31.8.06

Perguntas que você sempre quis fazer a um Biker !

Autoria: Dimitri Viana

Perguntas que você sempre quis fazer ao seu amigo Biker e nunca teve coragem !
Você acaba fazer um longo treino ou um passeio e inicia aquele tradicional alongamento ao lado do seu carro quando, de repente, você nota o olhar curioso de um individuo que o observa ao ver aquele monte de parafernália que você estava levando. Começando pelo capacete, luvas, óculos e indo até a camisa de biker onde você carrega uma câmera reserva, ferramentas básicas, um power gel e até mesmo um celular.
Bom até ai tudo bem, afinal todos os itens demonstram muito bem a sua função e para que servem, inclusive para leigos.
Porém, existem alguns objetos, roupas, além de atitudes próprias do nosso Mundo da Bike que intriga quem nunca pedalou, levantando inclusive alguns questionamentos sobre a nossa masculinidade. Vou citar aqui apenas alguns exemplos e se você tiver mais algumas observações, por favor, nos envie através dos comentários abaixo deste "Post":

A Sapatilha:

 

Quem nunca ouviu alguma piada quando você estava ao telefone falando com um colega sobre a sua sapatilha nova ?


Neste caso a única coincidência está no nome e nada mais. A nossa sapatilha é bem diferente da turma das bailarinas que andam nas pontas dos pés e é essencial para um bom desempenho em competições, até mesmo para passeios de bicicleta permitindo uma pedalada segura e o uso total de sua energia e força sobre o pedal.
A sapatilha de ciclista tem alguns segredinhos e para saber usá-la é preciso passar por um processo de adaptação. Mas nada muito complicado. E uma vez praticando em algum lugar plano e seguro, você estará apto a usá-la para sempre. E posso garantir que ela é mais confortável que um tênis normal e muito mais segura do que a velha firma pé.
Confesso que gostaria muito que houvesse outro nome para este nosso calçado, mas neste caso não podemos fazer nada e o melhor é não levar a sério as piadas de sua irmãzinha mais nova rindo de suas conversas: - Se você quiser meu irmão, eu te empresto a minha ! É ultimo modelo cor de rosa.

A bermuda de Lycra e o Bretele:

Apesar da evolução e da conscientização, a bermuda usada pelos bikers ainda é motivo de estranheza para os leigos,. É comum ouvir também alguma brincadeira desta vestimenta básica de biker.

Existem bermudas e shorts apropriados para vários tipos de ciclista sendo que a mais comum é bermuda de lycra ou tecido parecido.

Pela própria anatomia do selim, é essencial a proteção e o conformo ao ficar sentado, por isto a bermuda de lycra é usada com estofamento apropriado para proteger os órgãos sexuais e dar conforto ao pedalar. Por ser colada nas pernas ela evita que você fique preso a um galho, por exemplo, ou que se saia do lugar.

Uma evolução da bermuda é o bretele um macacão do mesmo material, aberto no meio que parece uma ceroula de antigamente. Até mesmo alguns bikers estranham e tem preconceito de usar.

Porém, quem usa um, como eu, não quer saber mais das bermudas.
O bretele segura seu corpo, não é quente e não deixa que nada sai fora do lugar durante o pedal, enquanto que as bermudas após algum tempo começam a se mover causando desconforto. Demorei muito para aceitar aquela roupa esquisita, mas consegui romper esta barreira e abandonei minhas bermudas pela qualidade do Bretele.

Raspar as pernas para quê ?

Bom aí vai uma questão polêmica ! Para os bikers que depilam as pernas existe vários motivos … vou citar os dois principais:

- No caso de acidentes com as pernas depiladas, principalmente no asfalto, evita-se infecção, que pode ocorrer com o atrito da ferida com os pelos do corpo.
- Ajuda no despenho em provas contra-relógio. 
- leia o artigo "" Curiosidade: Homens sem pêlos nas pernas"" neste  blog para  saber  em detalhes sobre este tema

Confesso que meu amor ao ciclismo não chega a tanto e prefiro ter meus cabelos nas pernas e braços mesmo porque me protegem dos espinhos, mato e até de insetos nas trilhas, mas entendo e respeito à vontade de cada estilo, brincadeiras a parte !

