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Fonte: Agência EFE S/A – Terra notícias

Uma cisne fêmea, que se apaixonou por um pedalinho em forma de cisne na Alemanha, onde conheceu o "amado" na primavera passada. Petra e o pedalinho tiveram que ser retirados do lago para passarem juntos o inverno do hemisfério europeu, no zoológico de Münster.
Petra, um cisne de cor preta, há meses nada ao redor do barquinho, acaricia-o com o bico e dorme embaixo da embarcação, em um buraco na estrutura. Com a chegada do inverno, no ano passado, a ave se negou a emigrar ao sul, como os outros cisnes de sua espécie e ficou no lago.
A empresa responsável pelo pedalinho resolveu retirar o objeto do lago para deixá-lo em terra firme, mas a insistência de Petra em ficar junto à embarcação levou à outra solução: transportar os dois juntos ao zoológico de Münster.
O casal chegou em novembro ao local, onde ficaram juntos em um laguinho que abriga cisnes africanos. As autoridades do local esperavam que a proximidade de Petra com exemplares de sua espécie faria a ave esquecer o pedalinho.
Entretanto, os cisnes rejeitaram Petra, o que a levou a buscar consolo no namorado de plástico. Até quando teve que passar por uma cirurgia na pata, foi necessário que o pedalinho a acompanhasse até o local onde passou a recuperação.
Com o retorno do bom tempo ao fim do inverno europeu, a empresa do pedalinho, batizado de cisne branco, trouxe o objeto de volta ao lago Aasee para oferecer o serviço de passeio aos visitantes. Agora Petra chega a seguir por mais de 1 km a embarcação quando turistas passeiam no pedalinho pelo lago.
Fonte: Ativo.com / Golfinho On Line

Ciclista e escultor Alá conta como se recuperou de acidente
Uma verdadeira lição de vida para quem acha que pequenos problemas do dia-a-dia podem interferir no crescimento pessoal e profissional do ser humano. Foi assim que o atleta e escultor Alarico Alves de Moura superou-se. Alá, como é conhecido, levava uma vida pacata como técnico em eletrônica nos idos de 1979 e acabara de montar uma oficina para motos. Tudo ia muito bem até que, um terrível acidente tirou-lhe a perna esquerda. Segundo Alá, foi justamente este acidente que causou uma reviravolta em sua vida.
Após inúmeras sessões de fisioterapia e musculação, Alá foi ganhando massa muscular e passou a dedicar-se ao ciclismo e à caça submarina. Em 1993 ele filiou-se à Federação Estadual de Ciclismo e começou a competir na categoria para atletas normais. E o que parecia impossível tornou-se realidade: logo em sua primeira prova, em 94, Alá venceu as três etapas da subida de montanha das Laranjeiras ao Cristo Redentor.
De lá para cá, Alá colecionou outras vitórias e derrotas também, o que, segundo ele, serviram para se dedicar muito mais ao esporte. Mas quando menos esperava, uma antiga paixão voltou à tona em 2002. Pouco antes de sofrer o acidente, Alá havia comprado três jogos de ferramentas para esculpir em madeira e decidiu dedicar-se ao hobby. “Meu estilo preferido é o africano, mas tenho também muitos gatos esculpidos em madeira” – revela Alá, um exemplo vivo de superação, garra e determinação que leva a vida com muita alegria e otimismo.
Para participar do Iron Biker não precisa ser atleta profissional, basta ter garra, determinação, estar bem preparado fisicamente e gostar de aventuras e desafios. O espírito desse evento é bem representado pelo biker Alarico Alves de Moura, que participa anualmente da prova. Ele sempre completa todo o trajeto, mesmo tendo apenas uma perna.
Texto: Sr.Jean Kleber Matos

