28.2.07

Ao encontro da natureza

Texto: Dimitri Vianna                                                                 (5ª parte)

Acordei  assustado. Tinha deixado a bike dormir do lado de fora. Corri para ver se estava no mesmo lugar e claro que estava. Quem iria pegar a minha bike ?
Seu Alagoano já havia saído, mas o fogão de lenha estava acesso e tinha um bule de café encardido na cozinha. Peguei uma caneca e fui tomar um "pretinho". Tomei o café e saí para o lado de fora da casa que tinha uma bela vista para a floresta. Abaixo se via o mar de longe. Seu Alagoano tinha sua casa em um lugar muito especial mesmo.
Já estava fora há mais de 24 horas e a esta altura alguém já avisou a policia ou algo parecido, mas dificilmente teriam alguma pista de eu podia estar.
Teria que esperar seu Alagoano  retornar para me ensinar o caminho de casa antes de partir. Não adiantaria sair por aí perdido novamente pela a mata. Sentei em um banquinho do lado de fora e pendurei a minha roupa em um varal improvisado, pois estava ainda toda molhada e suja. Aproveitei para dar uma olhada na bike e ver se estava tudo ok .Ouvi barulhos vindo do fundo da casa. Era o velho Alagoano chegando com Stupe. Carregava um bicho grande ao lado. Era uma Paca.
- E aí gringo ! Tá como fome ? Vamos comer uma Paquinha ?
Decididamente meu tempo sem comer carne havia acabado. Não podia ficar vivo ali sem comer aquela proteína.
- Quer uma ajuda ?
- Só se for para comer o bicho. Senta ai que vou cortar um pedaço e colocar no fogo.
Seu Alagoano tinha um bom português para quem morava naquele lugar. Devia ter tido  alguma instrução no passado. Achei que aquela história de matador não combinava com aquele homem.
- Qual era sua profissão Seu Alagoano ?
- Fui chefe de volante em Sergipe. Corri atrás de bandido por este sertão afora.
- Então conheceu Lampião ?
- Por pouco não matei o cabra, mas o destino dele foi merecido.
Seu Alagoano contou varias histórias e aventuras de sua vida. De como se livrou de uma emboscada no agreste de Pernambuco, da quantidade de gente importante que ele encontrou quando estava nas capitais do nordeste, etc.
- Tenho uma caixa cheia de medalhas que ganhei. Tá tudo lá dentro.    
Depois de ouvir com atenção as histórias imaginárias do velho Alagoano,   brinquei um pouco com Stupe. Ele estava tão contente em me ver que peguei um pratinho e coloquei um pedaço da Paca para ele comer. Em seguida comecei a arrumar minhas coisas. Coloquei água da chuva no Camel Back, tirada de um tanque ao lado da casa, vesti minhas roupas de biker e estava pronto para partir.
- Preciso ir Seu Alagoano. Como faço para achar o caminho do rio ?
- Gringo, vou levar você até a margem do rio, mas não deixe de levar um pedaço de carne seca que eu tenho guardado, pois você vai precisar mais tarde.
Imagine se Seu Alagoano precisasse ser vegetariano ?
- Obrigado. Respondi.
Coloquei o pedaço de carne no bolso de trás da camisa e seguimos com Stupe à frente cheirando tudo que via. Seu Alagoano atrás e eu com a magrela ao fundo. Depois de andarmos por uma trilha, sempre montanha abaixo, chegamos perto do Rio de Contas.
 - Agora você segue sozinho por aqui e vai pegando "as esquerdas" que você vai encontrar um  canoeiro para te atravessar para o outro lado.
Agradeci muito a sua atenção comigo e fiz um convite para conhecer a minha fazenda quando passar lá por perto.
Stupe abaixou a orelha e sentiu que eu estava indo embora.
- Até mais Stupe ! Gostei muito de você !
Segui o caminho da trilha ouvindo o som do rio entre as pedras e quanto mais eu descia, mais ouvia o barulho forte das águas.
