30.12.06

Os bastidores do Blog Mundo da Bike em 2006 !

Texto: Itana Mangieri

              Itaninha  Dimitri

Fazendo um balanço desse primeiro semestre de vida do Mundo da Bike, constatamos que nossa idéia fez sucesso. Não só pelos comentários que são escritos nas matérias do Blog, mas também pelas sugestões de assuntos, pesquisas, colaborações e incentivos que recebemos de nossos ciclo-leitores.
O objetivo principal do Blog Mundo da Bike é o jornalismo no mundo da bike e nossa equipe se esforça para desenvolver todas as tarefas para a edição de um jornal.
Tudo bem que “nossa equipe” não é tão grande assim, ou melhor, é enxuta … ou melhor dizendo, somos tão enxutos que nos resumimos numa dupla: Dimitri e Itana.
Nos desdobramos matematicamente para driblar nossas atividades profissionais, lazer, família e repouso para produzir o Blog Mundo da Bike.
A fórmula é a seguinte: Começamos nos dividindo, depois nos multiplicamos, somamos tudo de bom e por fim subtraímos o sumo das informações. Não é complicado, mas é assim que redigimos matérias, pesquisamos interesses, editamos, fotografamos, produzimos e publicamos o Blog. E isso tudo com parcerias, intercâmbio de imagens, matérias de outros meios de comunicação ciclísticos, colaborações dos nossos escritores/escribikers (Seu Edu, Valci, …) e correspondentes. Claro que o Blog está crescendo, mas até lá ainda temos muito que “pedalar”. Estamos sempre escolhendo qual evento um dos dois vai participar, competir e até solicitando apoio aos amigos para se dividirem conosco e enviar notas e informações de outros eventos para que sejam publicados.
E por falar em amigos e leitores participativos, já conquistamos muitos aqui no Blog: do Estado de Minas Gerais, de Sta.Catarina, de São Paulo, de Pernambuco … daqui da Bahia então, … nem se fala !
Tudo na vida tem suas dificuldades e aqui também temos. Tudo muito certinho não tem graça e os humores, gênios e personalidades dão um colorido especial ao nosso dia a dia. Estou citando isso por que para quem não nos conhece pessoalmente (Itana e Dimitri), somos de “voltagens” diferentes: eu (Itana) sou 110v e Dimitri é 220v. Isso não significa que nossas idéias se choquem, mas é engraçado como essa “balança” equilibra as energias.

… pulsação … rsrs !

Utilizamos o messenger e e-mail para todos os nossos contatos. Tudo é opinado, revisado e decidido pela net a noite, inclusive as discussões … rsrsrs. Quando sou eu quem está mal-humorada, aviso logo e aí ele perturba até conseguir me irritar mais um pouco. Aí o chamo de “Garoto Enxaqueca”, desligo o computador e vou dormir. No dia seguinte ele telefona e faz a pergunta básica: E aí “Garota Aspirina”, melhorou ? E quais são as novidades no “front” ? … rsrsrs. Quando é ele quem está mal-humorado, é fácil perceber, pois reclama de tudo e mais um pouco, critica, opina, se revolta, gesticula, blá blá blá … rrrrrr. Acho que é por isso que alguns amigos o chamam de Dimistressado … rsrsrs. Mas é o mal-humor urbano, pois quando ele vai para o sítio, volta “Zen %” e cheio de novas idéias.
Diferenças à parte, mas essa dupla de Blogueiros do Mundo da Bike se comunica bem e o Blog, apesar de também usar as rodinhas laterais, já conseguiu se equilibrar e chegar ao final do circuito 2006.
2007 promete novos desafios e nós continuaremos nos esforçando para melhorar, alcançar novos horizontes e fazer mais amigos no Mundo da Bike.

FELIZ ANO NOVO !

