29.11.06

Uma latinha não faz mal a ninguém ! Será ?

Texto: Dimitri Viana 

                         

Toda vez que ciclistas apertam os freios e param para trocar uma câmera de ar no meio da trilha ou beber alguma coisa em um passeio noturno na cidade, sempre surge no meio da conversa assuntos polêmicos e divergentes.
Ainda bem ! Seria muito chato se todos os bikers pensassem da mesma maneira.
Apesar de termos a mesma paixão, nós agimos e pensamos de formas diferentes.
Existem os mais conservadores e cuidadosos e outros mais expansivos e sinceros.
Acho que eu faço parte do segundo grupo, mas nem por isto deixo de ouvir a opinião do primeiro e muitas vezes, até concordo com eles.
Um assunto muito polêmico é o uso de bebidas alcoólicas em passeios de bike.
Falar em tirar a cervejinha para alguns é como pedir para tirar o crucifixo do pescoço, ou seja, um pecado ! Para outros, a bebida simplesmente não combina com o pedal e só serve para deixá-lo desidratado durante o passeio.
A minha opinião é bem sincera e direta como sempre. Assim como não concordamos com o uso de álcool em motoristas seria um contra-senso admitir a bebida alcoólica pilotando uma bike. Veja os meus argumentos contra as frases dos bikers que gostam de uma cervejinha:

Uma Latinha não faz mal a ninguém !
Em caso de acidente se for comprovado que o ciclista estava bebendo momentos antes. o mesmo poderá perder a razão seja qual for à dose consumida. Como podemos criticar atitudes irresponsáveis de motoristas quando agimos da mesma maneira atrás de nossos guidões ? E não me venha com este mesmo papo igual à de motoristas que é apenas uma latinha.

Uma Gelada Refresca !
O álcool desidratada mesmo em pequenas doses, principalmente em trilhas e passeios diurnos. Beber um simples copo de cerveja e tentar subir uma ladeira pode levá-lo a total desidratação e só mais tarde é que seu fígado vai reclamar. Talvez esteja aí o motivo porque você não consegue melhorar o seu desempenho na bike. Imagine que o seu corpo precisa processar o álcool no fígado e ao mesmo ter que gerar mais energia. Resultado: seu coração vai trabalhar dobrado. Quer refrescar ? Beba um isotônico.

Cerveja dá Energia !
A cerveja tem carboidratos, mas em pequena quantidade, e em poucos minutos são rapidamente consumidos pelo nosso organismo.
Para continuar gerando mais carboidratos você terá que pedalar e beber ao mesmo tempo. É muito mais inteligente buscar outra fonte de energia, que dure mais, e que não dê ressaca. Uma simples banana, por exemplo.

Depois do pedal acho que uma cervejinha cai até bem  e serve para relaxar e descontrair um pouco, mas durante …………………
Por favor, eu não quero que você mude de opinião ou fique aborrecido(a) comigo. Se você acha que você está no controle de sua latinha e que ela não vai fazer mal a ninguém e nem a você, tudo bem ! Vamos continuar pedalando juntos e na paz respeitando as diferenças.

criado por dimitrivianna    09:13:50 — Arquivado em: Artigos

24.11.06

Parabéns para Itana, ela merece !!!

                       

Esta semana alguém muito especial fez aniversário. Uma menina doce, muito simpática e que adora a sua bicicleta de cestinha !
Estou falando de Itana, a minha parceira no Blog.
Além de competente em tudo que faz, a Itana consegue cativar as pessoas pela sua fala mansa e seu jeito carinhoso. É uma amiga que contribui e muito para o crescimento do nosso Blog.
Com a sua clássica bike de Cestinha, Itana fez história nos passeios pela a cidade. Posteriormente foi convencida por mim a comprar uma bike de verdade para que pudesse também aproveitar melhor os seus passeios e aventuras.
Parabéns Itana ! E espero que esta nossa parceria continue por muito tempo !

Um grande abraço e feliz aniversário ! !

Dimitri

criado por dimitrivianna    14:36:13 — Arquivado em: Notícias

Ciclista … uma máquina particular !

