29.4.07

9a. Etapa da Volta Ciclística de SP em Campinas

Texto: Itana Mangieri

 

 

O Blog Mundo da Bike esteve presente neste sábado para prestigiar a 9ª etapa da Volta Ciclística de São Paulo que chegou à Campinas. O dia estava um pouco nublado, com um sol tímido e quente querendo aparecer e o vento gelado estava forte durante os obstáculos do maior trajeto da prova – 259 Km de Ribeirão Preto à Campinas/SP – para os 98 atletas que largaram hoje cedo de Ribeirão Preto/SP. Esta etapa durou para seu vencedor, Fabiele Mota, 6hs:58′:11". 133 ciclistas iniciaram a "Volta" há 8 dias atrás.

Essa é a quarta edição da Volta Ciclística de São Paulo e conta pontos para o ranking do "Américas Tour da União Ciclística Internacional" (UCI) que definirá quantos atletas participarão da equipe brasileira de ciclismo nas Olimpíadas de Pequim e no Panamericano do Rio de Janeiro.

A prova teve este ano 1.558 km de percurso total, entre pedalados e neutralizados. Atletas e equipes brasileiras participaram com os países da Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai e Venezuela e foi uma bonita atração em importantes rodovias do Estado. E a novidade deste ano foi que todos os atletas tiveram chips instalados nos garfos de suas bikes para que os pontos fossem registrados digitalmente.

 

 

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28.4.07

Talento de Portugal!

Autor : Desconhecido

A esquerda reciclada às vezes faz obra.

Judas, no pretérito mandato da Câmara da minha paróquia, conseguiu a proeza de atenuar a pirosice da “rotundite”, uma doença que parece propagar-se à velocidade dos fogos de verão, com uma excelente ciclovia de cerca de sete quilómetros e que vai da Casa da Guia ao Guincho. E eu hoje acordei cheio de energia e vontade de fazer coisas. E uma das coisas que eu poderia fazer disse-mo o espelho matinal.

O espelho é aquela invenção imbecil que nos transmite a imagem matinal da barba de 24 horas e nos avisa que também já há pelos brancos ali pelo queixo e ao nível do maxilar inferior, dos olhos mal dormidos e do cabelo em desalinho e que contribui decisivamente para que as nossas consortes comecem a achar os colegas do serviço muito mais atraentes, esquecendo-se da transição brusca da visão de um homem a sair da cama e outros, ainda que muito mais feios e desinteressantes, acabadinhos de chegar ao escritório, cheios de gravata, camisa engomada e a espalhar “allure for men” pelos corredores. Not fair…

Mas voltando ao Judas. Olhei-me ao espelho e não gostei. Primeiro porque odeio a ideia de vir a ter a barba como o Pacheco Pereira que eu, a preto e prata, só o Casino e não é sempre. Depois porque me senti hummm… perro. Tomei uma decisão importante, agarrei na bicicleta da miúda e tomei aquilo que se veio a tornar numa “cicló”pica decisão. Da minha casa à Casa da Guia é a descer, mas não se nota. Da Guia ao Guincho é a descer… mas não se nota. E lá fui eu, desportivo, radical, fresco, saudável, mente sã em corpo são (liberdade poética. Porque fumo e a mente nem sempre é sã, há bastantes motivos na ciclovia para que passemos à fase de dirty mind, mas isso é outro departamento) e a achar que a vida é bela e que a bicicleta foi a melhor invenção do mundo, a seguir ao controlo remoto da televisão. Houve mesmo alturas em que me entusiasmei com a velocidade e com o cenário (do mar, do mar… nada de dirty minds de juízos apressados) e ia colidindo com skaters, roller skaters. walkers, bird watchers que achavam que a ciclovia era só para eles. E desculpem-me as expressões inglesas, mas experimentem lá dizê-las em português…

Cheguei ao Guincho, parei, pousei a bicicleta e olhei deleitado para os meus cúmplices, maioritariamente mulheres. Frescas, rosadas e a fazer exercícios respiratórios. Achei que seria de péssimo gosto puxar de um cigarro, pelo que acabei por aderir ao cenário e meti uns litros de ar puro e maresia nos pulmões… e diabos me levem se eles não estranharam. Mas soube bem, não há como negar. Ainda houve uma old nice lady que me disse que Cascais era ”superb, you people would never know the paradise you actually live in, the sun shines like no other place in the world… in winter, oh dear, oh dear, oh dear!” e eu disse que claro, pois, sim, of course, coisa rápida , na esperança que as considerações sobre o nosso clima se alargassem a interlocutoras menos oh dear, oh dear, oh dear, mas estavam todas absortas na oxigenação do sangue que lhes corre nas veias que lhes irrigam as pernas que… pois - hoje é dia de mente sã e deixemos de pensar por onde passam as veias.