Itaninha e Dimitri

 

criado por dimitrivianna    23:07:39 — Arquivado em: Artigos

BIKE FIT

2ª Parte

Pesquisa e colaboração enviada por: Marcelo Cavalcante
Fonte: Bike Magazine
Matéria: Marcos Adami

                     

A Avaliação
O primeiro passo para a avaliação é fixar corretamente o taquinho na
sapatilha. O eixo do pedal deve ficar alinhado com o osso do metatarso,
no pé. Essa regulagem é muito importante para que toda a força executada
pelo ciclista seja transmitida de maneira direta sobre o pedal. “Errar a
regulagem do taquinho significa errar toda a postura sobre a bike”, diz.
Posteriormente, é necessário conhecer as medidas fundamentais do ciclista.
Com uma fita métrica, Camargo anota as medidas da altura do cavalo
(distância do vão das pernas até o chão), largura dos ombros (que será
importante para determinar a largura ideal de guidão), comprimento dos braços e também do tronco.
OBS: Note que a estatura (altura) do ciclista não é importante. O que importa
mesmo é a altura do cavalo, pois o comprimento de pernas, especialmente o osso do fêmur, varia de pessoa para pessoa.
Depois o ciclista passa por dois rápidos testes para determinar a sua flexibilidade, que serão importantes no momento do ajuste final da bike.
Flex Teste 1:
Deitado no chão, Camargo pede ao ciclista para levantar uma das pernas.
Simplesmente levantá-la do chão.
Com o auxílio de um goniômetro (espécie de transferidor) o ângulo formado
entre o fêmur e o tronco é anotado.
Flex Test 2:
Deitado no chão, com o joelho dobrado, o ciclista encolhe a coxa o mais
próximo possível de seu peito.
O ângulo formado pelo fêmur com o tronco é também inserido no programa.
Esses dois ângulos são importantes, pois revelam o quanto de flexibilidade o ciclista tem no momento da pedalada.
Todas as medidas recolhidas são então inseridas em um software desenvolvido pelo próprio Rogério, que vai calcular o tamanho de quadro ideal para o ciclismo — ou para o mountain bike —, e a largura do guidão.
O mesmo programa calcula também a altura inicial do selim, que pode variar mais tarde em função dos ajustes finais e do estilo de cada um.

