18.6.09

CICLOVIA VIRTUAL

Fonte: Revista Vida Simples

A ideia é genial: um projetor a laser acoplado na traseira da bicicleta desenha no asfalto duas linhas vermelhas com o símbolo universal dos ciclistas ao centro. Aonde a bike vai, a imagem segue atrás. Como a maioria das cidades não tem ciclovias, o apetrecho é uma baita mão na roda para o ciclista noturno circular com mais segurança pelas ruas. O objetivo é exatamente chamar a atenção dos motoristas para o fato de que é fundamental manter distância das bicicletas. O produto foi idealizado pelo escritório de design americano Altitude (http://www.altitudeinc.com/) para uma competição cuja intenção era promover o ciclismo. “Cansei de ver amigos sendo atingidos no trânsito. O que mais afasta os ciclistas das ruas é o medo de dividi-las com os carros”, diz o engenheiro mecânico Alex Tee, um dos idealizadores do LightLane. Originalmente era para ser apenas um protótipo, mas o sucesso foi tamanho que o escritório segue desenvolvendo o produto. E, se tudo der certo, ele será comercializado no ano que vem nos Estados Unidos.

criado por dimitrivianna    21:00:30 — Arquivado em: Artigos, Ciclismo, Notícias

29.10.07

MINHAS BICICLETAS

Matéria: Valci Barreto
Editor Meu Zine e Bike Book
Consultor e colaborador do Mural de Bugarin
Coordenador do Grupo Jabutis Vagarosos
Profissão: Advogado, "carimbador maluco" e cicloativista

Nascido em Jaguaquara, cidade do Vale do Jequiriça, famosa pelo São João, Colégio Taylor Egídio, friozinho gostoso, produção de hortifruti, notadamente tomate, as primeiras bicicletas que vi foram as do tipo barra-forte, barra circular e algumas européias, trazidas certamente pelos colonizadores italianos, cujos descendentes compõem boa parte da sua população. Foram também as primeiras que montei. Meu pai tinha uma verde, toda equipada com descanso, dois espelhos grandes sobre o guidom, bagageiro e descanso. Foi nela que aprendi a montar, no início da ladeira do bairro da Casaca, mesmo hoje bastente pobre.

Ainda hoje, são os tipos de bicicletas que gosto: barra forte ou circular, com bagageiro, cestinha ou mesmo “cestão”. Nos centros das cidades, a minha preferida é qualquer uma que tenha quadro baixo, tipo “bicicleta de mulher”, porque são mais leves e fáceis para delas descer e empurrar, o que é muito necessário em locais de pedestres e obstáculos urbanos.

Sem ser atleta, pertenço ao mundo dos passeios de bicicletas, sem ser intelectual, acadêmico, considero-me do mundo dos livros dos livros, das leituras desprentensiosas, fazendo vivendo ambos por puro prazer. Ando de bicicleta, em grupo ou em passeios solitários, mesmo fora e para fora de Salvador.

Sempre me causou curiosidade , jamais levando a sério, o preconceito que envolve uma série de objetos, atitudes, comportamentos. Vou me ocupar aqui apenas de alguns relacionados a bicicletas, como as sem marcha, as do tipo barra circular ou barra forte, com cestinha e bagageiro.

No meio dos amantes de passeios ciclísticos de Salvador, uma crônica , “Minha Bike Tem Cestinha”, da nossa editora Itana Mangieri, tornou-se clássica. Era um grito bem humorado, da nossa cicloativista, muito querida por todos nós, contra os que debochavam da sua bike, munida sempre daquele equipamento, tão comuns em regiões que cultuam, de verdade, a magrela, a exemplo da Holanda.

Tive e tenho que estar “brigando”, em favor das “minhas bicicletas”: quase sempre com cestinha, bagageiro e descanso.

E vou continuar na minha luta. A final, não vejo outra forma para comprar e levar livros, jornais, frutas, remédios, pequenos objetos, que compro ou transporto para entregar a alguem pelo caminho, notadamente livros e revistinhas usadas para crianças.