Em uma baía encontrei uma canoa pequena. Pequena mesmo. Cabia no máximo duas pessoas. Sentado em uma pedra, havia um homem negro, forte, de bigode e estava me olhando.
- Quer atravessar perguntou ?
- Quero sim. Quanto custa ?
- 10 reais, gringo.
Mais uma vez estava sendo confundido com um gringo e pagando o "preço". Preferi não reclamar.
- Tudo bem. Respondi. Já ia pegando o dinheiro dentro do Camelback quando ele falou:
-Agora a bicicleta fica para ir depois.
- Como assim fica ?
- Não dá para levar junto com a a gente e depois eu volto para buscar.
Uma coisa que procuro seguir fielmente é minha intuição e ela dizia que eu não deveria deixar a minha bike com aquele homem de jeito nenhum.
- Desculpe Seu moço, mas não deixo minha bicicleta com ninguém. Ela á como uma filha para mim.
- Então vai ficar aqui com a sua filha. Não atravesso mais que uma pessoa na canoa.
- Calma, meu senhor. Vamos  conversar. Qual o problema em atravessar com a bicicleta ?
- A canoa não agüenta mais que dois.
Estava  agora com um dilema. Não podia atravessar com a bike e também não sentia confiança para deixar a minha bicicleta com aquele homem. Tive uma idéia: eu poderia atravessar sozinho com a bike. Então disse:
- E se eu atravessasse sozinho com a bicicleta ? Posso pagar cinco reais a mais !
O homem ficou calado, mas não pensou duas vezes.
- Tá bom. Pode ir, mas deixe a canoa amarrada lá do outro lado.
Tudo parecia resolvido. Só tinha um detalhe: eu não sabia remar e o rio tinha uma correnteza forte. Teria que tomar um curso de navegação em poucos minutos.
- Tem algum segredo para remar nesta canoa ?
- Tem segredo não seu moço ! Basta saber remar. O senhor sabe ?
- Não sou muito bom disso não, mas acho que consigo.
- Se o rio puxar muito você vai parar lá longe e eu não vou poder pegar a canoa !
- Não se preocupe que eu garanto deixar no lugar !
 Entrei na canoa meio que sem jeito, coloquei a bicicleta na frente, peguei o remo, empurrei a canoa para água e segurei o remo. Estava agora praticando um novo esporte: o tal do rafting.
A canoa não parava de balançar, mas seguia o leito do rio. A outra margem não estava longe e eu só precisava remar em direção ao barranco aberto em uma clareira do outro lado.
A correnteza insistia em me levar rio abaixo, mas enquanto eu remava contra ela buscando o ponto certo, finalmente aquelas aulas de musculação na academia estavam servindo para alguma coisa. Nada mais entediante que Academia de Ginástica, mas são importantes para quem gosta de aventuras e vive em cidade grande.
Já em terra firme cheguei do outro lado, há alguns metros abaixo do ponto correto, mas não muito longe. Puxei a canoa para a areia da margem e puxei pela areia até o local indicado pelo canoeiro.
Tirei a bike de dentro e vi uma clareira com uma trilha de solo firme. Finalmente iria voltar a pedalar ! Montei na bike e segui na trilha cercada de grandes árvores. As sombras aliviavam o calor e voltei a sentir o prazer de pedalar rapidamente ao som de periquitos e outras aves. Passava entre a mata, trilha adentro. As vezes com pequenas subidas, mas estava claro que   meu destino era em direção ao mar . Estava indo para o litoral levado pelo vento.
De repente uma ponte de madeira. Na verdade um tronco de madeira com abismo abaixo. Peguei a bike, coloquei no ombro e atravessei sem problemas. Quando ia montando na bike   de novo, ouvi barulho de moto-serra. Estavam cortando madeira em algum lugar. Seu Alagoano estava certo: estão acabando também com a reserva. Mais a frente uma grande clareira e dei de cara com um homem segurando uma moto-serra.

