26.12.06

Quando a mulher é sempre lembrada !!!

Texto: Alberto Carmo

                              

Tinha marcado com alguns amigos para dar aquela pedalada num
domingo, em Praia do Forte. Acordei e fiquei pensando:
“será que todos irão? Não sei, só sei que já estou indo…”
A idéia era levar as esposas e filhos para que eles ficassem na praia
enquanto nós iríamos pela mata adentro. Isto não deu certo e uma
das “Donas Marias” não acordou cedo e disse para um dos bikers,
(o marido dela, é claro): “Vá, mas volte cedo para irmos para praia…”
O Amigo estava aí com um grande problema: conciliar o seu horário
com os horários dos outros quatro bikers que iriam se desfrutar daquela
maravilhosa mata, que não é mais atlântica, acredito, pelas suas
características “comerciais”.
Chegaram três ao local de largada: casa de um amigo que ali passa final
de semana com a família. Quem estava faltando ? Boca ! O cabra que
houvera tomado uma regulagem de “D. Maria”. Para começar, próximo à
Praia do Forte ele ficara com um outro colega, Serginho, num posto de
abastecimento de combustível, no “meio do caminho” para dar tempo de ir
embora assim que chegasse. Encontramos-nos após três quilômetros de
pedalada e aí começou o desespero e as negociações com relação a
horário, em fim todos concordaram em retornar 10 horas. Portanto 3hs
de pedalada, o que seria difícil, pois o menor tempo que havíamos feito
foi de 4horas. Começamos num ritmo alucinante. Imagine, o cabra tinha
que chegar 10h, pegar o carro, perder o lanche que o amigo programou
para nós em sua residência e se mandar para Salvador para não tomar
“esporro” da mulher. O pau quebrou. Boca parecia que iria quebrar o
recorde do percurso. Tocamos atrás dele. O cabra estava estressado,
olhando para o relógio. O silêncio era reinante, ouvíamos apenas o cantar
de alguns pássaros (os outros estavam assustados com o raio que passava pela “floresta”: Boca) e o "couro comia sarteado". O velho Boca estava virado no “cão”. Estava arrepiando. De vez em quando ouvia suas palavras: “… vamos lá galera estamos muito bem…”, menos ele que estava muito estressado. De repente, ouviu-se um chiado… um pneu furado. Parada de alguns minutos que pareciam uma vida. O tempo não passava para o amigo Boca. Era desespero total. Próximo da chegada ele relaxa e fala: “Amigo, qual é o melhor caminho, o mais perto do asfalto? Vou subir aqui e vou-me embora. …ufa !!!. Nunca fiz um pedal tão estressado deste jeito … pedalar dia de domingo é foda ! A mulher enche o saco e a gente fica pensando nela tempo todo. Ainda bem que chegamos. Não vou esperar ninguém. Vou me picar. Alberto a gente se vê outro dia. Vou ligar para você para nós comermos uma pizza ! Tchau …”

 

criado por dimitrivianna    01:57:26 — Arquivado em: Artigos

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