George Argolo, apesar de vir da simplicadade da querida cidade de Santo Amaro da Purificação, tornou-se um cicloativista, muito “metido a besta”: só quer andar em bicicletas com muitas marchas, peso de algodão voando, sem cestinha, descanso e jamais de bagageiro. Espelhos, somente se for daqueles "fashions", quase invisíveis, de marcas conhecidas não só pelas qualidades mas também pelos preços elevados. Sendo um dos mais atuantes cicloativistas, filantropo em seus/nossos passeios, sempre levando algum presente, livro, leite para entidades carentes, têm tido dificuldade em colocar tudo em uma mochila, também "de marca", com prejuízos para sua coluna, ainda resistente, em função da sua juventude e vigor, e principalmente para os livros e revistas , que não se machucariam se bem acondicionados em cestinhas ou bagageiro.

Como muitos, para atender à imposição da imposta pelos inimigos das cestas, espelhos, bagageiros e descanos das magrelas, prefere fazer sofrer livros, revistas dentro das mochilas.

Mas o prejuízo maior, para quem pensa como George, (o George de depois da Estrada Real) é para as entidades beneficiárias, pois ele sempre leva menos do que gostaria. Diz: levo o resto de carro. Mas aí, pelo menos para o caso, não vejo graça. Carro é carro, bicicleta é bicicleta. Não tem que “misturar” .

Não quero depender de carro para transportar um livro, uma revista, um remédio, ir tomar um sorvete em nossos Jabutis e Biciclotecas, nem machucá-lo em mochilas, também muito úteis em tais passeios. Por isto, minha bike tem cestinha, vai ter cestão e até carrocinha uma delas já tem.

Que as outras existam, mas para as corridas do Dimitri, as viagens de George, Alex/Alessia, pelas montanhas mineiras. Para as ruas de Salvador, meus passeios pela Linha Verde, fico com as minhas, de qualquer marca, bem baratinhas, de cestinha, cestão, descanso e bagageiro, desde que quem rodem, não quebrem pelos caminhos.

Já estou comprando a minha barra circular, vermelha, de bagageiro, cestão e descanso. Entre as vantagens deste último equipamento, evita sujar as paredes das lojas em nossas paradas.

Para mim, o prazer está no pedal em si, nos passeios, no mundo que a bicicleta me proporciona; o que vejo pelas ruas, becos, sebos, brechós, aprendizado com pessoas que encontro. Para isto, desde que rode, qualquer bicicleta me serve. Nas ladeiras, obstáculos, desço, empurro-a, com o mesmo prazer da montaria: vou vendo coisas, sentindo também outro tipo de prazer.

É o mesmo prazer que tenho em ler um livro de qualquer época, seja ele novinho da livraria Siciliano, ou velhinho, do ponto do seu Alfredo, ou do sebo do Eraldo, no terminal da Lapa: eu quero é ler.

Para a Capital baiana, cidade plana para pedalar, não sei para que bicicleta com marcha, nova, cara e ainda sem cestinha e descanso. Acho coisa de subdesenvolvido, que nunca viu, sequer, uma foto de bicicleta rodando na Holanda.

Depois, ainda dizem que o tabaréu sou eu ! …

 

criado por dimitrivianna    18:44:47 — Arquivado em: Artigos, Ciclismo

20.8.07

Os benefícios do montaim bike ao corredor

Fonte: Projeto Pedalar

 

