31.10.06

Aprenda a pedalar novamente … Vale a pena !

                   

Autoria: Dimitri Viana

Tudo começa meio sem querer. Primeiro você coloca um pé, depois outro e aí cai. Depois levanta, tenta de novo e de repente você está pedalando. Pronto ! Acaba de nascer mais um ciclista para o bem da humanidade.
A maioria dos ciclistas começou desta maneira: ainda criança. Outros somente conheceram a bike já adultos empiricamente, ou seja, não fizeram nenhum curso ou treinamento especifico.
Com o passar do tempo estes ciclistas acabam criando o seu jeito próprio para pedalar como sempre e o correto … os chamados "vícios", por isto é muito comum ouvir queixas de dores lombares ou nos ombros de ciclistas amadores, mesmo já tendo anos de pedal.
Como todos nós sabemos, para ser um bom ciclista, você não precisa ser exatamente um atleta de competição nem ter uma bike de ponta, mas aprender corretamente a pedalar é fundamental e exige do ciclista a busca de conhecimento, informação e acima de tudo, humildade. 
É muito comum principalmente em  grupos de passeios e de corredores de aventura, vermos ciclistas pedalando de uma maneira errada com uma bike não apropriada para o seu perfil, com posicionamento incorreto no selim, ou no pedal, etc.
Pequenas diferenças são responsáveis entre o prazer de pedalar e sofrer em cima da bike, por isto é fundamental corrigir estes erros o mais cedo possível.
Eu sei que é muito difícil admitir nossos próprios vícios e erros e ninguém gosta de estar sendo corrigido o tempo todo. Para corrigir uma postura, por exemplo, exige-se muita força de vontade do ciclista como se fosse um trabalho de fisioterapia. Não e fácil !
Além dos vícios e erros do pedal, o medo de usar novos recursos com novas tecnologias também podem impedir seu crescimento a sua evolução como ciclista.
O pedal clipe, por exemplo. Conheço muita gente que nunca usou e tem medo. Acha que vai cair e que não vai conseguir sair do lugar. O discurso é quase sempre este:
- Não preciso disto, já pedalo muito bem !
- Para que pedal clipe ? Estou muito bem no meu firma pé !
O que você diria então para alguém que dissesse este texto abaixo sobre o computador
- Não preciso desta máquina, já escrevo muito bem !
- Para quer Computador ? Estou muito bem com a minha máquina de escrever !
Imagine o pedal como uma coisa evolutiva, ou seja, nunca paramos de aprender. Até mesmo os grandes ciclistas estão aprendendo todo o dia um pouco. Não fique com medo de aprender coisas novas. No início a gente estranha, depois adota com regra.
Mesmo que você não seja atleta e não goste de competições, pedalar corretamente é muito importante para a sua saúde e, claro, para a sua felicidade.

Aprenda a pedalar novamente ! … Vale a pena !

                           

 

criado por dimitrivianna    17:39:32 — Arquivado em: Artigos

29.10.06

1º Bike-Book ! Feira Faculdade Ruy Barbosa

(texto: Itana Mangieri)

A exposição ciclística, que aconteceu entre os dias 23 e 28 de Outubro na Faculdade Ruy Barbosa, recebeu visitantes interessados nos passeios noturnos e diurnos, fotos, livros e atividades sobre duas rodas que “circulam” por Salvador.

                 

No sábado, último dia da exposição, compareceram ciclistas e cicloativistas para prestigiar o evento: Valci (Meu Zine e Jabutis Vagarosos), Lu Saraiva (Amigos de Bike), Lázaro (dos cartões), George (triatleta) e sua esposa Olívia, Luzia, Luciene e o deputado estadual Álvaro Gomes, Kleber (Os Pingas) e Dimitri (Mundo da Bike) entre outros.

Além do bate papo informal sobre a segurança dos ciclistas o grupo visitou a área externa para presenciar a pintura do mural da faculdade pelos alunos e o artista plástico Leonel Matos que, desenhou no mural uma bicicleta em homenagem ao grupo.