Regresso a casa. Eram mais sete quilómetros. Tinha sido tão fácil… a questão é que, embora suave, sentia-se claramente que era a subir. Fui pedalando, pedalando, fui mexendo nas mudanças (ainda não percebi porque é que o meu carro tem cinco velocidades e a bicicleta da minha filha tem 23 e foi muito mais barata…) e eu seja ceguinho se a única mudança que me conseguiu fazer chegar não foi aquela em que damos trinta voltas aos pedais para nos deslocarmos meio metro. Mas consegui. Confesso que o cenário já me passou um bocado mais ao lado, a Casa da Guia perdeu o encanto e aquela derradeira subida até casa me pareceu o calvário de Cristo. Mas cheguei. “Atirei” com a bicicleta, meti-me no duche e “despenhei-me “no sofá.

Minimamente recomposto, levantei-me para repor os níveis de cafeína e nicotina. Tenho uma sensação esquisita no corpo, assim uma espécie de impulsão vertical de baixo para cima tipo Arquimedes na banheira, mas estou muito mais compostinho. Já fui ao espelho e já lhe perguntei. Espelho meu, espelho meu, há no mundo alguém mais idiota do que eu? O espelho disse-me: - Não, mas continua a ser idiota e repete o exercício todos os Sábados e Domingos senão qualquer dia és uma mistura adipo-balofo-rugo-qualquer coisa, mesmo antes de ter a barba como o Pacheco Pereira.. Parti o espelho e vim escrever isto.

ET – Mesmo sem ameaças de adipo-rugo-etc., recomendo vivamente este passeio. Estou quase a concordar com a velhinha inglesa. Oh dear, oh dear, oh dear!

Bom fim de semana para todos

criado por dimitrivianna    17:04:23 — Arquivado em: Artigos

27.4.07

LANCE MUITO MAIS QUE UM CICLISTA ! PARTE 2

Segunda Parte  da entrevista da revista GO OUTSIDE  com o grande Lance Armstrong!

 

Em 2005, quando você estava no pódio do Tour, disse palavras duras àqueles que o acusaram de doping. Algo como "Cínicos e céticos presentes aqui, sinto pena de vocês. Vocês não acreditam em milagres". Depois do escândalo da Operação Puerto - que desmascarou um médico espanhol que teria fornecido drogas para dúzias de ciclistas prós, inclusive alguns favoritos do Tour como Ivan Basso e Jan Ullrich, que foram por isso banidos do Tour 2006 - e do teste positivo do norteamericano Floyd Landis quando liderava a prova, por que o público não deveria estar cético e cínico?
É, concordo que fica difícil manter a fé depois da Operação Puerto e de Floyd Landis. Puerto realmente me pegou de surpresa. Nunca achei que fosse ver isso em minha vida. Banir da prova os ciclistas que foram segundo, terceiro, quarto e quinto lugares dos anos anteriores é devastador. Mas em relação à Operação Puerto, ainda estou esperando os resultados. Quais serão as conseqüências e providências? O que eles estão esperando para tomar atitudes mais concretas? A respeito de Floyd, tenho ainda menos certeza do que aconteceu, porque toda a coisa foi muito esquisita. Num dia o teste dele deu negativo, no outro, positivo. No dia seguinte, negativo novamente… Tudo isso vindo de um laboratório francês em que, obviamente, eu não confio.

O que você disse a Floyd quando conversou com ele depois que as acusações de que ele usara testosterona antes do estágio 17 do Tour vieram à tona?
Ele estava dando uma coletiva de imprensa e usava um boné com a aba para trás. Eu disse "Floyd, por favor, tira esse boné". É uma questão de credibilidade. Sua aparência e o jeito que você fala e se comporta, felizmente ou infelizmente, são importantes. Perguntei "Você fez isso?". Ele respondeu "Não". Aí eu disse "Então vá lá e comporte-se como se você não tivesse feito. Porque neste momento é tudo o que você tem. O processo vai levar décadas para chegar a uma decisão". Eu sinceramente espero que Floyd comece o Tour no ano que vem com a camisa amarela de líder e com o número 1 nas costas. Digo isso desde já.

Então você acredita que ele é inocente?
Acredito, por causa da seqüência dos fatos. Por causa do laboratório. Não entendo por que alguém tomaria testosterona naquele dia, especificamente. Não tinha como não ser pego.