É importante respeitar o ciclista e seus equipamentos. Usar uma roupa estranha ou depilar as pernas não tira em hipótese nenhuma a masculinidade do biker, ao contrário, para encarar este esporte tem que ter muito "sangue nos olhos" e ser cabra macho !
Fazer brincadeiras continuam valendo claro, e é até saudável, mas tentar desmoralizar um biker por causa de seus trajes é no mínimo incoerente e mostra que você, no fundo, é uma pessoa antiquada.
Revise seus conceitos e comece a pedalar.

Até a próxima.

criado por dimitrivianna    18:48:25 — Arquivado em: Artigos

Curiosidade: Homens sem pêlos nas pernas

Fonte : Revista ’’CICLISMO EM RUTA’’ - Espanha - 12º ed.

’’Todos o chamam de O Diabo Roxo, mas seu verdadeiro nome era Giovanni Gerb, um campeão dos primeiros anos do século XX que, além de suas grandes vitorias, marcou a história do esporte porque teve a brilhante idéia de buscar um maior aerodinamismo raspando os pelos das pernas e também os cabelos’’.

Infelizmente, no início do ciclismo, os atletas não possuíam a mínima noção de treinamento. Todos saíam para a estrada ao ’’Deus dará’’, sem haver treinado na maioria dos casos (na primeira edição da Paris-Brest-Paris de 1891, disputada em 1.196km, a maioria dos participantes confessou que nunca haviam pedalado mais de 100km) e sem os menores conhecimentos dos hábitos de alimentação necessária para a prática do esporte.

O tempo foi passando e é claro, o ciclismo foi evoluindo. Com a evolução, os cilistas passaram a contar com a ajuda de treinadores e massagistas e perceberam que os pêlos que cobriam suas pernas impediam o bom desempenho das massagens, ao mesmo tempo que atrapalhava muito quando o atleta sofria uma queda, pois contribuía para as infecções dos ferimentos.

A solução para o problema, veio de Giovanni Gerbi, um ciclista hoje esquecido, mas que teve uma grande importância na evolução do ciclismo. Nascido em Asti (Italia)em 04 de Junho de 1885, Giovanni Gerbi, que entre outros títulos, venceu o Giro de Lombardia de 1905 e o Giro de Piamonte em 1906, 1907 e 1908, foi o pioneiro do ciclismo italiano e um bravo defensor de novas idéias. Entre suas genialidades, figurava conhecer o percurso antes da competição para planejar o desenvolvimento mais apropriado para a prova; investigar o estado físico de seus rivais em provas anteriores; vestir-se para as provas, num maiô de seda ao invés das habituais camisas de algodão que usavam o resto dos corredores e, sobretudo, foi o primeiro a raspar as pernas e também a cabeça buscando um rudimentar aerodinamismo. A primeira vez que correu desta forma, foi em 1903 em Milano-Alessandria, onde não só obteve a vitória como também um apelido, ’’Diabo Roxo’’ em referência à cor de seu maiô.

Mas a idéia de Gerbi, raspa-se para deixar as duras pernas de um ciclista como nádegas de um bebê, não prosperou. Perdeu-se tempo ante a ignorância e o medo do ridículo da maioria de seus companheiros. Havia que esperar vinte e seis anos para que outro ciclista, também italiano, retomasse a idéia. Ocorreu em 1929 quando o romano Leonida Frascarelli, terceiro colocado no Giro daquele ano e ganhador de duas etapas em 1930, voltou às estradas com suas musculosas e bem torneadas pernas raspadas. Seus companheiros de equipe (Ideor Pirelli), se mostraram incrédulos e os cronistas da época ironizaram seu novo visual. Diziam que por ser considerado um paradigma da fortaleza, com capacidade para o sofrimento, deveria possuir aspecto adequadro as suas virtudes que correspondesse a representação cultural do mundo atletico da qual fazia parte. Por sorte, para o progresso deste esporte, as idéias de Gerbi e Frascarelli se consolidaram, claro, depois de passar por uma série de resistência por parte daqueles que unicamente enxergavam esta prática como um simples efeito estético - que diga-se de passagem, também o tem.

