28.6.07

Cisne se apaixona por Pedalinho

Fonte: Agência EFE S/A – Terra notícias

 

Uma cisne fêmea, que se apaixonou por um pedalinho em forma de cisne na Alemanha, onde conheceu o "amado" na primavera passada. Petra e o pedalinho tiveram que ser retirados do lago para passarem juntos o inverno do hemisfério europeu, no zoológico de Münster.
Petra, um cisne de cor preta, há meses nada ao redor do barquinho, acaricia-o com o bico e dorme embaixo da embarcação, em um buraco na estrutura. Com a chegada do inverno, no ano passado, a ave se negou a emigrar ao sul, como os outros cisnes de sua espécie e ficou no lago.
A empresa responsável pelo pedalinho resolveu retirar o objeto do lago para deixá-lo em terra firme, mas a insistência de Petra em ficar junto à embarcação levou à outra solução: transportar os dois juntos ao zoológico de Münster.
O casal chegou em novembro ao local, onde ficaram juntos em um laguinho que abriga cisnes africanos. As autoridades do local esperavam que a proximidade de Petra com exemplares de sua espécie faria a ave esquecer o pedalinho.
Entretanto, os cisnes rejeitaram Petra, o que a levou a buscar consolo no namorado de plástico. Até quando teve que passar por uma cirurgia na pata, foi necessário que o pedalinho a acompanhasse até o local onde passou a recuperação.
Com o retorno do bom tempo ao fim do inverno europeu, a empresa do pedalinho, batizado de cisne branco, trouxe o objeto de volta ao lago Aasee para oferecer o serviço de passeio aos visitantes. Agora Petra chega a seguir por mais de 1 km a embarcação quando turistas passeiam no pedalinho pelo lago.

criado por dimitrivianna    11:09:36 — Arquivado em: Notícias

26.6.07

Lição de vida do paratleta Alarico Moura

Fonte: Ativo.com / Golfinho On Line

 

Ciclista e escultor Alá conta como se recuperou de acidente
Uma verdadeira lição de vida para quem acha que pequenos problemas do dia-a-dia podem interferir no crescimento pessoal e profissional do ser humano. Foi assim que o atleta e escultor Alarico Alves de Moura superou-se. Alá, como é conhecido, levava uma vida pacata como técnico em eletrônica nos idos de 1979 e acabara de montar uma oficina para motos. Tudo ia muito bem até que, um terrível acidente tirou-lhe a perna esquerda. Segundo Alá, foi justamente este acidente que causou uma reviravolta em sua vida.
Após inúmeras sessões de fisioterapia e musculação, Alá foi ganhando massa muscular e passou a dedicar-se ao ciclismo e à caça submarina. Em 1993 ele filiou-se à Federação Estadual de Ciclismo e começou a competir na categoria para atletas normais. E o que parecia impossível tornou-se realidade: logo em sua primeira prova, em 94, Alá venceu as três etapas da subida de montanha das Laranjeiras ao Cristo Redentor.
De lá para cá, Alá colecionou outras vitórias e derrotas também, o que, segundo ele, serviram para se dedicar muito mais ao esporte. Mas quando menos esperava, uma antiga paixão voltou à tona em 2002. Pouco antes de sofrer o acidente, Alá havia comprado três jogos de ferramentas para esculpir em madeira e decidiu dedicar-se ao hobby. “Meu estilo preferido é o africano, mas tenho também muitos gatos esculpidos em madeira” – revela Alá, um exemplo vivo de superação, garra e determinação que leva a vida com muita alegria e otimismo.
Para participar do Iron Biker não precisa ser atleta profissional, basta ter garra, determinação, estar bem preparado fisicamente e gostar de aventuras e desafios. O espírito desse evento é bem representado pelo biker Alarico Alves de Moura, que participa anualmente da prova. Ele sempre completa todo o trajeto, mesmo tendo apenas uma perna.

criado por dimitrivianna    22:11:44 — Arquivado em: Artigos

24.6.07

Saudosa Bike !