Vídeo e Regulagem

Primeiro passo - Com a bike sobre um rolo de treinamento, o ciclista monta na bike, pedala e verifica se a altura inicial do selim está ideal para seu estilo de pedalada. Exemplo: um ciclista que gira mais as pernas pode ter o selim um pouco mais baixo e pode ter o selim até 0,5cm mais avançado. Um ciclista que pedala mais travado pode ter o selim ligeiramente mais elevado. O ciclista é filmado durante a pedalada no rolo para posterior comparação com os ajustes realizados.
Segundo passo - Com o auxílio de um prumo (desses de pedreiro), encontra-se a posição para o ciclista sobre o selim em que o tendão patelar fique alinhado com o metatarso e, consequentemente, na mesma linha do eixo do pedal. Essa posição é fundamental para a maior eficiência da pedalada. Se necessário, o selim é deslocado para frente ou para trás, conforme o caso.
Com o ciclista perfeitamente acomodado sobre o selim e altura definida, é hora de posicionar o ciclista sobre o guidão da bike. Aqui, os resultados dos testes Flex 1 e Flex 2 são fundamentais no posicionamento final do ciclista sobre a bike. A flexibilidade individual vai variar bastante de ciclista para ciclista e quanto mais alongamento tiver um ciclista, melhor.
Terceiro passo - Com o ciclista montado sobre a bike com ambos os pés clipados nos pedais, uma das pernas deve ficar com o pedal bem paralelo ao solo. O ângulo formado entre o fêmur, a fíbula e a tíbia é analisado. Para um ciclista que gira bastante os pedais (spinner), esse ângulo vai ficar ao redor dos 35 graus.
Já para quem pedala mais travado (smasher), um ângulo de 25º é o ideal.
Esses ângulos são alterados, mexendo-se cuidadosamente na altura do selim.
Essa regulagem é muito importante para evitar lesões no ciclista.
Quarto passo - Por último, com o ciclista segurando o pedal no ponto mais alto da pedalada (ponto morto superior), o ângulo formado entre o fêmur e o tronco é analisado.
Se este ângulo for menor que 60º, vai prejudicar a performance do ciclista, pois comprime o diafragma e dificulta respiração.
Esse ângulo é alterado na mesa do guidão. Às vezes pode ser necessária a
inversão da mesa (cabeça para baixo), ou até mesmo a substituição por outra.
Defeitos na Postura
Uma pedalada perfeita é aquela que é cíclica, bem redonda, sem falhas e que produz energia durante todo o ciclo. Falhas na postura produzem pedaladas defeituosas, que comprometem a performance e podem levar a sérias lesões.
Segundo Rogério Camargo, a mesa fora de posição e o taquinho mal ajustado são os defeitos mais comuns entre os ciclistas. "Há aqueles que têm uma posição muito agressiva sobre a bicicleta, na busca de mais aerodinâmica, entretanto, a flexibilidade individual deve ser observada além de, nem sempre a posição mais aerodinâmica é a que aproveita melhor a energia produzida pelo ciclista na pedalada", observa.
O processo todo de avaliação leva em torno de 1h30min e no final da avaliação é entregue ao cliente um CD com os vídeos (antes e depois do ajuste), exemplos de alongamentos específicos para ciclistas e os todos os demais dados da avaliação.
Na avaliação é necessário levar a bike (ou as bikes), bermuda ciclista e as
sapatilhas.
Veja alguns dos principais defeitos de postura sobre a bike:
- Selim alto demais: faz com que a pedalada fica quebrada e perde eficiência.
O ciclista rebola quando visto por trás.
- Selim baixo demais: Além de não produzir a energia ideal, um selim muito
baixo pode acarretar lesões, pois recruta outros grupos musculares.
- Selim muito para frente: durante a pedalada o joelho passa da linha do eixo do pedal e pode provocar dores no tendão patelar.
- Selim muito para trás: Pode gerar dores na panturrilha, logo atrás do joelho.
- Taquinho muito para frente: haverá menos apoio na base do pé do ciclista.
Fora do alinhamento do metatarso, há perda de força na pedalada.
- Taquinho muito para trás: A pedalada passa a ter como base o meio do pé
e pode acarretar dores na sola.
- Taquinho aberto ou fechado: Pode acarretar lesões nos ligamentos cruzados posterior e anterior do joelhos. A maioria dos problemas de ligamento vem de um taquinho mal posicionado.

 

criado por dimitrivianna    06:09:29 — Arquivado em: Ciclismo, Dicas de Saúde

26.12.06

O que o código de trânsito diz sobre nós ciclistas

(Fonte do código original na íntegra: www.detran.df.gov.br)
Resumo: William Cruz

                      

As bicicletas e os ciclistas são classificados sob os seguintes termos:
bicicletas, ciclos, ciclistas ou veículos de propulsão humana (VPH).
Abaixo cito todos os trechos que encontrei citando esses termos,
sempre com um comentário tentando explicar de forma simples
o blá blá blá legal.