Não seria justo dizermos que o depilar das pernas de um ciclista é apenas uma melhoria estética. É muito mais que isso. Com a depilação, se ganha aerodinamica, igual a que se obtinha com o uso do maiô colado ao corpo (o mesmo CX - coeficiente de penetração aerodinâmica). Do ponto de vista médico, pernas depiladas representam menos risco de infecções em caso de acidentes e facilitam a limpeza dos ferimentos. A depilação ajuda também, na hora de receber uma boa massagem, pois as mãos deslizam melhor sobre os músculos e os cremes ou pomadas penetram com maior facilidade.

E além do mais, por que negar a satisfação estética ao contemplar pernas lisas, musculosas e bem tornedas???

criado por dimitrivianna    18:19:47 — Arquivado em: Artigos

Cycling and loving

Autoria : Eduardo Monaco Viana

Creio que todo biker deveria tentar escapar das limitações dos single tracks da sua vida para pedalar através de bicycle paths mais amplos, permitindo-se uma ótica menos estreita dos panoramas que circunstancialmente povoam a sua rotina ciclística. Quantos horizontes deixam de ser descortinados por força da postura anatômica das bicycles (ou dos bikers?) – sejam elas mountain, downhill, country ou street bikes. Acredito que, agregar os benefícios salutares da prática e do prazer do ciclismo e suas variantes à interação ao meio ambiente e à geografia humana deparados nas incursões ciclísticas, transformaria um mero exercício esportivo em uma atividade mais enriquecedora.

Quando vejo fotos que eternizam campeonatos ou simplesmente registram weekend tracks, costumo me perguntar se o retratista e seus companheiros de track curtiram aquele bioma ou se o usaram meramente como moldura do documento fotográfico? E aquela casinha de pau-a-pique que compõe a paisagem, será que eles sabem a quem pertence? Quem são as figuras humanas que ali habitam? O que elas pensam? Quais são as suas carências, suas experiências de vida, suas histórias?

Ouve-se falar e lê-se em sítios ecológicos e em áreas de preservação ambiental avisos estrategicamente endereçados a visitantes, pedindo-lhes que “deixem apenas suas pegadas, matem apenas o tempo, tirem apenas fotografias e levem apenas suas memórias”, mas, em nenhum deles é recomendado que “fale com a nossa gente, conheça os nossos sonhos, partilhe os nossos problemas, semeie amor.”.

O fato é que, quaisquer que sejam as atividades do ser humano, elas podem ser engrandecidas quando o background é o amor e a solidariedade.

criado por dimitrivianna    15:43:41 — Arquivado em: Artigos

29.8.06

Mundo da bike 30 dias de sucesso !

                         

Era uma vez um garotinho que morava num lugar distante e bem no alto de uma montanha. Este garotinho tinha um sonho, um sonho de menino: o de atravessar de bicicleta aquela cadeia de Montanhas que sumia no horizonte todas as tardes após o pôr-do-sol. Depois de muito tempo este garotinho cresceu e virou um empresário, pai de família, cheio de compromissos, etc … e nunca mais conseguiu transformar seu sonho em realidade. E aquela vontade de conquistar o mundo de bike, ficou no passado de sua memória . 

                  

O Mundo da Bike nasceu com intuito de despertar o sonho do garotinho que existe dentro de cada um de nós trazendo de volta aquela paixão pela magrela, unindo bikers de várias vertentes, grupos e categorias, sem distinção.

Hoje, o Blog Mundo da Bike comemora um mês de vida, já tendo mais de 5.000 visitas no blog e mais de 100 artigos e matérias postadas e, para dividir este sucesso com vocês, o Blog Mundo da Bike vai presentear com um Calendário personalizado 2007, com imagem do fotógrafo Zena, os três autores dos melhores textos com o seguinte tema: "Como melhorar o Mundo Pedalando".

Envie-nos seus textos por e-mail: mundodabike@gmail.com - Além do prêmio, seu texto será publicado !