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24.2.07

Ao encontro da natureza

Texto: Dimitri Vianna                                                               (4ª parte)

 

Ainda bem que ele está se aposentando, senão eu já tinha "dançado" a esta altura.
- Não se "aperreie" não, que eu só matava bandido safado, mas isto faz muitos anos. 
- O senhor sabe me dizer se eu estou muito longe da estrada principal da rodagem ?
- Umas 12 léguas.
Calculei que estava a pelo menos 40 km da estrada. Havia saído da minha rota e muito. Seria pelo menos um dia para sair da mata e na melhor das hipóteses estaria de volta a fazenda em dois dias .
-Olha seu moço, se quiser ficar para dormir, a casa é sua. O "coió" é pequena, mas se ajeita. 
- Vou aceitar o seu convite. Não pensei duas vezes.
Sentei em um banquinho ao lado do fogão, tirei das costas o Camel Back, tirei também a camisa molhada e estava me sentindo em um hotel de luxo.
Seu Alogoano chamou "Estupe" para dentro de casa. O cãozinho veio logo balançando o rabo, feliz da vida e se ajeitou perto de mim. Eu sou doido por bichos e eles parecem saber disso.
- Eu moro aqui há 30 anos e não me lembro de ter visto um gringo nestas matas. Falou seu Alagoano.
- Mas eu não sou gringo ! Respondi. Expliquei a ele que apesar da minha aparência de gringo meu sangue era da nossa terra. O velho parecia duvidar.
- Quando eu cheguei aqui, (demora uma semana de caminhada dentro da mata) a gente saía para viajar e não sabia se ia voltar por causa das onças. Agora tudo mudou e vosmicê é um aviso que logo logo isto aqui também vai virar pasto. Já não vejo uma danada há muito tempo.
- Que nada seu Alogoano.  Estamos dentro de uma reserva. Ffique tranquilo que aqui não vão derrubar madeira não. Falei.
- Meu filho, já tão derrubando tudo. Esta tal de reserva é só no "papé" ! Só não derrubou este lado por causa do rio grande.
- Que rio ? Não me lembro e informacão de algum rio por estas bandas.
- O Rio de Contas que desce lá de Ubaitaba.
- Meu Deus ! Pensei. Estava realmente longe de casa. O Rio de Contas que nasce na Chapada Diamantina e desce até Itacaré/BA. Eu devia estar próximo a vila de Taboquinhas.
- E tem mais uma coisa: para você ir embora, vai ter que ser atravessar de canoa pois a ponte da passagem caiu ontem com esta chuvarada.
- Não tem como eu atravessar por alguma passagem de volta ?
- Tem não. A única foi aquela que você passou. Vai ter que fazer a volta pelo o outro lado do   Rio.
Estava achando bom demais. Agora teria que atravessar o Rio de Contas em uma canoa com a minha bike dentro. Tudo o que eu menos queria era entrar em uma canoa com um tempo destes.
O velho me ofereceu uma esteira e deitei no chão ao lado de "Estupe". O cão balançou o rabinho e veio se chegando para o meu lado.
Amanhã teríamos mais aventuras pela frente.

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23.2.07

Solidariedade no meio ciclístico

 

Wellington Nunes, para quem não o conhece, é mais conhecido como "Bike-Lanche". Ele participa dos pedais noturnos e diurnos com sua bicicleta adaptada para carregar caixa de isopor e plásticas repletas de sucos, sanduíches e salgadinhos gostosos para amenizar a fome e a sede dos ciclistas. Esse é seu "ganha-pão" e o sustento de sua família.
Nos últimos meses ele não está mais participando/trabalhando dos pedais porque está com fortes dores na coluna e sem poder pedalar.
Por recomendação médica, ele não pode fazer esforço e com isso está sem realizar seu trabalho e prover sua família.
Exames para diagnóstico médico, como Raios-X, também serão necessários.
Por isso, os grupos de ciclismo de Salvador organizaram um pedal para apoiar o "Bike-Lanche".
Neste sábado – 24 Fev – estarão se reunindo no estacionamento do Extra/Paralela às 9 horas para comprarem mantimentos não perecíveis e levarem à casa do "Bike-Lanche".
Qualquer ajuda é bem vinda. Participe com sua solidariedade.
Contatos: Wellington (Bike-Lanche) - Fone: (71) 8719-9098
Endereço: Av.Edgar Santos, 224 (casa) Narandiba – após a ladeira do Cabula 6.

