3.8.09

ORAÇÃO DO CICLISTA

 

Senhor Deus Vós que permitistes a beatificação de São Cristóvão, protetor dos motoristas, dai-nos também, um Santo protetor, que nos ajude a pedalar em paz e segurança nas ciclovias, nos parques, nas trilhas e principalmente nas ruas e estradas.

 

Livrai-nos dos maus motoristas, dos pedestres desatentos, dos ladrões e dos irmãos afoitos, que pela ausência de campanha educativa, desrespeitam as leis e o código de nacional de trânsito.

 

Fazei com que os cães, melhor amigo dos homens e das crianças, não nos persigam e não ponham em risco a nossa vida.

 

Lembrai-nos que pedalando ganhamos tempo, economizamos combustível, não poluímos o ambiente e promovemos o desenvolvimento físico, e que a bicicleta é um instrumento de trabalho e ganha pão dos mais humildes.

 

Despertai nas autoridades a importância da segurança do ciclista, pois ele é também filho do senhor.

 

Não nos deixei cair em tentação de trocar a bicicleta por automóvel e, se quando isso acontecer, fazei-o respeitar a bicicleta e o ciclista.

 

Amém.

criado por dimitrivianna    20:07:27 — Arquivado em: Artigos

22.7.09

SERRA GRANDE-BA NO SÃO JOÃO 2009

Texto: Itana Mangieri

Itana: - Lu, Dimi convidou pra passar o São João no sítio, mas eu só posso ir se for na segunda-feira depois do almoço e eu não to a fim de ir sozinha – 450 Km é muito longe

Lu: - Zena e Sophia vão viajar e se eu ficar aqui vou ficar sozinha, então vamos juntas.

Itana: - Você sabe o caminho ? Vamos pela BR 101 ou pelo Ferry-boat ?

Lu: - Vamos pela BR101 pois a fila do Ferry vai nos atrasar muito. Eu fui em Maio da ultima vez para Itacaré e sei o caminho.

Itana: - Então tá ! Na segunda a tarde eu te pego na casinha de Pituaçu e seguimos.

 

Lá vem a segunda-feira …

15 hs liguei pra Lu e avisei que estava liberada e indo buscá-la. Arrumamos as malas, as bikes e o kit-Lu no carro (Obs: Kit-Lu = caixinha de isopor com algumas latinhas de cerveja geladas).

16:10 hs saímos rumo ao nosso São João no sul da Bahia. 

Na BR324 sentido Feira de Santana estava tudo bem até que o trânsito parou próximo de Candeias. Respirei fundo e lembrei do engarrafamento no São João do ano passado onde no trecho Salvador X Feira de Santana levou-se 8 horas para completar os 100Km iniciais. Mas devagarinho, andava-se. Fomos conversando no carro, ouvindo música e eu questionando Lu por não ter colocado umas latinhas de coca-cola pra mim no isopor, mas ela prometeu que a cada cerveja que tomasse, sobraria uma “vaga” para que, no primeiro posto, ela completasse com minha coca-cola. Comentou também sobre comprar alguns artesanatos na estrada na volta e um conjunto de mesa e cadeirinhas dobráveis, blá blá blá blá ……. e, nisso anoiteceu !

Quando pegamos, à direita, na entrada para a BR 101, Lu falou: - “Siga em frente. A vida toda”.

Eu: - Mas Lu, eu acho que temos que fazer o primeiro retorno.

Lu: - “Nada disso. Eu conheço o caminho. Passei aqui em Maio. Siga em frente a vida toda”.

E eu segui. Começou a chover, estrada esburacada, muitos caminhões e, depois de uns 50Km começaram as placas de Aracaju e Alagoinhas. Uma, duas (hummmm….) e na terceira eu disse: - Lu, nós estamos indo para o norte e Serra Grande é no sul da Bahia. Essa cidade aí na nossa frente é Alagoinhas.

Lu – “Imagina !”

Aí eu apontei a placa à sua direita: “Bem vindo à Alagoinhas”

………….. (sic ! momento de silêncio fúnebre) … Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk … Tivemos uma crise de risos e lágrimas.

Seguimos adiante até o primeiro posto de gasolina da cidade para fazer xixi, reabastecer e comprar a minha coca-cola … kkkkkk.

E a parada foi divertidíssima. Estacionamos ao lado de uma Van preta com insulfilme escuro, desenhada com labaredas amarelas e decorada com bonecos, baratas, ratos e com adesivos curiosos como: “faço sexo de graça” (e com o telefone do proprietário) / “te vejo no inferno”, etc. Nesse momento, todos os curiosos fotografavam a Van enquanto o proprietário estava no banheiro raspando o cabelo (??? … rsrs). Não tivemos a surpresa de conhecê-lo, mas fomos pedir a um caminhoneiro que nos deixasse fotografar seu caminhão, pois era do sul do Brasil com o sobrenome de Zena desenhado na boléia – TOMIO!.