E após a eleição da logomarca do Blog Mundo da Bike, juntamente com as sugestões e atendendo à pedidos, "lapidamos" a logo escolhida - conforme divulgação acima.

Agradecemos aos nossos visitantes pelo incentivo e apoio, inclusive aos parceiros Amigos de Bike, o escritor Eduardo Monaco, Blog do Bugarin, Loja New World Bike, Grupos de Pedais Noturnos, Blog Pedalada da Noite, Meu Zine, aos alunos da Escolinha de Trilha, aos sites e produtoras esportivas que sempre nos enviam matérias, sugestões, eventos e fotos para divulgação.

   
Itana e Dimitri
Mundo da Bike

criado por dimitrivianna    18:04:06 — Arquivado em: Notícias

VIVI, A CAPRICHOSA ( Uma garota e sua bicicleta…

Autoria Eder Giovani Savio

Um texto de um  Biker do DH dow hill !

Paredes cinzas, quentes e úmidas. Escuros irritantes, inconvenientes e irremediáveis: a lâmpada, forte, sem lustre, concentraria a luz amarela agressora em um único ponto, arremessando aos olhos estilhaços impertinentes da incandescência de resistência elétrica; a janela, se aberta, escancararia um sol ardido violento, capaz de arrancar a parca umidade protetora e refrescante que salva a pele do dia que já se abafa ao amanhecer, no quarto escuro os fantasmas reinaram a noite toda nos sonhos já quase esquecidos da menina, e agora são expulsos pelas buzinas malcriadas, pelo motores doentes, pelas freadas histéricas. Vivi jamais poderia lembrar o sonho, pois o sonho, no final, misturar-se-ia à realidade sonora: buzinas e freadas. Apenas um temor angustiante e inexplicável, tão comuns nessas ressurreições matutinas, lhe abateu, como se previsse algo ruim, um pessimismo generalizado, insinuando que tudo contra si conspirava. Melhor levantar e enfrentar o dia.

Afinal, quando decidiu abrir a janela em detrimento da lâmpada de cem watts, Vivi não achou o sol tão ruim assim. Tomou banho gelado em seu abrigo íntimo revestido de cerâmica branca, acariciou-se sob o pretexto de se limpar e depois sem pretexto algum. Tomou café, ou melhor, leite longa vida com papaya. Leu jornais no computador, checou em vão novos e-mails. Manhã linda, até já se apagara o temor dos lençóis.

Resolveu passear na ciclovia da avenida beira-mar. Tênis branco, shortinho, blusinha azul, rabo-de-cavalo, óculos escuros e disc-man. Deslumbrou-se sorridente diante do espelho de corpo todo. Havia uma leve e tênue capacidade translúcida em seu shortinho branco; observando com boa vontade, talvez se pudesse vislumbrar o negro dos pêlos. Que delícia andar a vontade em Floripa! Essa frase repetia toda vez que saía de bike.

Desfilando lépida sobre o tapete de concreto desenrolado entre os automóveis desvairados e o mar, sentia-se radiante com o bem estar de seu corpo, com a consciência do prazer causado pela atividade muscular, com o bom humor característico de quem sente a vida de bicicleta. Bom humor que lhe exprimia alegrias indefectíveis do azul soberbo do céu sobre os prédios repletos de luz, sobre as montanhas cravejadas pela madeira enegrecida dos barracos, dessarte luminosas também, graças ao sol da manhã primaveril e à endorfina usada para camuflar as dores do esforço.

Um sorriso, outro e outro, algumas vezes grosseiros, de canto de boca torta, mirando nas coxas, nos seios duros e dinamizados pela trepidação, depois nos olhos azuis de Vivi. Todos a excitavam e lhe energizavam ainda mais. As pernas sentiam mais e mais vontade de pedalar, de flertar, de fazer amor. Uma hora pedalando e não sentia cansaço, queria voltar, quiçá cruzasse novamente com o rapagão sorridente com cara de propaganda de creme dental. E voltou, o encontrou, detectou seu sorriso e o retribuiu olhando para trás. Mas, como se distraíra, atravessou direto o cruzamento, invadindo a arena negra dos automóveis.