* Os órgãos de trânsito têm obrigação de se preocupar com os ciclistas.
* Pedestres têm prioridade sobre ciclistas e ciclistas têm prioridade sobre
motos e carros.
* Os carros não devem nos fechar.
* Devemos andar na rua, no sentido dos carros e nos cantos da via
(inclusive no esquerdo em caso de vias de mão única, embora
geralmente isso seja bastante perigoso, sobretudo em avenidas de
fluxo rápido).
* Bicicleta na calçada, só com autorização da autoridade de trânsito
e sinalização adequada na calçada.
* Quer passar pela calçada ou atravessar com a bike na faixa ?
O CNT manda desmontar.
* Buzina, espelho e "sinalização" na frente, atrás, dos lados e nos
pedais (que pode ser entendida por refletivos) são obrigatórios pelo
Código, mas capacete ainda não.
* Os fabricantes e importadores são obrigados a fornecer as
bicicletas com os equipamentos citados acima.
* Importadores e fabricantes de bicicletas são obrigados a fornecer um
manual contendo mais ou menos tudo isso que eu estou dizendo aqui,
além de instruções sobre direção defensiva e primeiros socorros.
* O Código dá direito aos Municípios de registrar e licenciar as bicicletas
caso decidam fazer isso.
* Ameaçar o ciclista com o carro é infração gravíssima, passível de
suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo e da habilitação.
* Colar na traseira do ciclista ou apertar ele contra a calçada é
infração grave.
* Estacionar na ciclovia é infração grave, sujeita a multa e guincho:
* Andar com o carro na ciclovia ou mesmo numa ciclofaixa é o mesmo
que dirigir na calçada, infração gravíssima.
* O carro deve dar preferência de passagem ao ciclista quando ele já
estiver atravessando a via, mesmo que o sinal abra para o carro.
* “Tirar fina” é infração média.
* Se a “fina” for em alta velocidade, são duas multas
(a média aí de cima mais essa grave aqui).
* Deixar de andar com a bicicleta em fila única pela lateral da rua ou
acostamento é infração média.
* Somos proibidos de circular em vias de trânsito rápido e em rodovias
sem acostamento, além de algumas outras coisinhas que pouquíssimos
ciclistas sabem.
* Bicicleta na calçada ou pilotagem "agressiva" é motivo para multa e
apreensão da bicicleta (mas a autoridade é obrigada a fornecer um recibo!).
* Acostamento é lugar de bicicleta sim.
* Bicicleta também é veículo.
* Bicicletário é o nome oficial do "estacionamento de bicicletas".
* O chamado “bordo da pista” é só o canto, a beirada, sem uma
definição clara de até onde é considerado “bordo”.
* Ciclo é uma bicicleta, um triciclo, etc., desde que movido a
propulsão humana.
* Ciclofaixa é uma "faixa de ônibus" para bicicletas e outros VPH.
* Ciclovia é quando é separada dos carros
(mas não é lugar de pedestre!).
* Calçada é para pedestres, bicicleta só circula
nela em casos excepcionais.

criado por dimitrivianna    20:48:30 — Arquivado em: Notícias

Quando a mulher é sempre lembrada !!!

Texto: Alberto Carmo

                              

Tinha marcado com alguns amigos para dar aquela pedalada num
domingo, em Praia do Forte. Acordei e fiquei pensando:
“será que todos irão? Não sei, só sei que já estou indo…”
A idéia era levar as esposas e filhos para que eles ficassem na praia
enquanto nós iríamos pela mata adentro. Isto não deu certo e uma
das “Donas Marias” não acordou cedo e disse para um dos bikers,
(o marido dela, é claro): “Vá, mas volte cedo para irmos para praia…”
O Amigo estava aí com um grande problema: conciliar o seu horário
com os horários dos outros quatro bikers que iriam se desfrutar daquela
maravilhosa mata, que não é mais atlântica, acredito, pelas suas
características “comerciais”.
Chegaram três ao local de largada: casa de um amigo que ali passa final
de semana com a família. Quem estava faltando ? Boca ! O cabra que
houvera tomado uma regulagem de “D. Maria”. Para começar, próximo à
Praia do Forte ele ficara com um outro colega, Serginho, num posto de
abastecimento de combustível, no “meio do caminho” para dar tempo de ir
embora assim que chegasse. Encontramos-nos após três quilômetros de
pedalada e aí começou o desespero e as negociações com relação a
horário, em fim todos concordaram em retornar 10 horas. Portanto 3hs
de pedalada, o que seria difícil, pois o menor tempo que havíamos feito
foi de 4horas. Começamos num ritmo alucinante. Imagine, o cabra tinha
que chegar 10h, pegar o carro, perder o lanche que o amigo programou
para nós em sua residência e se mandar para Salvador para não tomar
“esporro” da mulher. O pau quebrou. Boca parecia que iria quebrar o
recorde do percurso. Tocamos atrás dele. O cabra estava estressado,
olhando para o relógio. O silêncio era reinante, ouvíamos apenas o cantar
de alguns pássaros (os outros estavam assustados com o raio que passava pela “floresta”: Boca) e o "couro comia sarteado". O velho Boca estava virado no “cão”. Estava arrepiando. De vez em quando ouvia suas palavras: “… vamos lá galera estamos muito bem…”, menos ele que estava muito estressado. De repente, ouviu-se um chiado… um pneu furado. Parada de alguns minutos que pareciam uma vida. O tempo não passava para o amigo Boca. Era desespero total. Próximo da chegada ele relaxa e fala: “Amigo, qual é o melhor caminho, o mais perto do asfalto? Vou subir aqui e vou-me embora. …ufa !!!. Nunca fiz um pedal tão estressado deste jeito … pedalar dia de domingo é foda ! A mulher enche o saco e a gente fica pensando nela tempo todo. Ainda bem que chegamos. Não vou esperar ninguém. Vou me picar. Alberto a gente se vê outro dia. Vou ligar para você para nós comermos uma pizza ! Tchau …”