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Renata Lima – ciclonutricionista (fone: (71) 9942-8009)) – está acompanhando seu querido pai, Sr. Raimundo dos Santos Trindade, na UTI do Hospital Espanhol após algumas cirurgias e este necessita de doações de sangue (qualquer tipo: A/B/AB/O – de preferência RH negativo).
As doações podem ser realizadas no HIEBA – Rua da Flórida, 109 Graça Fone: (71) 3336-6683

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Ao encontro da natureza

Texto: Dimitri Vianna                                                                   (3ª parte)

Olá Pessoal, estou de volta após o Carnaval.
 
Vocês vão ler agora o terceiro capitulo da história infanto-juvenil "Ao encontro da Natureza", escrita por mim durante o período que estou passando em minha fazenda e em meu Sitio de praia perto de Itacaré/BA.
Com a ajuda de dois garotos muitos especiais, Washington e Welingthon - filhos do Cláudio e da Nalva, meus caseiros - criamos esta história imaginária em que um biker se perde na mata atlântica durante um passeio. Foram os garotos que me ajudaram a criar situações e dar nomes a alguns personagens.
Se você tem filhos ou sobrinhos que gostam de bike e de aventura, mostre a eles os capítulos anteriores e acompanhe aqui no Blog Mundo da Bike os capítulos seguintes.

A chuva aumentava cada vez mais e até a minha amiga preguiça resolveu procurar abrigo.   Resolvi pela primeira vez reagir. Não estava agüentando mais aquela situação de vencido. Levantei novamente e fui tateando a bicicleta até colocá-la em pé. Estava decidido em seguir trilha a frente. Ali não dava mais para ficar.
Coloquei a bike ao lado do mato enquanto andava. A cada cinco metros dava uma topada em  um tronco, encostava meu corpo contra galhos de árvores e todo o tipo de vegetação. Se não fosse a minha luva, certamente já teria vários espinhos nas mãos.
Tomei uma queda daquelas que você sai catando ficha, machuquei o joelho no pedal da bike, levantei irado, falei todos os palavrões que nunca foram ditos naquele lugar, depois respirei fundo e voltei a andar. Não podia perder o humor, pensei logo ! E eu que sempre disse que a minha casa era dentro do mato … então por que eu estava reclamando ? Eu tinha tudo que eu mais queria ali naquele momento para uma casa. Só faltava o principal quando chove: um teto para não se molhar.
Uma luz do fim do túnel, ou melhor, uma luz de fifó no meio da mata. Nem acreditava ! Estava indo em direção a uma casa ou algo parecido. Empurrei a bicicleta mais rapidamente e nem os "Jets" me incomodavam mais. Já pensava até em tomar uma sopa quente ! Devia estar delirando, mas o pequeno facho de luz estava lá e eu a caminho dele.  
Aproximei-me da casa. A princípio achei estranho, pois não havia cachorros. Difícil imaginar uma casa sem cachorros latindo na porta a noite. Os cães são os guardiões de qualquer casinha. Por que não havia cachorros naquela casa ?
Bati com as mãos, mas a chuva era forte ninguém iria ouvir. Bati na porta e dei um grito   tradicional:
- Ô de casa !
Nada. Nenhum sinal. Será que estavam dormindo ? Achei que se tivessem, acordariam assustados com o meu grito. Bati na porta, desta vez com mais força e o silêncio permanecia.
Fiquei meio sem saber o que estava acontecendo. Aí me veio um estalo, claro ! Eles devem ter saído para caçar. Ali devia ser uma casa de rancho apenas. Estavam caçando dentro da reserva, por isto quem ficou em casa devia achar que eu era do IBAMA. Resolvi gritar novamente:
- Não sou do IBAMA não !
Não funcionou. Cansei então de esperar e fui empurrando a porta e ao mesmo tempo falando:
- Sou de paz. Só quero abrigo da chuva !
A  casa estava vazia. Não havia ninguém dentro, mas tinha claros sinais que era habitada por alguém que não estava ali naquele momento.
Fui direto para a cozinha. Estava faminto e para minha surpresa o fogão de lenha estava aceso. Pensei alto:
- Estou frito. O dono vai pensar que sou ladrão !
Pedi perdão pelo o que iria fazer, mas a fome era muita. Abri uma panela sobre o fogão e encontrei um pedaço de carne frita, parecendo de galinha. Comi ferozmente !
Enquanto comia, lembrei que também não vi nenhum sinal de galinheiro por perto. Será que eu estava comendo uma Mutum ? Talvez uma ave silvestre, parente da galinha. A carne era boa e isto é que importava naquele momento.
Quando eu mordia o último pedaço da carne, ouvi um barulho vindo da porta. Alguém chegava.
Fiquei paralisado de medo e quase engasguei com o último pedaço do Mutum !
A sombra de um homem apareceu nas minhas costas e antes que eu pudesse dizer alguma coisa ele falou:
- A fome apertou. Tava bom o meu Mutum ?
Não sabia se pedia desculpas ou se respondia a sua pergunta. Fiquei calado.
- Tá perdido nestas bandas meu amigo ?
- O senhor me perdoe, mas já estava passando mal. Bati na porta, mas ninguém atendeu. Estava com muita fome, mas posso pagar pelo o que comi !
- Pagar o quê, homem ? Pagar nada ! Também já passei muita fome !
 - Tava boa a carne ? Matei ontem.
- Para quem não come carne, achei este Mutum a melhor comida do mundo !
O homem era um velho, devia ter mais de setenta anos, usava óculos parecido com aquele de lampião, redondo e tôdo embaçado, suas roupas eram surradas, no ombro carregava uma cartucheira e uma capanga que devia ter pólvora, chumbo e espoleta.
- Se sobrou comida, vou botar para Estupe.
O velho se referia ao seu cachorro que olhava para nós lá de fora.
- E o senhor chegou aqui como ? Ele me perguntou.
- Estava pedalando e me perdi no meio da mata.
- Mata não e lugar para montar com ferro. Só se anda em lombo de burro ou na canela de caçador.
- É porque o senhor não conhece o meu burro de duas rodas, respondi. Qual é o seu nome mesmo ? Perguntei.
- Minha graça é Alagoano das Dores. Homem matador de bandido, mas agora estou aposentado.
Por que não podia ser mais um velhinho lenhador, pensei comigo mesmo ! Tinha que ser um matador ?