Liguei para Dimi para avisar que nos atrasaríamos e o mesmo não acreditava no nosso “desvio” e ainda nos chamou de loucas. Depois ligou pra Lu preocupado porque nós íamos chegar tarde e estava preocupado porque eu sou dorminhoca e ele achava que eu podia dormir no volante (… rrrrrr … não gosto que me desafiem … rsrs … além do mais, eu já tinha me prevenido levando chicletes ardidos de menta para mastigar na estrada e espantar meu sono).

Retornamos, agora no sentido correto, rindo feito duas babacas e planejando comprar um GPS.

A viagem foi tranqüila, mesmo com Lu implicando porque chamei o segurança de um posto de gasolina, onde paramos para fazer xixi, de “tio”, pois ela acha isso uma ofensa e coisa de gente careta do nordeste.  Chegamos no sítio + ou – 2:30hs da madrugada. Como Dimi abriu um restaurante no sítio, logo na entrada haviam plaquinhas dos pratos do cardápio: muqueca, catado de siri, aratu, lagosta, etc … Lu logo se empolgou com água na boca e eu pensei: “ Nossa ! Eu dormi mesmo no volante pois já estou sonhando com comida!”. Estacionei e ela não queria que eu buzinasse para não acordar o caseiro e nem Dimi (???) … Mas como ? Ainda mais com um dos cachorros de Dimitri latindo pra nós ao lado do carro. Dessa vez uma PittBull branca !!! Então, como nenhuma das duas ia encarar a pittbull, dei uma buzinadinha de leve e Dimi veio nos receber junto com Cris. Torto de sono e de cueca … kkkk.

Nos cumprimentamos e fui logo me acomodando numa cama, pois a sensação de sono era a de ter mastigado o chiclete de menta com as pálpebras !

 

As 7hs Dimitri nos acordou, tomamos café e fomos pedalar eu, Lu, Dimi e Cris. Deixamos o carro lá em Serra Grande e seguimos pela nova trilha-tour tão anunciada que Dimi preparou para recepcionar os amigos. Não posso deixar de mencionar que ele é nosso ciclo-bandeirante, pois abrir trilhas ciclísticas é uma especialidade nata dele. Adentramos por sítios e mirantes com paisagens deslumbrantes (a perder de vista) mesmo com o tempo meio nublado. Toda hora ele dizia que a trilha era light … com subidas por singles tracks de até 45 graus, de mata fechada e escorregadia por causa da chuva inicial … ele só esqueceu de dizer que era “light” para os Dino-Bikers … rsrs, mas que vale a pena, mesmo no estilo Jabuti ou Empurra-bike … hehehe. Adentramos a Reserva do Conduru já debaixo de chuva, com lama e o cheiro forte de mato purificando nossos poluídos pulmões urbanos …  Ainda fomos conhecer um sítio onde os proprietários criam um caititú (espécie de porco-espinho do mato) solto no quintal. Ele é até bem sociável e curioso com seus novatos admiradores !

Em seguida ainda encontramos alguns cachorros no caminho que não mediram esforços nem timidez para brincarem conosco !

E para terminar a trilha-tour de Dimitri não poderíamos deixar de parar no mirante da ladeira de Serra Grande, mesmo debaixo de chuva, para registrarmos nossa foto dos 4 porquinhos ecológicos – estávamos elameados até a alma!

Finalizada esta trilha-show, eu e Lu paramos num posto de gasolina para abastecer e os frentistas ficaram curiosos com a aparência de duas pessoas enlameadas dentro do carro (???). Na descida da ladeira, resolvemos passar na Cabana da Empada, pois a fome deu sinais estomacais de broca (hehe). Ao entrarmos, dois clientes arregalaram os olhos assustados. Já fui logo alertando:

- Calma ! Não é nada disso que estão imaginando. Não somos mendigas. Só estamos sujas de lama !

Eles riram e Lu já foi logo pedindo sua gelada e eu escolhendo o sabor da empada no cardápio. Um dos clientes ainda bateu um papinho rápido e simpático conosco e foi embora e nós continuamos saboreando as deliciosas empadas. Por coincidência, na semana passada, saiu uma matéria sobre a Cabana da Empada de Serra Grande na revista Muito de Salvador. No Brasil, não sei por falta de “provas” … rsrs, mas aqui na Bahia não existe empadinhas mais gostosas que essas !

Retornamos para o Sítio Paraíso para um banho. Dimi já estava lavando as bikes e Cris na organização da festa junina (eu já vi mulheres trabalharem sem parar, mas esta Cris … estou pra ver igual … ela parece ter rodinhas no pé e energia vazando).

Enquanto isso, Lu resolveu soltar a jornalista encubada dentro dela e saiu pelo sítio filmando e relatando todas as atividades para a preparação da festa e a beleza do sítio. Já no finzinho da tarde fomos para a praia brincar e fazer um pega na água com Pitty (bull).

Com tudo já preparado para a festa, noite estrelada e fogueira acesa, aguardávamos a chegada dos convidados. Como Itacaré e Serra Grande é uma região de muitos estrangeiros, a festa não podia deixar de ter nacionalidades variadas. Foi o São João mais internacional que já presenciamos … rsrs pois haviam pessoas de vários cantos do mundo. Devido também ao mestre de capoeira Cabelo, que viaja por vários países ensinando esta arte e mantém em seu sítio um sistema de intercâmbio cultural com imersão em capoeira.