Pedalar pode ser a solução dos problemas de vários tipos de corredores: daqueles que estão lesionados e precisam ficar longe do impacto da corrida, mas não querem perder o condicionamento; daqueles que querem melhorar a resistência aumentando o volume de treino, sem correr o risco de se lesionar; e daqueles que simplesmente querem dar uma variada nos treinos e sentir o vento bater mais forte no rosto. Todos ganham ao trocar, mesmo que só de vez em quando, os tênis pela magrela. Pedalar trabalha músculos e articulações pouco usados na corrida, fortalecendo-os e com isso afastando as lesões. Você ganha os mesmos benefícios cardiovasculares da corrida e fortalece músculos que ajudarão na hora de correr. O movimento da pedalada parece-se com a da corrida e melhora a velocidade da perna. No caso da mountain bike, é preciso fazer também força com os braços para controlar a bicicleta, trabalhando assim os membros superiores. “A bike possibilita fazer o trabalho cardiovascular sem o impacto da corrida, já que o peso do corpo fica todo no selim. Ela é indicada tanto para o trabalho de reforço muscular como para uma recuperação ativa, já que estimula a circulação e oxigena a musculatura”, diz o técnico Ricardo Arap. Os músculos primários usados na bike e na corrida são os mesmos: panturrilha, quadríceps, posteriores da coxa, glúteos, e os músculos do aparelho respiratório. Porém, esses músculos trabalham de forma diferente nos dois esportes. E lembre-se que a freqüência cardíaca na bicicleta é menor do que na corrida, ainda que o esforço seja o mesmo. Se você correria uma hora, pedale uma hora e meia, por exemplo.
10 DICAS PARA UM PEDAL FELIZ
1) Nunca saia de casa sem capacete e luvas. 2) Antes de se aventurar em pedaladas mais longas, aprenda o básico da mecânica de bicicletas para que o passeio ou treino não se transforme em roubada. 3) Você pode já ter um certo nível de condicionamento para a corrida, mas não para a bike. Comece com pedaladas mais fáceis, para acostumar os músculos e desenvolver as habilidades necessárias. 4) Pedalar numa trilha pode levar até o dobro de tempo do que na estrada e cansa mais. Planeje bem os seus treinos. 5) Procure usar sempre marchas que permitam manter uma cadência alta. 6) Na cidade, obedeça as leis de trânsito. 7) Quando quiser um treino mais forte, busque as subidas e tente manter a cadência em 60 rpm. 8) Mesmo na descida, pedale: desintoxica os músculos e deixa as pernas mais soltas para retomar o esforço. 9) Troque o pedal comum por um firma-pé. Ele não deixa seu pé escapar do pedal, prevenindo tombos e proporcionando um melhor aproveitamento da pedalada. 10) Se você está lesionado ou saindo de uma lesão, fale com o seu médico antes de subir na bicicleta. Pedalar pode piorar algumas lesões na coxa e no joelho. KIT IDEAL Capacete Luvas Óculos Lâmpada estroboscópica Câmera de pneu extra Bermuda acolchoada Velocímetro Bomba Camisa de ciclismo com bolsos atrás para levar comidinhas e ferramentas Ferramentas (as lojas especializadas vendem kits prontos bastante compactos) OS BENEFÍCIOS DA BIKE PARA QUEM CORRE Descansa os músculos usados na corrida, mesmo pedalando. Aumenta a flexibilidade: os posteriores da coxa alongam de maneira relaxada. Trabalha o sistema cardiovascular. Fortalece os músculos da perna.Trabalha os músculos superiores (braços, costas), principalmente na mountain bike. Fortalecer tendões e articulações, diminuindo o risco de lesões. É uma ótima maneira de relaxar entre uma prova e outra de corrida e de variar o treino.

criado por dimitrivianna    11:05:54 — Arquivado em: Artigos, Ciclismo

31.7.07

Vá de bike ao trabalho

A Liga Norte Americana de Ciclistas promoveu entre os dias 14 e 18 de maio de 2007 a “Semana Pedale ao Trabalho”. E à sexta-feira foi conferido o “Dia de pedalar ao Trabalho”. A iniciativa visa encorajar o maior número possível de não-ciclistas a experimentarem essa maneira prazerosa de deslocamento.

 