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21.2.07

Relaxe após o carnaval para recuperar energia

Fonte: Dicas.blog.br

Carnaval é festa e muitos dias de agito.
Mas quando o carnaval termina ficamos muito cansados.

Desta forma procure seguir estas dicas para relaxar depois do carnaval:

- Tome um banho demorado, você vai relaxar muito e se sentirá mais disposto para encarar seus dias de trabalho.

- Durma e descanse muito, seu corpo precisa repor as forças perdidas na festa para agüentar os dias seguintes.

- Tenha uma alimentação leve e saudável, procurando ingerir frutas, legumes, carboidratos (como sanduíches, massas integrais, etc), sucos, leite, iogurte, etc. Assim você irá repor os nutrientes necessários para que seu organismo volte a ter pique e energia.

- Tome muito liquido, você precisa repor todo líquido que foi perdido durante a festa de carnaval e seu organismo deve ficar bem hidratado.

- Faça uma boa massagem nos seus pés (passe um bom creme), eles merecem depois de ter ficado várias horas ‘no samba’. Seus pés vão agradecer muito.

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18.2.07

Conheça a história do Bicicross

Fonte: Federação Paulista de Bicicross

Tudo começou nos Estados Unidos, no início dos anos 70. As crianças imitavam os seus ídolos do motocross com suas bikes. Elas começaram construindo pistas de moto e bicicleta e realizando corridas informais.