Também teve a apresentação de seu grupo Trovão. Por um momento, pensei estar no meio da Praça da Apoteose no Rio de Janeiro com aquela batucada conquistando e mexendo com nossos rebolados … mas retornei à realidade quando vi Lu ensinando o americano Jordan a pronunciar palavrões e ele se esforçando para pronunciar corretamente.

(gritei) - No Jordan ! That is not correct. That’s bad language and she´s crazy.

No dia seguinte organizamos tudo e  fomos para a praia para assistir e fotografar o tradicional “Bába” de futebol de São João. A diferença é que todos os jogadores trocam as bermudas e camisetas por mini-saias e tops decotados. Uma “gracinha” hehe.

Depois eu, Lu, Cris, Nick e Dimi fomos dar um passeio para conhecer a vizinhança como o energético sítio da Sol e do Gil (Solange, uma sulista e professora de natação que mora naquela região. Uma casa simpaticíssima ao lado de uma lagoa onde pudemos tomar um banho de cascata gelaaaaaado para espantar a preguiça do feriado.

Lu, com seu horto-radar, avistou mudas de coqueiro anão e foi logo colocando uma no carro.  Depois fomos conhecer o sítio do mestre capoeirista Cabelo.

Um sítio dos sonhos. Um Éden! Com lagos, gansos, gramados, coqueiros, cachorros, quiosque para aulas de capoeira, muito verde e uma cozinha externa imensa com fogão e forno a lenha onde fomos convidados para um chá de cidreira.  No caminho da cozinha atravessamos um viveiro de mudas. Olhei para Lu e avisei:

- Contenha-se, por favor !

No retorno, ela não resistiu, mas desta vez pediu ao dono uma muda de pitangueira a qual foi prontamente atendida ! E enquanto ela acomodava a muda de quase um metro no carro, eu corria de um carreirão dos gansos! rsrs

Voltamos para Serra Grande para tomar um açaí na praça e para um papo rápido com o casal Sol e Gil. Depois retornamos para o sítio já a noitinha para nos preparar para a viagem de volta à Salvador.

As 5 hs da quinta-feira retornamos para Salvador. Desta vez com a companhia de Nick, filha de Cris, nossa daliti!. Paramos no restaurante Natureza Viva para tomarmos sucos e misto de queijo com banana e, em Santo Antônio de Jesus paramos na estrada para comprar artesanato. Enquanto eu escolhia uma panela de barro para fazer moquecas, Lu apertava a protuberante barriga de banha do simpático vendedor e lotava o carro com peças artesanais de cipó fazendo de Nick uma sardinha enlatada durante o restante da nossa viagem!

Tudo bem que eu implico com as maluquices de Lu e do Garoto Enxaqueca (Dimi), mas assumo minhas rabugices … rsrs. É respeitando as diferenças que mantemos nossos amigos e amores, além, dos desvios e ocorrências nos nossos objetivos … mesmo indo para o Sul da Bahia via Alagoinhas/Aracaju … “a vida tôda” ! Kkkk.

Sítio Paraíso

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18.6.09

CICLOVIA VIRTUAL

Fonte: Revista Vida Simples

A ideia é genial: um projetor a laser acoplado na traseira da bicicleta desenha no asfalto duas linhas vermelhas com o símbolo universal dos ciclistas ao centro. Aonde a bike vai, a imagem segue atrás. Como a maioria das cidades não tem ciclovias, o apetrecho é uma baita mão na roda para o ciclista noturno circular com mais segurança pelas ruas. O objetivo é exatamente chamar a atenção dos motoristas para o fato de que é fundamental manter distância das bicicletas. O produto foi idealizado pelo escritório de design americano Altitude (http://www.altitudeinc.com/) para uma competição cuja intenção era promover o ciclismo. “Cansei de ver amigos sendo atingidos no trânsito. O que mais afasta os ciclistas das ruas é o medo de dividi-las com os carros”, diz o engenheiro mecânico Alex Tee, um dos idealizadores do LightLane. Originalmente era para ser apenas um protótipo, mas o sucesso foi tamanho que o escritório segue desenvolvendo o produto. E, se tudo der certo, ele será comercializado no ano que vem nos Estados Unidos.

criado por dimitrivianna    21:00:30 — Arquivado em: Artigos, Ciclismo, Notícias

25.1.09

Somente 1 multa em SP por desrespeito ao ciclista

Leis não faltam para pensar e inserir o ciclista no trânsito de São Paulo. O difícil é levá-las para a realidade. Segundo o Artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro, o motorista que "deixar de guardar a distância lateral de 1,50 metro ao passar/ultrapassar bicicleta" deve ser multado em R$ 85.

No período de dezembro de 2007 a novembro do ano passado, no entanto, apenas uma pessoa foi autuada na cidade com base nessa resolução, segundo pesquisa da Gerência de Suporte à Fiscalização da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Esse número ínfimo vem a se somar a uma série de falhas nas políticas públicas que deveriam incentivar o uso de bicicletas em São Paulo - ao invés de abrir possibilidades para acidentes como o que matou a massagista Márcia Regina de Andrade Prado, de 40 anos, atropelada há menos de duas semanas por um ônibus na Avenida Paulista. Márcia, atuante nos movimentos que defendem o uso de bicicletas, sempre dizia para os amigos: "Eu não preciso nem de 1,5 metro. Se os carros dessem 20 centímetros para eu pedalar, já teríamos tranquilidade. Mas nem isso temos."

