que seu organismo volte a ter pique e energia.

- Tome muito liquido, você precisa repor todo líquido que foi perdido durante a festa de carnaval e seu organismo deve ficar bem hidratado.

- Faça uma boa massagem nos seus pés (passe um bom creme), eles merecem depois de ter ficado várias horas ‘no samba’. Seus pés vão agradecer muito.

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8.2.07

A importância do descanso ao ciclista

Pesquisa enviada por Marcelo Cavalcante
Fonte: Bikemagazine

Um dos aspectos mais negligenciados por praticantes de algum esporte - em especial aqueles que participam de competições - é o descanso, ou recuperação. Às vezes por ignorância, às vezes por negligência, a recuperação é deixada de lado. Entretanto, poucos realmente conhecem a verdadeira importância do descanso na performance de um atleta.
O princípio da sobrecarga
Para que um treino produza respostas positivas em nosso corpo, devemos submetê-lo a um determinado esforço nos exercícios. Isso naturalmente vai causar cansaço e fadiga. Com a recuperação, ou seja, o descanso, nosso organismo vai reagir posteriormente com uma melhora no nível de condição física. O seu corpo passou por uma adaptação e ganhou condicionamento. Repare que é após os treinos, durante a recuperação, que acontece a compensação, ou seja, é na recuperação que se "ganham" os treinos.
"Se compararmos nosso músculo com um muro, um treino forte provoca rupturas em várias carreiras de tijolos. Precisamos de descanso para que nosso metabolismo repare os danos causados nos tijolos. Nosso organismo se previne e repara o muro com novos tijolos para deixar o muro ainda mais resistente e forte temendo novos danos. É assim que ganhamos condicionamento", explica o professor de Educação Física e especialista em fisiologia, Marcelo Hendel.
E quanto deve ser este descanso? Aqui reside a experiência do atleta. É preciso que o atleta se conheça bem. Vários fatores influenciam a quantidade de horas de recuperação. Atletas mais novos se recuperam mais rapidamente, assim como os atletas mais condicionados. Provas do tipo Ironman, Ultramaratona e corridas de aventura exigem um cuidado especial já que algumas pessoas podem levar até 60-90 dias para se recuperarem. De qualquer forma, após alguma prova, por mais curta que seja, o atleta deve dedicar um ou mais dias para descanso total.
Descanso ativo
Uma forma de descanso eficiente é o chamado Descanso Ativo, que é um treino muito, muito leve feito no dia seguinte a treinos anaeróbios (tiros, sprints). Os batimentos não devem passar de 60% de sua FCmáx (frequência cardíaca máxima) e a duração do exercício deve ser bem curta. No caso de ciclistas, o descanso ativo é feito em uma marcha bem levinha, girando as pernas sem esforço, longe das subidas.
Semana de férias
Alguns treinadores norte-americanos, como Joe Friel, organizam e periodizam os treinos de seus atletas de forma que a cada três ou quatro semanas, eles tenham uma semana de descanso. Não se trata de descanso absoluto, mas sim de uma semana em que o atleta se submete a cerca de 50% do volume e intensidade de treinamentos a que ele está acostumado a realizar. Atletas muito jovens ou acima dos 35 anos podem ter uma semana de treinamentos reduzidos a cada duas semanas de treinos duros, segundo Friel.
Treinar, treinar e treinar sem descanso é desperdiçar energia vital, viver em estado de estresse, perder rendimento em provas e correr grande risco de evoluir para overtraining, e, ainda pior, sofrer uma lesão e aí sim, ficar muitas semanas, talvez meses, sem poder treinar.

 
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7.2.07

Lesões causadas pelo raio da bike

Matéria de Franklin Passos de Araújo Jr. - Ortopedista e Montain Biker

                  

Bastante comuns em nosso meio, as lesões por raios de roda de bicicleta ocorrem nas extremidades inferiores e representam um importante problema que atinge principalmente as crianças quando estas são inadvertidamente conduzidas em geral na garupa da bicicleta. Quando a bicicleta faz uma curva, o pé da criança é, de maneira inercial, impulsionado com força em direção aos raios da roda, causando uma grave torção, compressão ou esmagamento dos tecidos moles do pé e tornozelo, podendo estar associada à fratura da perna (tíbia e/ou fíbula), tornozelo ou dos ossos do pé. E as lesões comumente são agravadas quando os pais ou o condutor da bicicleta, ansiosos, tentam com força e intempestivamente retirar a perna da criança, sem soltar primeiramente o pé dos raios que o estão prendendo. Em muitos casos, a lesão ocorre quando duas crianças estão andando em uma bicicleta construída para uma só. O passageiro geralmente viaja na garupa ou na barra horizontal do quadro e qualquer um dos pés pode ser apanhado entre os raios e a armação do triângulo traseiro ou garfo da bicicleta. Este tipo de acidente é mais comum em crianças abaixo de 14 anos, principalmente entre as idades de 2 aos 8 anos, mas pode também ocorrer em adultos. A aparência inicial da lesão é enganadora, pois o pé pode se apresentar normal ou, no máximo com apenas algumas escoriações na pele. Após 24 ou 48 horas depois do acidente, momento no qual o pé e perna estão edemaciados (inchados), podem aparecer áreas com perdas de pele graves. São reconhecidos três aspectos específicos deste tipo de traumatismo: (1) laceração da pele pela ação semelhante a uma faca através dos raios da roda; (2) esmagamento pela compressão entre a roda e estruturas do quadro ou garfo da bicicleta; (3) lesão de cisalhamento pela combinação destas duas forças. Os primeiros socorros consistem em proteger o ferimento com um pano ou toalha limpos e improvisar uma imobilização (papelão, ataduras ou qualquer material que proteja o membro afetado), até que a vítima seja encaminhada prontamente a um serviço médico ou pronto-socorro. As lacerações usualmente afetam o tornozelo, a área do tendão calcâneo (de Aquiles) no calcanhar, ou no dorso do pé. Muitas vezes o ferimento suturado evolui para soltura dos pontos (deiscência da ferida) e necrose da pele, podendo ser necessária uma cirurgia para colocação de enxerto de pele. Como a verdadeira extensão das lesões não é evidente quando vista inicialmente, poderá ser necessária uma internação hospitalar com uma constante inspeção da extremidade atingida durante as primeiras 48 horas após o acidente. A prevenção consiste em informar os pais e responsáveis que utilizam a bicicleta como meio de transporte sobre os riscos em se levar crianças numa bicicleta. Alertas também devem ser feitos nas escolas e creches para que as próprias crianças já possam ser informadas e educadas. Mudanças nas leis de trânsito em relação ao uso de bicicletas para que as crianças só possam ser transportadas em equipamentos específicos e adequados tais como cadeirinhas com apoio, protetores para os pés, guarda-raios e uso de calçado fechado pela criança poderão diminuir sensivelmente a freqüência e gravidade deste tipo de acidente.

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