Quem opta pela bicicleta têm inúmeras vantagens:
- Economiza dinheiro
- Chega por vez mais rápido
- Torna-se cada dia mais saudável
- Enxerga sua cidade com outros olhos
- Faz do mundo um lugar melhor para se viver
- Não fica preso em engarrafamento
- Não polui a sua cidade
- Não contribui para o aquecimento global
Tudo isso e muito mais, uma pedalada de cada vez. Ir ao trabalho de bicicleta, ou ao local de estudo, não é nenhum grande mistério, ainda assim existem mais apreciadores da bicicleta do que ciclistas nas ruas e o site da Escola de Bicicleta ajuda os interessados a conhecer os prazeres da rotina dos que pedalam diariamente para o trabalho.
No seu texto “Bicicleta, veículo urbano?”, Reginaldo Assis de Paiva ajuda a destruir uma série de mitos sobre dificuldades para a implantação de um política séria de incentivo ao uso da bicicleta nas cidades. Pelos cálculos de “velocidade generalizada” empregados no texto, não existe veículo mais veloz do que a famosa magrela de duas rodas.
“Velocidade generalizada:”
Em definição simplificada trata-se da soma das despesas monetárias ligadas ao modo de transporte utilizado em um dado trajeto, relacionada à duração deste trajeto. As despesas e tempos dispendidos são convertidos em unidades monetárias pelo recurso ao valor do salário/hora do usuário.
Seja rico ou seja pobre, quem pedala ganha tempo de vida. Além de contribuir para o aumento de uma riqueza que ainda não se mede, o Índice de Felicidade Nacional.
Por fim uma frase do saudoso Sérgio Bianco:
Mais importante que uma ciclovia para a bicicleta é um caminho para o ciclista, pois esse é o caminho da cidadania.

Fonte: blog.ta.org.br

criado por dimitrivianna    10:38:32 — Arquivado em: Artigos, Ciclismo, Dicas de Saúde

22.7.07

Como iniciar no mountain bike

Quem curte pedalar e quer começar no mountain bike deve, em primeiro lugar, atentar para itens obrigatórios de segurança e equipamentos básicos para a prática do esporte. Não basta apenas sair pedalando por aí. É preciso cercar-se dos cuidados corretos para poder, depois desse primeiro passo’, desenvolver-se no esporte cada vez mais.

A primeira coisa é escolher a bicicleta que será utilizada. Avalie o quanto poderá pagar por ela e qual será o seu uso como, por exemplo, se você vai querer andar com ela mais por asfalto do que por trilhas. Na hora de comprá-la procure uma loja especializada e deixe claro ao vendedor como você pretende utilizá-la. Se você já tem uma bike, vale a pena você levá-la a uma dessas lojas para saber quais são as suas limitações.

Depois de estar com a sua bicicleta, veja se ela está mesmo sem problemas ou precisando de algum reparo. Não é uma boa começar a prática do esporte com um equipamento danificado, principalmente para a sua segurança.

Após tudo verificado, antes de subir na bicicleta, algo que é obrigatório para qualquer biker: o capacete. Só com ele você fica protegido e com o mínimo de segurança necessária para pedalar. Andar sem capacete é correr um grande risco desnecessariamente.

Com que roupa eu vou - É recomendável também que você tenha uma bermuda especial para as pedaladas. Ela fará com que você se sinta mais confortável e facilitará os seus movimentos. Conforto e liberdade de movimentos são importantes, aliás, mesmo se você decidir colocar algum outro tipo de vestuário.

Completando o figurino e ajudando você a ficar mais seguro, entram as luvas. Elas irão proteger as suas mãos em caso de queda e, dependendo da modalidade do mountain bike que você escolher futuramente, poderão ter até características específicas.

Companheiros para a aventura - Mas e se, depois de todos esses
preparativos, você descobrir que nenhum dos seus amigos gosta ou conhece de pedaladas o suficiente para te ajudar? Uma boa dica, para quem mora em São Paulo, é começar nos grupos noturnos de bikers, como o Sampa Bikers. Assim você poderá conhecer pessoas que também curtam trilhas e começar, primeiro em estradas de terra e depois em trilhas leves.

Caso a sua cidade não tenha esses grupos noturnos de pedalada, uma outra idéia é montar grupos tendo como ponto de encontro a loja de bikes ou equipamentos da sua cidade. Com certeza, nesses locais, você encontrará pessoa com os mesmos interesses que você, informe-se.

É importante reconhecer o seus limites e procurar por pessoas mais
experientes que possam acompanhá-lo neste primeiro passo. Assim, além de começar a praticar este esporte, você conhecerá muitas pessoas e, com certeza, fará novos amigos.

Depois, é muito treino, muitas trilhas, alguns erros até você se transformar em um biker experiente e poder ensinar outras pessoas. Por agora, saiba respeitar os seus limites e aproveitar, muito bem, esses primeiros passos.