O BMX (sigla utilizada para o bicicross) cresceu e se "enraizou" entre Nova Iorque e Califórnia. O marco principal veio com a estréia do filme "On Any Sunday" (sem titulo em português) de 1971. Muitos dos pais dos pilotos iniciantes de BMX reconheceram o aspecto positivo do esporte e começaram a se organizar para divulgar e promovê-lo. Esse esforço resultou na criação da primeira entidade organizadora do esporte no mundo, a NBL (National Bicycle League), fundada em 1974.
Chegando ao Brasil - No dia 3 de julho de 1978, Orlando Camacho foi convidado pela Monark (fabricante de bicicletas) para chefiar a primeira equipe de bicicross Racing da América do Sul. Com grande experiência em competições de ciclismo e vários títulos conquistados, Camacho convidou garotos do bairro da Mooca, em São Paulo, para participarem da equipe.
Na mesma época, a mesma empresa criou uma bicicleta especialmente desenhada para a prática do esporte, que ganhou o nome de BMX. Originalmente ela vinha de fábrica com "tanque", pára-lamas e um banco igual ao de uma moto de motocross. Durante sete meses o bicicross foi divulgado no estado de São Paulo em exibições feitas com rampas de madeira, em escolas e praças.
A primeira delas foi no Guarujá, no litoral paulista, em agosto de 1978. Mais tarde, em 1979 foi construída uma pista na Marginal Pinheiros, em São Paulo, próximo à Ponte da Avenida Cidade Jardim. O local contava com obstáculos, curvas e um poço de lama e os pilotos utilizavam bicicletas e equipamentos fornecidos pela Monark, que era a proprietária do local.
Estava criada então a primeira pista para a prática de BMX Racing da América do Sul, junto com a primeira equipe, que contava com os pilotos Formiga, Meio Kilo, Oklinhos (hoje presidente da Federação Paulista de bicicross), Niltão, Pedrão e Erwin, entre outros. A partir daí, outras empresas passaram a interessar-se pelo esporte e montaram suas equipes.
Novos modelos de bicicletas foram lançados e mais pistas foram construídas por todo o país. Hoje, há mais de mil pilotos federados. Orlando Camacho também foi o responsável pela introdução no Brasil do Freestyle, outra modalidade BMX. Naquele tempo as exibições eram feitas na pista, com os pilotos se equilibrando em cima das bicicletas, em manobras radicais para a época.

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15.2.07

Passeio ciclístico em Itaparica 11 Fev 07

Resenha: Itana Mangieri

Convite feito, pedal atendido !
E foi assim que aconteceu neste último domingo quando um grupo de amigos (Valci, Itana, Bugarin. Diógenes, Edvaldo, Marcos e Tio Lu) resolveu atender o convite de Elney (assessor de esportes da Prefeitura de Itaparica) para participar das atividades esportivas de encerramento do projeto Verão da Ilha de Itaparica.

Saímos cedinho de Salvador pelo terminal marítimo via lancha. Passeio agradável e com muito bate-papo. Chegando lá, parada estratégica para o mingau, bolo e pamonha de carimã. Aguardamos os atrasados, Clemente e Ângelo, que perderam a hora e a lancha, mas chegaram a tempo para nos acompanhar no desjejum. Neste momento, fomos reconhecidos pelo William, também da secretaria de esportes da Ilha e professor de karatê, que se apresentou e disse que nos aguardaria em Itaparica para início do passeio ciclístico. Seguimos pela estrada, acompanhados da rápida chuva que refrescou a pedalada. Ao chegarmos em Itaparica fomos surpreendidos pela organização com uma salva de palmas e agradecimentos pela nossa presença e participação no evento. Havia cerca de 150 pessoas. A maioria crianças que ficaram fascinadas em ver nosso grupo usando capacetes, luvas, camisetas dos grupos ciclísticos de Salvador, caramanholas e outros cicloacessórios.

Nos espalhamos como batedores entre a Kombi que conduzia o roteiro e o jipe de Elney que comandava o passeio com seu microfone e chamava os ilustres moradores da cidade para participar conosco também. Tudo estava organizado e na parada para descanso, a Kombi oferecia água aos ciclistas.
No final do roteiro, houve uma parada na praça central, no coreto, para apresentação de Karatê e Capoeira com os alunos e nativos da Ilha. Dava para perceber o entusiasmo dos alunos em divulgar seus esportes.
Seguimos, após, para um refrescante banho de mar. Água calma, morna e transparente. Perfeita pra relaxar. Neste momento chegaram outros ciclistas de Salvador: o grupo "Street Bikers" (IAPI) e o "Pedais na Estrada" que se juntaram à nós para beber água de côco, acarajé e mais banho de mar. Após isso resolvemos ir até a Bica para tomar um banho de água doce e almoçar quando, no meio do caminho, ao lado da marina, encontramos a casa dos "Elneys" (pai, filho e neto) que nos convidaram para um banho de chuveirão no Solar Maria Elísia (esposa de Elney pai, mãe de Elney filho e avó de Elney neto) onde fomos recebidos de coração e sorriso abertos. Aceitamos na hora, sem cerimônia …. rsrsrs. E ainda fomos presenteados com uma camiseta do Verão da Ilha.