Leonel Matos - artista

A exposição foi a primeira de muitas que virão pela frente. Serviu também, para que novos projetos e idéias surgissem para melhoria e complementação do que foi exposto objetivando a divulgação e o prazer das atividades ciclísticas amadoras e profissionais.

criado por dimitrivianna    23:05:59 — Arquivado em: Eventos, Notícias

28.10.06

Sociedade do Automóvel

Autoria: Dimitri Viana

                     

Acabei de assistir na internet um excelente documentário chamado Sociedade do Automóvel dirigido por Branca Nunes e Thiago Benicchio.
O documentário faz uma crítica inteligente, criativa e real sobre a invasão dos carros em nossa sociedade principalmente nos grandes centros urbanos como São Paulo e Salvador.
Recomendo todos os CICLOATIVISTAS assistirem este vídeo e passar a mensagem nele contida para seus colegas, amigos e familiares.
Você pode assistir o documentário acessando
o blog http://apocalipsemotorizado.blogspot.com que eu considero o mais importante Blog do CICLOATIVISMO no Brasil e recentemente premiado em um festival na Alemanha.

Entre para o grupo de CICLOATIVISTAS DA BAHIA porque somente através da conscientização e do trabalho em grupo é que conseguiremos resgatar nossa liberdade da dependência dos automóveis.

                 

11 milhões de pessoas, quase 6 milhões de automóveis, um acidente a cada 3 minutos, uma pessoa morta a cada 6 horas e 8 vítimas fatais da poluição por dia.

No lugar da praça, o shopping center; no lugar da calçada, a avenida; no lugar do parque, o estacionamento; em vez de vozes, motores e buzinas.

Trabalhar para dirigir, dirigir para trabalhar. Compre um carro e liberte-se do transporte público ruim. Aquilo que é público é de ninguém, ou daqueles que não podem pagar.

Vidros escuros e fechados evitam o contato humano. Tédio, raiva angústia e solidão na cidade que não pode parar, mas não consegue sair do lugar.

criado por dimitrivianna    16:35:15 — Arquivado em: Notícias

26.10.06

Sua bike pode causar danos a natureza !

Autoria: Dimitri Viana

Apesar de ser ecologicamente correta a bicicleta é um bem de consumo não durável e com o tempo acaba precisando de novas peças e acessórios gerando então muito lixo. Infelizmente este é o outro lado da moeda que precisamos admitir.
Toda vez que você coloca sua bike na revisão em sua loja preferida tenha a certeza que você está contribuindo de alguma maneira para poluir o meio ambiente na troca de peças, no uso de sprays e óleos de lubrificação que poluem as águas dos rios gerando mais lixo e poluição ambiental.

O designer Andy Gregg teve uma idéia genial e criativa para que a bike também contribua na preservação do meio ambiente.

                                   

Criou cadeiras, mesas e poltronas com peças de bicicleta que
além de terem estilo próprio a bike poltrona contribui e muito com a reciclagem de matérias inorgânicos. É uma grande idéia e demonstra que precisamos, urgentemente, buscar soluções como esta, afinal bike e poluição não combinam.

 

                                              

                                 

Obviamente que em relação aos danos causados pelos carros, a bike continua sendo um transporte ecologicamente correto. Mas pense sobre isto toda vez que for descartar peças e lavar a sua magrela na garagem.

criado por dimitrivianna    09:56:55 — Arquivado em: Artigos

24.10.06

Ciclismo e Impotência um mito ?

Recebi este precioso artigo  escrito pelo  Médico e Mountain Biker Franklin de Livramento de Nossa Senhora na fronteira sul da Chapada da Diamantina muito interressante para  homens e mulheres ciclistas .

Autoria :Franklin Passos de Araújo Júnior - Médico e Mountain Biker.

Vários estudos científicos tentam provar que a prática de ciclismo poderia exercer influência na predisposição, desencadeamento e agravamento da impotência sexual e esterilidade masculinas. Até o momento, nenhuma conclusão definitiva, mas sempre essa discussão volta à tona. Em relação às queixas relacionadas ao selim da bicicleta, a dor no períneo (do grego peri = ao redor de e naion = ânus, é a região do tronco situada inferiormente ao diafragma da pelve ou região anatômica entre o saco escrotal ou a vagina e o ânus) e as parestesias (dormência ou formigamento) na região peniana – no homem - ou nos grandes lábios – na mulher - são as mais freqüentes. Alguns modelos de selim causam mais incômodos do que outros.

 

Mas, até mesmos os ditos assentos ergonômicos para proteger os órgãos sexuais podem ser nocivos, pois o tamanho inadequado do selim, a má regulagem da bicicleta e o estilo de pedalar influenciariam tanto no aparecimento, quanto no agravamento das queixas. Quando estamos sentados em uma cadeira, o peso do corpo fica sustentado nos ísquios (ossos da bacia) e na região glútea, mas quando nos sentamos em uma bicicleta, há um aumento na pressão exercida sobre a região do períneo. Isso reduziria o fluxo sangüíneo para o pênis e bolsa escrotal. E nos praticantes de mountain bike, poderia haver traumatismos provocados pelo selim.