Este texto teve a consultoria de Vagner Aurélio, atleta desde 1995, competindo na modalidade downhill. Fundou uma escola de pilotagem para bike, a Bike School – Fonte: Webventure

criado por dimitrivianna    20:45:14 — Arquivado em: Ciclismo

8.7.07

Ciclismo no Pan do Brasil

Fonte: www.rio2007.org.br

Primeira disputa nos Jogos Pan-americanos: 1951

A bicicleta serve como meio de transporte desde século XVIII, mas foi em 1895, com a fundação da União Ciclística Internacional (UCI), que o ciclismo se organizou como esporte. Nos XV Jogos Pan-americanos Rio 2007, o esporte conta com quatro disciplinas para homens e mulheres: pista, estrada, mountain bike e BMX.

Em número de provas no RIO 2007, a maior é a disciplina pista, que reúne dez disputas, individuais ou por equipes, divididas em provas de velocidade, contra o relógio e perseguição. Na categoria estrada, há disputas de velocidade e contra o relógio; no mountain bike, ocorre o cross-country, disputado em áreas verdes, em caminhos estreitos e acidentados. Na BMX, versão ciclística do motocross, incluída no programa dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, estão previstas provas femininas e masculinas de corrida em pistas com saltos e obstáculos.

Federação Internacional: www.uci.ch

Período de disputa: 14 a 19 e 21 de julho
Locais de provas ciclísticas no Pan-Rio: Complexo Cidade dos Esportes, Morro do Outeiro, Parque do Flamengo.

criado por dimitrivianna    20:38:03 — Arquivado em: Ciclismo, Eventos, Notícias

10.5.07

Um ano de Cicloativismo na Bahia

Texto: Itana Mangieri

 

 

O cicloativismo na Bahia, através da CICLOBAHIA, está engatinhando. Porém com um ano de fundação, suas ações tem despertado a atenção de ciclistas, atletas e órgãos públicos para a necessidade do uso da bicicleta como meio de transporte.
A nova onda ecológica está promovendo o uso de meios sustentáveis para a locomoção que privilegia, principalmente, as bicicletas.
Isso já é um grande avanço em nossa sociedade ! Falta muito a ser feito ainda, relativo a outros aspectos para o desenvolvimento dessa prática ciclística como a segurança, ciclovias, acessos e estacionamentos para bicicletas, educação e respeito no trânsito.

Outros exemplos, de empresas privadas, projetos públicos e de outros países, estão em desenvolvimento e ajudam na divulgação e agilização das melhorias. Empresas e Prefeituras estão mais preocupadas com o bem estar de seus colaboradores e sociedade, colocando em prática inovações exemplares como:

- A prefeitura de Barcelona colocou à disposição da população 200 bicicletas públicas para que o povo possa andar por Barcelona e completar seu caminho com metrô ou ônibus. A intenção é que andem menos de carro. O sistema foi batizado de “bicing” e até o final do ano serão mais de 3000 bicicletas espalhadas nas estações criadas para elas.

- O site Google resolveu dar de presente, no último natal, bicicletas dobráveis para os seus colaboradores. As bicicletas foram fornecidas pela Rayleigh UK.

- Em Curitiba/PR, um projeto da Vereadora Roseli (PT) pretende adaptar ruas e canaletas de ônibus para o uso exclusivo dos ciclistas. Com a medida, a parlamentar pretende proporcionar amplo acesso ao espaço urbano, por meio da prioridade ao transporte coletivo e ao não motorizado. O texto propõe ainda a criação de ciclofaixas e ciclovias e eliminação de barreiras que atrapalham os ciclistas.

- Em Lorena, São Paulo, as bicicletas têm de trafegar com placas. A lei municipal que estabeleceu a obrigatoriedade do emplacamento de bicicletas naquela cidade foi votada por unanimidade em novembro de 2005. Segundo a prefeitura municipal de Lorena, a cidade tem 78.000 habitantes e 70.000 bicicletas, o que torna o trânsito algo bastante complexo. Segundo a prefeitura, o emplacamento ajudará a diminuir o furto de bicicletas.

- Daniel Cadden, 25 anos, foi autuado por bloquear uma via pública com sua bicicleta, em Telford, Shropshire, no Reino Unido. Ele pedalava no meio da pista, quando foi abordado por uma viatura da polícia, por impedir os carros de ultrapassá-lo, já que havia uma faixa contínua naquele trecho. O ciclista foi multado em 100 libras e foi a julgamento.