Você não se preocupa com os escândalos de doping?
Você tem um incrível legado de sete títulos consecutivos e esse legado se mancha se o esporte como um todo fica sob suspeita. Não passo muito tempo pensando nisso. Eu olho ao redor e vejo meus sete troféus - e ninguém vai tirá-los de mim, porque eles representam centenas de testes de doping, investigações federais, ações jurídicas, tudo aquilo pelo que passei. Esses sete troféus não vão a lugar algum. Meu foco fora do ciclismo também não foi afetado. Quando entro num hospital, você acha que os pacientes se importam com o que aconteceu na Operação Puerto? Não. Eu me importo, porque sou fã do esporte e dono de uma equipe de ciclismo. Mas invisto mais do meu dia pensando sobre as coisas que estou fazendo agora.

Você ficou feliz com sua participação na maratona de Nova York?
O tempo de 2h59min35s não é nada mal para um amador… Fiquei muito feliz. A maratona foi um desafio bastante duro, e que vou repetir em breve. Com certeza correrei em Nova York novamente em 2007.

Você treinou para a maratona com a seriedade com que treinava para o ciclismo?
Não, simplesmente corri. Olhava o meu ritmo de vez em quando, e só. Nada de planilha de 16 ou 20 semanas. Eu estava mais na planilha de beber-cerveja-e-fazer-umamaratona. Ainda bem que não tive que engatinhar [risos].

Você se satifaz em ser um corredor normal, mediano?
Sim.

Então o fato do ciclista francês Laurent Jalabert ter feito a mesma maratona em 2h55min não significa nada para você?
Não me importo. [Pausa.] Eu ainda o venceria na subida do Alpe d’Huez.

Quais serão seus próximos desafios esportivos, além da maratona de Nova York?
Pretendo fazer algumas provas de corrida, outras de bike. Em julho vou participar do RAGBRAI, uma prova de ciclismo que cruza o estado de Iowa, nos EUA. Em agosto, já confirmei presença na Leadville Trail 100, uma ultramaratona de mountain bike de 160 quilômetros. É uma prova dura, com altitudes que vão de 2.800 a 3.800 metros.

E quais são seus planos extra-esportivos?
Tenho um papel na equipe Discovery Channel como um dos donos, e gosto de manter contato com Johan Bruyneel, diretor esportivo da equipe, e com os ciclistas quando consigo visitá-los nos treinos ou competições. Mas o câncer é minha prioridade. É meu trabalho no dia-a-dia. Conseguir livrar a sociedade dessa doença fará sete vitórias no Tour de France parecerem pequenas. Nossa fundação trabalhará para tornar o câncer uma prioridade, e isso tem que começar pelos políticos. Precisamos de pessoas que façam a eles as perguntas que precisam ser feitas, e é o que pretendo fazer este ano. 

Com a aposentadoria de Lance Armstrong, quem assume os holofotes da equipe Discovery Channel é o italiano Ivan Basso, 29 anos, com grandes chances de vencer o Tour de France. Basso chamou a atenção de Lance e da equipe em 2002, quando ganhou a camiseta branca de mais veloz ciclista jovem. Desde então teve uma carreira brilhante, ficando em segundo no Tour 2005 e vencendo o Giro d’Italia 2006. Lance está se dedicando pessoalmente ao sonho de Basso de ganhar o Tour. "Sei que Basso quer e pode vencer. Estou dando a ele meu tempo, conhecimento e paixão", disse Lance.

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26.4.07

Amyr Klink na 8a. Bienal em Salvador

Texto de Valci Barreto

 

Uma das estrelas da 8ª Bienal do Livro de Salvador foi o navegador/escritor Amyr Klink que lançou o livro, de sua autoria, “LINHA D ÁGUA – Entre Estaleiros e Homens do Mar” da editora Companhia das Letras.

Aproveitei, não somente para obter o autógrafo do autor como para participar da sua palestra no Café Literário, instalado na Bienal.

Muitas pessoas estavam ali certas de que iriam ouvir as aventuras do navegador pelos mares do mundo.
Não foi assim. Das suas viagens pelos mares do mundo, de navegação, de construção de barcos falou pouco o autor. Falou de viagens mais importantes que fez, segundo suas palavras: as realizadas através dos livros. Foi contundente, no início e no final da palestra ao afirmar que suas viagens começaram, na verdade, nas páginas dos livros que falavam das aventuras dos navegadores que o inspirou. Assegurou que sem eles nem as teria começado. Através das suas leituras, não teve dúvida do caminho que trilharia.

Dissertou sobre o potencial da Bahia para criação de escolas de navegação, recomendando a hotéis, órgãos públicos, empresas de turismo de nosso estado que criassem escolas de navegação. Citou navegantes, especialmente franceses, que, em pequenos barcos, escolas simples, de baixo custo, realizam façanhas incríveis em favor da navegação.