A maior parte das pessoas não pedala tempo suficiente para apresentar queixas. Os pesquisadores estimam que 5% dos homens que andam de bicicleta podem desenvolver disfunção erétil severa a moderada. Mas, esses estudos deixam de correlacionar o ciclismo e outros fatores como predisposição genética, problemas circulatórios, tabagismo, alcoolismo, consumo de drogas ilícitas, doenças sistêmicas como hipertensão arterial ou diabetes, uso de medicamentos, biótipo e peso corpóreo do ciclista, além de fatores psicológicos.


Os fabricantes desenharam novos modelos de selins com recortes, divisões e acolchoamentos de gel para aliviar a pressão nas partes sensíveis do corpo, aliando conforto e desempenho.
As pesquisas também aumentaram. Desde o ano de 2000, vários estudos foram desenvolvidos, usando instrumentos sofisticados para determinar exatamente o que acontece quando a anatomia humana é apoiada sobre o selim da bicicleta e os efeitos dessas pressões sobre as estruturas anatômicas internas da pelve.
Nos homens, uma camada no períneo chamada de canal de Alcock, contém uma artéria e um nervo responsáveis pela circulação e sensibilidade do pênis. O canal corre junto a um osso e quando o ciclista se senta em um selim estreito, duro e mal regulado, a artéria e o nervo são comprimidos. Com o tempo, uma redução do fluxo sangüíneo pode levar a um decréscimo na pressão necessária para que ocorra a ereção completa e eficiente.
Nas mulheres, as mesmas artérias e nervos envolvem o clitóris e podem sofrer os mesmos danos. .
Os pesquisadores estão usando uma variedade de métodos para estudar a compressão causada por selins diferentes. Um dos métodos recobre o selim com uma capa contendo 900 sensores de pressão. A distribuição do peso do ciclista então é registrada por um computador. Em outra técnica, sensores chamados oxímetros são colocados no pênis do ciclista para medir o oxigênio vindo das artérias abaixo da pele. O fluxo sangüíneo é detectado por outros sensores que enviam sinais sonoros a um Doppler, determinando as alterações ocorridas.


A pesquisa mostra que quando os ciclistas sentam-se em um selim clássico, com formato de gota e nariz longo, um quarto do peso de seu corpo descansa no nariz, colocando pressão no períneo. A quantidade de oxigênio que chega ao pênis em geral cai entre 70 e 80% em três minutos.

Isso não significa que as pessoas devem parar imediatamente de pedalar. Principalmente aqueles que praticam o ciclismo não competitivo, no entanto, ciclistas que passam muitas horas pedalando, em treinamento intenso, precisam tomar cuidado. Investindo em um selim mais seguro, devidamente regulado, com desenho ergonômico, vazado na parte central, adaptado à anatomia masculina ou feminina, bem como ao biótipo do ciclista.

Atualmente, há no mercado várias opções de tecnologia em selins ergonômicos, que visam à prevenção de lesões circulatórias e neurológicas relacionadas à disfunção erétil e esterilidade masculina. Portanto, pedale com eficiência , conforto e, principalmente, com segurança. Prevenção é tudo!

Franklin Passos de Araújo Júnior - Médico e Mountain Biker.

criado por dimitrivianna    11:59:15 — Arquivado em: Dicas de Saúde

23.10.06

Um breve Poema !

Recebi este poema via e-mail, normalmente evito ler e-mails que são enviados em correntes etc… .Mas este me chamou atenção não sei bem porque, talvez até não seja assim tão importante para você, mas resolvi abrir espaço para este escritor que já se foi e que escreveu coisas belas como esta:

Amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ..
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer…
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

Autor: Vinícius de Moraes

criado por dimitrivianna    15:09:53 — Arquivado em: Artigos

22.10.06

Um telefonema e uma pedalada mudaram minha vida !

Texto: Valci Barreto

Os atletas: George e Valci

Com o temporal de ontem e a imprensa dizendo que hoje aconteceria o mesmo, desisti da pedalada e corrida programadas para a Av. Luiz Eduardo Magalhães, achando que ela poderia não acontecer. Dormi tarde, lendo e fazendo alguns pequenos trabalhos. Iria pedalar na minha garagem, mesmo com temporal o que sempre faço nestes tempos chuvosos.