Texto de Duarte Ladeira

                                   

Há três características fisiológicas importantes para um ciclista: a capacidade de consumo máximo de oxigénio em momentos de grande esforço, o VO2max (um bom ciclista consome 70 mililitros de oxigénio/peso/minuto), a potência em watts que é capaz de gerar (400 watts pelos menos) e a eficácia no pedalar, ou seja, gastar a menor quantidade possível de energia. As características genéticas herdadas podem privilegiar determinados ciclistas, mas há exemplos que mostram a importância do treino.

Laurent Jalabert começou por ser um “sprinter”, tipo de ciclista cujas fibras musculares permitem grandes velocidades, mas que não resistem à fadiga muscular, ou seja, ao esforço contínuo e prolongado, algo que os “contra-relogistas” abordam com menores dificuldades. Mas, com muito trabalho, Jalabert surpreendeu, ao ganhar a Volta à Espanha e ao sagrar-se campeão do mundo em contra-relógio em 1996. Os títulos de rei da montanha ganhos no “Tour” dos dois últimos anos nem sequer constituíram surpresa. Se fossem apenas as potencialidades genéticas a condicionar a carreira, Lance Armstrong nunca teria passado de um ciclista especializado em clássicas e rápido no último quarto das etapas, ele que este ano venceu o “Tour” pela quarta vez consecutiva.

Chris Carmichael, treinador de Armstrong, vai mais longe, ao apontar a prática corrente de técnicas básicas como factor muito importante na preparação para as provas. Num artigo publicado pelo sítio do Clube do Ciclista (Brasil), Carmichael apresenta um programa mensal de treino de Armstrong, depois de ter gasto várias semanas a construir o seu sistema aeróbico. "Mesmo que se melhore a potência, se a técnica for imperfeita, gastam-se energias e perdem-se qualidades. Treinar a execução de um movimento ineficiente em alta intensidade serve apenas para ampliar a sua ineficiência. Atletas de todos os níveis de experiência precisam dedicar tempo a trabalhar em habilidades e técnicas básicas e fundamentais. Mesmo o melhor e mais experiente profissional necessita praticar constantemente habilidades fundamentais porque mesmo o sucesso em divisões de elite baseia-se no domínio das mais básicas técnicas de cada desporto".

O treinador afirma ainda que Armstrong gasta imenso tempo a subir colinas a grandes potências, desenvolvendo a sua resistência, mas que o apuramento da técnica é realizado a intensidades mais baixas.

Para o sucesso durante as provas, os momentos de descanso são igualmente importantes. Para além da habitual massagem (primordial para recuperar das microlesões musculares contraídas durante uma etapa e para estimular a remoção de toxinas), cada ciclista segue uma dieta rigorosa para repor líquidos e energias, com o consumo de bebidas energéticas (pelo menos meio litro por cada quilo de peso perdido) e a ingestão de alimentos ricos em hidratos de carbono, como o pão integral, os cereais, as massas, o leite, e claro, nove horas de sono. Um processo que permite aos ciclistas acordar na manhã seguinte com forças suficientes para enfrentar mais um desafio. Na manhã seguinte e não alguns dias depois, como acontece no futebol, no basquetebol, no handebol e outros esportes.

criado por dimitrivianna    08:50:47 — Arquivado em: Artigos, Ciclismo

22.11.06

O Mundo da Bike Agradece !

Autoria: Dimitri Viana

Gostaria de fazer uma homenagem muito especial a um ciclista que não mora na minha cidade, Salvador, mas que foi o precursor do "Mundo da Bike" .
Foi através desta pessoa que surgiu a idéia de construir um blog, um novo espaço na internet para que pudéssemos expor nossas idéias.

O nome dele é Igor Garcia, baiano que mora em São Paulo, capital, e assim como nós, é um apaixonado por bicicleta.

                   

O Mundo da Bike agradece de coração ao Igor, que não nos conhece pessoalmente, mas que teve esta "sacada" ! Uma dica aparentemente simples que surgiu após ele ler alguns dos meus artigos, mas que contribuiu, e muito, para o surgimento do nosso Blog.

