29.1.07

Segurança de Ciclistas

Matéria enviada por Beto Bahia (Betão)
Fonte: rio.triathlon.com.br

Nesta sexta-feira aconteceu um importante encontro que poderá significar muito para triatletas e ciclistas no Rio de Janeiro.
O presidente da CET-Rio, Marcos Antonio Paes, recebeu a vereadora Silvia Pontes e Julio Alfaya, presidente da Federação de Triathlon do Rio, para uma primeira conversa sobre um tema que há muito tempo vem sendo cobrado pelos ciclistas que se utilizam das vias públicas para treinamento: segurança.
A idéia central seria a criação de áreas específicas na cidade com horários pré-determinados para que os ciclistas pudessem treinar nas vias públicas.
-"Ao contrário do que muita gente imagina, não é possível treinar nas ciclovias, pois estas foram idealizadas e construídas para quem passeia ou trabalha de bicicleta, em velocidades compatíveis com as mesmas. Não é o caso de ciclistas que buscam a melhoria de performance, e desenvolvem ritmos de treino em velocidades mais altas. O risco de acidentes nas ciclovias seria muito alto nestes casos." – comentou o presidente da Federação.
A Barra da Tijuca é um dos locais de maior concentração de ciclistas, que na tentativa de minimizar o problema, treinam em horários em que a maioria da população  ainda dorme, das 4 às 6 da manhã, quando o fluxo de automóveis ainda é relativamente pequeno.
-"Mas isso não é o suficiente para garantir a segurança, pois os cidadãos não tem ainda a cultura do esporte em geral e respeito pelos ciclistas, como na Europa." - comentou Francisco Abreu, triatleta e empresário, que diariamente acorda por volta das 4 horas e treina no Recreio dos Bandeirantes.
Segundo Marcos Antonio Paes, presidente da CET-Rio, a questão esbarra em problemas operacionais como a falta de efetivo e material de balizamento específico, mas acha que é possível buscar uma solução, pois o poder público está sempre atento e receptivo à reivindicações deste tipo, que envolvem a comunidade em geral.
A vereadora Silvia Pontes, vice-presidente da Comissão de Esportes e Lazer da Câmara dos Vereadores, comentou que, apesar de ser atleta, estava surpresa por constatar que de fato a cidade não havia se preparado adequadamente para isso:
- "Temos Vilas Olímpicas e clubes por toda a cidade para diversas modalidades desportivas como natação, futebol, judô, etc. Mas o caso do ciclismo é bem específico e merece um tratamento especial por parte da Municipalidade. Temos o dever de encontrar uma solução adequada." – comentou Silvia.
A CET-Rio sugeriu de imediato a tentativa de implantação deste tipo de sistema em Campo Grande, pois a Av. Cesário de Mello tem cerca de 10 km. de extensão e possui uma baia central para o tráfego de coletivos que poderia ser remanejados para as vias laterais e que poderiam ser utilizadas pelos ciclistas neste horário.
Julio Alfaya considerou a proposta excelente e estará vistoriando o local neste final de semana a fim de colher informações técnicas para a montagem do projeto que será encaminhado através da vereadora Silvia Pontes ainda na semana que vem.
-"Em ano de Pan-Americano, creio que o Rio de Janeiro terá uma grande oportunidade de demonstrar sua vocação esportiva. A criação de uma área específica para o ciclismo de alta performance é inédita no Brasil e Campo Grande poderá ser um bom começo." – comentou o dirigente.
Silvia Pontes está disposta a elaborar um Projeto de Lei para a implantação das demais áreas como o próprio Recreio dos Bandeirantes, Aterro do Flamengo e outras, pois, segundo a vereadora, se a Lei for aprovada, o Município terá que encontrar estas condições mínimas de segurança que legitimamente estão sendo reivindicadas pela comunidade dos ciclistas e não necessitam de muitos recursos, principalmente se compararmos com os investimentos que estão sendo feitos para o Pan-Americano:
-"Este é parte do legado que os Jogos poderão deixar para a população e não mediremos esforços para que se torne realidade." – complementou Silvia.

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criado por dimitrivianna    08:30:55 — Arquivado em: Ciclismo, Notícias

25.1.07

Exemplo de respeito ao cidadão ciclista !