Texto: Sr.Jean Kleber Matos

 

Não me lembro da marca. Era uma bicicleta de tamanho médio. No folder, a inscrição: a bicicleta "leveloz". Leve e veloz, com certeza. Freio pedal. Novidade. Ganhei-a de meu pai como recompensa pelas boas notas escolares, aluno que era de seu educandário. Com ela andei por todos os cantos de Ipueiras. Graças a ela ampliei, com sete anos de idade, nos anos 50, meus conhecimentos geográficos sobre a cidade e o entorno: Vamos-Ver, Videl, Lamarão, Estação, Morro do Cristo etc

Duro foi o primeiro dia. Alguém tinha que empurrar e ficar atento para segurar a garupa ao primeiro sinal de desequilíbrio do aprendiz. Não faltou ajuda. O Zaca e mais dois colegas divertiram-se com a tarefa de empurrar o veículo contornando a Praça Getúlio Vargas. Ressalvando-se uma queda em frente ao bar de seu Guarany, fui bem sucedido e, ao segundo dia, estava independente. .

Costumava-se enfeitar a bicicleta naqueles idos. A própria capa do selim era almofadada e franjada. Mais tarde surgiram modelos com escudos dos times de futebol. No guidão, campainhas ou buzinas tipo bisnaga. Alguns donos mais artísticos instalavam no mesmo guidão, arcos enfeitados, por vezes com pequenas lâmpadas coloridas, pingentes e cata-ventos, reproduzindo os ornamentos dos caminhões de cabine de madeira de então. Na mesma linha, na ponta superior do pára-lama dianteiro, uma figura alada, cromada.

Na traseira, outra chance de personalizar. Lâmpadas coloridas no descanso e "olhos de tigre" no pára-lama traseiro. O descanso oscilante suspenso por duas tiras de borracha de câmara de ar, ou por delicadas molas de aço, também poderia ser adornado. Uma peça de borracha mole ainda cabia na extremidade inferior dos pára-lamas. Algo podia ser escrito na borracha de trás. A garupa podia ser almofadada. Até nos raios da roda cabiam adornos, estes mais comuns em dias de festa, como o Sete de Setembro. As bicicletas transitavam com "status" de jóia. Minha mãe, D. Mundita, dizia que pareciam lapinhas, numa clara referência ao presépio de Natal enfeitado.

Nem todas as possibilidades eram exploradas. A minha sequer portava qualquer adorno. Meu primo Raimundo Guido tinha uma "Phillips". Importada. Grande. Verde escura. Por vezes discutíamos sobre qual era a melhor: a "leveloz" ou a importada. A dele tinha dínamo. Gerava luz. Tinha farol e pequenas lâmpadas de efeito. O Guido ria de minha ingenuidade. Imagine, comparar "aquilo" à sua reluzente bicicleta importada!

Algumas vezes, solidariamente acompanhava-me, como primo mais velho, a qualquer jornada mais longínqua, mais perigosa, portanto, como ir ao Videl margeando a via férrea.

Mas Ipueiras tinha bicicletas de aluguel. O preço básico era para uma hora. O ponto era no quarteirão do mercado. Eram maiores, de cor negra. Super utilizadas, em algumas os freios se haviam rompido e faltavam os pára-lamas. Frear com o pé na roda, uma alternativa. A meninada era vista cruzando a cidade como se cavalgassem o "Pegasus". Pagar uma hora de bicicleta para um menino naquela época era o mesmo que comprar um sorriso de felicidade!

Os ciclistas adultos primavam pela sobriedade. Para mim, o modelo era seu Mundin Alves. Comerciante estabelecido no quarteirão do mercado, ele passava volta e meia pela rua de chão batido em frente à nossa casa, na ida e na volta do centro, rodando devagar em sua bela bicicleta. Calça e camisa sociais, alpargatas caprichosamente engraxadas, empertigado e elegante com seu chapéu de marca. Morava para os lados da Praça do Cristo.