                                 

Obrigado Igor !

O Mundo da Bike agradece !  

criado por dimitrivianna    17:22:20 — Arquivado em: Notícias

O motorizado do Brasil

Este artigo de Mino fala  um pouco do mundo arrogante e  prepotente dos motoristas do Brasil.

Autoria: Mino Carta

Coloquemos um “marronzinho”, um destes que supõem dirigir o trânsito, em alguma esquina movimentada, e mesmo nem tanto, da capital bandeirante. É garantia de congestionamento. Ora direis: incompetência do “marronzinho”. Em parte, sim. A outra parte, com peso até maior, fica por conta dos motorizados. Eles têm medo, pânico, terror, da autoridade, investida do poder de multar. No entanto, a outra faceta do temperamento do motorizado do Brasil adora uma fila quase quanto um feriado. Como enforcador de feriados, o automobilista nativo é imbatível. Atira-se na rota da praia ou do campo. Reparo no trânsito paulistano nesta quinta: uma delícia. Mas como evitar? Feriado na quarta 15 e na segunda 20, claro, claríssimo, tudo só recomeça na terça 21. À fila, voltemos ao assunto. Na fila ouve-se o rádio, usa-se à larga o bem-amado celular, ou fixam-se os olhos no infinito, poeticamente. Eles gostam muito, quer dizer, o “marronzinho” está habilitado a desempenhar o papel de mal que vem para bem. Diga-se que o motorizado do Brasil é cidadão especial, e como tal se considera. O veículo automor confere-lhe estatura social e entrega-lhe algo similar a instrumento bélico, igual ao tanque americano no Iraque, capaz de afirma-lo. Prepotente, indisciplinado, muitas vezes irresponsável em relação a si próprio. Somos campeões mundiais em acidentes de trânsito, na terra de Senna, Emerson e Piquet. Capítulo extra para as dondocas motorizadas. Estão sempre à espera do galanteio sobre rodas, do gesto cavalheiresco que as deixa passar sobre o asfalto como se estivessem à porta de um elevador. E com que graça estacionam em fila tripla, ou desrespeitam o sinal vermelho… De todo modo, o mundo se curva: não há manobristas em Londres e Paris.

 

criado por dimitrivianna    15:44:29 — Arquivado em: Artigos

21.11.06

Bike também é midia !

Autoria: Dimitri Viana

Além de servir como transporte, trabalho e lazer, a bike também é um meio de mídia. A prova disto é esta ideia sensacional que uma agência de Salvador adotou.

A bike como forma de mídia móvel é atraente e o mais importante, sem gerar poluição sonora e visual.
Gostaria de parabenizar a "Yes Propaganda" pela a iniciativa e espero que idéias como estas sirvam para a valorização da bicicleta em nossa cidade.

Obs: A única coisa que faltou, foram os capacetes para os funcionários.

                                

                                                      

criado por dimitrivianna    18:37:02 — Arquivado em: Notícias

20.11.06

Bike Repórter !

Colaboração enviada por Lívia Letícia B.Santos

                             

Com uma bicicleta e uma câmera na mão, o jornalista Juliano Ceglia, mais conhecido como “Bike Repórter”, é um dos destaques do programa “Charme”. Exclusivo da atração, ele está sempre atrás de uma curiosidade. Chega a pedalar 70 km por dia em busca de uma reportagem especial. Tombos, chuva ou calor não são obstáculos para o Bike Repórter de Adriane Galisteu.
Formado em comunicação, Juliano tem 27 anos. A idéia de incorporar a bicicleta ao seu trabalho vem da paixão por esportes em geral. Já a habilidade para segurar a câmera, fazer o foco, entrevistar, pedalar e manter o equilíbrio -habilidade digna de um malabarista de primeira, é uma técnica que surgiu após alguns tombos e pequenos machucados.
“Sempre gostei de aventura. Além disso, faço triatlon e boxe quando não estou trabalhando”, revela o repórter, que tem uma coleção de 11 bicicletas, caso uma delas tenha de ficar na oficina.
Nos próximos programas, ele deverá desvendar os bastidores do SBT. Sua lista de reportagens inusitadas, porém, é grande. Uma delas foi visitar uma aldeia de anões em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Em outros episódios do “Charme”, Juliano conversou com uma orquestra móvel, cujos músicos estão sempre de bicicleta.
O repórter até já levou Galisteu na garupa em uma de suas aventuras. Foi um boneco de papel da loira em tamanho natural, mas chamou a atenção de todos nas ruas de São Paulo.