Deu lições de que as coisas podem ser simples, destituídas das ostentações e arrogâncias de comportamento que caracterizam a nossa cultura de um modo geral.

Saí dali certo de ter assistido a uma das mais importantes e proveitosas palestras a que assiti.

Quando abro a orelha do livro do Amyr, leio a nota de Stephen Kanitz:

“Amyr Klink é um dos melhores palestrantes a que já assisti, e eu já assisti a muitos. Ele sobe no palco , meio tímido, fica praticamente imóvel no centro o tempo todo e conta suas histórias de forma apaixonada. Você não percebe o tempo passar e fica triste quando a exposição termina e anunciam o próximo palestrante….”

Foi assim que também me senti.

Quatro amigos nossos fizeram uma viagem de cicloturismo de Ouro Preto a Paraty. Fazíamos brincadeiras no sentido de que o Amyr os esperariam em Paraty. No lançamento do Linha D’Água, falamos com o autor sobre a brincadeira. Demonstrando interesse pela história, com muita simpatia e generosidade, afirmou que seu estaleiro estava à disposição para a guarda das bicicletas dos aventureiros baianos em uma próxima viagem e pôs, ao lado do autografo, a mensagem para o George Argolo um dos participantes daquela aventura: “após ……. faço um convite para seguirmos a viagem por mar….”. Oferecemos ao George como presente de aniversário, certos de que as lágrimas rolariam. Foi o que aconteceu.

Fiz questão de anotar as mais entusiásticas lições do autor de LINHA D’ÁGUA, colhidas em sua palestra para transmitir aos leitores de MEU ZINE, MUNDO DA BIKE e do MURALDEBUGARIN:

“Comprem livros, gastem os olhos nos livros; através deles vocês descobrirão, não somente o mundo do mar, mas outros e outros mundos. E escrevam, escrevam, leiam, contem histórias para seus filhos, criem disciplina para fazerem um diário das suas vidas. Foi através dos livros e das minhas simples anotações que tudo começou para mim”.

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25.4.07

AINDA NA FRENTE COM LANCE ! 1 parte

Entrevista da revista Go OUTOSIDE com Lance Armstrong

Em seu primeiro ano longe das competições, Lance Armstrong, o heptacampeão do Tour de France, arrecadou milhões de dólares para a luta contra o câncer, tornou-se um dos donos de uma equipe de ciclismo (a Discovery Channel) e fechou sua primeira maratona em menos de três horas - tudo isso enquanto se tornava uma celebridade dos tablóides e aparecia na capa de dezenas de revistas nos Estados Unidos e no mundo. Em 2007, o aposentado mais ocupado do mundo não parece que vai sossegar. Nos planos, fi lmes, mais maratonas e trilhas de mountain bike, como ele contou nesta entrevista exclusiva à Go Outside

GO OUTSIDE: Em outubro de 2006, seu diagnóstico de câncer completou dez anos. Parece ter sido há uma eternidade?
ARMSTRONG: Parece. Mas sou lembrado dele todos os dias por causa do trabalho que venho fazendo com a Lance Armstrong Foundation. Sou lembrado porque as pulseirinhas amarelas da campanha LiveStrong estão por toda parte. Ano passado, passei esse dia em casa. Levei as crianças pra escola de manhã. À tarde saí para uma corridinha. Foi um dia muito legal.

Você parece ter se adaptado muito bem à aposentadoria.
Sim, mas tive que me ajustar. É difícil deixar de ser extremamente bem condicionado, ganhar uns quilinhos, sentar na bike e não se sentir o mesmo. Aqueles caras por quem eu costumava passar zunindo, agora pedalo com eles.

Algum arrependimento de não disputar só mais um Tour de France?
Não. Se os ciclistas profissionais competissem até os 45 anos, talvez fosse diferente. Mas eu sei que, se continuasse, estaria desafiando a história. Sou um cara velho para o esporte. Tenho 35 anos. Foi com essa idade que Miguel Indurain [ciclista espanhol, primeiro a vencer cinco vezes seguidas o Tour] foi derrotado. Preferi sair antes que isso acontecesse.

Você fala muito sobre estar com 35 anos. É algo que te preocupa?
Do ponto de vista esportivo, 35 é bem velho! [Risos.] Mas, por outro lado, é como se eu tivesse virado um adolescente. Porque dos 15 aos 35 anos eu tive uma vida de monge, totalmente focada nos esportes. E agora eu posso relaxar e ir com meus amigos pra uma festa, cair na balada. A maioria das pessoas faz isso na época de colégio e faculdade. Eu estou tendo isso pela primeira vez.