Elney (filho) prometeu organizar um grupo e participar conosco em Salvador de um pedal da Asbeb. E vamos cobrar, nem que para isso tenhamos que recepcioná-los no terminal ou no ferry !
Retornamos à praça para almoçar um ensopado de peixe e uma moqueca de siri catado. Deliciosas ! E ainda finalizamos com doce de banana cremoso. Isso tudo olhando o mar  debaixo da sombra de mangueiras que insistiam em nos oferecer seus frutos maduros. Nossa mesa era grande e o bate-papo agradável. Sem contar, claro, com as "pérolas" de "Bugarin" que participou conosco num alto-astral energético – não parou de falar um minuto, contou piadas e "causos", perturbou todos com seus argumentos e massageou a face sorrindo o tempo tôdo ! Outra observação técnica foi a participação do Jabuti Valci paramentado com camel back e capacete profissional (!) … mas do ritmo ele não abriu mão: é e sempre será jabuti !!! … Ainda bem !
E teve gente que por dormir tarde e perder a hora da lancha, viu peixe-pedra em águas cristalinas, imaginou ter pisado no mesmo, somatizou um estado febril a ponto de delirar na bica com gueixas banhando-o com tinas de água doce e pétalas de rosas … não é Clemente ? rsrs …
Na volta para Mar Grande o grupo estava maior e no entroncamento nos dividimos, pois alguns preferiram voltar de ferry-boat.
O roteiro/passeio para a Ilha de Itaparica já está sacramentado como um dos mais agradáveis para se fazer, seja a pé, de bike, moto ou carro. Imperdível !

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13.2.07

Lôbo … meu novo cão !

Texto: Dimitri Vianna

Depois de perder meu cachorro "Rec" e ainda estar de luto por ele, um menino, vizinho da minha fazenda, em consideração à morte do meu cachorro "Rec", me deu de presente esta figura, com olhos coloridos.

 

Dei-lhe um nome bem original: Lôbo ! - Meu novo cachorro. É do jeito que eu gosto: mestiço e feio feito um condenado.
Mas não se preocupem: vou dar um "trato" nele. Parecia até que ele não comia a vários dias. Ele tem jeito de rapoza e perna de avestruz.
Lôbo só não pode comer minhas galinhas e morder os bezerros, senão eu devolvo o presente !

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12.2.07

Ao encontro da natureza

(2ª parte)

Texto: Dimitri Vianna

Olá pessoal ! Segue abaixo a 2ª parte da história "Ao encontro da natureza". Para quem não leu a primeira parte e quer se inteirar, bastar clicar neste link: Ao encontro da natureza  e ler a 1ª parte. Como será que vai terminar esta aventura ! Acompanhe aqui no Mundo da Bike.