Não me lembro da marca. Era uma bicicleta de tamanho médio. No folder, a inscrição: a bicicleta "leveloz". Leve e veloz, com certeza. Freio pedal. Novidade. Ganhei-a de meu pai como recompensa pelas boas notas escolares, aluno que era de seu educandário. Com ela andei por todos os cantos de Ipueiras. Graças a ela ampliei, com sete anos de idade, nos anos 50, meus conhecimentos geográficos sobre a cidade e o entorno: Vamos-Ver, Videl, Lamarão, Estação, Morro do Cristo etc
Duro foi o primeiro dia. Alguém tinha que empurrar e ficar atento para segurar a garupa ao primeiro sinal de desequilíbrio do aprendiz. Não faltou ajuda. O Zaca e mais dois colegas divertiram-se com a tarefa de empurrar o veículo contornando a Praça Getúlio Vargas. Ressalvando-se uma queda em frente ao bar de seu Guarany, fui bem sucedido e, ao segundo dia, estava independente. .
Costumava-se enfeitar a bicicleta naqueles idos. A própria capa do selim era almofadada e franjada. Mais tarde surgiram modelos com escudos dos times de futebol. No guidão, campainhas ou buzinas tipo bisnaga. Alguns donos mais artísticos instalavam no mesmo guidão, arcos enfeitados, por vezes com pequenas lâmpadas coloridas, pingentes e cata-ventos, reproduzindo os ornamentos dos caminhões de cabine de madeira de então. Na mesma linha, na ponta superior do pára-lama dianteiro, uma figura alada, cromada.
Na traseira, outra chance de personalizar. Lâmpadas coloridas no descanso e "olhos de tigre" no pára-lama traseiro. O descanso oscilante suspenso por duas tiras de borracha de câmara de ar, ou por delicadas molas de aço, também poderia ser adornado. Uma peça de borracha mole ainda cabia na extremidade inferior dos pára-lamas. Algo podia ser escrito na borracha de trás. A garupa podia ser almofadada. Até nos raios da roda cabiam adornos, estes mais comuns em dias de festa, como o Sete de Setembro. As bicicletas transitavam com "status" de jóia. Minha mãe, D. Mundita, dizia que pareciam lapinhas, numa clara referência ao presépio de Natal enfeitado.
Nem todas as possibilidades eram exploradas. A minha sequer portava qualquer adorno. Meu primo Raimundo Guido tinha uma "Phillips". Importada. Grande. Verde escura. Por vezes discutíamos sobre qual era a melhor: a "leveloz" ou a importada. A dele tinha dínamo. Gerava luz. Tinha farol e pequenas lâmpadas de efeito. O Guido ria de minha ingenuidade. Imagine, comparar "aquilo" à sua reluzente bicicleta importada!
Algumas vezes, solidariamente acompanhava-me, como primo mais velho, a qualquer jornada mais longínqua, mais perigosa, portanto, como ir ao Videl margeando a via férrea.
Mas Ipueiras tinha bicicletas de aluguel. O preço básico era para uma hora. O ponto era no quarteirão do mercado. Eram maiores, de cor negra. Super utilizadas, em algumas os freios se haviam rompido e faltavam os pára-lamas. Frear com o pé na roda, uma alternativa. A meninada era vista cruzando a cidade como se cavalgassem o "Pegasus". Pagar uma hora de bicicleta para um menino naquela época era o mesmo que comprar um sorriso de felicidade!
Os ciclistas adultos primavam pela sobriedade. Para mim, o modelo era seu Mundin Alves. Comerciante estabelecido no quarteirão do mercado, ele passava volta e meia pela rua de chão batido em frente à nossa casa, na ida e na volta do centro, rodando devagar em sua bela bicicleta. Calça e camisa sociais, alpargatas caprichosamente engraxadas, empertigado e elegante com seu chapéu de marca. Morava para os lados da Praça do Cristo.
Certa feita, entusiasmado com um arco indígena de fabricação caseira que ganhara, atirei uma fina vareta à guisa de flecha rumo ao terreno frontal à nossa casa. Seu Mundin cruzou a via no momento exato da passagem da seta. O projétil passou célere por entre os raios da roda traseira. Ainda tirou um leve som metálico. Seu Mundin seguiu indiferente. Sequer olhou para o lado.
Tinha classe, seu Mundin!