Texto e Imagens enviadas por Dario Quiroz

             

Envio fotos que são de uma linha de trem na Argentina. Como vocês podem ver, o lugar de levar carga se chama furgão. Lá podemos levar uma bike como qualquer volume .. menos motos !!! O furgão é separado por portas. Em uma delas você até pode observar um policial, pois lá é comun eles vigiarem os trens para não ter assaltos, nem brigas, etc, etc..

                                  

Na última foto o trem é mais moderno e no mesmo vagão, compartilham o espaço os passageiros e as bikes. Entramos, penduramos a bike e podemos nos sentar, se quisermos. Esses vagões novos tem até ar condicionado (repare que mesmo sendo verão, estão todas as janelas fechadas). Aqui em Salvador não sei se seria possível levar bike no ônibus, mas nos trens da "Calçada" poderia ser viável incluir vagões extras entre outros vagões com os ganchos para pendurar bikes. Muitos trabalhadores do subúrbio poderiam fazer baldeação com sua própria Bike para ir ao trabalho e retornar, economizar nas passagens e de fazer exercícios, né ? E isso é fácil, pois existem vários vagões parados e abandonados por lá.
Acho que só temos a ganhar…!!!

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criado por dimitrivianna    23:23:49 — Arquivado em: Artigos

Bikers iniciantes: Como subir ladeiras

Fonte: 900 All-Time Best Tips

                  

1) Relaxe os ombros. Mantenha-os para trás, e não curvados. Com o peito aberto, você pode respirar melhor. Ombros relaxados ajudam a manter todo o tronco mais relaxado. Desta maneira, você é capaz de pedalar mais suavemente.
2) Tanto em pé como sentado na bike, tente manter as costas eretas e os cotovelos dobrados. Costas curvadas limitam a eficiência do diafragma e prejudicam a respiração.
3) Segure o guidão sem apertá-lo. Quando sentado, segure na parte superior do guidão; em pé, no corpo do manete de freio.
4) Mantenha-se sentado quando possível. Escalar em pé, normalmente, exige um gasto maior de energia. Lembre-se que em longas subidas é recomendável pedalar periodicamente em pé para esticar os músculos.
5) Quando de pé, lembre-se de mudar para uma marcha mais pesada, a fim de manter a velocidade mesmo que a cadência diminua, e faça os movimentos suavemente para não prejudicar o movimento da bike.

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criado por dimitrivianna    00:46:02 — Arquivado em: Ciclismo

23.1.07

CYCLOPHONICA !

Fonte: http://www.acustico.org/cyclophonica.htm

                  

CYCLOPHONICA é uma modalidade artístico-desportiva, interagindo música, ciclismo, paisagem sonora e urbanismo. Música é a mais difundida, universal e estimulante forma de expressão humana e ciclismo é o mais popular, econômico, ecológico e acessível meio de transporte e de lazer no planeta. Entretanto, estas duas atividades raramente se encontram reunidas.
Em uma orquestra convencional os músicos sentam-se, assim como seus ouvintes. Em uma banda marcial, os executantes marcham monotonamente e seus ouvintes se posicionam às margens de uma trajetória previsível. Entretanto, música é movimento e tanto músicos quanto público tendem a mover-se, apesar das limitações impostas pelas regras de comportamento e pelo próprio espaço físico.
A Cyclophonica é formada por músicos profissionais e ciclistas (amadores), reúne humor, musicalidade e movimento de forma original e expressiva.
O Projeto Cyclophonica consiste em um novo conceito de orquestra e de ambiente de projeção artística no qual os músicos se locomovem de bicicleta tocando instrumentos especialmente desenhados e adaptados. O projeto foi idealizado pelo músico e PhD em acústica musical Leonardo Fuks, como uma forma de integrar a pesquisa sonora, o meio ambiente, a construção de instrumentos, a performance musical e o esporte de maneira divertida e educativa. A performance, é feita de maneira interativa através de ciclovias, ruas, monumentos, jardins, estradas e cidades.