A CICLOBAHIA está “antenada” no que está acontecendo e se desenvolvendo no mundo ciclístico para trazer inovações e melhorias a esse tão econômico e saudável esporte !

criado por dimitrivianna    11:27:00 — Arquivado em: Artigos, Ciclismo, Notícias

3.5.07

Acrobacias em monociclos !

Pesquisa e colaboração enviada por Eduardo Monaco

 

Acesse :

No Cycling - Extreme Unicycling
http://www.youtube.com/watch?v=mscG3jgiy94&NR=1

Trata-se de um vídeo com manobras e acrobacias em monociclos. E em seguida, um "making-off" com os "treinos" de cada manobra !!!

Vale a pena ! rsrsrs !

criado por dimitrivianna    19:54:37 — Arquivado em: Ciclismo

9.3.07

Bicicletas e o trânsito nas cidades

Fonte: Bikemagazine / Texto de Fábio Brazile

Pouca gente conhece os artigos 58 e 59 do Código de Trânsito Brasileiro, que garantem que a bicicleta deve rodar nas bordas da pista, tendo preferência sobre veículos automotores, dentre outros. Mas se nós, ciclistas, não sabemos disso, muito menos os motoristas. Este é um mau dos brasileiros; não sabem seus direitos e portanto não os fazem valer.
Não é o que acontece nas ruas por aí. No dia em que escrevi este artigo, pela manhã, fui rodar um pouquinho e um rapaz além de buzinar na minha orelha, me agraciou com alguns nomes não muito delicados. Alguns motoristas não respeitam os ciclistas e pior, ainda nos xingam, nos fecham (uma vez presenciei a trágica morte de um ciclista sendo esmagado por um ônibus), sem contar aquele pessoal "bacana" (voltando de uma feira em cima de um caminhão) que sempre tem um tomate ou um ovo para nos atacar, não que eu tenha algum tipo de discriminação ou preconceito com os feirantes, mesmo porque meu pai já foi um, mas quando digo que apenas alguns motoristas fazem estas malcriações têm algum cunho experimental por trás disso; hoje em dia eles estão muito mais educados (ou também eles podem estar mais acostumados com a nossa presença nas ruas). E para melhorar esta nossa relação, basta utilizarmos a "Política das Desculpas".
Esta política é tão simples quanto a educação que a mamãe lhes deu. Vocês só precisam ter bom senso. Quando notarem que fizeram uma besteira no trânsito, antes mesmo de ouvirem aquela buzinada irritante, peçam desculpas, sejam humildes. Caso não dê tempo e o estressadinho do motorista meta a mão na buzina antes mesmo de vocês esboçarem qualquer reação de arrependimento, peçam desculpas assim mesmo, eu tenho certeza que se ele não lhes desculparem, vai ficar bem sem graça. Com isso vocês aproveitam o seu passeio, não ficam nervosos e, melhor, evitam o aumento do índice de morte no trânsito, porque nunca se sabe com quem se está discutindo e podem tomar um balaço no meio da fuça. Será que eu convenci vocês a aplicarem a "Política das Desculpas"? Podem ter certeza que não custa nada e vocês vão se sentir melhor. No começo é um pouquinho difícil, mas é igual matemática, é só exercitar que aprende.
Outro perigo que pode nos afetar é a falta de visão que certos veículos têm em relação a nós. Vou explicar melhor: por exemplo uma motocicleta, por se movimentar com grande velocidade entre os carros, estes nossos parceiros de duas rodas, algumas vezes não percebem nossa presença e é ai que acontece a lambança. Outros exemplos são os ônibus que devido ao seu tamanho também não percebem nossa insignificante presença próxima a eles. Mesmo nestes casos vale a "Política das Desculpas". Pior ainda são aqueles bikers que adoram tirar racha com os carros, isto é um absurdo, e na ânsia de ganhar dos veículos automotores acabam passando até nos faróis vermelhos, o que é um outro erro grave, carro é carro e bicicleta é bicicleta, não confunda as bolas.
Os ciclistas não podem esquecer de uma coisa muito importante, as ruas da cidade não são pistas para manobras, nem são locais apropriados para apostar corrida ou tirar um "pega". Nós também não podemos nos esquecer de prestar atenção duas vezes quando saímos nas ruas, uma por nós mesmos, outra pelos motoristas, porque se um motorista cometer um erro, quando muito, ele pode bater seu carro, agora para nós (mesmo protegidos pelo capacete) um erro pode ser fatal.
Agora quero fazer um apelo especial aos leitores: por favor jamais andem de cabeça baixa, principalmente na rua. Quando nós andamos de bicicleta temos que olhar unicamente para frente e não para nossas pernas ou para a coroa da bicicleta, este ato de ficar olhando para baixo causa problemas graves. Confiem em mim. Experiência própria.