A informação sobre o número de autuações com base no Artigo 201 foi repassada pela CET no fim do ano passado a um grupo de ciclistas por e-mail, ao qual o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso. Procurada, a Assessoria de Imprensa do órgão não respondeu aos questionamentos da reportagem e também não informou como um motorista foi multado - já que os prepostos não carregam uma fita métrica para medir a distância entre carros e bicicletas.

"Parece até piada isso" , diz o presidente da Comissão de Assuntos e Estudos sobre Direito de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção São Paulo, Cyro Vidal. "Não precisamos de mais leis, precisamos de conhecimento e comprometimento."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

criado por dimitrivianna    21:09:13 — Arquivado em: Artigos, Notícias

3.12.08

Sazonalidades !

Texto: Itana Mangieri

Ano de eleição para prefeito é uma beleza ! As obras de fachada necessárias são realizadas em menos de 6 meses. Tudo rapidinho para que a população vote e se lembre qual prefeito as realizou e deixou sua marca nas placas de bronze de honra ao mérito. Se é que podemos chamar a praça, calçadão e ciclovia da Av.Centenário de mérito, pois após a primeira chuva ela ficou submersa. Talvez tenham esquecido de comunicar aos usuários que também poderia ser usada para natação e mergulho. Mas não posso ser tão cruel e crítica, pois pelo menos temos agora mais uma ciclovia na cidade. As eleições acabaram, os cidadãos ainda estão sob efeito ilusório de tantas promessas (inclusive a do metrô que ainda não possui trilhos, mas que já possui trens (!!!)), o prefeito foi reeleito e a cidade continua em estado de emergência na saúde, na educação (que está desabando em seus alunos), no trânsito caótico, na segurança, etc …
A Lei seca que parecia ser uma esperança para pedestres, ciclistas e motoristas responsáveis nos finais de tarde de sábados, domingos e feriados para não serem agredidos e despejados das ruas e avenidas por motoristas bêbados que retornam de suas bebedeiras, foi por água abaixo. Os postos de fiscalização não são mais realizados em pontos estratégicos previamente conhecidos e divulgados por e-mail para os espertos que bebem e, caso se lembrem, consigam evitar tais localidades para escapar da blitz.
Dezembro chegou.
As decorações de natal já enfeitam a cidade desde o início de novembro iluminando as noites e contra-dizendo as campanhas ecológicas de uso consciente e coerente de energia elétrica. Acho que algumas pessoas pensam que o fluxo das chuvas desta época geram mais potência para as turbinas das hidrelétricas, permitindo-lhes futilidades sazonais, do que as catástofres ambientais como as de Santa Catarina. Muitas pessoas estão atolando os shoppings para, desesperadamente, usar seus décimos-terceiros em compras e presentes sejam de marcas famosas originais, genéricas, similares ou piratas. Outras lotam academias de ginástica para ficarem em forma para desfilarem no verão – como se o verão e o carnaval fossem as únicas estações para exibir saúde – enquanto no restante do ano permitam-se somente o exílio para engorda e hibernação.
Professores particulares fazem malabarismos para salvar crianças e adolescentes das provas de recuperação e permitir que curtam suas tardes de férias escolares dentro de shoppings em companhia de suas trilbos.
Outras atividades sazonais também são necessárias nessa época de final de ano (e durante todo o ano também) como fazer uma faxina em casa e separar o que não se usa mais e doar para quem necessita, fazer projetos para melhorar sua qualidade de vida ou reavaliar projetos anteriores, estudar, ler, criar, cultivar a fé, fazer panetone e saborear umbú,

criado por dimitrivianna    23:41:23 — Arquivado em: Artigos

1.12.08

Em nome do Amor e da Bicicleta

Matéria da jornalista Jeanne Calegari
Revista Época

Paulistano resolve unir suas duas paixões e vai de bike pedir a namorada em casamento, acompanhado por mais de 200 amigos ciclistas.

Entre casar e comprar uma bicicleta, o casal Luiz Humberto Sanches Farias, 23 anos, e Patrícia Simões, 31 anos, ficou com os dois. Ele teve a companhia de mais de 200 ciclistas para pedir a mão dela em casamento, em um bar no Pacaembu. Ela, que nunca andou numa magrela, disse sim, com lágrimas nos olhos, e prometeu: vai comprar uma bike e aprender a pedalar.

O executivo de compras e morador do Bairro do Limão Humberto, mais conhecido pelo apelido, Tokinho, participa há oito meses da Bicicletada, encontro de ciclistas que se reúnem na última sexta de cada mês para celebrar a ocupação das ruas por veículos não-motorizados. O trajeto é decidido na hora, no local da concentração, na Praça do Ciclista (esquina da Av. Paulista com a R. Consolação). O movimento, inspirado na “Massa Crítica” de São Francisco, é horizontal, não tem líderes e é aberto a qualquer um que queira participar. Normalmente, é descrito como uma “coincidência organizada”.