Elenco
A Cyclophonica está formada por:
- Leonardo Fuks (diretor e oboísta , engenheiro mecânico, inventor de instrumentos e professor de Acústica Musical da UFRJ, mestre em engenharia de produção e PhD em Acústica Musical pelo Instituto Real de Tecnologia da suécia),
- Sérgio Magalhães (flautista, saxofonista, artista plástico e funcionário da Fiocruz) ,
- Manoela Marinho (cavaquinhista, violonista e educadora musical) ;
- Fernando Ariani (Compositor, regente, pianista, educador musical, mestre em composição pela UFRJ)
- Cosme Silveira (fagotista da Orquestra Sinfônica Nacional)
- Denise Padilha(flautista, atriz, engenheira e cantora)
- Sérgio Naidin (percussionista da Orquestra do Teatro Municipal do Rio e professor da Escola de Música UFRJ, mestre em música pela Universidade de Londres)
- Sheila Zagury (pianista, professora de piano e percepção da Escola de Música da UFRJ, mestre em música pela Uni-Rio)
- Leandro Soares (trompetista, professor da Escola de Música da UFRJ)

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criado por dimitrivianna    22:12:42 — Arquivado em: Notícias

20.1.07

Perguntas sem respostas ???

Autoria: Dimitri Viana

                 

A cada dia  nossa cidade cresce e lugares antes distantes e desertos, como a Avenida Paralela, agora parecem próximos e cheios de novos empreendimentos.

As últimas reservas de áreas verdes de Salvador estão sendo engolidas pela especulação imobiliária, com a construção de novos shoppings e todo tipo de obras em concreto.

Vale lembrar que todas essas construções tem autorização do IBAMA, CRA etc. Para que servem estes órgãos ? Apenas para dar liberações ?

Cercado por todos os lados o Parque de Pituaçu sofre com o abandono e a falta de segurança. Até quando ele irá resistir ? Até quando teremos o Parque ?

Será que muito em breve teremos apenas o Shopping Parque Pituaçu  ?  E no lugar da lagoa, mata e da ciclovia ?

Para tentar entender um pouco, o que pode causar para todos, os  danos com a  exploração imobiliária, assista ao curta metragem "Das Rad" (Pedras).

Indicado para o Oscar de "Melhor Curta-Metragem em Animação" - 2003, foi apresentado no festival Anima Mundi 2002. O curta fala sobre a diferença na percepção de tempo e espaço das rochas e humanos e dá uma visão muito engraçada do futuro da humanidade.

Certamente não teremos neste vídeo todas as respostas para as minhas perguntas, mas pelo menos saberemos o que pode acontecer  se continuarmos a fechar os nossos olhos para destruição das últimas áreas verdes da cidade.

O link para assistir ao vídeo Das Rad (Pedras):

http://www.youtube.com/watch?v=HdfQIsxWwQU&eurl=

criado por dimitrivianna    16:26:43 — Arquivado em: Artigos

18.1.07

Abaixo Assinado em prol do transporte da Bike

          

Muitas vezes o ciclista urbano precisa usar o transporte público para chegar ao seu destino pegando um ônibus, metrô, trem etc. e  no final do percurso ele usa a sua bike para completar seu destino final.
Na Inglaterra, por exemplo, pessoas usam a bicicleta como segundo transporte. Ao sair de casa, o trabalhador pedala até a estação de metrô, entra no vagão do metrô com a bicicleta e após sair da estação torna a pedalar até o trabalho. No final do dia ele retorna de volta fazendo o mesmo percurso. Além de usar como transporte para o trabalho, a permissão de levar a bike dentro do transporte público cria para as classes de baixa renda a possibilidade de se deslocar com sua magrela  para áreas de lazer como  parques, ciclovias, etc.
Como todos nós já sabemos e discutimos em artigos anteriores, não existe nenhum tipo de política pública voltada para o ciclista em nossa cidade e ainda não foi discutida pelos órgãos competentes com empresas de transportes a importância de poder transportar a bicicleta.
Se por acaso, você  tentar colocar sua bicicleta dentro de um ônibus, por exemplo, será frontalmente barrado e ainda corre o risco de ouvir uma piadinha como esta:
- Por que não vai pedalando ?   

           

Os ônibus urbanos em Salvador, não foram projetados para transportar bicicletas e com muito desconforto, transporta passageiros que pagam caro por um serviço ruim.
Todos nós, juntos, podemos reivindicar medidas em prol do transporte da bicicleta no transporte público. Antecipando a inauguração do Metrô, fazendo um abaixo assinado, como mais de 1.000  assinaturas e com a seguinte reenvidicação:
 
1.0   Permitir o acesso e o transporte de Bicicletas no Metrô de Salvador, em todas as estações, sem custo para o passageiro.
2.0   Reservar dentro de todas as estações, um local seguro para que ciclistas possam deixar as bicicletas com cadeados. 
 