 

criado por dimitrivianna    01:57:26 — Arquivado em: Artigos

23.12.06

BIKE FIT

(1ª parte)

Pesquisa e colaboração enviada por: Marcelo Cavalcante
Fonte: Bike Magazine
Matéria: Marcos Adami

                     

Para tirar o máximo proveito da bicicleta o ciclista tem que estar corretamente posicionado sobre a bike. Além de evitar o desperdício de energia, o ciclista evitará uma série de lesões. Entre ter uma bike levíssima e uma bike regulada para o corpo do ciclista, a segunda opção sempre é a melhor, já que uma bicicleta perfeitamente ajustada pode melhorar em até 20% a performance do ciclista.
A Biomecânica é a ciência que estuda o movimento esportivo, o gesto técnico de determinada modalidade. No caso do ciclismo, esta ciência se preocupa em estudar os movimentos do ciclista sobre a bike de forma que eles sejam aproveitados ao máximo para garantir a performance perfeita para o conjunto bike + biker.
No Brasil, um dos pioneiros a usar a tecnologia para posicionar ciclistas sobre suas bikes de competição é o campineiro Rogério Camargo, de 30 anos, graduado em Educação física pela PUC de Campinas com especialização em Treinamento Desportivo pela FMU, de São Paulo.
Mas, foi no ano 2000, em um curso de Especialização em Ciência da Biomecânica, na UCSD (Universidade Católica de San Diego), nos Estados Unidos que Camargo aprendeu os macetes do posicionamento do ciclista sobre a bike. Camargo já fez mais de 2 mil avaliações em quatro anos de atividade, uma incrível média de sete avaliações semanais. Entre os nomes famosos da Elite do ciclismo, do mountain bike e do triatlo nacional, ele já avaliou o velocista Rodrigo de Melo Brito “Morcegão”, de Brasília (DF); o ciclista Adriano Martins, da equipe de Americana (SP); o mountain biker paulista Odair Pereira, de Itu; além dos renomados triatletas Ivan Albano e Santiago Ascenzo. "Estudos indicam que em seis meses, um ciclista pode ganhar até 20% mais de performance, quando corretamente posicionado sobre a bike", garante Camargo.
Muitos de meus clientes voltam em meu consultório e me dizem: "Não sei o que aconteceu comigo, estou andando muito mais agora depois que você regulou minha bike". Ele estudou as diferenças de geometria de construção de quadros entre europeus e norte-americanos. A geometria européia é mais clássica, com bikes de quadro grandes. Já nos Estados Unidos a tendência é a de se utilizar quadros menores e mais compactos, que compensam o pequeno tamanho dos quadros no comprimento do canote de selim e da mesa.