Há fotos suas em toda a mídia norte-americana. Como é ser uma celebridade, nesses dias em que qualquer um com um celular é um paparazzi em potencial?
É inacreditável. Preciso realmente levar isso em consideração quando saio pra tomar umas cervejas com meus amigos. Nada é sagrado. Nada é privado. Eu não sei o quão longe estamos de transmitir imagens de vídeo ao vivo de pessoas na rua.

Quão difícil é lidar com boatos lançados por revistas de fofoca?
Boatos como o de que você e o ator Matthew McConaughey seriam mais que bons amigos? É tão ridículo! [Risos.] Eu sei do que gosto e sei do que McConaughey gosta, e não é nada disso que estão falando!

Então esclareça outro boato: quem vai fazer o seu papel no filme sobre sua vida, que deve ser filmado ainda em 2007?
Matthew McConaughey, Jake Gyllenhaal ou Matt Damon? Os rumores de que seria Jake ou Matthew começaram porque eles são meus amigos e parceiros de balada. Mas o roteiro do filme ainda nem está finalizado. E se os atores que estiverem interessados tiverem um mínimo de integridade, vão querer ler o roteiro. Mesmo o Jake já me disse "Escuta, eu adoro pedalar, você é meu amigo, mas preciso ler o roteiro".

Você tem algum poder de decisão sobre o filme?
Um pouco. Mas chega um ponto em que você simplesmente entrega o projeto prum escritor em quem confia e diz "OK, pode mandar bala". Fiz algumas coisas bem loucas na minha vida, e eles provavelmente vão incluí-las no roteiro. Na estréia, eu provavelmente tentarei esconder o rosto e direi "Nossa, eu fiz mesmo isso?". Mas o que me importa mesmo é o que diz respeito ao ciclismo. O cara que for fazer o meu papel não pode ser um ator que pedale com os joelhos abertos, com a cabeça indo pra frente e pra trás. Isso é uma vantagem de Jake: quando ele está pedalando, parece que é um ciclista profissional, o que é muito bacana.

Como o seu trabalho na Lance Armstrong Foundation está te ajudando a lidar com a aposentadoria?
Eu tenho necessidade de competir e canalizei essa minha energia na fundação. Ou pelo menos tentei canalizar. Mas é algo totalmente diferente da competição esportiva. Não existe aquele momento de definição que existe no esporte, tipo "consegui". Em vez disso, eu tenho várias pequenas vitórias.

Que vitórias o empolgam?
Toda vez que um candidato à Presidência nos liga e viaja até Austin para fazer uma reunião conosco. Quando um candidato faz isso, o outro tem que igualar ou superar esse esforço. É isso que vai nos levar a uma grande vitória. Que vitória? Acabar com a doença. Não é um sonho que possa se tornar realidade em um ou dois anos - pode não se tornar nem em 20 -, mas podemos começar a progredir desde já.

Você arrecadou quantias impressionantes com a fundação e a campanha LiveStrong. Pra onde vai esse dinheiro?
Já levantamos US$ 140 milhões até agora. E com isso distribuímos muita verba para projetos. Não são projetos de um milhão de dólares. São projetos de US$ 5 mil, para pacientes que precisam de transporte até os locais de tratamento, ou projetos de pesquisa de US$ 100 mil. Nosso trabalho é mais focado na comunidade. Não estamos patrocinando o projeto de alguém que quer mapear o genoma do câncer. Para isso, é preciso centenas de milhões de dólares, e é obrigação do governo patrocinar isso.

Você pediu a Bush um bilhão de dólares.
Sim. Estávamos almoçando e ele perguntou "Como você está?". Ele não perguntou "Como a fundação está indo?". Era como se quisesse saber se eu tinha viajado nos últimos dias, ou visto algum filme legal. Fui direto à questão do câncer, achando que poderia ter uma recepção calorosa, já que a irmã dele morreu da doença. E lancei a idéia do bilhão. Ele só disse "OK, vou pedir a algumas pessoas que analisem a possibilidade". Pelo menos ele não respondeu "Cê tá louco?", nem me mandou embora.

Mas a proposta foi pra frente?
Não conseguimos o bilhão. Estamos bem no fim da lista de prioridades do orçamento dele. Não teremos nenhuma mudança nessa área, acho, até termos um novo presidente e uma nova administração. Enquanto isso, a guerra no Iraque vem custando US$ 2 bilhões por semana. As guerras do Iraque e Afeganistão terão gasto trilhões de dólares quanto tiverem acabado. Seis ou sete meses no Iraque e no Afeganistão equivalem a 35 anos de financiamento ao tratamento do câncer.