O carro vermelho a sua frente, com seus olhos-faróis, parece um animal assustado, melancólico e apreensivo com o desfecho do encontro. Vivi imagina quatro ou cinco possibilidades de trajetórias e manobras que o carro poderia usar nesses três metros que a separam da morte. Ela estancara sua bike com o susto, pensou em pular para a frente ou para trás, mas suas pernas não têm força suficiente para impulsionar sessenta quilogramas a dois metros em um quinto de segundo. Esse quinto de segundo permite duas substanciais reflexões, ou melhor duas sucessões poéticas pré-adeus: no primeiro décimo vê o braço do rapaz esticar-se lentamente, gritando em câmara lenta, vê o movimento da boca e dos olhos de seu flerte horrorizado, enquanto ouve pelos fones do disc-man um ou dois acordes de Vivaldi que lhe soam e lhe afetam como se fossem uma sinfonia completa repleta de significados sobre a vida, sobre o cosmo, sobre o amor. No segundo décimo a morte está a um metro e meio, arrastando-se em sua direção com as rodas travadas. Pensa em pensar algo importante antes de morrer, em ver o famoso filme da despedida, em julgar a si mesma e se arrepender, em menos de um décimo de segundo, de todos os erros cometidos, de todos os perdões não aceitos e não ofertados. Mas não pensa em nada disso, só pensa que tais pensamentos talvez não existam, talvez ela não seja capaz de os ter ou apenas ainda não esteja preparada para morrer e ponderar sobre a vida. No vigésimo de segundo restante deixa de ter consciência sinestésica, a lata do automóvel gentil colhe seu corpo e o cospe da bike, formata seus braços, pernas e tronco ao capô e lhe projeta ao alto. Em sua viagem aérea ainda vê uma última imagem: o capacete esquecido sobre a mesa. __ Me fodi! E desmaia antes de chegar ao chão.

criado por dimitrivianna    08:06:21 — Arquivado em: Artigos

Passeio - Maniçobike I

(Por: Itana Mangieri)

Neste domingo, 27 de Agosto, um grupo de amigos se reuniu para uma pedalada descontraída pela região de Santo Amaro/BA. O grupo saiu, pontualmente, de Salvador às 7 horas e seguiram de carro, em caravana, até Santo Amaro. Lá, outros ciclistas nativos já aguardavam para somar-se ao grupo.
Apesar do objetivo final ser o de saborear a tradicional Maniçoba Santo Amarense, a pedalada foi muito bem organizada. Um carro de apoio, abastecido com água gelada, também informava, através de uma faixa traseira, “Cuidado – ciclistas na pista” e conduzido pelo sempre sorridente “Leninho”.

O dia estava perfeito e o sol acompanhou do início ao fim.
Dentre os ciclistas, participou desta pedalada, o símbolo ciclístico de Santo Amaro, “Bagacinho” – como é conhecido carinhosamente na cidade, famoso pela sua paixão pelos pedais e com um alto-astral contagiante.

A pedalada começou em Santo Amaro e seguiu pela estrada até Saubara. Algumas paradas rápidas houveram para fotos e hidratação. A estrada, apesar de não ter acostamento, estava muito boa, sem buracos e desníveis – o que resultou num pedal tranqüilo e sem acidentes.

Ao Chegar em Saubara, uma pausa para descanso, banho de mar, alimentação, bate-papo e integração.
O retorno também foi tranqüilo, apesar do sol quente.
Já em Santo Amaro, o grupo foi recepcionado por Leninho e sua família que prepararam a deliciosa Maniçoba.
Após o almoço, a integração do grupo, proporcionou momentos de alegria com música e músicos presentes, agradecimentos e homenagens à “Bagacinho” - que se emocionou e prometeu vir à Salvador para pedalar com os grupos de passeios noturnos.  Bagacinho (símbolo ciclístico de Sto.Amaro) e George Argolo (Sto.Amarense e organizador deste passeio) receberam placas comemorativas do Jornal Meu Zine, que apoia passeios ciclísticos culturais e regionais e também a boa culinária baiana, a exemplo da maniçoba.