Este abaixo assinado, será eletrônico e disponível no nosso Blog. Clique em "comentários", digite seu nome completo e número de identidade. Quanto mais assinaturas tivermos, mais chances teremos em ter sucesso.
Este abaixo assinado, será entregue à Direção da Administração do Metrô em um prazo de seis meses.

Para a sua segurança e privacidade de dados, digite apenas o seu nome e o RG. Não é necessário digitar seu CPF.

 

criado por dimitrivianna    18:52:14 — Arquivado em: Ciclismo, Notícias

17.1.07

1 Exposição Coletiva com o tema a Bicicleta !

 autoria :  Dimitri Viana

No próximo dia 24 de Janeiro acontece aqui em Salvador a vernissage da 1 Exposição Coletiva com o tema A Bicicleta

A exposição será na Rua Nelson Gallo n.10 no Rio Vermelho

Informações 71 – 3240.63.75 9982.2254

 Em homenagem aos artistas  da terra e aos amantes das artes O Mundo da Bike traz ate você as lindas gravuras do artista americano  Kevin Nierman

 São gravuras deste  excelente artista que usa a bike como divisor de aguas  entre dois Mundos, ilusão e realidade .

Aproveitem!

 

O construtor de Rodas

 Bombas Ciclísticas

A Morte

O grande ciclista Italiano Pantoni pedalando no céu

Metamorfose da bike

O homem de aço

O Viajante easy rider

 

A viúva negra

criado por dimitrivianna    15:54:05 — Arquivado em: Eventos

16.1.07

Traumatismo crânio encefálico no ciclismo

Matéria: Franklin Passos - Médico e Montain-Biker (Livramento/BA)

                           