Certa feita, entusiasmado com um arco indígena de fabricação caseira que ganhara, atirei uma fina vareta à guisa de flecha rumo ao terreno frontal à nossa casa. Seu Mundin cruzou a via no momento exato da passagem da seta. O projétil passou célere por entre os raios da roda traseira. Ainda tirou um leve som metálico. Seu Mundin seguiu indiferente. Sequer olhou para o lado.
Tinha classe, seu Mundin!

criado por dimitrivianna    22:20:22 — Arquivado em: Artigos

20.6.07

Incentivando uma grande Atleta !

Depois de ler a entrevista da nossa grande atleta do Mountain Bike brasileiro Jaqueline Mourão na ultima edição da revista Zé do Pedal a quem eu tive o prazer de conhecer tempos atrás no Iron Biker , resolvi escrever um e-mail de incentivo ,principlamente agora nas vésperas do PAN no Rio

Oi Jaque

Infelizmente não deu para você conhecer o meu Sitio verão passado lá em Itacare , paciência tenho certeza que terá outra oportunidade !

Estou escrevendo para dizer que estou torcendo para você no PAN no Brasil , eu sei que você vem sofrendo uma pressão enorme ,li a sua entrevista na revista Zé Pedal e deu para sentir seu drama

Acho que você estar certa Jaque cuide de sua saúde , de sua família ,nada é mais importante do que isto, patrocinadores vem depois !

Quem sabe em um futuro próximo você vem ensinar mountain bike para crianças carentes , isto sim vai valer a pena .

Enquanto este dia não chegar continue pedalando com a sua garra de sempre

Leiam a a resposta dela

Oi Dimitri, que tempão que nao recebo noticias suas…realmente nao deu, agente passou por Serra Grande mas continuamos o pedal, a viagem foi super legal e aproveitamos muito, mas com certeza na proxima temos que dar um pedal juntos e tb encontrar com o Guiné…

Com certeza tenho um projeto muito legal para passar minha experiência para os mais novos, estamos trabalhando no projeto e acho que vai ser muito legal, depois mando noticia.

Obrigada pela torcida e pela força!!!

criado por dimitrivianna    15:46:06 — Arquivado em: Eventos

19.6.07

Ao sabor dos Avós

Texto: Itana Mangieri

 

Quem é que não se lembra dos sabores, cheiros ou sons da infância ? e na maioria das vezes relacionados aos avós. Cheiro de bolo assando, férias, dengos e paparicos na casa dos avós, conselhos, receitas de saúde, histórias de família e puxões de orelha. Boas lembranças registram os netos !
E os avós ? Ao avançar da idade, a tão desejada e cientificamente procurada longevidade, pode se tornar preocupante para quem alcança mais de 8 ou 9 décadas. Alguns com muita saúde e motivação. Outros, nem tanto. Deve ser estranho viver por um prazo além da média e ver seus amigos e familiares indo embora e não ter com quem conversar ou as companhias habituais.
A maioria das pessoas se apavora ao envelhecer. E a indústria tira proveito disso (é comércio !). Implante de cabelo, botox, plásticas faciais e corporais, carros com cara de tiozão … é a terceira idade sendo apelidada de melhor idade. Para quem comercializa produtos e serviços para idosos, claro que é a melhor idade. Eles já estão aposentados, ou são empresários, os filhos já saíram de casa, casaram, não precisam mais pagar escolas e nem faculdades e aí sobra mais grana pra curtir a vida: passear, viajar, voltar para a faculdade, melhorar a estética, jogar bola, caminhar e namorar de novo. Desde que não precisem gastar tudo com remédios ou planos de saúde.
Com saúde e lucidez a terceira idade pode ser gostosa. Tem lá suas vantagens porque as pessoas à sua volta se preocupam mais, o ritmo quem dá são os idosos, suas teimosias e reclamações são mais respeitadas e os netos preferem o colo dos avós.
Além de serem o suporte afetivo, os avós são depositários da história da família. Essa partilha é uma função importante e se sentem valorizados por esse conhecimento que demonstra nossa ancestralidade. Eles são um baú de lembranças diante de filhos e netos. Possuem álbuns de fotografias, mechinhas de cabelo, receitas de biscoitos, tudo acompanhado de muitas e muitas histórias que trazem luz às imagens das raízes da família.
Saber como foi a vida dos nossos ancestrais nos mostra que fazemos parte de um tôdo maior e que estamos no mundo pela determinação dessa gente que veio antes de nós e que dá sentido à nossa própria existência.
Diz a OMS que a qualidade de vida na terceira idade pode ser definida como a manutenção da saúde em todos aspectos da vida humana: físico, social, psíquico e espiritual.
O Dr.João Roberto, neurocirurgião, escreveu um livro chamado “Ficar jovem leva tempo”. E pensando bem, com o tempo, as pessoas perdem alguns conceitos tolos, pudores, vínculos sociais e assim, vivem felizes sem se importar até quando.
Credito também, à uma das minhas avós, o hábito da leitura e, consequentemente, o da escrita. Hábito esse, que me faz expressar aquilo que muitas vezes não consigo dizer.