Durante a pedalada, batizada de Maniçobike, o grupo começou a articular a 2ª edição deste pedal ! – Foram 65 Km de percurso (ida e volta) e o próximo Maniçobike, promete outras localidades da região tão belas quanto Saubara.

(Fotos: Itana / Valci / Lu / Zena)

criado por dimitrivianna    07:08:34 — Arquivado em: Trilhas/Viagens/Passeios

28.8.06

Mundo Novo um passeio dos sonhos ! parte 1

      Autoria Dimitri Viana

                              

Aconteceu neste final de Semana o primeiro tour de bike organizado pela Loja New World Bike para a cidade de Mundo Novo e Piritiba no qual eu tive o prazer de participar.

  

Embarquei com intuito de conhecer a qualidade dos serviços oferecidos pelos os meninos Benilio e Leones na sua primeira experiência na realização de excursões para bikers.

Leones e Benilio dupla fera  do Mundo da Bike

Confesso que fiquei surpreso e muito feliz com a qualidade dos serviços oferecidos e com a competência de Benilio e do motorista Caribé, na condução da viagem, parecia que estávamos com experientes profissionais em excursões, com a turma do Sampa Bikes de São Paulo.

Caribé muita tranquilidade no volante e  simpatia de sobra !

Como sabemos, uma excursão para ter sucesso, precisa de harmonia e cuidados com logística, roteiro escolhido, acomodações, etc.

 Uma excursão para ciclistas, além destes itens, também deve ter-se o cuidado no transporte das bikes, apoio nas trilhas e análise do grupo para, que todos pedalem no mesmo ritmo. E tudo isto aconteceu perfeitamente durante a viajem.

A região de Mundo Novo é um dos melhores lugares da Bahia para a prática do Mountain Bike. Cheia de montanhas, vales e sem riscos de assaltos é um convite para quem gosta de praticar o XC (Cross Country) ou para quem deseja fazer passeios leves pelo campo.

O Grupo

O grupo que foi nesta primeira viajem era composto de cinco experientes ciclistas de Montain Bike: Charles Brow, Ramiro, Pablo, Celso e eu, tendo Benilio como guia.

Foi um pedal de gente grande e o objetivo do grupo era utilizar o passeio como treinamento para competições de longa distância.

Talvez aí esteja o sucesso desta viajem: saber antecipadamente qual o objetivo do grupo, neste caso, era pedalar forte aproveitando a beleza do lugar.

Se fosse alguém como outro objetivo e sem a mesma condição física, para acompanhar o ritmo do grupo, teria sido frustrante para os demais e constrangedor para os que estavam querendo apenas fazer um passeio leve.

Isto não significa que local não é apropiado para iniciantes, ao contrário, pois oferece todas as condições para quem quer apenas fazer um passeio leve. O importante é ter todo o grupo com o mesmo pensamento

Roteiro 1º dia:

Fizemos no primeiro dia 65 km de trilhas, passando a maior parte do tempo por singles tracks, com pequenas subidas e descidas, pequenos trechos de areia até chegar num antigo Convento do Abade , muito bonito, que fica em um morro perto do distrito de Jequitibá, depois retornamos pegando 25km de um estradão sem fim até Mundo Novo, onde almoçamos. De lá, nós pegamos nossa van e voltamos para o hotel em Piritiba.

Roteiro 2º dia:

Antiga estação de trem de Jequitibá

O segundo dia foi um clássico do Mountain Bike com 46 km de percurso total. Começamos com uma descida de pelo menos 7 km com muita adrenalina, depois escaladas de dois a 3 km, similar as provas de Minas. Enfim foi um passeio típico para quem gosta de aventura e muito pedal.