Um ano atrás, você falava em ser governador do Texas. Ainda está interessado?
Governador do Texas. [Pausa.] Parece legal, mas provavelmente não seria tão legal na realidade. Acredito que sou mais eficaz fora do gabinete. Tento ser o menos político possível.

criado por dimitrivianna    18:26:24 — Arquivado em: Sem categoria

24.4.07

O acidente

Pesquisa : Marcelo Cavalcante


Fui encaminhado à sala de cirurgia. Eram 20h, estava com bastante medo e sentia um frio na barriga – como aqueles de véspera de competição. Compreensível. Afinal, nunca havia passado por uma cirurgia, e, logo de cara, teria que enfrentar uma bem delicada.

Ali, à espera, tive que lidar com mais um constrangimento. Os médicos se reuniram para debater qual a melhor posição para a intervenção cirúrgica, e optaram por realizá-la com o paciente (eu, no caso) na posição de parto. Quem não souber como é pergunte a quem é mãe. Poupo-me de mais uma explicação constrangedora.

Após a anestesia, paralisado da cintura para baixo, ouvi os médicos – em torno de cinco deles – em mais um debate: “Como vamos costurar isto?”.

Um deles, que havia acabado de entrar na sala de cirurgia, não se conteve e me perguntou “Como você conseguiu fazer isso?”.

Expliquei como aconteceu o acidente e ele, apesar de se desculpar pela indelicadeza, caiu na gargalhada. Disse-me que o ocorrido era trágico, mas também muito cômico. Fui obrigado a concordar.

Aproveitando o ensejo, ele me contou como seria feita a cirurgia. Fariam uma sutura no reto anal – isso mesmo que você leu. Houve rompimento do reto. Além disso, rompi algumas fibras do músculo esfíncter. Dá para acreditar? Imagina tomar pontos nesses locais. E pensar que tudo isso aconteceu por causa de um pequeno parafuso do selim que quebrou.

No dia seguinte, com a companhia de três novos colegas de quarto, tive que responder a mais perguntas. Eu era o único entre os quatro deitado com a nádega para cima. Explicado o ocorrido, o resultado era quase sempre uma bela gargalhada.

Quando a anestesia deixou de surtir efeito, era o curativo, mais do que as dores, que me incomodava mais. Por sorte, a enfermeira logo apareceu e o retirou. “Ufa, que alívio!”.

Após seis dias de muito soro e ingestão de líquidos – sólidos eram expressamente proibidos, é obvio – deixei o hospital no sábado. O acidente aconteceu na segunda-feira. O tempo ocioso no hospital foi muito proveitoso. Fiz novas amizades e conheci os problemas dos demais pacientes.

Aproveitei o tempo para fazer novas amizades e conhecer os problemas dos companheiros de hospital. A verdade é que por pior que eu estivesse, melhoraria e seguiria minha vida. Mas muitos colegas não contavam com a mesma sorte. Deixei o hospital mais consciente e motivado para retornar a minha rotina de estudos e de treinos.

Na faculdade, tive que agüentar as piadinhas dos colegas. “Já acharam o banco?”, me brincaram.

Hoje, faço revisões periódicas da minha bicicleta. E recomendo que você, leitor, faça o mesmo. É muito importante saber regulá-la e revisá-la. Conheça sua bike, as rodas, o guidão, os freios, os principais itens de segurança e, sobretudo, o parafuso que segura o banco.

Kim Cordeiro é Diretor Técnico da BKsports Assessoria Esportiva,
triatleta, especialista em ciclismo e escreve no Prólogo todo dia 15. kim@bksports.com.br

criado por dimitrivianna    14:41:29 — Arquivado em: Artigos

23.4.07

Oração de São Jorge para os bikers!

adaptação : Dimitri Viana

Eu pedalarei vestido com as roupas e a força de São Jorge para que os ladrões de bike tendo pés não me alcacem ,tendo mãos não me parem e nem atirem , tendo olhos não me vejam e nem em pensamento eles possam me  fazer mal e nem levar a minha bicicleta
Armas de fogo não funcionarão , sem o meu corpo tocar,trilhas seguras se abrirão sem medo eu vou pedalar !

Salve Jorge !

criado por dimitrivianna    15:34:16 — Arquivado em: Artigos

22.4.07

Pedalando para o trabalho com Leones !

A TARDE - 21/04/2007 - 14:39 - Tássia Novaes
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Bicicleta para poupar tempo e dinheiro

Para garantir umas horas a mais de sono, Leones Silva Pereira, 34, vai ao trabalho diariamente de bicicleta. Isso mesmo. A primeira vista até soa como uma incoerência, mas com a magrela, o empresário-atleta consegue chegar muito mais rápido ao trabalho, caso fizesse o mesmo deslocamento de carro ou ônibus.