À ela, Dona Almerinda, que partiu hoje, lúcida e aos 101 anos, restam-me as boas lembranças e o sabor da merenda que ela sempre me servia, quando passada as férias em sua casa em Salvador: banana amassada com leite em pó ou manga rosa descascada e em pedacinhos e do cheiro dos meus travesseirinhos de macela.

 

Tchau vó !

criado por dimitrivianna    20:51:18 — Arquivado em: Artigos

17.6.07

Perfil esquisito e divertido !

Guilherme Cavallari - o editor do Guia de Trilhas, ciclista atuante, conta seu passado desvairado: já foi bike courier em Berlim, plantou batata na Inglaterra, quebrou pedras no Egito… Nooooosa ! O currículo do cara não é brincadeira.

Entrevistado por Viviane Fuentes

 

 

Guilherme Cavallari Gomes, nascido em São Paulo, SP, Zona Norte - diz a lenda -, no dia 15 de novembro de 1962. Véio é seu avô !
Fui ator de teatro profissional, radialista, humorista, atleta semiprofissional, empresário aos 22 anos. Mas foi antes, aos 17, que descobri uma vocação: viajar. Fiquei até os 32 anos pulando de país em país.
Vocação Inata: Mudar de Endereço
Quando criança, minha família foi despejada por falta de pagamento de aluguel mais de uma vez, estudei boa parte da vida em escolas públicas, mudava de colégio quase que anualmente, mudava bastante de endereço.
Run, Forrest
Minha brincadeira preferida era física. Correr mais que todo mundo, pular mais alto, nadar mais longe, brigar sozinho contra meia dúzia de crianças mais velhas, qualquer coisa onde eu pudesse gastar minha interminável energia. Lembro que eu nunca caminhava, só corria.
Rodinhas de apoio (traseiras) da bicicleta
Tirei as rodinhas no mesmo dia em que foram colocadas, quando tinha uns seis anos, em São Vicente, litoral paulista, para onde minha mãe se mudou, com filhos e tudo, na casa dos meus avós. Aprendi rápido a andar de bicicleta.
Passageiro Kid
Adorava andar de carro. Que criança não gosta? Mas lembro que os adultos naquela época corriam demais, fumavam dentro do carro com os vidros fechados, os carros eram verdadeiras “carroças”.
Língua do Entendimento
Existe sim uma língua única, não expressa em palavras ou sons. Acho que é a Língua do Entendimento. Quando a gente encontra pessoas com quem nos identificamos, sei lá por que, essa língua se apresenta.
Para quem está perdido o verbo é… “Sobreviver”
Trabalho hoje em algo que me completa, como autor e editor de livros relacionados com esportes de aventura.
Chaminés de Boston
Sinto falta das chaminés de Boston. Sinto falta do calor das lareiras. Por outro lado não sinto falta do frio invernal de nenhum país onde vivi. Vejo hoje claramente a diferença entre o calor do fogo e calor humano, tão presente no Brasil.
Quando quebrava pedras no Oriente Médio eu o fazia para sobreviver, era um trabalho como outro qualquer, digno e duro. Aqui, se eu vier a quebrar pedras seria para atender a alguma demanda específica e não a uma necessidade básica. As pedras seriam muito mais duras aqui.
Competição - pressa para quê ?
Não sou muito ligado em competições de bicicleta. Já fui mais. Corria em provas de Cross Country de Mountain Bike e me diverti um tempo com isso. Mas aí percebi que o que estraga as corridas é a pressa.
Para que pressa se estamos no meio da natureza, pedalando por montanhas maravilhosas, atravessando rios limpos, ao lado de cachoeiras fantásticas?
Acho a competição natural e saudável. O que f. tudo é a síndrome do vencedor, a idéia de que “é preciso ser o primeiro”.
Limites: conhecê-los