Na Bicicletada de novembro, que ocorreu na sexta, dia 29, Humberto fez um pedido especial aos participantes: que o acompanhassem até um bar, onde a família e sua namorada, a administradora de empresas Patrícia, estavam esperando por ele, sem saber de nada. Com a companhia de todos, ele faria o grande pedido.

A turma de ciclistas se entusiasmou com a idéia e topou fazer o percurso, que ficou conhecido como a Bicicletada da União. “Como a noiva chega na igreja? De carro. Qual é a cena que vem à cabeça quando os noivos saem? Do carro cheio de latinhas. A cultura do automóvel se apropriou até dos casamentos. Uma união onde o carro não tem o menor valor ou sentido tem tudo a ver com a Bicicletada”, diz André Pasqualini, cicloativista e entusiasta do encontro mensal.
Alguns dos ciclistas já sabiam da intenção de Tokinho e foram vestidos a caráter, com véus de noiva e roupas de festa. Ele foi de terno, gravata e buquê de flores na mão. “Pedi para o pessoal ir comigo para unir as minhas duas paixões e porque rolava um ciuminho da minha noiva cada vez que tinha algum evento da Bicicletada”, diz Tokinho, que já levou a mãe para participar de um dos passeios.
Apesar do nervosismo, Tokinho conseguiu fazer o pedido a Patrícia, que namora há quatro anos. Com lágrimas nos olhos, ela aceitou imediatamente. Trocaram alianças ao som da algazarra animada dos ciclistas ao fundo. “Eu não sabia que vocês eram tão lindos”, disse Patrícia, para o grupo. “E eu quero aprender a andar de bicicleta!” Na verdade, ela e Tokinho pegaram uma magrela ali mesmo e saíram pedalando, ele com ela no colo. E na cerimônia, nada de carro para levar a noiva. Patrícia deve chegar de Táxi Bike, com um chofer pedalando na frente e dois lugares atrás para ela e o pai, enquanto Tokinho vai com a sua bicicleta.

criado por dimitrivianna    11:29:04 — Arquivado em: Notícias

16.9.08

QUALIDADE DE VIDA

Texto: Itana Mangieri

 

Desisti do stress causado pelo atraso e relaxei ! E a cada intervalo de 5 minutos e um avanço de 20 mts, reparava vagarosamente o que via a minha volta debaixo do sol quente e em cima de um viaduto: as obras de um shopping com alguns operários sem capacetes, cintos e clipes de segurança trabalhando num andaime, livres, leves e soltos; fiéis entrando apressadamente num faraônico templo de fé em busca de conforto espiritual; um motoqueiro, com capacete, fumando naturalmente … (como se fosse natural engolir e reengolir fumaça tóxica) e outros zigue-zagueando ferozmente entre os carros parados no meio da rua por causa do trânsito lento; celulares tocando jingles musicais e cômicos e sendo atendidos para longas conversas entre uma troca e outra de marcha para o avanço de mais alguns metros; casais discutindo em tom nada amigável e pais agoniados para logo deixar ou recolher seus filhos na escola (apesar de que numa situação dessa, qualquer um ficaria desesperado para tirar uma criança do carro).
Entre uma observação e outra, tentava, com meus ouvidos, desprezar o irracional som alto dos carros de propaganda eleitoral. A cada semáforo, alguém se aproximava de mim para distribuir panfletos, folders, cartazes, livretos e jornais de divulgação e comercialização de condomínios imobiliários. Nas esquinas, uma alameda de adolescentes segurando bandeiras de propaganda de candidatos à prefeito ou vereador.
Pedestres atravessando distraidamente a rua fora da faixa de segurança (como se carros parados no trânsito lento não oferecessem riscos). Flanelinhas(ões) insistentes com seus rodinhos e discursos miseráveis por uma moeda, gritos aberradores de vendedores de água, sucos, refrigerantes, cervejas, CD’s, DVD’s, carregadores veiculares, panos-de-chão, laranjas, pinhas, biscoitos, amendoim cozido, cestos de lixo, brinquedos, jornais, crianças malabaris e palhaços vestidos de enfermeiros pedindo doações para um orfanato.
Senti falta da minha bike. Já estava me sentindo impotente parada ai ! Após 1 hora e quarenta minutos cheguei ao meu destino já aguardando alguns narizes tortos e, para minha surpresa, me aliviei ao saber que a reunião tinha sido adiada ! Respirei fundo e lembrei o quanto pude refletir sobre qualidade de vida urbana durante o trajeto.
No final da tarde resolvi ir ao cinema. No caminho de volta pra casa parei num shopping, escolhi o filme, comprei o bilhete e fui dar uma voltinha para relaxar e ocupar o tempo que sobraria até o início da sessão. Deparei-me com um evento do Greenpeace sobre água. Consistia num túnel dividido em quatro etapas onde, cada grupo de mais ou menos 10 pessoas monitoradas por um voluntário apto, adentrava neste túnel e ouviam as explanações de preservação, conscientização e reflexão sobre atitudes com as praias e oceanos e as conseqüências do aquecimento global. Na primeira parte do túnel, havia nas laterais, como cenário, cantoneiras de areia com lixo comum que vemos diariamente em nossas praias como latas de alumínio, embalagens e palitos de picolé, sacos e copos plásticos, cacos de vidro, etc. Para minha surpresa, enquanto o monitor falava sobre nosso comportamento ecológico, um dos curiosos que lá estavam, abriu sua paçoquinha e jogou a embalagem no chão (sic!). Engoli a cena “atravessada” e sem me preocupar com a atenção que o monitor necessitava do grupo, indaguei o indivíduo:
- Ei ? Porque você está jogando lixo aqui no chão ?
- Ué ! Por que aqui já tem lixo ! (respostinha mal-criada ! rrr)
- Mas isso é um cenário. Um cenário da nossa realidade. Você está querendo contribuir mais ainda para termos lixo nas praias e em outros locais ? Não se situou ainda não ? Tá perdido, é ?
Terminando o túnel com os cenários exemplificando os danos causados pelo comportamento do ser-humano e a reação da natureza pelo aquecimento global, seguimos para uma sala para assistir a um vídeo institucional sobre o Greenpeace onde havia, para conforto do grupo, um sofá inflável que furou-se após o cidadão anterior ecologicamente incorreto se jogar sobre ele (sic ! … tsc, tsc, tsc).
Meu Deus ! Como é difícil pensarmos em conscientização, em hábitos saudáveis e qualidade de vida, sem educação. E ainda tem gente preocupada com as eliminatórias da seleção brasileira de futebol ! Enquanto uns se preocupam com a estrutura de esgoto sanitário municipal, outros fazem  xixi e cocô em muros e postes públicos. Enquanto uns se preocupam na melhoria do transporte urbano como metrô, trens, ciclovias e caronas solidárias, outros matam cidadãos atropelados pelo prazer de beber e dirigir.
E o pior é que, com ou sem instrução, estamos todos no mesmo barco !
Seria muita utopia se todos os eleitores votassem em candidatos ou partidos com projetos voltados para a educação básica ?
EDUCAÇÃO vem de berço. É base. Qualidade de vida é conseqüência !