São dez minutos de pedalada da residência em Brotas, até a New World Bike, loja especializada em equipamentos para ciclistas, no Rio Vermelho, a qual administra em parceria com o irmão Benílio. De ônibus, gastaria cerca de 40 minutos e de carro uns 20, calcula.

A rotina é cumprida rigorosamente há 12 anos. “Antes a loja era na Barra, um pouco mais distante, mas mesmo assim só ia de bicicleta”, diz. E, embora tenha um carro na garagem, mesmo em dias de chuva, a preferência é ir sobre duas rodas. “A menos que seja um toró, um dilúvio. Porque se for chuva fraca, espero passar ou então visto uma capa e vou para o trabalho pedalando”, garante.

O motivo para tanta disposição? “É simples: posso dormir mais, não fico preso em engarrafamentos, poupo dinheiro e ainda chego para trabalhar com vigor porque a atividade física libera endorfina, substância que garante ânimo para encarar o dia”, resume.

Caso fosse de ônibus, Leones teria que acordar às 7 horas, estar no ponto às 7h30, esperar o ônibus, enfrentar engarrafamento próximo à ladeira da Cruz da Redenção para então chegar ao trabalho às 9 horas. De bike, levanta 8h30, toma café, se apronta e chega ao serviço todos os dias sem atraso.

A opção seria perfeita caso as ruas e avenidas de Salvador fossem planejadas para ciclistas. Infelizmente, não é o caso. Na verdade, quem opta por pedalar na cidade, tem como dificuldade inicial encarar o trânsito. “Tem que ter muita atenção para evitar acidentes”, diz Leones. Ônibus, moto, táxi, caminhão, carro de passeio, nenhum desses veículos costuma respeitar o ciclista que, por sua vez, é obrigado a dividir espaço na pista da direita, já que não há ciclofaixas instaladas na malha viária da cidade.

Para o presidente da Federação Baiana de Ciclismo, Orlando Smith, a falta de estrutura é lastimável. “Cada dia vejo mais pessoas de bicicleta nas ruas só que a cidade não está preparada para essa demanda. O preço do transporte público subiu muito. Quem ganha um salário mínimo (R$ 380) não tem condição de bancar. É comum encontrar em bairros afastados do Centro pessoas que só vão ao trabalho de bicicleta. São pintores, eletricistas, encanadores, peão de construção civil entre outros”, relata.

Pista apropriada só mesmo na orla marítima, na ciclovia que liga o Jardim de Alá ao Corsário - inaugurada pelo prefeito João Henrique (PDT) em 2005 -, no Parque de Pituaçu e na avenida Paralela, próximo ao monumento Luis Eduardo Magalhães. “São pistas para lazer. Não suprem a necessidade de pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte. Precisamos de faixas exclusivas para os ciclistas dentro da cidade como há na França e na Holanda”, critica Smith.

Embora não haja um mapeamento que revele a frota atual de bicicletas em Salvador, segundo informou a Superintendência de Engenharia de Tráfego (SET), uma tese de mestrado da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba), concluída em 2005, mostra que boa parte da população de Salvador poderia utilizar a bicicleta como meio de transporte, mas não o faz por medo do trânsito da cidade. Intitulado “A bicicleta como modo de transporte alternativo e integrado”, o estudo da autora Denise Maria da Silva Ribeiro revela que dos 775 entrevistas, 64% utilizaria a bicicleta como transporte caso existisse um tratamento de favorecimento, com sinalização viária adequada e implantação de ciclofaixas.

Estatísticas de acidentes reforçam ainda mais a falta de estrutura. Em 2006, ocorreram 324 acidentes envolvendo ciclistas. Nove pessoas morreram, 280 tiveram ferimentos graves e 35 não sofreram lesões. Esse ano, até o dia 15 de abril, foram cinco mortos, 73 feridos e sete sem lesões. Os dados são da SET.

Na contramão - A falta de educação no trânsito é a maior queixa entre os ciclistas.
“As pessoas não respeitam a bicicleta. Muitas vezes, o motorista nem sinaliza que vai entrar na curva e de repente desvia para cima da gente. Nós somos a ponta mais frágil da corda”, comenta Eusíbio dos Santos, 38, pedreiro. Há cinco anos, Eusíbio sofreu um acidente que o deixou seis meses afastado do trabalho. “Um carro me fechou, levei um susto e joguei a bicicleta em cima de um buraco. Tive uma fratura no cotovelo”, conta.