MUITAS VARIÁVEIS
Muitos fatores influenciam na hora de encontrar a posição ideal do ciclista sobre a bike. Antes de iniciar a consulta, Rogério Camargo conversa com o ciclista para saber seus objetivos, seu estilo de pedalada, sua experiência no esporte e também o tipo de bicicleta que o ciclista vai utilizar.
Diferentes bicicletas exigem diferentes posicionamentos. Uma bike de
contra-relógio será regulada de uma forma diferente de uma de ciclismo, ainda que as duas pertençam a um mesmo cliente. É muito comum Rogério fazer a avaliação em duas, ou até mesmo três bicicletas, de um mesmo ciclista. Para cada uma as regulagens são diferentes.
Outro fator que é levado em consideração é o tipo físico de cada indivíduo. Alguém com fêmur comprido terá uma posição sobre a bike diferente de alguém [de mesma estatura] com o fêmur relativamente mais curto. A flexibilidade de cada indivíduo é também um fator determinante da postura que vai ser adotada sobre a bike. "O atleta deve dominar a bike e não a bike dominar o atleta", ensina Camargo.

criado por dimitrivianna    14:22:07 — Arquivado em: Ciclismo, Dicas de Saúde, Dicas mecânicas - Fale c/Guiné

21.12.06

Filosofia da Bike

Sartre escreveu estas palavras para resumir o significado da
palavra “liberdade”. Pense sobre elas e bom inicio de verão !

”Digo que o homem está condenado a ser livre.
Condenado, porque não se criou a si mesmo, mas
mesmo assim está em liberdade e a partir do
momento em que é lançado neste mundo é responsável
por tudo o que faz.
(..) O homem é responsável por sua paixão”.

Jean Paul Sartre

criado por dimitrivianna    23:22:57 — Arquivado em: Ciclismo

Mulher de Bicicleta

                  

Bem ! Vamos explicar a metáfora "Por que mulher de bicicleta" !

Porque andar de bicicleta é como saborear a vida em contato direto com as dificuldades, o vento, as pedras, os caminhos esburacados … E isso é bom ?

É perfeito !

Porque enfrentando o vento temos também o sol diretamente no nosso rosto e vemos melhor as coisas. Sentimos o ambiente.

De dentro de um carro, temos apenas o que nos permite ver: as janelas.

Viver intensamente é a tradução !

Fonte: Blogger Mulher de Bicicleta

criado por dimitrivianna    18:32:45 — Arquivado em: Ciclismo

18.12.06

Caí da Bike e daí ?

Autoria: Dimitri Viana

                     