Depois de ler a entrevista da nossa grande atleta do Mountain Bike brasileiro Jaqueline Mourão na ultima edição da revista Zé do Pedal a quem eu tive o prazer de conhecer tempos atrás no Iron Biker , resolvi escrever um e-mail de incentivo ,principlamente agora nas vésperas do PAN no Rio
Oi Jaque
Infelizmente não deu para você conhecer o meu Sitio verão passado lá em Itacare , paciência tenho certeza que terá outra oportunidade !
Estou escrevendo para dizer que estou torcendo para você no PAN no Brasil , eu sei que você vem sofrendo uma pressão enorme ,li a sua entrevista na revista Zé Pedal e deu para sentir seu drama
Acho que você estar certa Jaque cuide de sua saúde , de sua família ,nada é mais importante do que isto, patrocinadores vem depois !
Quem sabe em um futuro próximo você vem ensinar mountain bike para crianças carentes , isto sim vai valer a pena .
Enquanto este dia não chegar continue pedalando com a sua garra de sempre
Leiam a a resposta dela
Oi Dimitri, que tempão que nao recebo noticias suas...realmente nao deu, agente passou por Serra Grande mas continuamos o pedal, a viagem foi super legal e aproveitamos muito, mas com certeza na proxima temos que dar um pedal juntos e tb encontrar com o Guiné...
Com certeza tenho um projeto muito legal para passar minha experiência para os mais novos, estamos trabalhando no projeto e acho que vai ser muito legal, depois mando noticia.
Obrigada pela torcida e pela força!!!
Texto: Itana Mangieri

Quem é que não se lembra dos sabores, cheiros ou sons da infância ? e na maioria das vezes relacionados aos avós. Cheiro de bolo assando, férias, dengos e paparicos na casa dos avós, conselhos, receitas de saúde, histórias de família e puxões de orelha. Boas lembranças registram os netos !
E os avós ? Ao avançar da idade, a tão desejada e cientificamente procurada longevidade, pode se tornar preocupante para quem alcança mais de 8 ou 9 décadas. Alguns com muita saúde e motivação. Outros, nem tanto. Deve ser estranho viver por um prazo além da média e ver seus amigos e familiares indo embora e não ter com quem conversar ou as companhias habituais.
A maioria das pessoas se apavora ao envelhecer. E a indústria tira proveito disso (é comércio !). Implante de cabelo, botox, plásticas faciais e corporais, carros com cara de tiozão ... é a terceira idade sendo apelidada de melhor idade. Para quem comercializa produtos e serviços para idosos, claro que é a melhor idade. Eles já estão aposentados, ou são empresários, os filhos já saíram de casa, casaram, não precisam mais pagar escolas e nem faculdades e aí sobra mais grana pra curtir a vida: passear, viajar, voltar para a faculdade, melhorar a estética, jogar bola, caminhar e namorar de novo. Desde que não precisem gastar tudo com remédios ou planos de saúde.
Com saúde e lucidez a terceira idade pode ser gostosa. Tem lá suas vantagens porque as pessoas à sua volta se preocupam mais, o ritmo quem dá são os idosos, suas teimosias e reclamações são mais respeitadas e os netos preferem o colo dos avós.
Além de serem o suporte afetivo, os avós são depositários da história da família. Essa partilha é uma função importante e se sentem valorizados por esse conhecimento que demonstra nossa ancestralidade. Eles são um baú de lembranças diante de filhos e netos. Possuem álbuns de fotografias, mechinhas de cabelo, receitas de biscoitos, tudo acompanhado de muitas e muitas histórias que trazem luz às imagens das raízes da família.
Saber como foi a vida dos nossos ancestrais nos mostra que fazemos parte de um tôdo maior e que estamos no mundo pela determinação dessa gente que veio antes de nós e que dá sentido à nossa própria existência.
Diz a OMS que a qualidade de vida na terceira idade pode ser definida como a manutenção da saúde em todos aspectos da vida humana: físico, social, psíquico e espiritual.
O Dr.João Roberto, neurocirurgião, escreveu um livro chamado “Ficar jovem leva tempo”. E pensando bem, com o tempo, as pessoas perdem alguns conceitos tolos, pudores, vínculos sociais e assim, vivem felizes sem se importar até quando.
Credito também, à uma das minhas avós, o hábito da leitura e, consequentemente, o da escrita. Hábito esse, que me faz expressar aquilo que muitas vezes não consigo dizer.
À ela, Dona Almerinda, que partiu hoje, lúcida e aos 101 anos, restam-me as boas lembranças e o sabor da merenda que ela sempre me servia, quando passada as férias em sua casa em Salvador: banana amassada com leite em pó ou manga rosa descascada e em pedacinhos e do cheiro dos meus travesseirinhos de macela.
Tchau vó !