O legal não é superar limites e sim “conhecer seus limites”. Tem uma grande diferença entre as duas coisas. Conhecer nossos limites - físicos, psicológicos, intelectuais, de sociabilização, etc - é conhecer importantes facetas de nós mesmos.
Não existe laboratório mais completo para cada ser humano do que nós mesmos.
Tandem: bicicleta para dois. Na tandem, vou sempre na frente, sempre. Inventei até uma regra para a minha tandem: “o dono sempre dirige” - 3º lugar na categoria tandem em 2002 no Iron Biker. Foi bába, só tinham 4 competidores, há, há, há… Mas não foi moleza fazer a prova de tandem. Nada é moleza quando se pedala uma bike dupla em terreno acidentado. O desafio é imenso, a recompensa é proporcional.
Tandem, pra que te quero?
Para transformar em coletiva uma experiência individual. Eu acredito que é na comunhão, nas experiências, que aprendemos mais sobre nós mesmos. O outro é o melhor espelho que existe para nós. As diferenças se encurtam, as afinidades se estreitam. Sou da teoria que andar de tandem é a prova máxima para o sucesso de um casamento.
Desafio coletivo
Ver-se diante da nossa incapacidade de sermos seres coletivos. Não tem frustração maior, eu acho. Fracassamos em duplas sobre uma bike, fracassamos no casamento, na sociedade, como pais, como filhos, etc. Tudo representa o mesmo fracasso: incapacidade social. A tandem pode ser a prova dos nove.
Prós e contras da tandem
Quando perdemos, perdemos em dobro. Quando ganhamos, ganhamos pela metade. Parece ruim? É ótimo.
Bike Courier em Berlim
Minha rotina era ótima: livre pela cidade, conhecendo intimamente ruas e hábitos dos habitantes, fazendo esporte e ganhando dinheiro. Mas pedalar às vezes 180 km em um dia, com chuva, sol, neve, a ventania típica de Berlim, não é fácil.
Serviços de bike courier no Brasil
No Brasil acho que não funciona esse tipo de serviço por um problema puramente econômico. Aqui nós temos um enorme contingente de motoboys, que cumprem distâncias absurdas, longas horas diárias, por salários de fome. Não tem como competir com eles de bicicleta.

criado por dimitrivianna    20:39:04 — Arquivado em: Artigos

16.6.07

O sonho de consumo doméstico

Texto: Rui Luis Pratas
Pesquisa enviada por Ailton Barbosa

 

O inglês Alex Gadsen inventou uma engenhoca que preserva o meio ambiente enquanto lava roupa suja e ainda mantém a forma física pedalando. Indignado com o impacto do ser humano ao meio ambiente, Alex decidiu construir uma máquina de lavar roupa movida pela força dos pedais.
“Tudo começou há cerca de cinco anos. Não podia acreditar na enorme quantidade de entulho que via pelas ruas. Aí pensei em criar algo diferente dessas máquinas que gastam demais. Construí um acessório ecologicamente correto e que ajuda a manter a forma física”. Confidencia o inventor.
Depois de ter divulgado a sua criação em eventos sobre a preservação do meio ambiente, o inglês garante que já existem muitos compradores interessados.
- “Tenho sido muito procurado".
Pessoas de todos os países do mundo estão me contactando para adquirir um modelo da “pedal powered washing machine”.
- “Acho que isso é bom. Podemos ajudar muitas pessoas a conservar água ou oferecer a máquina a populações que não tem acesso à energia elétrica, além de colaborar com a forma física.”
Nós também já podemos pensar em ajudar a família no orçamento doméstico ou até mesmo transformar as salas de ergométricas de academias em lavanderias ou que tal num bom presente para o dia dos Pais.

criado por dimitrivianna    11:35:36 — Arquivado em: Dicas de Saúde, Notícias

15.6.07

Carro Fox ou carro Raposa ?