O ciclismo é uma modalidade desportiva atualmente em franca expansão, uma prática recreativa das mais populares e um importantíssimo meio de transporte. Sua utilização abrange todas as faixas etárias, tanto nas zonas urbanas quanto no meio rural. Por isso, acidentes relacionados ao ciclismo são bastante freqüentes e essas ocorrências podem levar a graves seqüelas e até mesmo à morte como ocorreu no ano passado com as triatletas Olívia Atala e Fernanda Schiliró, atropeladas em rodovias, e recentemente com o ciclista espanhol Isaac Galvez , vítima de uma colisão com outro ciclista em uma disputa de uma prova de madison na Bélgica. Embora os traumatismos superficiais nos membros superiores e inferiores serem os mais comuns, os traumatismos crânio-encefálicos são os que apresentam maior mortalidade e são os principais responsáveis por incapacidade física. Segundo conclusão de um estudo francês, o ciclismo é o terceiro esporte que mais provoca mortes, atrás apenas do vôo livre e do alpinismo.
O traumatismo crânio-encefálico (T.C.E.) é uma importante causa de morte e de seqüelas tais como deficiência mental e motora, caracterizando-se como enfermidade neurológica causadora de grande impacto na qualidade de vida. As lesões cerebrais ocorrem em qualquer faixa etária, mas apresenta uma maior incidência entre os adultos jovens e no sexo masculino. As estatísticas mostram que os acidentes de trânsito são as principais causas de lesão cerebral. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, em 2004, 1.389 pessoas morreram vítimas de acidentes com bicicletas, a maioria delas em rodovias.
Os fatores de risco para os acidentes relacionados ao ciclismo são os seguintes: ciclista do sexo masculino; faixa etária entre nove e 14 anos; verão; final de tarde ou no início da noite; não utilização de capacete; envolvimento com veículos automotores; fluxo intenso de veículos; ciclista portador de distúrbio psiquiátrico; intoxicação (álcool e outras drogas); competições de mountain-bike; más condições das rodovias, a falta de cidadania e humanismo dos motoristas e, por vezes, a própria negligência e imperícia dos ciclistas.
Tipos de Lesões Cerebrais 
Vários são os mecanismos responsáveis pelo T.C.E.. Trauma direto com ou sem ferimentos corto-contusos, lesões secundárias a perfurações, fraturas de crânio, movimentos bruscos de aceleração e desaceleração produzindo estiramento da massa encefálica, dos vasos intracranianos e das meninges (membranas que revestem o cérebro).
- Concussão cerebral é o traumatismo craniano fechado com alteração temporária da função cerebral, mais evidente logo após o traumatismo, tendendo a melhorar em 24 horas. Caracteriza-se pela perda de consciência com duração inferior a 6 horas, amnésia do acidente, irritabilidade e déficit de memória. Não é fatal.
- Lesão por estiramento dos neurônios em decorrência dos movimentos súbitos de aceleração e desaceleração. Ocorre uma perda de consciência superior a 6 horas e o prognóstico depende da duração do coma. Os comas mais prolongados têm prognóstico mais desfavorável.
- Tumefação (inchaço) cerebral pode ser devida ao edema cerebral (aumento do teor de água no tecido cerebral) ou por aumento anormal do fluxo sanguíneo do cérebro.
- Contusão cerebral caracteriza-se por lesão do tecido encefálico e se manifesta através de pequenas áreas de hemorragia. As contusões, em geral, produzem alterações neurológicas que persistem por mais de 24 horas. As possíveis seqüelas são as paralisias, transtornos da linguagem, alterações da memória, das emoções e da visão.
- Lacerações do tecido cerebral, em geral, ocorrem quando há fraturas do crânio, embora movimentos bruscos de aceleração e desaceleração também possam levar à perda de substância encefálica associada à hemorragia intracraniana. Déficits neurológicos sempre estão presentes, e deixam seqüelas, apesar de ocorrer certa melhora com o tempo.
- Os hematomas intracranianos são lesões associadas a fraturas que rompem artérias ou veias do tecido cerebral. Podem ser agudos ou crônicos. Geralmente há perda da consciência logo após o trauma com recuperação após alguns minutos ou horas. Mas, depois, o paciente começa a ficar letárgico e apresenta queda do nível de consciência, dificuldade de movimento em um lado do corpo e coma em diversos graus. - O hematoma cerebral crônico tem apresentação tardia, pelo menos 20 dias depois do trauma. O quadro clínico se caracteriza por confusão mental, distúrbios de memória, apatia e alteração de personalidade. Dor de cabeça é freqüente.
Prevenção
A prevenção começa com a valorização da vida, pelo respeito ao ser humano, pela prática da cidadania e humanismo. A partir do momento em que cada indivíduo adquirir um melhor nível de educação e conscientização sobre esses valores, será possível diminuir os índices de acidentes envolvendo ciclistas e, por conseqüência, da mortalidade relacionada ao T.C.E.. No trânsito, a convivência pacífica entre pedestres, ciclistas, motos e carros é importante e necessária. A implantação de ciclovias ou faixas para ciclistas também reflete o nível de desenvolvimento social. Nunca é demais lembrar que a manutenção da bike é fundamental. A regulagem e verificação do estado de conservação de freios, selim, pneus e pedais podem evitar quedas muitas vezes banais, mas de conseqüências imprevisíveis. Entre as medidas práticas mais importantes, o uso de capacete reduz de forma substancial os riscos de lesões na cabeça. No nosso meio, tais medidas devem ser estimuladas através de informação e bons exemplos, como eventos ciclísticos com participação ativa da comunidade, campanhas publicitárias e atuação efetiva e eficaz dos órgãos de trânsito. Ame a vida, solte o corpo, viva a bicicleta, preserve a cabeça, use sempre o capacete !

                       
 

criado por dimitrivianna    21:31:31 — Arquivado em: Ciclismo, Dicas de Saúde

15.1.07

Dicas para um bom pedal no Verão !

Autoria : Dimitri Viana

São seis horas da manhã, você abre e a janela e fala:

 -Poxa, perdi o horário! já devem ser pelo menos umas oito da manhã. Não ouvi o despertador tocar.

Bastou olhar o relógio da cozinha para notar que seu relógio ainda não tocou,e na verdade ainda é muito cedo, não passam das seis horas. Então, de onde vem aquela claridade repentina?

Elementar, meu caro Biker!  A mãe natureza está mandando o seu recado. Estamos em pleno verão da Bahia, com dias de muita luz, sol e calor.  

A chegada do verão é sinônimo de muita agitação, festas, praia e claros e ótimos dias para pedalar. A certeza que a dona chuva não vai estragar os seus planos em um passeio de bike é de quase 100% . Por isto devemos aproveitar ao máximo, pegando a magrela e saindo por aí, seja para trilhas, estradas ou parques.