O grande temor de qualquer ciclista é a senhora Dona Queda. Se você pedala, já caiu alguma vez ou vai cair … tenha a certeza disso. A queda faz parte de quem pedala. Ela é inevitável, por mais experiente e hábil que seja o ciclista, não tem jeito, um dia a gente cai. Geralmente tentamos buscar desculpas pelo tombo tomado e a tendência é culpar os obstáculos ou defeitos na própria bike. Sem dúvida, às vezes acidentes acontecem por um erro de terceiros ou por uma falha de equipamento como freios ou pneus por exemplo, mas a maioria da vezes o principal responsável pela queda está dentro da gente. Então por que isto acontece ? Como podemos ao menos evitar de tomar quedas ?
Para quem está começando a pedalar a queda serve de aprendizado. Assim como um bezerro que ao nascer cai várias vezes até ficar em pé, o ciclista iniciante cai para aprender a manter-se equilibrado sobre a bike e, esta  queda natural é que serve de lição para o resto da vida. Porém, para alguns ciclistas experientes ou até mesmo atletas, cair  é um sinal que algo não está no seu lugar e que está o deixando sem a sua principal ferramenta, a ‘Concentração’.
Se você estiver descendo uma ladeira, por exemplo, e de repente se vê no chão com o joelho todo ralado e não entende como isto aconteceu ou se você estiver pedalando com colegas e toca o seu pneu na bike da frente causando um desequilíbrio que o leva ao solo, … amigo é hora de parar para refletir, ou seja, alguma coisa  não está bem e esta quedinha pode ser um aviso . Você pode estar com problemas emocionais como uma briga com a namorada, por exemplo, se for este o caso, a primeira a coisa a fazer é assumir que você não está legal e buscar ajuda de um especialista como um terapeuta, por exemplo. Não insista em pedalar desconcentrado, somente com a cabeça resolvida é que você vai parar de tomar tombos sem sentido.
Muitas vezes, o pior da queda não é o ferimento causado e sim um trauma psicológico causado por ela. Nos sentimos verdadeiros incompetentes e ficamos chateados conosco mesmo por vários dias. Por mais que tenha sido um simples acidente o trauma da queda deixa cicatrizes que normalmente desaparecem em apenas alguns dias. A melhor forma de encarar o nosso "vacilo" é com bastante humor. Tente levar a coisa da maneira mais leve possível, evite ficar relembrando o momento que você caiu, pense que logo você estará pedalando de novo e pronto. Como não existe fórmula mágica para não cair, pelo menos existem maneiras de se proteger de uma queda mais danosa. A utilização de capacete e luva são essenciais. Quando caímos, a primeira coisa que vai ao chão são as mãos, por isto uma boa luva é fundamental e, claro, o uso do capacete, que inclusive salva a sua vida.
A utilização de joelheiras, protetores dos braços é recomendado para quem pratica Down Hill ou Free Ride. Para quem pedala em trilhas ou no asfalto o capacete e a luvas são o suficiente. Porém, se você só se sente seguro usando também estes protetores até mesmo em passeios, não há problema algum em continuar, mas acho que vale experimentar pedalar sem estas armaduras aprimorando suas habilidades e perdendo o medo da queda. Caiu levanta. Machucou ? Limpou, curou e passando-se alguns dias, está bom de novo . A queda mais perigosa é aquela quando passamos de nossos limites. Esta sim, pois ela pode ser grave e até fatal. Por isto muito cuidado ao se arriscar demais. Como já disse antes em outros artigos, pedalar é um processo evolutivo e você vai ganhando esta habilidade aos poucos. Para evoluir é preciso arriscar-se, mas não em demasia.
Na prática do Mountain Bike a queda acontece com mais freqüência, mas normalmente sem grandes danos, pois a queda na terra ou no barro é mais suave.
Já no speed, uma simples quedinha no asfalto pode lhe causar sérias contusões e até mesmo fraturas. Por isto, cuidado redobrado ao pedalar nas avenidas da sua cidade e nas estradas esburacadas de nossos país.
Tente ver a queda como um aprendizado, um sinal dos deuses que somos pobres mortais, que não somos Super Heróis e não sabemos de tudo, mas não deixe o medo dominar seu prazer em pedalar.

criado por dimitrivianna    16:49:00 — Arquivado em: Artigos

Parabéns Taty !!!

Ontem Foi Aniversario de uma ciclista que tenho um enorme carinho Tatiana Paiva . Taty apaixounou-se pela o Mountin Bike  e hoje é  uma das melhores atletas do nosso campeonato baiano .

  Muita Saúde e muitas Vitorias na Vida !
criado por dimitrivianna    15:04:44 — Arquivado em: Sem categoria

15.12.06

Uma Reflexão para o Próximo por do Sol

Autoria: Dimitri Viana

                       