  Fonte Blog Bh Mountain Bike

 

Segundo o comercial, se você comprar um FOX e todo mundo fizer o mesmo, vão ter mais vagas para estacionar nas ruas, com menos brigas por vagas as pessoas vão gostar mais umas das outras. Com mais amigos no mundo, menos gente vai apoiar as guerras. Governantes acabam com as armas, ganham admiração e passam a ser copiados pelos próximos líderes e o planeta viverá sempre em paz. E termina com a infame frase, “Por um mundo melhor compre um FOX”.

O mais engraçado é que no último feriado de a Polícia Rodoviária Federal registrou 1.398 acidentes nas estradas federais, com 92 mortos e 858 feridos. Minas Gerais infelizmente foi o estado onde houve o maior número de acidentes. Foram 212 acidentes, com 122 feridos e 14 mortes. Um fato preocupante é o número de mortes por atropelamentos. Os atropelados são as vítimas fatais mais freqüentes em acidentes nas rodovias federais. A cada 3,4 casos ocorre uma morte. São cerca de 4 mil atropelamentos ao ano, um a cada duas horas.
Será que nossos governantes seriam copiados por fazerem cumprir punições severas por crimes cometidos no volante?

Seriam copiados se investissem mais em transporte público ou por se acabassem com a farra dos carros particulares aumentando impostos pela circulação ou até mesmo pelo espaço tomado nas ruas por carros cheios de uma pessoa?

Será que adianta diminuir o número de armas se aumentarmos o número de carros que matam tanto ou mais em um mesmo ano?

Será que se gostassemos mais das pessoas não sairiamos de casa a pé para ter mais contato com as pessoas ao invés de ficarmos isolados em nossas armaduras motorizadas?

Você consegue imaginar as ruas se cada um tivesse um FOX?

Será amigo Thiago que a equação é assim tão simples?

Mais informações:
Acidentes nas estradas dão prejuízo de R$ 22 bilhões por ano
Número de mortes nas estradas aumenta 33% no feriado de Corpus Christi

criado por dimitrivianna    14:24:54 — Arquivado em: Artigos

13.6.07

De todas

 Não poderia deixar passar em branco o dia dos namorados ,amantes etc.mesmo sendo esta uma data comercial e cheio de armadilhas  sentimentais..

Autoria Engelmann

De todas as letras; as que formam Nós…

De todas as palavras; Amor…

De todos os sentidos; os nossos… Os meus confusos e atracados aos seus…

De todos os sentimentos; os mais puros… Os mais intensos… Qualquer um, sendo que saiam de mim pra você… De você para mim…

De todos os sonhos; os nossos…

De todos os desejos; os meus realizados com você… Em você…

De todas as vontades; aproveitar a cada segundo do seu lado…

De todas as certezas; olho para trás e sei que tudo valeu a pena…

Tudo vale a pena… Nós valemos por si só… E por Nós…

De todas as noites; as nossas que, abraçados, adoramos a lua…

A lua que ilumina os caminhos de nossos corações…

De todas as estrelas; as que se posicionam entre nós, nessa interligação… Nessa união…

De todas as necessidades; atender as vontades de meu coração… Sempre!

De todas as ausências; a tua que me faz saber o que é saudade… Vontade…

De todos os beijos; os nossos Gostosos como Nós…

De todos os abraços; os mais sinceros e apertados, nossos…

De todas as conversas; as nossas…

De todas as pessoas do mundo encantadas; Nós…

De todos os raios de sol; os que nos atingem, para que façamos a “ fotossíntese” do nosso Amor… De nosso relacionamento…

De todas as tempestades; lembranças felizes pelas gotas que nos molharam, que lavaram nossas almas, juntas…

De todos os caminhos; os nossos…

De todos os passos; os nossos dados lado a lado…

De todas as inspirações; Você!

De tudo mais marcante; impossível enumerar e citar…

Qualquer um de nossos momentos, pois todos me marcam das mais diversas e inusitadas maneiras.