criado por dimitrivianna    18:51:34 — Arquivado em: Artigos

5.3.08

Minha bike chamada Twigg

 

 

Pode soar muito estranho num primeiro momento esta afirmativa: “Pior que ex-mulher, é divida de ex-mulher !”, mas vamos ao que interessa:
Em novembro do ano passado venceu o famigerado IPVA e, como não recebi o boleto no meu endereço atual, fui até o antigo endereço, na casa da ex-esposa, na intenção apenas de apanhá-lo e pagar, pois sem ele atualizado é problema na certa com a PRF.
Ao chegar à portaria fui recebido pelo antigo porteiro e amigo, o Sr. Roberto, que ficou curioso de eu estar fazendo procuração do referido boleto, pois lá também não se encontrava. Em seguida pedi a ele que pelo interfone perguntasse à minha ex-mulher se ela, porventura, não o teria levado junto com a sua correspondência, por engano, e qual não foi a minha surpresa ao ver o rosto do Roberto perder a cor em segundos ! De imediato perguntei:
- “Hei rapaz estás bem ?”
- Sim, Professor estou bem sim ! Um breve hiato e ele retoma o fôlego e pergunta: - O senhor não esta sabendo !!??
- De quê ? digo eu. - A Dona Cláudia, faleceu ? E ninguém me disse nada ?! (disse eu !)
- Não, não, seu Pacheco não é isso. É que desde maio de 2004 ela foi embora do apartamento, mas, neste espaço de tempo já morou nele a D. Tereza e o Seu Antônio.
- E eu, o dono, sem saber de nada !