criado por dimitrivianna    11:06:58 — Arquivado em: Artigos, Ciclismo

7.3.07

Entrevista com Renata Falzoni

Esta semana o Blog Mundo da Bike abordará temas femininos em comemoração ao dia Internacional da Mulher – 08 de Março.

————-***————-

Resumo de uma entrevista sobre a biker-reporter Renata Falzoni
Fonte: site WMulher / Finn

Renata Falzoni é uma referência na produção de imagens de esportes radicais. Como vídeo-repórter e esportista, Renata une as duas pontas da cobertura esportiva, conseguindo ângulos inusitados ao integrar sua câmera à ação dos participantes. Formada em arquitetura no Mackienzie, na década de 80 passou a trabalhar como repórter fotográfica na Folha de São Paulo, depois na Isto É, Placar, Playboy, Nova e Cláudia. Ser vídeo-repórter de esportes de ação passou a ser o seu maior objetivo. Mas foi com o surgimento das câmeras mini-digitais e de novas emissoras em UHF e a cabo que o mercado passou a ser receptivo a esta linguagem.
Aos poucos foi desenvolvendo um trabalho multimídia para poder dispensar a presença do repórter: "uma coisa que me torturava nas redações era eu ter que carregar uma mala sem alça, uma tampa sem fecho, que é o cara de texto. Para justificar a minha saída para a montanha, eu tinha que levar uma pessoa para escrever, que, invariavelmente, nos dava muito problema, porque não gostava de andar, não gostava de ver, não gostava de estar lá no front. E tem mais: ele encarecia a proposta do jornal. Então consegui, até por empobrecimento do caderno de turismo, ter o direito de ir escrevendo e fotografando, o que foi uma tremenda polêmica, e com isso comecei a aprender a ser multimídia. Não que eu não gostaria de ter uma pessoa para escrever comigo, mas não rolava."
Desde 1995, atua como consultora e vídeo-repórter de aventura, sendo os temas de esportes outdoor na terra sua especialização: trekking, espeleologia, escaladas e mountain bike, entre outros. Já trabalhou também para a rádio Eldorado, como bike-repórter. De forma paralela ao jornalismo, Renata é ativista do transporte em bicicletas, fundou o "Night Biker’s Club do Brasil - Pedalar é um Direito", grupo que pedalou de Paraty até Brasília para reivindicar ao Presidente o cumprimento do Novo Código de Trânsito Brasileiro.

- Desde quando você pedala? Por que gosta tanto de andar de bicicleta?
Renata -
Pedalo desde os cinco anos de idade. Mas como principal meio de transporte, desde 1975, ou seja, há 25 anos que aposentei essa dependência pelos carros na cidade de São Paulo. Gosto das bicicletas por vários motivos: primeiro porque é a melhor máquina que o homem já inventou, capaz de transportar dez vezes o próprio peso com uma eficiência mecânica melhor do que qualquer outra máquina, inclusive o homem, que gasta cinco vezes mais energia para se transportar a pé do que em uma bicicleta. Como segundo motivo, porque é o único meio de transporte auto-suficiente que existe neste planeta, não agressivo ao meio-ambiente, não polui, não faz barulho e você ainda se diverte enquanto anda. O terceiro motivo é relativo à forma física e da pilotagem. Finalmente, a tecnologia embutida em uma bicicleta é compatível à de F1 ou à dos foguetes da NASA. Assim, é o único meio de transporte que pode oferecer altíssima tecnologia a um preço "popular".