criado por dimitrivianna    20:02:49 — Arquivado em: Notícias

19.11.06

Felicidades ao Seu Edu !!!

                         

O Blog Mundo da Bike parabeniza seu escritor “Eduardo Mônaco” por mais uma primavera.
Escritor este, que sempre nos presenteia com sua criatividade e dom literário.
Seus artigos levam a emoções delicadas e seguram a atenção do leitor.
Agradecemos os presentes como: “Dorinha”, “Cycling and Love”, “Atribulações de uma bike inglesa no Rio Vermelho”, “A intrépida Chapeuzinho Vermelho”, Wallace’s hand”, O barbêro Ovídio”, O biker caolho”, entre outros artigos que estão aqui no Blog, além das pesquisas e traduções como colaboração.

Seu Edu, Feliz Aniversário !!!

Blog Mundo da Bike !

criado por dimitrivianna    22:55:01 — Arquivado em: Notícias

18.11.06

Baldeação com Bike ! … já existe !!!

O sistema de transporte urbano de Kelowna (cidade do Vale Okanagan / Canadá) é satisfatório para oferecer transbikes aos seus passageiros/ciclistas e que podem carregar até duas bicicletas de cada vez.

                            

Assim, os usuários podem “baldear” o transporte em Kelowna !
Se o usuário(a) está se dirigindo para o trabalho, para a escola, para o shopping ou diversão, ele(a) e sua bicicleta podem utilizar os transbikes (cremalheiras) instalados nos ônibus para dividir e/ou amenizar o percurso da pedalada.
Os transbikes para ônibus urbanos foram projetados para diferentes tamanhos de bikes, mas não comportam bicicletas Tandem e as motorizadas.
Se o ciclista se cansar muito na ida, pode relaxar na volta e sem custos adicionais, pois no valor da passagem já está incluso a utilização da “cremalheira” para a bike.
Excelente incentivo e exemplo de transporte urbano modal.

criado por dimitrivianna    22:58:25 — Arquivado em: Notícias

16.11.06

Ir para o trabalho de Bike !!!

                              De magrela é mais legal !!!

Fonte: Vida Simples

                            

O engenheiro civil e empresário paulistano Pedro Ricciardi, 38 anos, fez o que muitos de nós já pensamos em fazer: aposentou o carro para ir trabalhar de bicicleta.
Ele mora em São Paulo, no Jardim Paulista, e trabalha a cerca de 7 quilômetros, na Vila Madalena. De carro, em horários críticos, levaria até uma hora.
De bicicleta, são 20 minutos, ao longo de ruas arborizadas e de pouco movimento: "Vou num ritmo mais tranqüilo, para não chegar muito suado".
Em muitos países a magrela faz parte da cena nas metropóles.
Em Nova York e outras grandes cidades americanas, serviços de entrega rápida são feitos por ciclistas.
Na Dinamarca, a prefeitura de Copenhague tem um serviço em que o cidadão pega a bicicleta em determinado ponto, usa e depois a deixa em outro lugar. Mas, em matéria de charme, nada se compara à Holanda: há cerca de 20 milhões de bicicletas para 15 milhões de habitantes e uma quantidade de ciclovias equivalente à de estradas.
Tudo bem, São Paulo e outras capitais do Brasil não são nenhuma Amsterdã, mas se houvesse mais "pedros conscientes" já faria “aquela” diferença.

criado por dimitrivianna    11:53:10 — Arquivado em: Notícias

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