A título de esclarecimento: em 2004 eu me separei desta pessoa, mas deixei-a morando neste apartamento e sem ônus de aluguel. Ela deveria apenas arcar com as despesas de IPTU, condomínio, telefone e a energia. Até porque ela estaria morando no mesmo. Não se esqueçam que já se passaram quatro anos !
Diante da minha perplexidade, o porteiro achou por bem chamar a síndica. E eis que surge uma senhora empertigada, com cara de dona do mundo:
- “Bom-dia ! Eu sou a síndica ! Qual o problema ?
- Bom dia. Eu sou o Pacheco, proprietário do apto 603, e…
- De onde o Sr. tirou esta idéia ? A dona do apto 603 é a dona Cláudia !
- Ledo engano seu ! Ou a senhora é relapsa na sua administração ou não conhece os proprietários do prédio.
Obviamente que ela ficou brava ! Então eu tentei explicar a ela e até que, finalmente, depois de uma boa argumentação, ela se convenceu que eu ainda era o dono do apto. Posto isto, ela me diz que desde de 2004 a Cláudia não pagava o condomínio e que já estava para cobrança judicial no escritório Nogueira Lima! E de imediato eu pensei: muito menos pagou o IPTU! Será que tem energia no apto? e o telefone? Já deve ter sido cortado!
- MEEEEEEEUUUUUU DEEEEUUUUUS!!!!
Mediante os fatos, fui a delegacia mais próxima e, devidamente orientado pela delegada, fiz B.O, com três cópias do mesmo e acompanhado da Delegada mais duas testemunhas, retornei ao apto.Tomei posse de novo !!!!
No dia seguinte, refeito do choque do dia anterior, volto ao apto, para ver como estava por dentro ! Relativamente limpo, telefone cortado, mas com energia elétrica. Ufa !! Então começo um processo investigativo, abre armário, fecha armário, abre gavetas, fecha gavetas e, ao chegar ao quarto, abre guarda-roupa, fecha guarda-roupa, fui olhar embaixo da cama. Não sei por que mas fui olhar. Vi quatro caixas de papelão devidamente alinhadas. Estranho! Puxei a primeira, a segunda e qual não foi a minha surpresa, aparecia por trás das duas caixas uma roda de bicicleta! Levantei-me e arredei a cama da parede e………… ali estava ela! um quadro de Bike de alumínio reluzente do tipo Ttype 21 v e duas rodas! Vocês podem imaginar a minha cara de espanto e felicidade ao mesmo tempo !
- Uma bike !!! Hehehehehehehe !!!!!!!! Pois já era pensamento meu, comprar uma Bike para circular por Belém.
Na manhã seguinte lá fui eu ao escritório Nogueira Lima, e pasmem, a dívida era de nove mil reais ! Só de condomínio. E de IPTU quanto será? Para fim de conversa mais três mil reais ! Logo pensei: - Que belo Natal e Ano Novo vou ter ! - Bom, pelo menos uns “quinhentinhos” eu pego na Bike !
Há ! Ia esquecendo: deixe estar que eu já tinha visto a turma da quarta-feira pedalando pela cidade e eu achei muito legal aquele grupo passeando e se divertindo de maneira saudável na noite ! Sim porque poderiam estar pelos bares bebendo ! Como sou evangélico, não bebo e nem fumo, terei uma bike ! Era só o empurrão que estava faltando, pensei ! Será que eles me aceitam no grupo ? Um senhor SEXI !!?? … Ô cabeças maldosas, eu sou um sexagenário ! (risos !)
Bom, primeiro passo: vamos levantar primeiro a bike pois ela estava meio caidinha, depois vou me informar como chegar até eles. E eu me perguntava será que ainda dou conta de dar umas pedaladas ?
- Há, vou pagar para ver !(pensei). Pergunta aqui, pergunta ali, fui parar na loja BIKEMANIA na Rua Gentil Bittencourt entre José Bonifácio e Deodoro de Mendonça, do hoje, amigo Jorge e da amiga Vivian !! Que atendimento ! E a parte técnica feita pelo Guedes ! Perfeita nota dez !! Profissional de mão cheia apesar de jovem !! Depois de três dias fui buscar a magrela ! Totalmente restaurada, lubrificada, limpa, e finalmente fiz um teste-drive !!
Incrível a sensação depois de 48 anos sem pedalar uma bicicleta ! Fiquei uma meia hora andando próximo a loja !! Apanhei que só dela no início. Também pudera: sete catracas, três coroas e eu em cima ! Apesar da aula inicial sobre usar as marchas, muito bem ministrada pelo Guedes ! Após andar no plano, desci e subi a ladeira da Gentil !
Tinha uma pergunta que não queira calar !!! Como levar a bike para casa ? pois estava de carro ! E, eis que para minha surpresa, a solução do problema foi dada pela Vivian: um transbike ! Nem pensei duas vezes e o mesmo já estava engatado na traseira do carro e a magrela pendurada ! E eu ? Rindo para todo mundo ! Cheio de razão ! (risos !)
Já me preparava para ir embora quando entra na loja um cidadão que mais parecia uma montanha de tão grande, mas gentilmente cumprimentou a todos e fui apresentado ao dito “montanha” que se chamava Antonino Costa, hoje o amigo Costa ! E já nas primeiras conversas começamos a trocar idéias sobre o esporte e tipos de bicicletas. Depois de uma meia hora de bate-papo, eu mais ouvindo que falando, fiquei sabendo do site da EART e das trilhas já percorridas.
Quanto a minha participação nas trilhas da EART, foi o que podemos chamar de audaciosa e gloriosa !! É sério gente ! De cara já enfrentei 43 km de trilha ! Apesar das informações do mestre Fábio, para os mais íntimos, o Taluí, que para qualquer outra pessoa normal não teria nem começado. Mas logo quem foi desafiado ??!! O Pachequinho !! Hááá !!! Aí comprei a briga ! E Pasmem ! Consegui completar o percurso todo com a “TWIGG” sem nenhum problema. Morto de cansado, mais morto que vivo ! Mas de alma lavada ! E pelos amigos que a cada pedala me incentivavam sempre !
Agora deixa eu agradecer particularmente ao Guilherme que muito gentilmente nos 10 km finais muito me estimulou a concluir o percurso, apesar de eu estar pedindo um bumbum novo aos berros ! O Guilherme foi muito persuasivo em me oferecer massagens !!! (hahahahaha !!) Sem maiores detalhes. O que realmente foi muito estimulante para concluir os kms que faltavam. Diga-se de passagem SEM MASSAGENS !! (risos !)
Ai está ! Foi assim que eu retornei ao fascinante esporte das trilhas e aos passeios de quarta noite ! HEI !! Se alguém tem dúvidas quanto a minha participação na trilha de Santa Isabel até o Igarapé do Itá é só olhar no site e as fotos feitas pelo Sérgio que falam por si só !!
Vou terminar por aqui por que vai ficar muito comprida, pois ainda estaria faltando falar da entrevista para TV Record, mas deixa pra lá ! (risos)
Deus abençoe a todos na sua infinita bondade permitindo sairmos e retornarmos na paz e com alegrias sem problemas maiores !!
MUITO OBRIGADO A TODOS PELA INJENÇÃO DO VIRUS DA BIKE !