De tudo o que espero; o hoje intenso e sincero…

De tudo o que não me canso de dizer e sentir; Te Amo!

criado por dimitrivianna    17:21:05 — Arquivado em: Artigos

12.6.07

Texto do Curry

Adoro os textos deste cara !

E no escritório onde trabalho e fico rico, quanto mais eu multiplico, diminui o meu amor” ♪ – Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta

Dentro do carro, sobre o trevo a dez por hora, oh meu amor, estava na estreita rua que dá acesso ao estacionamento do confuso shopping Center Lapa, quando avistei uma banda de rock. Tinha tempo que eu não atualizava meu fotolog e vi ali a chance de fazê-lo. Nesse fotolog que administro, só tiro fotos de pessoas que encontro casualmente na rua com algum instrumento musical na mão. É sempre divertido conversar com essas pessoas. De início, todos acham estranho um cara chegando e dizendo “tenho um fotolog onde só publico fotos de músicos que encontro ao acaso e blá, blá, blá”, todos olham com desconfiança, alguns não conhecem o “mecanismo fotolog”, e a maioria esmagadora recusa pousar para um retrato, ainda mais pra um desconhecido. Porém, com o tempo, aprendi a persuadir. Puxo meu caderninho, minha caneta e:
– E uma pequena entrevista, pode ser?
Aí ninguém recusa. É o milagre da comunicação. O ser humano, por excelência, precisa se comunicar para viver, é a raiz da vida, o verbo. Ainda mais músico (e artistas em geral), que sonha com o dia que vai ser entrevistado e fica, desde sempre, ensaiando as respostas sobre as influências, como começou, o primeiro instrumento… Todos gostam de falar, e muito. Depois do bate-papo, adquiro mais confiança do entrevistado e “pirilimpimpim”.
– Valeu, obrigado – digo estendendo a mão.
– E a foto, não vai ter mais não?
– Ah, vai querer? – finjo surpresa.
– Pode ser – dizem todos.
Ao avistar aqueles roqueiros, vi que seria a melhor das entrevistas. Eram cinco na faixa dos 16 anos, todos de preto, cabelos longos e cada qual com seu instrumento na mão – dois com guitarra, um com um baixo, um cara com uma sacola de pratos e um par de baqueta na mão, e outro sem nada, devia ser o vocalista –, acredito que estavam indo ensaiar.
Na rua que estava, não havia como estacionar, pois já tinha passado da entrada do estacionamento do shopping. Fui em direção à avenida principal onde deixei o carro e voltei correndo para ver se ainda os encontrava. Parei na porta de entrada do shopping e preso no engarrafamento de pessoas que entravam e saiam aos gritos dos ambulantes de “Piratas do Caribe 3, leve agora Piratas do Caribe 3”, fiquei procurando os roqueiros. Não achei. Entrei no shopping, sem rumo, e após o tempo que percebi que eles também não estavam ali, me dirigi para ir embora.
PQP. “Pluct, plact, zum” , cantava Raul na minha mente.
O Center Lapa é um shopping pequeno, mas eu não achava a porra da saída.
Andei pra um lado, pra outro, e nada. Parecia que eu estava preso. O shopping lotado, centro da cidade, véspera de Dia dos Namorados… fui ficando agoniado, precisava sair daquele inferno. Achei um senhor de terno preto, parado, olhando o rio de pessoas indo e vindo descontroladamente.
– Boa tarde, onde é a saída?
Ele desviou o seu olhar para mim, respirou fundo arregalando os olhos e disse:
– Eu me pergunto isso todos os dias. Mas eu acredito que a saída é o amor.
PUTAQUEPARIU.
Ele não era o segurança do shopping.
– Aquele senhor todos os dias vem aqui no shopping, fica olhando, olhando, acho que é doido… A saída é por ali, é só seguir reto à direita – me disse rindo o segurança de verdade. Que não estava de terno preto.
Finalmente consegui sair. A saída era em um lugar onde eu já tinha ido, mas que não tinha visto.
Lá fora, os Piratas da Piedade continuavam gritando desesperadamente “Piratas do Caribe 3, Piratas do Caribe 3”.
Uma menina, aproximadamente 16 anos, que se pudesse se cuidar um pouquinho mais seria muito bonita, berrava:
– Piratas do Caribe 3, Xurec 3 e Homem-Aranha 3, é tudo três.
– Quanto é? – perguntei.
– Cinco – disse ela.
“Campanha de marketing eficaz”, pensei.
– Mas você acabou de dizer que era tudo três – provoquei.
– Não, eu tava falando do filme, que é 3… – disse ela ao mesmo tempo que abria uma caixa com um DVD dentro, me mostrando o telefone da “empresa” com o nome dela, e dizendo em seguida: – Coquer coisa, se você não gostar, você me procura que devolvo na hora.
Sem eu perceber, eu já estava segurando um pitara oficial de Shrek 3.
Consegui devolvê-lo, após mentir, jurando que eu estava sem dinheiro, que iria entrar no shopping para procurar um caixa eletrônico e voltar para comprar meu Xurec 3, por três reais, que foi a pechincha que ela mesma fez.