A medida que o tempo passava meus pensamentos ficavam mais ligados ao redor. Pensei primeiro na família, nos amigos e no conforto de casa. Que saudade da minha cama e daquele suco com melaço e limão que meu amigo biker Pablo me ensinou, mas a realidade do lugar me trazia de volta quando era mordido mais uma vez por um mosquito Jet.
Sentei no chão e procurei ajeitar–me da melhor maneira possível, pois iria passar a noite sentado naquele espaço estreito e molhado com a chegada do sereno.
Agora a minha visão se voltava para o céu de noite escura, sem lua, mas com muitas estrelas. Consegui enxergar o cruzeiro do sul e no mais, todas as outras estrelas pareciam iguais. Ás vezes passava um avião. Destes que voam tão longe que parecem que estar a caminho de outros  paises, em vôos transatlânticos. Pensei: prefiro estar aqui do que dentro de uma "classe econômica" apertada.
De repente, gelei ! Senti algo se aproximando, se mexendo lentamente entre as folhas.
Um bafo quente, uma respiração que já dava para sentir perto de mim. Tinha algum bicho ao meu lado e eu não conseguia sequer movimentar meu dedo. Estava todo duro, como naquele jogo do tempo de criança chamado "estátua". A respiração do animal era baixa. Ele permanecia circular ao redor da minha cabeça. Era algum tipo de animal com pelos, pois dava para sentir quando ele tocava em mim. Imaginei um macaco, mas macacos fazem barulho e andam em grupos. Se fosse uma onça, eu não estaria mais aqui contatando esta história e eu não sabia ao certo o que era ou o que queria.
Senti garras tocando minhas costas. Eram como unhas gigantes e estavam arranhando a minha pele, mas não parecia ser um ataque. O bicho estava fazendo um reconhecimento e achando a minha presença estranha naquele lugar.
Pensei em correr, mas não adiantaria na escuridão e se eu jogasse a minha bicicleta contra ele ? Poderia causar ainda mais a sua ira. Achei melhor não reagir. Então permaneci imóvel.
Seus movimentos eram lentos, muito lentos, mas tinha pelos. Então era um primata, não havia duvida. Só podia ser uma preguiça, claro ! Um bicho preguiça. Já tinha visto bichos preguiças em muitos lugares e em uma área de preservação da CEPLAC tive o prazer de abraçar uma e tive a sensação idêntica. Lenta, com unhas enormes que grudavam em mim. Eram animais muito dóceis.
Como se eu tivesse acertado sozinho na Mega Sena, senti-me aliviado. Não ia ser desta vez que eu iria virar jantar para algum bicho selvagem.
A preguiça permanecia ali do meu lado sem grandes movimentos, mas por que não subia em alguma árvore seu habitat natural ?
Lembrei-me do comercial da "Globo.com". Aquele que o bicho preguiça representa uma pessoa estúpida e lenta. Lenta de verdade, mas a preguiça não é estúpida e sim sensível e inteligente e sabe muito bem defender-se com suas garras.
Passou pelo menos duas horas e ela permanecia ali do meu lado de vigília. Agora não estava mais sozinho. Tinha alguém tomando conta de mim. Resolvi me levantar para ver a sua reação, mas ela não se alterou. Apenas tocava minhas pernas com suas garras. Sentei novamente ao lado daquela figura. Só me restava aguardar o tempo passar.
Tem um velho ditado que diz que nada pode ser tão ruim que não possa piorar. O tempo mudou e começou a chover forte. Parecia que eu estava passando por algum teste de resistência. Daqueles promovido pelas forças armadas. Primeiro perdido na mata na companhia de uma preguiça e agora, molhado e enlameado !

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criado por dimitrivianna    11:31:26 — Arquivado em: Artigos

9.2.07

Lei em SP transforma bike em meio de transporte

Pesquisa enviada por Eduardo Viana
Fonte: Agência Estado – 08Fev07

Os defensores da bicicleta como saída para a poluição e o congestionamento crescentes da capital paulista ganharam mais uma razão para seguir apostando nos pedais. Lei sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (PFL), publicada ontem no Diário Oficial, instituiu o Sistema Cicloviário do Município, que transforma a bike em meio de transporte e determina medidas de incentivo ao ciclismo.
Elaborada pelo vereador Chico Macena (PT), a lei determina que de shoppings a terminais de transporte tenham bicicletário e autoriza a exploração comercial deles - e indica a permissão de bikes em vagões de metrô e trem e obriga que toda nova obra viária inclua ciclovia ou ciclofaixa. O substitutivo que deu origem à lei recebeu sugestões do secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, que coordena o grupo intersecretarial Pró-ciclista, responsável pelas políticas da Prefeitura para o setor.
Há quem duvide das propostas. “No papel é ótimo, mas não creio que saia”, afirma Paulo de Tarso, presidente do São Paulo Bikers. Organizações como essa e a Night Bikers reúnem cerca de 30 mil paulistanos, segundo a Federação Paulista de Ciclismo.
Moradora da Granja Viana, a analista de sistemas Mônica Magalhães, de 31 anos, pedala duas horas por dia por lazer, mas já usou a bike como meio de transporte. “Quando você não tem condicionamento, sua muito. Com o tempo, nem uma gota. Dá para trabalhar perfeitamente pedalando”, conta.

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