Todo  Biker  experiente sabe que  para esta  nossa atividade é sempre bom pedalar no início da manhã ou no final da tarde. Até aí, nada de novo!

Às vezes, por motivos diversos, em um longo passeio acabamos pedalando em horários de sol de meio dia ou debaixo daquela lua com temperaturas de 35  graus ou mais.

Já passei todo o tipo de dificuldade em cima de uma bike e posso garantir que uma das piores coisas que você pode sentir enquanto está pedalando é a sede ou aquela sensação de que estão fazendo uma moqueca de seus miolos.

De tanto sofrer só acabei aprendendo e resolvi passar para vocês alguns truques.

São apenas 08 dicas para quem vai fazer um longo pedal em pleno verão e  quer conseguir sobreviver.  

1.0 Na noite anterior ao seu passeio, coloque a bolsa do seu Camel Back cheia de água no congelador para conservar ainda mais a temperatura da água durante a trilha do dia seguinte.

2.0  Após o seu café da manhã, e meia hora antes de começar o pedal, beba pelo menos duas garrafinhas de isotônicos, mesmo sem vontade. É importante beber e ficar bem hidratado para o longo pedal sobre o sol.

3.0 A quantidade de liquido necessária vai depender muito da sua massa corporal Não se preocupe com o excesso de peso que você estará levando. O líquido será todo consumido.

4.0  No verão, em trilhas entre 30 km a 60 km, eu carrego pelo menos 2 litros de água no Camel Back e mais duas caramanholas de 750 ml com isotônicos ,  além de dois sachês de soro infantil.

5.0  O soro infantil, comprado em farmácias, servirá em uma eventual extensão do passeio e quando acabarem os isotônicos. Neste caso, já se passaram várias  horas de pedal e não bastará repor o organismo apenas com  água encontrada pelo caminho. O soro poderá fazer a diferença entre uma boa hidratação ou um volta para casa com os primeiros sinais de insolação.

Atenção: se você tem problemas renais, o soro não é recomendável.

6.0 Muita gente pensa que o problema da desidratação só é relevante durante o pedal, o que é um grande erro. É muito importante ficar atento aos sinais do seu organismo para diminuir a probabilidade de você não sentir sinais de insolação como febre e dor de cabeça.

 7.0 Após chegar em casa, continue o processo de hidratação consumindo mais líquidos e fazendo uma alimentação leve. Bebida alcoólica nem pensar! Lembre-se de que você passou horas debaixo do sol . Para você ter uma idéia, recomenda-se o consumo de bebida alcoólica somente 72 horas após um pedal de longa duração, tipo endurance.

 8.0  Caso você sinta uma sede interminável, boca seca e cansaço excessivo recomenda-se fazer uma porção de soro caseiro com duas colheres de açúcar uma pitada de sal e tomar a cada duas horas ou até sentir-se melhor. Se o problema persistir você pode estar com uma grave insolação. Vá o mais rápido possível para um atendimento de emergência médica.

criado por dimitrivianna    18:01:32 — Arquivado em: Dicas de Saúde

12.1.07

Ao sabor do vento

Pesquisa: Itana Mangieri

… pesquisando sobre outros assuntos na internet, descobri, sem querer, esta história de aventura, coragem e determinação (de Vitor Pereira). Com isso lembrei-me e dedico este “achado” à Alexandre, Aléssia, George e Jane que, também com determinação vão realizar uma aventura corajosa e semelhante pela Estrada Real / MG !
Boa viagem !!!

                 Ao Sabor do Vento - de São Paulo à Salvador

                            
 