Pensei também, em função de conversas que tivemos ontem, a respeito do temporal, que GEORGE ARGOLO havia desistido de correr no circuito de triatlon de Salvador, organizado pelo SESC, no Comércio. Ledo engano! Havia levantado às 7.00 e o tempo era duvidoso. Liga, então o "atleta": "vou competir , estou aqui e já tem torcida, começo 8.30”. Pego, então, minhas "indumentárias de ciclista” e, não querendo ligar para os amigos para não arriscar o atraso, "me mando" para o Comércio. Chego de pedal e George, ainda não tendo começado a sua participação, recebe-me com a sua costumeira festa: "Valci, tô aqui !!" O homem era só sorriso, feito menino pequeno que acabara de ganhar o doce sonhado ! Vou para um ponto estratégico para ver o desempenho do companheiro. Vestido de camiseta “Amigosdebike”, ele passa com velocidade não pensada por mim. Está uma "fera!”. Grito nas duas oportunidades em que o vejo “voando“, junto à divisória de ferro da pista. Iniciando um chuvisco leve e não desejando ficar parado enquanto ele “tira proveito” na competição, começo a pedalar, “Jabuticamente”, pelo Comércio contemplando céu, mar, barcos, pessoas, o vazio de automóvel da Cidade Baixa, o belo casario, que os olhos não se cansam de ver, movimentação da sede da CODEBA, para o pagode de agora à tarde, e vou parar na Feira de São Joaquim, onde compro uma frutas (coitada de Itana, vai ficar com ciúmes !!), para a merenda do meu passeio, banhando-me nas gotinhas frescas da chuva e acariciado pelo vento da Bahia, cantado em verso e prosa por nossos poetas e antigos viajantes. Retorno e encontro George, seu cunhado Ricardo, que competira no revezamento com George e Deise, treinadora da dupla, toda orgulhosa com o desempenho dos seus pupilos. Estavam se dirigindo ao posto de gasolina para "tomar umas cervejas". Eu e George preferimos ficar olhando o pessoal "molhar a garganta". Missão cumprida, colocamos nossas “bicis” na "Bombril" . Ricardo pega o volante, sobe a Montanha e nos deixa em frente ao Clube de Engenharia. Com um “motorista” para levar Deise na Bombril, não iríamos perder a oportunidade de mais uma pedaladinha básica: Carlos Gomes, Campo Grande, Vitória, Graça, até encontrar Deise e Ricardo para uma feijoada na casa da primeira, acompanhada de cerveja, preparada com antecedência para a comemoração, fosse qual fosse o resultado da competição. Ainda bem que tudo foi perfeito !

Deixo-os na casa de Deise dirigindo-me para a minha. Jabuticamente, mais uma vez, sozinho, vejo passar pessoas caminhando, o trânsito mais tranqüilo, levando meu olhar para os nossos belos pedacinhos de chão: Centenário, Porto e Farol da Barra chegando ao meu destino ainda com muita vontade de continuar.

Agora escrevo esta minha experiência para quem ler nossos sites e blogs, especialmente para dizer, entre outras coisinhas, que um telefonema faz qualquer um de nós mudar o dia para melhor, mesmo em tempo de chuva. E no caso não mudou apenas o dia: transformamo-nos em competidores de triatlon !

Ainda de "quebra", encontramos amigos de pedal como Edson Vigo, que torcia para uma sobrinha que competia, Heraldo da Ervaciclo, Kleber e mais alguns amigos de velhas pedaladas.

O que aqui escrevo seria um simples comentário para o local próprio do site amigosdebike. Mas foi crescendo e passou a ter uma razão: dizer o que todos já sabemos, mas poucos praticam no seu dia a dia: ter alegria custa pouco. Um dia, que para muitos é chato por causa da chuva, pode trazer grandes alegrias para quem sai pedalando ou caminhando por aí: ouve música, pega um bom livro. No meu caso teve início com um simples telefonema e a disposição para subir na magrela. De sobra, abriu ainda as portas para que um Jabuti descubra, como descobriu, juntamente com outros que apenas passeiam de bike, que pode participar de provas de triatlon, independentemente da idade ou da condição física de “atletas de competição”.

Eu só vou pedalar. É o que se chama de revezamento. (e eu pensava que era outra coisa: que todos revezavam em todas as modalidade…!!) No meu caso, basta ter o parceiro da minha categoria que nade e corra . 