criado por dimitrivianna    18:23:23 — Arquivado em: Trilhas/Viagens/Passeios

27.8.06

Como atenuar a Tensão Pré-Competição

Autor: Carlos Ventura

A ansiedade é um dos maiores problemas que atinge o atleta e o técnico. É interessante definirmos o que é ansiedade.
Ansiedade é um estado emocional causado pela excitação do Sistema Nervoso Central, esta excitação é provocada pela percepção de que alguma coisa ao redor esta não conforme com a rotina de vida de cada pessoa.
O período pré-competitivo, até o tiro de largada é um tempo de maior concentração, reflexão, auto-avaliação, comparações, pré-julgamentos com relação aos obstáculos e problemas a serem superados e os objetivos planejados. Nesta condição surgem às inseguranças, receios, convicções, certezas que são responsáveis pela manifestação do estado de ansiedade positiva ou negativa.
A ansiedade é negativa quando impede que o atleta possa desenvolver positivamente toda a sua potencialidade, física e psicológica.
No outro extremo temos as ansiedades altamente positivas, que também poderá levar ao não atingimento dos resultados esperados, onde o atleta esquece a técnica e passa a correr somente com a energia da emoção, um técnico ansioso transmite seu estado emocional para o atleta.
Isto posto, a pergunta muita bem colocada sugere uma resposta indicando o "caminho do meio" ou seja, o caminho do equilíbrio.
É trabalho essencial do técnico junto ao seu atleta procurar este equilíbrio, a ansiedade é um estado que mobiliza para a ação, desde que em doses equilibradas possibilitando uma participação em uma corrida com vontade, garra, técnica e fundamentalmente fair-play.
Isto acontece quando existe uma relação técnico x atleta, baseada na confiança, clareza de propósitos, no trabalho diário, convívio freqüente - olho no olho.
Um planejamento confiável também é base importante na construção desta pirâmide.
Outro fator positivo no equilíbrio da ansiedade o autoconhecimento e o grau de maturidade do atleta, baseado em seus sentimentos e moções, sua condição física para a prova e suas manifestações.
Alem disso, no período pré-competição é necessário cuidar-se adequadamente respeitando o repouso, sono, alimentação, hidratação e prática do lazer no convívio social.

(Carlos Ventura é um dos treinadores brasileiros de maior sucesso. José João da Silva, bicampeão da São Silvestre, foi um dos seus atletas, entre outros. )

 

criado por dimitrivianna    22:16:23 — Arquivado em: Dicas de Saúde

25.8.06

Happy Hour no mundo da Bike !

Elas não me admitem eu sei ! Mas o sonho de quase todas as mulheres é ter um casamento tradicional: chegar à Igreja com véu e grinalda, numa limosine na porta da igreja com o pai ao lado, etc

Bem.. se isto acontecer com você meu colega, e como já não dá mais para ""fugir”” … proponha à ela, ao menos, um final diferente, com uma saída da Igreja gloriosa … em uma bike tandem.

 

Vai ser um casamento original e econômico  e muito romântico !

Bom final de Semana !

criado por dimitrivianna    17:24:40 — Arquivado em: Sem categoria

Resultados do Mundial - SUB23 Masculino

Autoria Guine

O Mundial de Mountain Bike na Nova Zelândia continua a todo vapor !

a veja os ultimos resultados

Podem acreditar, mas a Suíça levou mais uma. Pois é, desta vez foi na categoria Sub23 Masculino com Nino Schurter.

A pergunta que fica no ar: o que esses suíços fizeram ?

A resposta é simples! Bom trabalho de base. Dar valor ao esporte. Seriedade! Respeito com os atletas e a modalidade. Coisa que ainda não temos. Infelizmente.

Para quem não sabe, a Suíça sempre foi uma potência mundial no Ciclismo em geral. Principalmente no Cross Country.

 

O melhor brasileiro da prova foi Daniel Rezende que temrinou na 37a colocação. Já Daniel Ribeiro terminou a prova quando ainda faltava uma volta.


Resultados:

1 Nino Schurter (Suíça) / 1.54.58 (15.39 km/h)
2 Tony Longo (Itália) / 0.50
3 Max Plaxton (Canadá) / 2.34
4 Stéphane Tempier (França) / 3.09
5 Jakob Diemer (Dinamarca) / 3.34
6 Michel Luginbuehl (Suíça) / 5.14
7 Gion Manetsch (Suíça) / 5.51
8 Evguen Petchenine (Rússia) / 6.07
9 Lukas Flückiger (Suíça) / 6.29

criado por dimitrivianna    12:00:05 — Arquivado em: Eventos

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