Do outro lado da questão, os motoristas também se dizem ameaçados pelos ciclistas. “Tem muita gente imprudente, que anda na contramão, invade a pista, a gente tem que frear em cima para não atropelar”, reclama Marlene Veiga, 42, motorista de táxi.

Para evitar o desacordo, a Associação Brasileira de Ciclistas aconselha que os motoristas cumpram o artigo 68 do Código Nacional de Trânsito, o qual recomenda que os veículos devem manter uma distância mínima de 1,5 metro dos ciclistas. Os ciclistas, por sua vez, não devem andar na contramão. O correto é seguir o fluxo e se manter na pista da direita. Ambos devem sinalizar. O ciclista deve sinalizar com a mão ou com o uso de apito e os motoristas devem ativar as sinaleiras dos carros sempre que for entrar em uma rua ou mudar de sentido.

Outro ponto negativo é a falta de bicicletário na cidade, que são os espaços destinados para guardar as bicicletas. “Tem apenas no shopping Iguatemi e em algumas lojas da Rede Bompreço de supermercado”, informa Smith. Nos demais locais, cabe a cada ciclista dar o seu jeitinho. “Levo corrente e cadeado. E a depender do lugar tiro a roda da frente e levo comigo”, diz Eusíbio.

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20.4.07

Pressão dos Pneus !

Apesar da calibragem ser de preferência pessoal, nunca ultrapasses as recomendações do fabricante escritas na lateral do pneu.
Calibra sempre os pneus antes de sair pois é normal que as câmaras de ar percam ar quando paradas.
Pneus muito cheios, logo muito duros, podem rebentar numa pequena pedra e fazer a bicicleta vibrar demasiado em zona com muita pedra.
Pneus muito vazios, logo muito moles, têm maior aderência mas furam rapidamente e ao encontrar um obstaculo o impacto vai para o aro.
Mountain Bike - frente - 36 a 40 psi traseiro - 38 a 42 psi
Estrada - frente - 90 a 100 psi traseiro 90 a 110 psi
Mountain Bike e estrada - frente 50 a 60 psi traseiro - 50 a 70 psi

Mais um ponto de referência, desta vez mais especifico:
Começa com 40 psi e depois:
Pneus menores que 2.0 + 5 psi
Terra Batida com pedras + 5 psi
Andamento rápido + 5 psi
Andamento mais lento - 5 psi
Caminhos arenosos - 5 psi
Caminhos molhados com raízes e pedras - 5 psi
Biker com mais de 80kg + 5 psi
Biker com menos de 80kg - 5 psi
Nota: os valores ficam ao teu critério, o valor 5 é uma tentativa de universalizar a tabela. Agora o que podes ter a certeza que estará sempre correcto é se deves tirar ou meter mais pressão (ex:Terra Batida com pedras + 5 psi). Desta forma é so escolher o número que seja mais adequado para ti.
Pontos a ter em conta na hora de escolher a pressão pessoal:
Quanto mais leve o rider menos pressão é necessária;
Quanto mais liso e perfeito é o piso mais pressão pode ser usada;
Menor pressão significa mais atrito com o chão logo maior aderência;
Maior pressão significa menor atrito com o chão, logo menos aderência ao chão e maior velocidade;
Quanto mais fino o pneu maior pressão pode ser usada;
Em terrenos molhados um pneu mais vazio permite maior aderência ao piso.
PS: lembrem-se que não há uma pressão universal que sirva a todas as pessoas, mas a informação deste post é uma ajuda para encontrares uma pressão que sirva ao teu estilo de pilotagem, peso, etc.

criado por dimitrivianna    15:52:21 — Arquivado em: Dicas mecânicas - Fale c/Guiné

18.4.07

Feliz Aniversário ao Jabuti Real George Argolo

 

 

Hoje, 19 de Abril, é o aniversário do nosso grande amigo, jabuti real, administrador, ciclista, cicloativista, ex-gorducho, bom de garfo, editor jornalístico, Santoamarense apaixonado por cultura e música, emotivo e trilheiro:

 

George Argolo !

 

 

Pra ele não existe "tempo ruim". Ele está sempre de braços abertos, seja para ajudar alguém ou oferecer um abraço. E um simples gesto, lhe faz brotar lágrimas nos olhos de emoção ! Seu sorriso e alto-astral são características permanentes nos pedais e reuniões de amigos.

 

Mesmo sendo, comemorado hoje também, o dia do Exército Nacional, George tem garantido seu batalhão de amigos defensores e admiradores !

 

George, Feliz Aniversário !

 

Itaninha e Dimitri

 

Fotos: Valci Barreto

criado por dimitrivianna    20:52:38 — Arquivado em: Eventos

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