Profº Luis Pacheco
Sexiclista Paraense !!!

criado por dimitrivianna    19:22:48 — Arquivado em: Artigos

2.3.08

Síntese da reunião na Sec.Transportes de Salvador

Texto: Lu Saraiva

 

REFERÊNCIA: CICLOVIAS / CICLOFAIXAS / IMPLANTAÇÃO E AUTORIZAÇÃO PARA TRANSPORTES DE BICICLETAS EM PLANOS INCLINADOS, BODNES, TRENS.

Compareceram para a reunião solicitada pelo Vereador Reginaldo Oliveira, os srs. MATHEUS DÓRIA, Superintendente da STP, MARCOS GUERRA, Gerente de Equipamentos Urbanos da STP, GRACE PRUD´HOMME, Assessora da GEPRO/STP, ELBA TORRES, ASTEC/STP, GILSON CUNHA, representante da ASBB, VALCI BARRETO, Advogado e Cicloativista, LUCIA SARAIVA, representante da Ciclobahia e dos Amigos de Bike, VEREADOR REGINALDO OLIVEIRA, como Vereador que defende as solicitações dos ciclistas de Salvador e adjacências.

Iniciando a palavra o Vereador Oliveira explanou sobre a importância da bicicleta na Cidade do Salvador, dando ênfase para os ciclistas que se deslocam, para tanto, sendo extremamente necessário à implantação de ciclofaixas, ciclovias, acesso das bicicletas nos bondes, trens, planos inclinados, que atualmente não permitem que se transporte estes equipamentos (bicicletas). Em seguida o Sr. Gilson Cunha citou exemplos de ciclofaixas, a respeito da que foi implantada na Av. Alamedas da Praia que faz ligação entre a Av. Paralela e Stela Maris. O Sr. Valci com a palavra ratificou a necessidade de se obter as autorizações para acesso de bicicletas em planos inclinados, trens, etc. como objetivo imediato, tendo em vista a grande população que utiliza este meio de transporte para se deslocar ao trabalho, etc.

O Sr. Matheus pediu a palavra para explicar sobre a questão dos acessos, que é necessário viabilizar projeto para que através de equipamento a ser implantado nos bondes e trens onde possa se colocar e transportar as bicicletas externamente. Sugeriu, para tanto, que será realizado com seus técnicos sob responsabilidade do Sr. Marcos Guerra, presente na reunião, pesquisa de campo com sua equipe, para que se possa verificar a solução do transporte das bicicletas, inclusive que esta pesquisa se faça também nas horas de pico. A circulação pela Estação da Lapa também foi comentada no sentido de que se permita o acesso de bicicletas, mas este assunto não foi concretizado. Informou o Sr. Matheus que em Salvador existe uma frota geral de 580.000 mil veículos circulando e o crescimento dessa frota está em torno de 7 a 8% ao ano. Ficou acertado que será preciso realizar uma outra reunião onde esteja presente também um representante da Superintendência de Engenharia de Tráfego – SET, brevemente.

criado por dimitrivianna    23:00:22 — Arquivado em: Notícias

30.1.08

Trilha de Americano no Pará

Texto e imagens: Itana Mangieri

A Família EART iniciou o calendário 2008 com uma trilha que era pra ser, digamos, normal. Mas a possibilidade de chuva, agora no inverno Paraense, estava deixando os 58 trilheiros ansiosos. Toda hora eu escutava alguém dizendo: “Trilha com chuva é mais gostoso” !

Pois bem, iniciamos a primeira trilha do ano esperando a chuva, mas não a mesma que cai todos os dias aqui em Belém. Todos desejavam um “toró” daqueles.
O início foi tranqüilo, com um sol tímido e paisagens bucólicas no meio do mato e entre igarapés.
Mas após as 13 hs a tão desejada água caiu e aí a trilha se transformou em pura adrenalina.

As estradas de terra viraram lagoas, barrancos viraram cachoeiras e os single-tracks imergiram … rsrs

Planeta água ! Água é vida e energiza tudo e todos … rsrs

Apesar da abundância aquática, retornei pra casa de lama lavada … ops ! … de alma lavada ! rsrs
Realmente, agora compreendo na íntegra: “Quanto pior, melhor” .

Até a próxima !

criado por dimitrivianna    10:58:09 — Arquivado em: Trilhas/Viagens/Passeios

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