A publicidade é o inverso do amor por se fundamentar na mentira para atingir o seu objetivo, o desenfreado consumo material de pessoas descontroladas entrando num shopping center. Como o mundo gira em torno da publicidade, tudo no mundo não passa de uma grande mentira. Vivemos mentindo, para os outros e para nós mesmos. Eu tive que mentir pra menina, dizendo que iria tirar o dinheiro, só pra conseguir fugir dali.
E já menti muito mais. Numa agência que trabalhei, entre outras mentiras, tive que fazer um anúncio e um convite para o show de lançamento de um artista baiano. Pedi pra ouvir o CD dele para buscar inspiração e quase me joguei da janela. Porém, fiz um texto convidando a todos, dizendo que o trabalho a ser lançado era espetacular, que ninguém podia ser louco de não assistir aquele show de lançamento e blá, blá, blá… e deu certo, o show deu gente.
O DVD de Ivete no Maracanã custava também cinco reais. Era o mais vendido. Deve ser por isso que ela tá precisando de dinheiro. Faz propaganda de tudo. Iogurte, sandálias, roupa, telefone celular, shopping center, banco… o que aparecer, dizendo para todos beberem, que tudo é lindo. Ou seja, cerveja.
A nossa capacidade de comunicação é o que nos diferencia dos outros animais nos fazendo ser o animal dominante no planeta e nós a usamos maciçamente para enganar e viver num mudo perfeito e irreal, que, como conseqüência, faz o mundo real ser o mundo que vivemos hoje. Acredito que tudo de ruim, todas as guerras, seqüestros, assassinatos, mortes no trânsito, suicídios, frustrações, racismos, poluição, ansiedade… tudo vem pela porta de entrada do mundo mágico da publicidade. E a saída, como disse o doido de terno preto, é o amor.
Na sala de um curso de pós-graduação que fiz (Roteiro para TV e Vídeo), havia um aluno que é um famoso redator de uma das maiores agências de propaganda da Bahia. Premiadíssimo. Dentre os clientes dessa agência, estava a tal instituição em que eu e ele estávamos estudando. Ele foi o criador das peças publicitárias para os cursos dessa faculdade. Colocou nos anúncios algo como “Sinta-se Amado”, numa referência ao nome da faculdade em questão, a Jorge Amado. Mas ele abandonou a pós-graduação logo no começo. Encontrei-me com ele dias depois, num bar:
– Por que largou? – perguntei.
– Ah, não tinha paciência para aqueles professores, eram péssimos, não sabiam nada. Aquela fulaninha não sabe nada de roteiro, aquela outra é pior ainda, e a pós é fraca, a coordenadora não tem experiência e blá, blá, blá…
Redator da porra. Fez um ótimo texto vilipendiando o curso que ele, nos outdoors, revistas e VT’s, dizia ser a melhor coisa em educação. Desconfio de que ele não estava se sentindo amado.

______________
(♪) Paralelas, de Belchior.

criado por dimitrivianna    14:58:29 — Arquivado em: Artigos

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