Estamos chegando ao final de mais um ano e aí chega a hora de fazermos
uma reflexão sobre tudo que passou. Vamos lá:
O ano de 2006 foi marcado por grandes novidades. A primeira sem dúvida

foi à criação do Blog Mundo da Bike, que veio para mostrar que o mundo
do ciclismo vai além do uso das pernas e que a cabeça não foi feita só
para usar capacete.
O Blog surgiu para disseminar opiniões, críticas e divulgar eventos
ciclísticos para todas as tribos de bikers que existem por aí. Um

canal democrático, que expõe sem preconceito ou censura, todo o tipo
de opinião sobre outros assuntos na  nossa sociedade, seja sobre bike
ou não.
Foi um ano também da criação do grupo de Ciclo Ativistas da Bahia, que
já no seu primeiro ano de existência movimentou a cidade com suas
Bicicletadas em prol de melhorias para os ciclistas. Um grupo
pequeno, mas com gente muita boa e que tem como atual coordenadora,
Lucia Saraiva, uma verdadeira amante do pedal e dos direitos dos
ciclistas.
Salvador começa a despertar para a importância da bicicleta. A prova

disto é o aumento de ciclistas na cidade, de grupos de passeios e de
pessoas que usam a bike como meio de transporte.
Na área de competição tivemos também um aumento significativo de
provas, principalmente de mountain bike e de speed. Novos atletas
surgiram e as mulheres começam a marcar presença nos campeonatos
locais. Em um universo masculino as meninas mostram que também estão
dispostas a "socar a bota" no pedal.

A Federação Baiana de Ciclismo elegeu seu novo presidente que começou
um trabalho de moralização e respeito aos atletas. Talvez ainda não
seja o presidente que todos nós gostaríamos de ter, porém sem dúvida, já
foi um grande passo e a prova disto foi a boa organização dos campeonatos que ocorreram durante o ano de 2006, ou seja, sem grandes estruturas e
premiações, porém organizados.
O número de lojas de bike não aumentou, mas muitas delas investiram

pesado em busca de clientes mais exigentes e seletivos, mostrando um
amadurecimento empresarial. Lojas como a New World Bike e a Atlântico
Bike se destacaram.
A violência foi um dos grandes problemas dos ciclistas baianos, pois
aumentou, e muito, o número de assaltos na cidade e até mesmo em trilhas.
Apesar das promessas da Policia Militar em melhorar o efetivo, até o
momento ninguém que tem juízo pedala sozinho em lugares como o Parque de
Pituacu ou orla da cidade e quem pedala sabe o risco que corre.

Este ano tive a oportunidade de expandir minhas amizades por outras
trilhas além das de competição: conheci a minha parceira do Blog, a
intrépida Itana, a figura emblemática do Valci e seus mosquitinhos,
além de Luciana, Alexandre, George e toda turma dos Amigos de Bike,

isto sem falar dos novos colegas de provas como Ramiro, Tatiana Paiva,
Pablo, etc. Enfim, conquistei novos amigos, mas humildemente peço perdão se em algum momento eu fui exigente demais, bruto demais, teimoso demais.
Amigos me perdoem. Amo todos vocês. Desculpem-me pelo meu gênio
indomável e impulsivo, mas tenham certeza que também não guardo mágoas
de ninguém e espero que em 2007 continuemos pedalando, tomando

vento no rosto com alegria e muito, muito prazer.
Agora que estamos chegando ao final do ano, vale também uma reflexão
sobre nossas ações pessoais durante este ano e pensar como podemos
melhorar no próximo, mas sem fazer promessas impossíveis ou de efeito
temporário.
Cabe a nós pensarmos alguma maneira de contribuir para que a nossa
casa, chamada Terra, possa continuar existindo.
Considero essencial a sua participação para que possamos deixar para
as futuras gerações de bikers a oportunidade de conhecer lugares tão
bonitos que ainda existem.
Recicle seu lixo, não compre o que você não precisa, ande menos de
carro, participe das decisões de sua cidade e de seu país, reclame,

grite, faça tudo que quiser, mas por favor, não seja omisso.
Quando estiver de cabeça cheia, não desanime e lembre-se que a sua
bicicleta vai estar sempre ali te esperando para mais um dia de pedal,

mas um dia no Mundo da Bike.

criado por dimitrivianna    22:17:22 — Arquivado em: Artigos

Posts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://mundodabike.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.