Deise e Ricardo disseram que isto é mole. Que vão providenciar. E que não falta quem o queira, de todas as idades, pesos e velocidades ! Tem jabuti também no triatlon, gente ! Ficaram de providenciar parcerias para todos nós. Da próxima vez, portanto, pelo menos três pessoas que não sabiam disso passaram a saber e vão estar lá: George, agora já experiente, Heraldo e eu, com certeza ! Obrigado a George pelo telefonema que me transformou em futuro competidor, ao Ricardo e Deise que começaram tudo isto nas nossas vidas.

Foi um grande aprendizado. Depois desta “istória”, tenho certeza que não vamos estar sós.

Vou terminando, desejando um final de domingo feliz para todos. A minha parte já ganhei. Nossa treinadora Deise, Ricardo e George, neste momento, “tomam conta” de uma deliciosa feijoada, que foi preparada antecipadamente para a comemoração do primeiro triatlon do George. Não fiquei porque prefiro uma saladinha de tomate, arroz, banana e queijo que acabei de fazer e comer. Depois mando a receita. Quero chegar aos 70 kg, (basta perder mais cinco!), para a minha primeira competição em triatlon. Só depende de Deise e Ricardo conseguirem os parceiros. E FAÇAM LOGO, MEUS CAROS, tenho pressa !

Aprendi mais esta lição, que estou transmitindo para quem não teve a sorte de tê-la antes e quiser dela fazer proveito.

Para os curiosos quanto ao resultado do desempenho de George eu ainda não sei. E acho que Deise, Ricardo e o próprio, na feijoada que ainda está acontecendo, devem estar tratando do assunto. Depois a gente fica sabendo…

Cicloabraços para todos.

criado por dimitrivianna    18:33:00 — Arquivado em: Artigos

Rodas, aros, selim e muito erotismo …

Autoria : Dimitri Viana

Alguma revista ou filme do sex hot ? Nada disso !
Estamos falando da relação entre o sexo e a bike registrada
em fotos do final do século XIX até os dias de hoje. 

 

Além de instrumento de transporte, a bike sempre
inspirou muitos fotógrafos, modelos e publicitários.

 

Em suas posições sensuais belíssimas, anúncios de vários
tipos, alguns até de gosto duvidoso, mas tendo sempre a
silhueta da bike como forma de inspiração.


Aproveite ! Viaje no tempo e use sua imaginação
curtindo o mundo erótico da bike.

final seculo IX

anos 70

anos 80

Anos 90

 

 

criado por dimitrivianna    13:19:14 — Arquivado em: Artigos

COMO NÃO SER ATROPELADO POR CARROS - 5ª PARTE

ÚLTIMA PARTE !

Acidente Tipo 10: Na Contra-Mão !

                           

