11.6.07
Trilhas do Descobrimento Itacaré na Bahia parte 1
(Texto: Itana Mangieri)

Um grupo de 8 ciclistas, dos mais variados estilos (atleta, trilheiro, jabuti, cicloturista e urbano), resolveram aceitar o convite do amigo Dimitri para conhecer seu sítio (Sítio Paraíso) em Itacaré, no sul da Bahia, para curtir o feriado de Corpus Christie e conhecer as "Trilhas do Descobrimento".
Convite aceito e com tudo organizado, partimos de Salvador na quinta-feira (07 de Junho) às 5 horas da manhã rumo à nossa cicloaventura. "São Pedro" estava prometendo chuva, mas cedeu às nossas boas intenções. A estrada estava boa e tranqüila. A primeira parada foi na BR 324 para o café da manhã e seguimos ansiosos. A segunda parada foi no restaurante Natureza Viva – um lugar mágico – com muito verde, peixes, beija-flores e o cenário perfeito para fotos e também para provarmos o suco de pitanga roxa ! Mais à frente, outra parada. Que não estava programada, pois o trânsito foi interditado para o resgate de um caminhão de cimento que tombou. Permanecemos nesta parada por quase 1 hora e nos alongamos, espreguiçamos e fizemos outras amizades. Ao chegarmos no Sítio Paraíso, às 15 horas, fomos calorosamente recepcionados pelo casal que cuida do sítio, Cláudio e Nalva, além de seus filhos Washington e Wellington. Todos nós ficamos boquiabertos com a beleza do local: um gramado gigantesco, cheio de coqueiros em volta da casa onde nos hospedamos e a praia à sua frente … deserta ! O barulho local era somente do mar, dos pássaros e do vento.
Enquanto descarregávamos as bikes e malas dos carros, Nalva servia o almoço na mesa da varanda, de frente para o mar. A cesta foi inevitável. Nos acomodamos em redes espalhadas pela varanda e cochilamos até o entardecer, quando uma parte do grupo pegou suas bikes e saíram para o reconhecimento inicial da região indo até os mirantes para se deslumbrar com as paisagens. Quando a noite caiu e o frio chegou, depois do banho e do café, nos reunimos na varanda, disputando as redes para bater papo e aguardar o horário de ir para Ilhéus buscar Aléssia, mais uma integrante do grupo que veio direto de São Paulo.
Ao amanhecer o dia com céu de brigadeiro e após o café da manhã, seguimos para as tão esperadas "Trilhas do Descobrimento". Trecho de asfalto e ladeirão até o primeiro mirante. Fotos e braços abertos para agradecer à Deus por tão bela e rica natureza ! Primeiro ladeirão seguido pela primeira queda (de maduro) de George. Pequeno desequilíbrio, sem ferimentos e com pôse para registro no nosso diário de bordo (rsrs). Início da mata e trilha com outro ladeirão escorregadio e íngreme que gerou a queda de Lu Saraiva – bike para um lado e ela pipocando pra frente (catando nica … rsrs). O suficiente para segurarmos as bikes e descermos com responsabilidade (ladeirão para pró-profissionais). Lá embaixo, entre uma plantação de coqueiros, seguimos pedalando ouvindo o barulho do mar ao lado de uma praia deserta e sobre um areal tããããããooooo macio ! Subimos mais algumas ladeiras, por caminhos verdes, frescos, molhados e de ar puro. De repente, Puff ! Pifei por causa de uma crise respiratória e tive que ser rebocada por Cláudio (nosso anjo protetor – um touro de tão forte !) e Dimitri até o mirante onde o grupo nos aguardava. Lá me reestabeleci e, junto com Ayla, resolvemos retornar para o sítio enquanto o restante do grupo continuava a trilha. Continuação por meio de fazendas encantadoras, pontes, rios e pântanos. Carregando as bikes com a água quase na cintura e, com Cláudio, aterrorizando sobre a presença de cobras no local (rsrs … truque que ele usou para "incentivar" o grupo à atravessar o pântano mais rápido). Enquanto isso, eu e Ayla, descíamos a estrada pedalando devagarzinho e apreciando as paisagens de Serra Grande lá de cima.
Após um banho de mar para aguardar o restante do grupo chegar para o almoço, fomos caminhando até o encontro do rio com o mar, enquanto a maré estava baixa, local de águas tranqüilas e ilhotas de areia. Após o almoço, com tucanos voando livres pelo cocqueiral, tiramos um cochilozinho e Cláudio conseguiu madeira seca para nossa fogueira noturna em meio ao coqueiral. O jantar foi preparado pelo ciclo-cookier George Argolo – uma gostosa macarronada com creme de leite. Depois fizemos pipoca, comemos junto com as crianças Washington e Wellington e nos deitamos, um a um, lado a lado, ao lado da fogueira para nos aquecer do vento frio. Olhando para o céu entre as folhas dos coqueiros, coberto de estrelas, apontando as cadentes (eram tantas que se nós tentássemos contá-las, perdíamos a conta), batendo papo e contando piadas.
(continuação abaixo)


criado por dimitrivianna
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