- Como se prepara fisicamente para encarar as subidas, descidas e as grandes distâncias da cidade de São Paulo?
Renata -
Esse papo de "física para as subidas, descidas e distâncias de São Paulo" é o pior veneno que existe neste momento. Quem pedala sabe que não é necessário ter "forma física de atleta" para se transportar. Além disso, não é preciso encarar as subidas de frente, pois sempre existem alternativas com ladeiras mais amenas ou mesmo caminhos tortuosos que livram qualquer um de subidas. Na cidade também existem os taxistas e caminhoneiros agressivos; São Paulo se esconde neste tabu para justificar o desrespeito aos direitos dos ciclistas. Todos os planejadores e autoridades de trânsito, sedentários, escondem-se neste tabu. Basta parar em qualquer cruzamento e começar a contar. Observe quantas bicicletas passam por minuto em qualquer cruzamento de duas ciclovias.

- Como surgiu o projeto Night Bicker’s?
Renata -
Night Bicker’s Club do Brasil é uma associação sem fins lucrativos que existe desde 1989, com a principal intenção de educar os ciclistas e os motoristas, além de incluir a bicicleta na paisagem urbana e na mídia. Fui eu a criadora desde termo e da idéia. O Clube, ao longo dos anos de existência, fez com que a bicicleta fosse para a paisagem urbana, e pelo menos nos parques de São Paulo respeita-se a bicicleta. O nosso lema é: "respeitar para sermos respeitados". Assim, nós cumprimos as leis de trânsito, os direitos dos pedestres e outros veículos, exigindo o mesmo em troca. Hoje, quando se fala do Night Bicker’s Club do Brasil, deve-se falar também de Sammy W, que é o nosso guia-líder, e de Makoto, seu braço direito. Pelo menos um deles participa todas as noites na liderança do grupo. Os créditos também recaem para outros guias e para os sócios atuantes.

- Qual foi o melhor lugar em que você já pedalou?
Renata -
Posso apontar vários lugares no Brasil: Serra da Mantiqueira, Campos do Jordão e Monte Verde. Fora do Brasil: Utah, no deserto de Moah, Nova York - foi um dos passeios em que mais me diverti. Recentemente pedalei no caminho de Santiago, e também foi lindo.

- Qual é o truque da autofilmagem, carregando equipamento e se equilibrando em duas rodas, tudo ao mesmo tempo ?
Renata -
Não é um truque, e sim técnica. Muita técnica, treino e experiência. Lido com muitas variáveis ao mesmo tempo e isso demanda treino. Não recomendo esta experiência a simples "aventureiros".

- Você mesma escolhe os assuntos de seus programas?
Renata -
Adoro mergulhar, mas faço pouco por falta de tempo. Pegar onda. O resto, tudo o que pratico, é mais por serviço. Só não gosto de voar. Sempre escolho assuntos em que tenho o privilégio de mandar no meu nariz. Toda a pauta é feita aqui na minha microprodutora.

- Quando você começou a andar de bicicleta, já pensava que isso poderia se tornar uma profissão?
Renata -
Na verdade, não é uma profissão. Pedalar, para mim, é um prazer. Abro espaço na mídia, uso esse espaço que consegui para divulgar o mercado de bicicleta.

- É sempre mais difícil para uma mulher dar certo nos esportes radicais ? Rola muito preconceito?
Renata -
Hum… O preconceito maior que sofri foi com o formato de jornalismo que quis fazer - não sou uma esportista radical, e sim, uma jornalista. O preconceito foi com a proposta de formato de trabalho.

- Qual conselho você daria aos abnegados que, como você, se propõem a lutar por uma causa como essa das bikes nos grandes centros urbanos? E aos novos vídeo-repórteres ?
Renata -
Acredite em si mesmo: pense globalmente e aja localmente.

***************

Participe do manifesto para coleta de assinaturas para reivindicarmos aos órgãos competentes termos acesso com nossas bikes dentro de outros meios de transportes como ônibus e Metrô !
Acessem: http://mundodabike.blog.terra.com.br/abaixo_assinado_em_prol_do_transporte_da

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