Havia me formado em Educação Física há um ano e desde então juntava uma grana para realizar uma grande viagem. Queria aprender mais sobre a vida, conhecer novas realidades e fazer novos amigos.
Quanto à minha carreira profissional, família e namoro, teria muito tempo para pensar depois. Tinha que viver minha juventude !
A idéia era partir sem destino e sem tempo pré-fixados, como no clássico filme Easy Rider, onde dois motoqueiros viajam pelos desertos da Califórnia no final da década de sessenta. Como a "realidade tupiniquim" não parecia nada com o cinema, resolvi ir na minha bicicleta, apelidada de “La Mula”. 
Ela era uma montain bike Specialized de 21 marchas (Shimano Altus) e carregada, realmente parecia uma mula de carga.
A escolha de viajar de bike não foi por acaso. Já era adepto do cicloturismo há algum tempo e queria me sentir mais próximo da natureza, das culturas e conseqüentemente das pessoas que eu encontrasse pelo caminho.
A grana que conseguira juntar, certamente era pouca para as minhas pretensões de viajar por tempo indeterminado, mas tudo bem, quando ela acabasse eu daria um jeito de me virar.
Parti de São Paulo, atravessando a cidade com a adrenalina correndo solta nas veias e em pouco tempo já estava na Rodovia dos Bandeirantes, rumo a Campinas.
Campinas, Atibaia, São José dos Campos e … ahh !!! …
Depois de alguns dias, finalmente o litoral ! De Caraguatatuba, peguei a Rio-Santos e fui curtindo os mais lindos visuais e  recortes do nosso Litoral Norte (SP/RJ). Escolhi as pequenas estradas e caminhos, muitas vezes de terra, para desfrutar ao máximo os visuais e a tranqüilidade de pedalar, permanecendo o mais próximo da costa que pudesse. 
Rumei para o Norte, passando as festividades de Natal e Ano Novo com minha família no Rio de Janeiro.
Em janeiro, continuei a longa jornada, agora acompanhado por uma turma de mais quatro ciclistas. Passamos por Saquarema, Araruama, Cabo Frio, Búzios e Campos, serpenteando as cidades litorâneas do norte do Estado do Rio, até a divisa com o Espírito Santo. 
Divertia-me bastante com meus amigos e a viagem tornou-se mais comunitária e comunicativa.
Em Vitória, o odômetro (medidor de distância) acoplado na “La Mula” marcava mais de 1.200 quilômetros desde a minha saída de São Paulo.
Procurávamos dormir nos mais variados lugares para não gastar dinheiro com hospedagem. Além de acamparmos com nossas barracas, igrejas, delegacias, sítios e postos de gasolina transformaram-se em ótimos refúgios para pernoitar. 
Quanto à alimentação, o melhor "combustível" era a comida local, ou seja, o famoso P.F. (prato feito). Em cada lugar, experimentávamos os pratos típicos da região, descobrindo novos sabores. 
Em Itaúnas, norte do Espírito Santo, o grupo se desfez e eu continuei viajando com somente um companheiro. Cruzamos a divisa com a Bahia pedalando pela areia da praia como fazíamos sempre que a maré secava. Nestas condições, a superfície torna-se tão dura como asfalto.
Voltei a viajar só, a partir de Porto Seguro. Meu amigo voltou para casa enquanto eu segui, subindo a costa baiana. Foram muitas praias, caminhos de terra e vilarejos a cruzar na Bahia, conhecendo as pessoas simples e hospitaleiras que vivem por lá. O povo brasileiro em geral é bastante solidário.
Pude comprovar isso diversas vezes em que me ofereceram um local para pousar ou uma comida quente no final de um dia de pedaladas.
O espírito da viagem era esse mesmo, ir devagar conhecendo as pessoas e suas culturas diferentes.
A beleza natural então, nem se fala. Eram praias de um azul claro incrível. Fazendas, montanhas, florestas e trilhas completavam o cenário do meu dia a dia. 
Em Ilhéus fiquei mais tempo. Conheci uma outra turma de ciclistas e passei uma semana fazendo trilhas e passeios pela região, sempre guiado pelos amigos baianos.
Após mais alguns dias de estradas, cheguei finalmente a Salvador, a capital do Axé, completando mais de 2.500 quilômetros em 54 dias.
Apaixonei-me por Salvador, uma cidade fantástica. Seu povo, suas praias, suas igrejas e principalmente seu Carnaval, me enfeitiçaram.
Foi onde estacionei a “La Mula” e não saí mais, passando um mês descobrindo seus encantos. Talvez os dias mais intensos que vivi até hoje.
Uma coisa eu tenho certeza, o Brasil não é apenas um país. São vários !

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A descrição de todas as experiências e emoções desta viagem estão no livro "Ao sabor do vento" (ainda não publicado) de Vitor Pereira.

criado por dimitrivianna    20:27:58 — Arquivado em: Trilhas/Viagens/Passeios

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