Você está pedalando na contra mão, no lado esquerdo da rua. Um carro faz a conversão à direita a partir de uma rua lateral ou garagem, direto em cima de você! Ele não viu você porque ele estava olhando para o tráfego que vinha do lado esquerdo, não do direito. Ele não tinha razão alguma para esperar que alguém viria sobre ele do lado errado!
E pior, você poderia ser atingido por um carro que viesse na sua direção. Ele tem menos tempo de ver você e fazer alguma manobra para evitar a colisão porque ele está se aproximando muito mais rápido do que o normal porque nesse caso (como se você não soubesse), as velocidades se somam. E caso ele bata em você, a força do impacto será bem maior pela mesma razão.
Como evitar esse tipo de acidente:
Desculpe mas não cabe outro comentário: DEIXA DE SER OBTUSO! Não pedale na contra mão!
Pedale COM o tráfego, na mesma direção. Você é parte dele! Não renuncie a isso!
Pedalar na contra-mão parece ser uma boa idéia porque, em tese, você pode ver os carros que estão passando, mas ELES NÃO. Veja as razões:
1. Carros que venham de garagens, estacionamentos e ruas nos cruzamentos (á sua frente e à esquerda) e que estão virando a direita na rua que você se encontra, não tem porque esperar tráfego vindo para eles na direção contrária. Eles não vêem você e irão acelerar direto em cima de você.
2. Como você vai fazer para viar a direita quando precisar? Vai no mínimo ter que quebrar umas 15 regas de trânsito e toda a imagem que o movimento em favor do ciclista tenta construir.
3. Carros irão se aproximar de você a uma velocidade relativa muito maior. Se você está indo a 25 km/h, então um carro vindo por trás de você a 60, estará se aproximando a uma velocidade relativa de 35 km/h. Mas, se você está indo na contra-mão, o carro vai se aproximar de você a uma velocidade de 85 km/h. Algo como 250% MAIS RÁPIDO ! Nessas condições, tanto você como o motorista não terão tempo pra reagir. E se a colisão acontecer, as coisas tenderão a ser 10 vezes piores para você.
4. Pedalar na contra-mão é ILEGAL e você deveria ser multado por isso. Bruce Mackey disse que 25% dos acidentes com ciclistas nos EUA resultam de ciclistas pedalando na contra-mão (parece que lá também tá cheio de obtusos).
5. Existe uma possível exceção para pedalar na contra-mão. Quando você está pedalando em estradas sem acostamento. Isso pode ajudar pois você tem condição de ver o que está vindo no sentido contrário. Comparado com a situação nas cidades, essas estradas oferecem menos espaço a ser repartido entre bicicletas e os outros veículos. Nesse caso, pedalar na contra-mão permite a você escapar para a esquerda caso perceba que um motorista não viu você. Você não terá o risco de cair no caso 1 acima pois o tráfego lateral é raro, e o caso 2 é evitado porque você está pedalando ao longo de uma estrada e não virando à direita.
O tráfego nessas estradas tende a ser esparso, o que permite a você - com alguma habilidade - mudar para o lado "correto" da pista quando se aproximar um carro vindo pela frente. Eu fiz 130 km com um amigo uma vez, continuamente mudando do lado esquerdo da estrada para a direita, dependendo de onde vinha o tráfego - se pela frente ou por trás de nós - uma vez que os carros vinham com intervalos de vários minutos entre eles. Mas, quando eles passavam por nós, o faziam a 120km por hora e o que mais queríamos era ficar o mais longe possível deles. Mas lembre-se que os carros irão continuar se aproximando muito mais rápido de você quando você estiver na contra-mão. E isso continua sendo ilegal. A escolha é sua!

criado por dimitrivianna    12:49:18 — Arquivado em: Cursos

21.10.06

“Edivando” - Mesmo atropelado, chega em 6º !

Autoria: Guiné

O atleta caiu para a 10ª colocação conseguiu se recuperar e chegou em sexto

Edivando Souza Cruz, atleta patrocinado por Astro/Manitou/Michelin/Vzan, participou nos dias 14 e 15 de outubro, do Campeonato Pan-americano de Mountain Bike, realizado em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. O atleta paulista representou o Brasil na categoria Elite, envolvendo os melhores atletas das três Américas.

Vando largou bem, assumindo a ponta do pelotão logo na primeira volta. Continuou mantendo um ritmo forte até a terceira volta, segurando a terceira colocação, quando ao cruzar a avenida foi surpreendido por um morador com sua ‘Barra Circular’ e uma criança na garupa, que atravessou barreira policial e trombou com Edivando levando o atleta ao chão. “Eu estava bem, mantendo um ritmo bom e logo atrás do segundo colocado. No momento que caí os músculos se retraíram, demorei uma volta e meia para conseguir retomar o ritmo e a concentração”, contou o atleta, que caiu para a 10ª colocação após o acidente.

Com a cabeça no lugar, Edivando partiu para uma prova de recuperação. “Tive de reformular toda a estratégia de corrida, ao mesmo tempo em que recuperava a concentração e retomava meu ritmo. Parti para uma prova de recuperação”. Faltando 3 voltas para o final, o paulista começou sua retomada, chegando aos adversários e ultrapassando um a um, terminando as seis voltas no circuito na 6ª colocação.

“Foi um golpe duro, mas agradeço a Deus pela prova que fiz. Eu conheço os atletas que vieram aqui, são atletas que participam do circuito mundial e têm resultados expressivos. Mas pensei em todo o trabalho feito, os treinos e a ajuda dos patrocinadores, e tive forças para continuar a buscar posições”, declarou o melhor brasileiro na competição.

Os pensamentos do líder do ranking brasileiro já se voltaram para a final da Copa Internacional de Mountain Bike. Edivando lidera a competição com duas vitórias e um 2º lugar. “Na copa não tem nada decidido, preciso marcar bem meus adversários para tentar o bicampeonato da competição”, analisou o paulista que tem a chance de se tornar o único bicampeão da Copa Internacional de MTB. “O Pan de MTB foi um campeonato, a Copa Internacional é totalmente diferente. Vou agora focado para tentar o bicampeonato”, finalizou Edivando que viaja nesta sexta-feira para a competição.

criado por dimitrivianna    10:11:38 — Arquivado em: Notícias

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